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Mostrando postagens de junho 19, 2011

Nietzsche_Democracia_Decadência

Conseqüentemente, o caminho para o super-homem jaz na aristocracia. Democracia – “esta mania de contar narizes” – deve ser erradicada enquanto é tempo. O primeiro passo será a destruição do cristianismo nos homens mais altos. O êxito de Cristo foi o começo da democracia: “o primeiro cristão era, dentro dos seus instintos mais profundos, um revoltado contra tudo que era privilegiado; vivia e lutava irremitentemente por “direitos iguais” e nos tempos modernos seria enviado para a Sibéria. “Aquele que é o maior dentro vós – fazei dele vosso servo” – isto é a inversão de toda sabedoria política e de toda sanidade; realmente, quem lê o Evangelho sente uma atmosfera de romance russo; uma espécie de plágio de Dostoievski. Unicamente entre os humildes tais noções poderiam enraizar; e só em uma idade em que os imperantes haviam degenerado e cessado de imperar. “Quando Nero e Caracala subiram ao trono deu-se o paradoxo de que os mais baixos homens valiam mais que os ocupantes da curul suprema...

Nietzsche_O Super-Homem

Assim como a moralidade jaz na força e não na bondade, assim o objetivo do esforço humano não devia ser a elevação de todos, mas o desenvolvimento dos mais perfeitos e fortes indivíduos . Não o gênero humano, mas o super-homem é a meta. A ultima coisa que um homem deve empreender é o melhoramento do gênero humano; o gênero humano não melhora – e nem existe, é uma abstração; o que existe é um vasto formigueiro de indivíduos. O aspecto do todo é muito mais semelhante   ao de uma enorme fabrica experimental onde em cada época alguma coisa sai bem feita enquanto a maioria falha; e o alvo de todas as experiências não é a felicidade da massa, mas o melhoramento do tipo. Melhor que as sociedades se extingam do que tipos de eleição deixem de aparecer. A sociedade é instrumento para realce do poder e da personalidade do individuo; o grupo não é em si um fim. “Para que haveria maquinas se todos os indivíduos só servissem para as conservar?” Maquinas – ou organizações sociais – “que sejam fi...

Nietzsche_Moralidade Heróica

Para Nietzsche Zarathustra se torna um evangelho do qual seus últimos livros não passam de comentários . Se a Europa não apreciasse sua poesia talvez compreendesse sua prosas. Depois do canto do profeta, a lógica do filosofo. Um filosofo não pode descer da lógica, que quando não for um selo de prova é um instrumento de claridade. Nieztsche estava mais só porque Zarathustra parecera estranho até para seus próprios amigos. Eruditos como Overbeck e Burkhardt, que tinham sido seus colegas em Basle e admirado o   Nascimento da Tragédia, lamentaram a perda de um brilhante filosofo, mas não puderam celebrar o nascimento de um poeta. Sua irmã [que já havia justificado suas vistas de que para um filosofo uma irmã é uma admirável substituta da esposa] deixou-o subitamente para casar-se com um daqueles anti-semitas que Nietzsche desprezava e partiu para o Paraguai com o fim de formar uma colônia comunista. Para beneficio da saúde do irmão ela insistiu em levá-lo, mas Nietzsche, que dava mais...

Nietzsche_O Canto de Zarathustra

E saltando da arte, que lhe refugira, abrigou-se na ciência – cujo ar friamente apolíneo lhe varreu da alma os ardores dionisíacos de Tribschen e Bayreuth – e na filosofia, “que oferece um asilo onde nenhuma tirania pode penetrar”. Como Spinoza, procurou acalmar as paixões, examinando-as; “precisamos”, diz ele, “uma química das emoções”. E assim no seu próximo livro , Humano, mui Humano [1878-80], se tornou psicologista e analisou com crueldade de cirurgião os mais ternos sentimentos e as mais queridas fé – dedicando-o intrepidamente, em plena reação, ao escandaloso Voltaire. Enviou a obra a Wagner, recebendo em retribuição o livreto de Parsifal. Depois nunca mais se comunicaram. Por essa época, ainda em plena mocidade, sofreu um baque na saúde, tanto mental como física [1879], chegando a perder as esperanças – e preparou-se desafiadoramente para o fim. “Prometa-me”, disse à irmã, “que quando eu morrer só meus amigos se achegarão ao meu ataúde. Veja que nenhum sacerdote, ou quem qu...