Vida e morte na visão judaica
Presenciar a morte de uma pessoa é sempre uma experiência difícil, chocante. O homem que aprende a lidar com a vida também se vê diante da inexorabilidade da morte. No entanto, forçoso é admitir que, para qualquer ser humano, se trata de um desafio pisar no limiar que separa esses dois momentos. Cada religião conduz essa questão a seu modo, de acordo com sua crença e suas tradições. No judaísmo, não é diferente. Amy Eilberg, a primeira rabina a ordenar-se no Seminário Teológico de Nova York, destaca três diferentes posturas judaicas em relação à morte. A primeira vê a morte como uma inimiga, a segunda como uma etapa natural da vida e a última como uma “professora”. Pela primeira visão, a morte é uma inimiga que precisa ser derrotada a qualquer custo. Ela significa sempre uma derrota, independentemente das circunstâncias em que ocorra. A segunda postura do judaísmo considera a morte uma etapa natural da vida. Assim nos ensina uma passagem da sabedoria rabínica: “Quando um navio deixa o ...