Jung e a Alquimia
Antes de Jung se interessar pela alquimia, foi atraído d 1918 a 1926 para os gnósticos e os Doutores da Igreja, vendo neles buscadores e pensadores preocupados com as questões metafísicas, e que queriam não apenas crer mas conhecer. É verdade que os gnósticos haviam à sua maneira atinado com o mundo primitivos do inconsciente, e o maior cuidado de Jung foi o de estabelecer uma ponte entre a gnose, o neoplatonismo e nossa época moderna. Quando tomou consciência do valor místico, simbólico e arquetípico da alquimia, ele compreendeu que ela era de algum modo esse elo entre o passado e o presente. Os sonhos de caráter antecipativo e/ou premonitório, tratando de forma repetitiva do mesmo tema, intrigariam Jung imensamente [nos anos que precederam o começo do seu interesse pela alquimia]: “Ao lado da minha casa, ‘conta ele’, havia uma outra, quer dizer, uma ala de casa ou uma construção anexa, que me era desconhecida. Toda vez eu me espantava, no sonho, por não conhecer aquela parte da casa ...