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Mostrando postagens de julho, 2011

O Que é Real?

O que é a vida? Quais de nossos pensamentos são realidade? Nossa mente sempre está passando por um processo de ‘alquimia mental’.Nossas experiências constantemente estão transmutando antigas idéias em novos conceitos. Mas quais os verdadeiros guias na vida, as crenças antigas, as idéias tradicionais, ou as novas conclusões a que chegamos pessoalmente? Em ultima análise, nossa visão da vida, o que esperamos dela, é uma síntese pessoal. Temos melhor possibilidade de moldar nossa existência em um estado feliz se tentarmos evitar os enigmas que a vida nos apresenta. De que maneira devemos confrontar esses ‘mistérios do eu’ e sua relação a tudo o mais que o eu confronta? Aquilo em que ‘acreditamos’ é tão importante, como fator motivador no decorrer de nossa existência, quanto o que sabemos. Na verdade, muitos dos pensamentos pelos quais moldamos nossa vida são abstratos. Eles são aquilo em que acreditamos mas que ainda não foi experimentado e talvez não possa sê-lo. O que apresentamos ...

Tabela de Afiliações Filosóficas

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O Mapa Mundial do Pensamento Humano.: -

Jonh Dewey_Ciencia e Política

O que Dewey vê e reverencia como a mais bela das coisas é o crescimento; e tanto que é esta noção relativa, mas especifica, que faz o seu critério ético; refuga assim o absoluto “Bem”. Não perfeição como a meta final, mas o continuo processo de aperfeiçoar, refinar, constitui o alvo da vida...O homem mau é o homem que, pouco importando o bom que tenha sido, começou a deteriorar-se, a tornar-se menos bom. O homem bom é o homem que, pouco importando o moralmente indigno que foi, começa a tornar-se melhor. Esta concepção faz-nos severos no julgar-nos a nós mesmos e humanos no julgar os outros. E ser bom não significa meramente ser obediente e inofensivo; a bondade sem capacidade é aleijada; e toda a virtude do mundo não nos salvará, se não tivermos inteligência. A ignorância não é uma benção – é inconsciência e escravidão; só a inteligência nos pode fazer colaborar em nossos destinos. Liberdade de vontade não é violação de seqüências causais – é a luminação da conduta pelo conhecimento...

John Dewey _ Instrumentalismo

O que distingue Dewey é a indisfarçada integridade com que aceita a teoria da evolução. Espírito, assim como corpo, são para ele órgãos que na luta pela existência evoluíram de formas inferiores. Seu ponto de partida em cada campo é o darwinismo.   Quando Descartes disse: “A natureza das coisas físicas é mais facilmente concebida quando vistas entrarem em existência de modo gradual do que quando são consideradas como produzidas de jacto e já em estado perfeito”, o mundo moderno tornou-se consciente da lógica que dali por diante o iria controlar, lógica de que a ‘A Origem das Espécies de Darwin’ é o ultimo desenvolvimento cientifico...Quando Darwin disse das espécies o que Galileu disse da terra – ‘e pur si muove’, emancipava de uma vez por todas e entronizava as idéias genéticas e experimentais como um ‘organon’ de propor questões a atender explanações . As coisas têm, portanto, de ser explicadas pelo seu lugar e função no meio, em vez de por causa sobrenatural. Dewey é francame...

John Dewey_Educação

Mas apesar de tudo o pragmatismo não era “uma completa filosofia americana”; não conglobava todo o espírito da América maior, que jaz a sul e a oeste dos estados de New England. Era uma filosofia altamente moralista e que traia as origens puritanas do seu autor. James falava de resultados práticos e de matérias de fato, e logo depois saltava, com a velocidade da esperança, da terra para o céu. Começara com uma saudável reação contra a metafísica e a epistemologia e dele fora esperada uma filosofia da natureza e da sociedade; mas ao cabo o que saiu foi uma exaltação apologética da respeitabilidade intelectual de cada crença. Quando aprenderá a filosofia a deixar para a religião essas perplexidades da outra vida e para a psicologia as sutis dificuldades do processo do conhecimento, para entregar-se unicamente à iluminação dos propósitos humanos e à coordenação e elevação da vida humana? As circunstancias nada deixaram de fazer para preparar John Dewey como o filosofo que expressasse o...

William James_Consideração Final

O leitor não necessita guia para apreender os novos e velhos elementos do sistema de James. Faz ele parte da guerra entre a ciência e a religião ; é outro esforço, como o de Kant e Bergson, para salvar a velha fé das unhas do materialismo mecanicista. O pragmatismo tem suas raízes na “razão prática” de Kant; na exaltação da vontade, de Schopenhauer, na noção darwiniana da sobrevivência do mais apto [e também da idéia mais verdadeira]; no utilitarismo que mede tudo em termos de uso; nas tradições empíricas e indutivas da filosofia inglesa; e, finalmente, nas sugestões do cenário americano. Como já tem sido apontado, se não na substancia pelo menos na maneira de apresentar-se, o pensamento de William James é especifica e unicamente americano. O ardor dos americanos pelo movimento e pela aquisição enche as velas do seu estilo e do seu pensamento, dando-lhe uma alegre e quase aérea mobilidade. Huneker denominou-o “filosofo para os filistinos”, e realmente há nele algo de homem de negócios...

