Aristóteles_A Psicologia e a Natureza da Arte
A psicologia de Aristóteles se ressente de análoga obscuridade e indecisão. Há nela muitas passagens interessantes; acentua o poder do habito, que é pela primeira vez chamado “segunda natureza”; e as leis da associação, se bem não desenvolvidas, encontram aqui uma formulação definida. Mas as duas questões viscerais da psicologia filosófica – a liberdade da vontade e a imortalidade da alma – são deixadas no vago e na duvida. Aristóteles fala as vezes como um determinista: ”Nós não podemos diretamente querer ser diferentes do que somos”; mas a seguir argumenta, contra o determinismo, que podemos escolher o que havemos de ser, escolhendo o meio que nos modelará; somos livres, por isso, no sentido de que podemos modelar nossos próprios caracteres com a escolha de amigos, ocupações e divertimentos [*] Ética,III, 7. Ele não antecipa a replica imediata do determinista, de que essas escolhas formadoras do caráter são por sua vez determinadas por nosso caráter anterior a este, afinal, pela her...