Postagens

Mostrando postagens de julho 17, 2011

George Santayana_Razão e Ciência

A Vida da Razão é “um nome para todo pensamento pratico e toda ação justificada pelos seus frutos na consciência” . A Razão não é inimiga do instinto e sim o seu uníssono; é a natureza tornando-se consciência em nós, iluminando o seu próprio caminho, rumo a meta. É o “feliz matrimonio de dois elementos – impulso e ideação – os quais, se divorciados, reduzem o homem ao bruto ou ao maníaco. O animal racional se gera pela união destes dois monstros. É constituído por idéias que cessaram de ser visionadas e por ações que cessaram de ser vãs” . A Razão é a “humana imitação da divindade”. A Vida da Razão baseia-se francamente na ciência, porque a “ciência encerra todos os conhecimentos que merecem confiança”. Santayana conhece a precariedade da razão e a falibilidade da ciência; aceita a analise moderna dos métodos científicos como simples notas taquigráficas, descritivas da regularidade observada em nossas experiências, em vez de as considerar “leis” que governam o mundo e lhe asseguram a ...

George Santayana _Ceticismo e Fé Animal

“Não está aqui”, diz o prefácio, “mais um sistema de filosofia. Se o leitor sentir vontade de sorrir, sorrirei com ele...Estou meramente tentando exprimir os princípios para os quais o leitor apela quando sorri” . Santayana é bastante modesto [coisa estranha em filosofia] para crer que outros sistemas, que não o seu, sejam admissíveis. “Não peço a ninguém para pensar comigo, se as preferências vão para outros. Que cada qual abra como possa as janelas da alma, para que diante dela a variedade das perspectivas se espalhe com mais brilho” [* Scepticism and Animal Faith]. Neste ultimo volume introdutório se propõe esclarecer, antes de mais nada, a teia de aranha epistemológica que vem embaraçando o crescimento da filosofia moderna. Antes de delinear a Vida da Razão quer discutir, com toda a parafernália técnica tão cara aos epistemologistas tradicionais, a origem, a validade e os limites da razão humana. Sabe que o grande perigo é a aceitação sem critica de proposições tradicionais: “O ...