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Mostrando postagens de março 9, 2011

Aristóteles_A Ética e a Natureza da Felicidade

E, no entanto, a proporção que Aristóteles evoluía, rodeado de turbas de moços ávidos de ensino, mais e mais seu espírito se derivava das minúcias da ciência para os problemas mais amplos e vagos da conduta e do caráter. Ocorreu-lhe com clareza que acima de todas as questões do mundo físico estavam as questões supremas: Qual a melhor vida? Qual o supremo bem da vida? Que é virtude? Como poderemos atingir a felicidade e a realização de nosso destino? Aristóteles é realisticamente simples em sua ética. Sua educação cientifica preservava-o de pregar ideais superhumanos, ou vazios conselhos de perfeição. “Em Aristóteles – diz Santayana – o conceito da natureza humana é perfeitamente equilibrado; todo ideal tem base natural e todo natural tem desenvolvimento ideal” Aristóteles começa reconhecendo francamente que o objetivo da vida não é o bem por si mesmo e, sim, a felicidade. “Pois nós escolhemos a felicidade por si mesma e nunca tendo em vista algo além dela; amamos a honra; o prazer, a ...