Benedetto Croce_O Homem
De Bergson a Croce a transição é impossível: Não há paralelismo nas linhas de ambos. Bergson era um místico que fixava suas visões; Croce um cético com um dom quase germânico de obscuridade. Bergson tem o espírito religioso e todavia fala como um puro evolucionista; Croce é um anticlerical a escrever como um americano abeberado em Hegel. Bergson é um judeu francês que herdou as tradições de Spinoza e Lamarck; Croce, um católico italiano que nada guardou da sua religião exceto a escolástica e o devotamento a beleza. Talvez que a relativa infecundidade da Itália em matéria de filosofia nos últimos cem anos seja devida em parte a retenção das atitudes e métodos escolásticos ainda por pensadores que abandonaram a velha teologia. {Mais que isso, sem duvida, pela translação da industria e da riqueza para o norte]. A Itália pode ser descrita como a terra da Renascença, mas nunca da Reforma; destruir-se-á por amor a beleza, mas se mostra tão cética como Pilatos quando pensa na verdade . Talve...