quarta-feira, 10 de março de 2010

Introdução à Parapsicologia - Parte 8

Através destes artigos, só podemos apresentar este tema em forma de descrição. O assunto é no entanto mais complexo e, num curso formal de Parapsicologia, estudam-se as equações matemáticas que levam aos resultados. É também curioso saber que os parapsicólogos atribuíram nomes de animais aos indivíduos verdadeiramente dotados, para distingui-los dos que não o são. Por exemplo, os que obtêm resultados bons ou excelentes são chamados de ‘ovelhas’ e, os outros, de ‘cabras’. Quando vocês lerem ou ouvirem dizer que um dotado que está sendo estudado é ‘cabra’, isto significa que ele está obtendo resultados fracos ou que já perdeu suas faculdades; por outro lado, ‘ovelha’ significa justo o contrário.

Apresentaremos agora alguns dados interessantes, relativos a testes efetuados com telepatia a diferentes distancias.

ð Um dotado chamado Dr. Riess efetuou 1850 jogos com as Cartas Zener, a 500 metros de distancia do transmissor, e conseguiu uma média de 18 acertos em cada jogo, o que é um resultado muito alto.
ð A senhora Sinclair acertou no total 65 vezes em 290 jogos, a 50km de distância, ou seja, acertou 65 vezes a ordem em que foram observadas as 25 cartas, o que constitui um feito assombroso e inclusive um recorde.
ð A senhora Stewart na Bélgica, e os doutores Soal e Batesman na Inglaterra, obtiveram um êxito tão grande em 1000 provas que há uma probabilidade contra 100 milhões de que os acertos tenham ocorrido por acaso.

Com estes testes ficou comprovado que a faculdade telepática é independente de obstáculos e prescinde da distância.

Existe atualmente a tendência a fazer abstração desse tipo de experimentação. Os cientistas já estão convencidos de que essa faculdade existe [assim como outras] e já passaram à etapa de confirmação dos fenômenos para a do estudo de certos dotados, procurando compreendê-los e verificar se no futuro eles podem ser aproveitados para fins úteis em certos núcleos da sociedade.

Sabendo que os dotados trabalham melhor em seu ambiente natural, ou que eles produzem mais quando os experimentos não são tediosos ou aborrecidos, os cientistas criaram outros jogos telepáticos [como adivinhar cores e frutas], ou atividades telepáticas que sejam como um jogo divertido. Assim foram obtidos melhores resultados.

Um outro método para pesquisar a telepatia é através dos sonhos. No laboratório Maimônides, de Nova Iorque, foi comprovado que, quando um dotado se concentra profundamente numa cena ou experiência enquanto visualiza e pensa num indivíduo que está dormindo, quando este acorda conta um sonho que tem muita semelhança com o que lhe foi transmitido. Isto é muito importante para se compreender o fenômeno da precognição, pois muitos sonhos são na realidade a captação telepática de algo que outra pessoa estava pensando.

AFINIDADE TELEPÁTICA
Consideremos agora as relações telepáticas, ou seja, o grau de afinidade telepática que se observa entre diferentes pessoas, conforme seu parentesco, sua amizade, etc.

Há uma linha muito poderosa de comunicação entre um hipnotizador e o sujeito que ele hipnotiza. Depois de várias sessões de hipnoze, necessárias para ajuste e para estabelecer as ordens pós-hipnóticas, é possível que o hipnotizador exerça influencia mesmo a grandes distancias, e assim possa dar ordens a que o sujeito obedecerá sem que haja entre eles uma comunicação verbal. Entretanto, mesmo quando o sujeito esteja sob a influencia da hipnose, talvez possa captar as ordens mentais dirigidas a ele pelo hipnotizador.

