FANATISMO_ UMA CHAGA NA HISTÓRIA
A expressão do título é um reducionismo, pois a História comporta mais de uma chaga. Porém, a tendência humana ou de parte significativa da Humanidade em não admitir o que lhe é diferente tem sido uma causa constante dos conflitos que ela viveu e, infelizmente, ainda vive. Diferentemente do que o ideólogo da direita norte-americana Samuel P. Huntington propõe em seu execrável livro ‘O choque de civilizações[1]’, no qual divide o mundo em blocos de culturas imiscíveis, portanto fadadas ao confronto, a própria e velha História nos demonstra que houve mais interações e trocas entre os homens do que a recíproca exclusão. O maniqueísmo desse autor revela, antes de tudo, uma leitura bastante simplista e preconceituosa da realidade. Ao invés de propor e lançar luzes de entendimento e de tolerância, propõe e lança sementes da discórdia e do confronto. É preferível ouvir outras vozes, como a de um israelense que nasceu e vive em meio a um mar de intolerância, AMÓS OZ. Ou como a de um palesti...