Conspirações e Bruxarias
O centro de estudos ( “think tank” ) britânico Demos lançou um relatório chamado The Power of Unreason (”O Poder da Irracionalidade”) onde analisa o papel das teorias conspiratórias na formação e atuação de grupos terroristas. O trabalho conclui que, embora não seja possível ligar diretamente o pensamento conspiratório ao extremismo ou tratá-lo como “causa imediata da violência”, ele ajuda a manter grupos radicais unidos e a empurrá-los na direção a atos cada vez mais desesperados. Isso se dá de três maneiras: 1. Ao criar uma “demonologia do outro” , que define o inimigo e, por tabela, define a própria identidade do grupo radical (que é o conjunto daqueles que se opõem ao “demônio”); 2. Deslegitima as dúvidas quanto à causa e os apelos à ação moderada, lançando sobre seus autores a pecha de agentes ou inocentes úteis a favor da conspiração; e 3. Oferece ao grupo um quadro retórico onde ações violentas podem ser justifica...