William James_Pluralismo

Apliquemos este método ao mais velho problema da filosofia – a existência e natureza de Deus . Os filósofos escolásticos descreviam a deidade como um “Ens a se extra et supra omme genus, necessarium, unum, infinite, perfectum, simplex, simmutabile, immensum, eternum, intelligens”. É magnificente. Que deidade não se sentiria orgulhosa de tal definição? Mas que significa? -   quais as conseqüências para a humanidade? Se Deus é oniciente e onipotente, nós somo bonecos; não há nada que possamos fazer para mudar o curso do destino, que desde os inícios a Sua Vontade delineou e decretou; o calvinismo e o fatalismo surgem como corolários lógicos dessa definição. O mesmo teste se aplica ao determinismo mecanicista, e com os mesmos resultados; se realmente admitimos o determinismo, temos que assumir a atitude mística dos hindus e abandonar-nos à tremenda fatalidade que nos usa como marionetes. Não há aceitar essas tétricas filosofias;o intelecto humano repetidamente as faz renascer em virt...

William James_O Pragmatismo

A direção do seu pensamento voltava-se para as coisas ; e se começou com a psicologia não foi como um metafísico amigo de perder-se em obscuridades etéreas, mas como um realista para o qual o pensamento, por mais distinto que possa ser da matéria, é essencialmente um espelho da realidade física externa. E é um espelho melhor do que muitos supõe; percebe e reflete, não somente coisas separadas, como queria Hume, mas as relações que as ligam; vê tudo em um contexto, que é percebido ao mesmo tempo que a forma, o gosto, o cheiro da coisa. Daí a falta de significação do “problema do conhecimento” de Kant [como por senso e ordem em nossas sensações?] – o senso e a ordem já estão lá. A velha psicologia atomística da escola inglesa, que concebia o pensamento como série de idéias separadas e mecanicamente associadas, é uma duplicata errônea da química e da física ; pensamento não é uma série, é uma corrente, uma continuidade de percepções e sensações que agem quais nódulos em transito, como os ...

William James_A Personalidade

O leitor terá compreendido que a filosofia que vimos de sumariar é européia em tudo, salvo quando ao lugar onde se originou. Tem as nuanças, o polido, a resignação característica das velhas culturas; sente-se em todas as suas partes que a Life of Reason não é uma voz americana. Já em William James a voz, a idéia e próprio torneio da frase são da América. Polvilham seus escritos expressões como “cash-value”, “results”, “profits” que lhe afinam o pensamento a compreensão do homem da rua”; James não fala com a reserva aristocrática de Santayana ou de um Henry James, mas em um vernáculo racial, com uma força e precisão que fizeram a sua filosofia do “pragmatismo” e das “reservas de energia” o correlato mental do “prático” e “ estrênuo” Roosevelt. E ao mesmo tempo verbalizou para o homem comum aquela confiança nos essenciais da velha teologia, que na alma americana vivem lado a lado com o espírito realista do comercio e da finança e com a rude coragem que transformou um deserto virgem em t...

George Santayana_Consideração Final

Há em todas as paginas de Santayana a melancolia do homem separado de tudo quanto lhe foi amor e costume – um homem desarraigado, um espanhol aristocrata solto na classe media americana. Uma tristeza irrompe-lhe a espaços: “ Que a vida é digna de ser vivida”, diz ele, “constitui a mais necessária das proposições e a mais impossível das conclusões”. No primeiro volume da “The Life of Reason” fala da significação da vida e da historia humana como o tema da filosofia; em seu ultimo volume mostra-se duvidoso de que a vida tenha alguma significação. Inconscientemente descreveu a sua própria tragédia: Há tragédia na perfeição, porque o universo em que a perfeição se ergue é em si mesmo imperfeito...Como Shelley, Santayana nunca se sentiu em casa neste mesquinho planeta; seu agudo senso estético parece ter-lhe trazido mais sofrimento com a vista das coisas feias do que deleite com a vista das coisas belas. Torna-se com freqüência amargo e sarcástico; jamais consegue o riso sadio e de coraçã...

George Santayana_Razão na Sociedade

O grande problema da filosofia é descobrir um meio de persuadir o homem a virtude sem o recurso aos terrores e esperanças sobrenaturais . Teoricamente foi este problema resolvido duas vezes; tanto em Sócrates como em Spinoza aparece um perfeito sistema de ética racional. Se os homens pudessem ser amoldados a essas filosofias, tudo estaria resolvido. Mas “uma verdadeira moralidade ou um verdadeiro regime social racional nunca existiram no mundo, e é difícil de lhe concebermos a possibilidade; permanecem um luxo de filósofos. “Um filosofo tem um céu em si, do qual, suspeito a bem-aventurança o seguirá em outras vidas...é um símbolo poético; tem prazer na verdade e uma igual presteza para gozar a cena ou abandoná-la [embora se observe nos filósofos uma teimosa longevidade]. Para o resto de nós a alameda do desenvolvimento moral deve estar, no futuro, como o foi no passado, no crescimento das emoções sociais que florescem na generosa atmosfera do amor e do lar”. È verdade, como argüiu Sch...