quarta-feira, 10 de março de 2010

Introdução à Parapsicologia _ Parte 6

Vamos agora narrar algumas experiências relacionadas com a radiestesia.

ð Em 1966, o minerologista, Nikolai Kochevanov, dirigiu uma expedição perto da fronteira da China com a Rússia, voando sobre o rio Chu. No avião equipado com um magnetômetro, havia alguns sensitivos com varinhas. Observou-se que o efeito ocorria somente quando voavam sobre as margens do rio e não sobre a superfície. Parece que o que mais afeta o ser humano é a água atritando o solo, se a superfície deste é grande. Também se fez o teste voando sobre depósitos conhecidos de minerais e os sensitivos tiveram reações consideráveis. Em testes feitos no solo, a equipe localizou um depósito de chumbo de três polegadas de espessura, a 150 metros de profundidade.
ð O geólogo holandês, Jolco Tromp, demonstrou que os zaorís são muito sensíveis ao eixo magnético da Terra e reagem a mudanças nesse campo. Na Universidade de Yale foi comprovado que, dentro de alguns desses campos magnéticos, os zaoris apresentam aumento da pressão sanguínea e do número de pulsações. Embora isto tenha sido comprovado com os zaoris, parece que a reação é comum a todos os organismos. Por exemplo: ratos não dormem dentro da área desse campo;as plantas não crescem ou não há vegetação nesse campo; as pessoas reumáticas sentem contrações musculares, bem como dores nas articulações, num campo produzido por água. Essas áreas, geralmente, exercem má influência sobre a saúde. Também se verificou que uma pessoa que não é zaori apresenta diferença de potencial quando entra numa dessas áreas.
ð Os animais em geral são muito sensíveis a esses ‘campos’. É por isto que escolhem lugares especiais para dormir.

A PERCEPÇÃO PRIMÁRIA
Estamos sofrendo uma rápida transformação. Quando a humanidade do futuro contemplar o passado, dar-se-á conta de que a era psíquica começou no ano 70.[William Tiller, Conferência no Simpósio de Saúde da Universidade da Cidade de Los Angeles].

Até pouco tempo atrás, a maioria dos parapsicólogos acreditava que os fenômenos psíquicos só podiam ser atribuídos à mente e que não havia correlação com o aspecto físico. A metafísica deu ênfase a essa correlação, pesquisando para além do ponderável.

Tiller apresenta, hipoteticamente, as características dos fenômenos psicoenergéticos.

ð 1. Ao que parece, os padrões de energia são completamente diferentes dos que a ciência convencional conhece;
ð 2. Os experimentos sugerem que há na matéria um nível cujas características são predominantemente magnéticas quando aumentam a temperatura, com uma organização maior que a tendência para a desordem. [O que parece violar a segunda lei da termodinâmica].
ð 3. Parece haver um padrão de radiação ou holograma de energia, que atua como uma força presente na organização das substancias a nível físico.
ð 4. Como resultado de experiências com vegetais, animais e o ser humano, há uma evidência de que existe ‘um interconector ao próprio nível da substância do universo, entre todas as coisas que nele existem’.
ð 5. Há indícios de manifestações de energia que são estáveis em diferentes níveis de tempo-espaço que nos são familiares. Espaço e tempo poderiam ser formadores de ondas de substância nesses níveis. Tiller também sugere que há um contínuo mente-matéria, freqüentemente interpenetrando diversos níveis, variando de espessura e densidade; o físico através de muitos estratos da mente, até chegar a um que ele chama de espírito.

RESULTADOS DE EXPERIMENTOS
Harold Cahn, pesquisador em Biologia e Física da Universidade do Norte do Arizona, diz que o mundo é um interconector. Uma equipe de cientistas sugeriu que os organismos da mesma espécie empregam um sistema de comunicação que usa radiação eletromagnética, coerente e modulada.

Justa Smith, bioquímica e chefe do laboratório de ciências naturais do Colégio Hill Rosário, em Buffalo, dirigiu vários experimentos sobre saúde, descobrindo então que campos magnéticos fortes ativam o funcionamento das enzimas. Relatou que Oskar Estebany, um coronel húngaro aposentado e terapeuta de excelente reputação, acelerava a atividade de enzimas ruins colocando os organismos em suas mãos durante alguns minutos por dia. A cura é muito parecida, qualitativa e quantitativamente, com o efeito dos campos magnéticos. Diz Justa Smith, também, que a espécie humana está avançando para a realização maior das faculdades psíquicas através do desenvolvimento do sistema cérebro-espinhal. As atividades de Estebany foram pesquisadas também por Bernard Grad, da Universidade McgIll, em Montreal. Foram observados o crescimento acelerado das plantas e a cura de ratos doentes.