Outra linha bastante forte e às vezes desconcertante ocorre entre irmãos gêmeos univitelinos, isto é, aqueles que provêm de um mesmo óvulo. Foi observado que 2/3 deles receberam ou viveram experiências psíquicas de suas metades. É comum um desses irmãos dizer que sabe quando acontece alguma coisa com seu irmão, como, por exemplo, um acidente. Sabe-se do caso de uma gêmea que sentia as dores de parto de sua irmã. Nos casos em que gêmeos univitelinos foram separados por muito tempo, foi comprovado, surpreendentemente, que apesar de não terem mantido contato eles manifestaram os mesmos gostos, passaram a usar o mesmo tipo de camisa, fumar da mesma marca de cigarros, comprar o mesmo modelo de automóvel, etc. Muitas mães declaram que, quando pequenos, esses gêmeos sofrem as mesmas doenças quase simultaneamente, e são conhecidos casos em que a morte ocorreu a ambos com diferenças de poucos minutos.

Entre mãe e filho ocorrem também experiências muito significativas, especialmente quando a criança de poucos dias [ou mesmo de meses] tem algum problema durante a madrugada e a mãe imediatamente acorda para atendê-lo; acredita-se que isto se deve a que a mãe capta a angústia da criança por via telepática. Quando os filhos são adultos, parece que funciona em sua mãe um sexto sentido, pois ela está sempre alerta e sabe ou sente quando um filho está com problemas ou em perigo. É curioso que a relação se polariza mais sobre a mãe que sobre o filho, quer dizer, quase sempre é a mãe que capta os problemas de seus filhos, mas estes não captam o mesmo em relação a sua mãe, embora tenham sido relatados casos de filhos que sentiram algo quando sua mãe ou seu pai faleceu.

Outro tipo de experiência entre pessoas de muita afinidade ocorre com cônjuges. Talvez o leitor já tenha ouvido falar de alguma senhora que ficou preocupada ao notar que estava sem sal ou açúcar em casa; pensou então em seu marido e no desejo de que ele trouxesse esse produto ao sair do trabalho e, efetivamente, ele chegou em casa com um pacote de sal ou açúcar, dizendo que, sem saber por que, ao passar por uma mercearia, pensou em comprá-lo.Isto se deve a que ele captou o desejo de sua esposa e reagiu de maneira automática, cumprindo esse desejo. Outras vezes nos surpreendemos quando ao pensarmos em alguém que não vemos faz muito tempo, de repente essa pessoa nos telefona ou a encontramos na rua.

É preciso ter em mente que essas faculdades devem ser usadas sempre para fazer o bem aos outros. Nunca devemos tentar transmitir mensagens telepáticas com fins malévolos, procurando prejudicas alguém, pois esses pensamentos sempre voltam para a pessoa que os transmitiu. Isto segue uma lei mental que estabelece que os pensamentos se atraem por afinidade.

A propósito, explicaremos um fenômeno que mencionamos em artigos anteriores: a ‘feitiçaria ou bruxaria’. Muita gente acredita nisso, dizendo que alguém lhe fez um mal, e nos perguntamos por que. O pior é que chegamos a crer sinceramente nessas superstições, e esta é a razão pela qual elas nos afetam.

Isto se entende melhor quando se estudam as lei mentais. Nosso subconsciente tem um grande potencial e já explicamos a faculdade denominada ‘pantomnésia’. Desde pequenos ouvimos falar repetidas vezes em bruxaria, até que a crença nisso fica implantada em nosso subconsciente. Então, se alguém pensa em nós para nos fazer uma bruxaria, nossa mente capta por telepatia; quando o nosso subconsciente se dá conta do que está acontecendo, baseia-se em sua crença e começa a funcionar de modo que ocorram em nossa vida as coisas que o bruxo pensou. Devemos entender, no entanto, que quem causa isso somos nós mesmos, com o nosso subconsciente e a nossa crença.
Quando alguém deixa de crer totalmente na bruxaria, liberta-se dessa superstição e ela não faz mais nenhum efeito. Certamente, isso é difícil, porque trazemos essa crença em nosso âmago desde pequenos: mas podemos superar a situação com exercícios de meditação e de sugestão positiva, e então viver tranqüilos.
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[Texto de Pedro Raúl Morales]

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