Em 1971, Robert Miller, cientista, pesquisador e industrial, e ex-professor de engenharia química do Instituto Tecnológico da Geórgia, dirigiu um importante experimento com Ambrose e Olga Worral. Os Worral, que são bem conhecidos por suas faculdades curativas, estavam em Baltimore e Miller em Atlanta, controlando o crescimento lento de arroz em germinação, o qual tinha se estabilizadoo em 0,00625 polegadas por hora.

Como tinha sido programado, às 21 horas, os Worral visualizaram as plantas crescendo vigorosamente, dentro de uma luz branca. No período das dez horas seguintes, o ritmo de crescimento aumentou em cerca de 840%.

Experimentamos com dois ratos anestesiados, para que alguns psíquicos tentem fazer com que um deles se recupere mais rapidamente do que o outro, têm dado excelentes resultados.

A teoria de que existe a percepção primária nas plantas não é nova. Charles Darwin especulou que as plantas podiam ser sensíveis aos efeitos da música e construiu um instrumento para tocar em seu jardim.

Backster, que descobriu acidentalmente no laboratório que as plantas reagem quando se quebram ovos, pesquisou também a sensibilidade dos ovos e ficou espantado ao descobrir que também eles apresentam percepção primária: Disse ele: “temos feito experimentos também com células de cultura, amebas, frutas frescas e vegetais, e com culturas e amostras de sangue. Verificamos que tudo isso parece ter a mesma capacidade das plantas... Nossos experimentos sugerem que toda a memória pode estar no nível de uma célula simples”.

A barreira ou linha divisória entre a matéria orgânica e a inorgânica vem se modificando. A linguagem verbal é inadequada para descrever a dinâmica da vida. Como disse um físico laureado com o Premio Nobel: “fazemos distinção entre matéria viva e matéria morta, entre corpos que se movem e corpos inertes. Este é um ponto de vista primitivo. Aquilo quer parece inanimado, como uma pedra ou um prego, está neste instante e estará sempre em movimento. Já nos acostumamos a julgar pelas aparências externas, pelas impressões ilusórias, que chegam aos nossos sentidos. Teremos de aprender a descrever as coisas em novos e melhores termos”.

FENÔMENOS EXTRA-SENSORIAIS
Estamos entrando agora no campo dos fenômenos extra-sensoriais e devemos lembrar que os indivíduos dotados dessas faculdades são denominados ‘PARAGNOSTAS ou METAGNOMOS’. Certamente, alguns sensitivos podem se situar em ambos os campos e ser também paragnostas.

Quanto à percepção extra-sensorial, parece que os homens primitivos têm esse tipo de percepção mais desenvolvido do que os homens civilizados. O famoso psicólogo, Freud, e os parapsicólogos, Tenhaeff e J.B. Rhine, comentaram amplamente a natureza atávica da psique.

Foram feitos testes científicos entre os aborígenes australianos, o povo mais primitivo, que vive nas mesmas condições em que existia na Idade da Pedra. Séculos de luta pela sobrevivência aguçaram, não somente suas faculdades físicas, mas também seus poderes psíquicos. Segundo escreve Albert Abarbanel, em seu livro “ São os Aborígenes Psíquicos?” , eles causaram espanto naqueles que fizeram com eles testes controlados de percepção extra-sensorial. Foram pesquisados também os métodos de clarividência e adivinhação dos cafres da África do Sul. Há ainda informações de testes psíquicos de muitas culturas primitivas, inclusive com os maoris na Nova Zelândia e os xamãs dos Mixtecos [México], que se tornam clarividentes depois de terem mastigado ‘cogumelos sagrados’. Além disso, foi comprovada a comunicação extra-sensorial entre os Mestres do Tibet, e é um mistério como o faziam os incas do Peru, pois há informação de que quando os espanhóis viajavam para um lugar distante, os incas o sabiam com muita antecipação, e não havia possibilidade de que alguém tivesse se adiantado ou transmitido a informação por algum meio então conhecido.

Os parapsicólogos soviéticos chamam a percepção primária de “Bioconcordância”. No ocidente ela se denomina “Telepatia de Percepção ou Telepatia Visceral”. Não é fácil compreender esse fenômeno, de modo que, para entendê-lo melhor, vamos começar com alguns exemplos.

ð Os russos colocaram num submarino, a 185 metros de profundidade, 10 coelhos de 5 semanas, e se afastaram 1200 quilômetros do laboratório de parapsicologia em que uma equipe de biólogos, parapsicólogos, médicos e psiquiatras, acompanhavam os eletroencefalógrafos que registravam as ondas cerebrais das coelhas mães de cada um dos coelhinhos. Cada vez que se matava um desses coelhinhos no submarino, observava-se no laboratório uma alteração na onda cerebral da respectiva mãe; houve êxito em 80% dos casos, isto é, das 10 coelhas, 8 tiveram reações observáveis. Este experimento foi de grande ajuda para se compreender a natureza da telepatia, que está relacionada com a transmissão e captação de algum tipo de energia.
ð Os americanos fizeram um experimento semelhante com golfinhos. A mãe estava num aquário e o golfinho filho foi levado para o mar várias vezes, até que a mãe se acostumou a ficar sem ele. Num dado momento, fez-se explodir uma carga colocada no corpo do golfinho filho. Esse instante não era conhecido de ninguém no aquário, mas as pessoas ali presentes logo o reconheceram porque, no mesmo instante em que foi ativada a carga e o golfinho morreu, a mãe teve um comportamento de desconsolo, muita fúria, e demonstrou um estado semelhante a loucura, isto demonstra que não importam o tempo, o espaço, os campos gravitacionais, eletromagnéticos, etc., para que se transmita a mensagem.
ð Outro experimento consistiu em reunir num laboratório, vários casais. As pessoas foram levadas para uma casa, onde lhes colocaram eletroencefalógrafos para medir suas ondas cerebrais enquanto liam revistas; elas ficaram muito felizes e tranqüilas. Enquanto isso, os maridos foram colocados numa outra casa e lhes foi solicitado que se concentrassem em olhar fotografias da época de sua juventude. Quando um deles estava com a foto de uma mulher que tinha sido sua noiva, por exemplo, notava-se que o gráfico do encefalógrafo de sua esposa se alterava, embora ela não estivesse consciente do que seu marido fazia. Este experimento serve para entender por que certas pessoas sentem de imediato angústia ou ansiedade sem uma causa aparente e, mais tarde, toma conhecimento de que um parente muito chegado, ou um amigo intimo, estava em dificuldades muito sérias, sofrera um acidente ou morrera. Mais tarde, quando nos aprofundarmos mais nos fenômenos telepáticos, tomaremos este exemplo como base para explicar por que a feitiçaria e a bruxaria afetam muitas pessoas e por que não afetam outras, e você mesmo aprenderá a ficar protegido de suas superstições.
ð Também se sabe que o astronauta MItchel, do espaço sideral, e o engenheiro sueco Hohnson, numa dependência da NASA, fizeram experimentos de telepatia com excelentes resultados. Mais tarde, Mitchel se dedicou ao estudo da parapsicologia.

RESPOSTAS PROVÁVEIS.
Os cientistas procuram explicar como surge a comunicação do nível subconsciente para o nível consciente. A resposta poderia ser que ela se origina em forma de reação automática, pressentimentos, ou como imagens visuais, auditivas ou olfativas.

Antes de continuarmos com o estudo da telepatia, será necessário explicarmos o fenômeno das ondas cerebrais, pois parece que são um elemento chave na compreensão desse fenômeno e de alguns aspectos fisiológicos do nosso organismo.

Como este estudo é de grande interesse e, embora sirva para compreender a telepatia, não faz parte dela, dedicaremos o próximo artigo exclusivamente às “Ondas Cerebrais”.

Voltando ao campo animal, observaram-se também vínculos telepáticos entre membros de uma mesma espécie. Numa ilha do Japão, ensinaram-se macacos a lavar batatas antes de comê-las. Simultaneamente, os macacos que viviam numa ilha vizinha também aprenderam a lavá-las, mas o mistério é como aprenderam, pois, de uma ilha para outra não se podia transmitir a informação por contato visual. Este fenômeno telepático também foi observado com as formigas e as abelhas. O cientista, Ivan Sandarson, estudou a formiga ‘Atta’, da América Tropical. Essas formigas fazem uma cidade subterrânea de uns 800 metros, muito complicada. Quando se coloca um obstáculo na entrada, logo chegam grupos especializados para fazer a limpeza,muito antes de que possam receber informação por meio de comunicação ou transmissão de sinais físicos.

Com base em todas essas informações, o biólogo, Sir Alister Hardy, de Oxford, propõe uma hipótese revolucionária dizendo que, possivelmente, a evolução também é impelida pela transmissão telepática de informação.
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[Texto de Pedro Raúl Morales]

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