16 de mar. de 2010

Desenvolvendo a Sensitividade


A sensibilidade acentuada de algumas pessoas para detectar as características da aura humana de outras pessoas é considerada um fenômeno de supersensitivade.

Poder captar as vibrações transmitidas pela maior ou menor proximidade de outros constitui-se num fator de conhecimento, que pode auxiliar em muito a análise que estamos fazendo dos que nos cercam.

Todavia essa ‘sensitividade’ manifesta-se em graus diferentes entre nós, e não é tanto uma questão de desenvolvimento mental, mas sim de desenvolvimento da sensibilidade psíquica. Podemos aumentar em muito esta sensitividade, embora estejamos até alheios ao processo de como as coisas acontecem.

Tenho assistido a algumas reuniões de pessoas que analisam para outras, o que elas transmitem, seus anseios, suas preocupações, dados do passado e, em alguns casos, elementos do seu futuro. Parece-me que a atitude dos supersensitivos é de colocarem-se num estado relaxado passivo, desligado de sua vida pessoal e, desta forma, conseguem ‘ouvir’ e receber impressões emanadas de outra pessoa.

Em geral, os supersensitivos são pessoas simples, despretenciosas, sem maiores ambições, sem desejos significativos, mas que esperam poder servir ao seu semelhante. Ao entrevistar pessoas que possuem tal faculdade desenvolvida, tenho constatado que são extremamente dóceis e sua passividade no sentido de uma mente aberta, sem bloqueios ou restrições e acostumadas a se posicionar como se o seu ser fosse um receptáculo para onde convergem as emanações dos outros. Na verdade, duas senhoras supersensitivas com quem tenho conversado, uma de formação católica, outra de formação espírita, não sabem por que têm o poder da sensibilidade, nem fazem qualquer preparação ou esforço dirigido, quando estão ‘sentindo’ os seus clientes. Colocam-se à vontade, e começam falando de tudo que estão captando, muitas vezes com os olhos fechados, como se fossem um canal de rádio, sintonizado na freqüência da aura de seu consultor, ampliam as sensações recebidas, parecendo que seu corpo funciona como uma grande antena. Assim, na fusão das duas auras, a sua própria aura estaria receptiva às vibrações da outra aura.

Analisando os diálogos mantidos com elas, a melhor conclusão que apresento é de que tais sensitivos posicionam-se como se fossem crianças, num estado de muita pureza. Coincidentemente, este é o ensinamento bíblico de Jesus, para que ‘nos tornemos puros como as criancinhas’, e de forma que através de nosso Ser possa a Consciência Divina se manifestar. Deus fala pela boca da criança, que não está armada das barreiras e restrições do mundo em que vivemos. Em geral usamos o nosso consciente para nos proteger de influencias estranhas ou agressivas e colocar-nos em estado de defesa, o que vai impedir também que possamos sentir a aura de outros, que pode estar mais ou menos próxima de nós.

A ‘radiestesia’ amplia através de um pendulo as sensações que emanam do subconsciente da pessoa com quem estamos em contato, e desta forma tornas essas sensações visíveis aos nossos olhos. Adquirida alguma prática desta técnica, podemos também com uma fotografia ou retrato de uma pessoa conhecer muito de seu interior, como se estivéssemos em contato pessoal, captando sua própria aura. Há outras formas também de tomarmos conhecimento das vibrações de auras, como através de um pote com água, da concentração numa esfera cristalina ou sólida transparente, de modificações de imagens em espelhos, etc. De uma certa forma, desenvolver a sensibilidade para o contato direto com outras personalidades, é um despertar mais profundo de sua capacidade sensitiva.

Creio que podemos experimentar, a cada momento, sempre que uma aproximação de outro Ser entre na faixa de sintonia com nossa aura. Se conseguirmos observar e registrar num caderno o que conseguimos captar, depois de certo tempo, teremos informações que nos indicarão que a nossa sensibilidade pode ser aumentada.

Realço a experiência que tenho com pessoas ditas supersensitivas: “devemos voltar a ser crianças”, puros, abertos, sem reservas de qualquer espécie, permitindo que a nossa própria aura se expanda sem medos ou temores, e sem as proteções que desejamos até inconscientemente para nós próprios. É preciso experimentar muito de como adotar tais atitudes “Sinceramente” para que possamos ser “Sensitivos”. Devemos considerar que é tudo uma questão de “Sentir”, nada tem a ver com pensar, raciocinar ou estar intelectualmente evoluído. Para se sentir através do nosso ser não existem maiores regras a não ser os ensinamentos cristãos a que já nos referimos.
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[Texto de Charles Veja Paruker]

14 de mar. de 2010

Sobre a Natureza da Confiança


O mundo de hoje está oprimido por problemas econômicos e sociais, caracterizados por um descrédito, uma falta de confiança em nós próprios, em outros e em nossas instituições. Para a média das pessoas esses problemas podem parecer insolúveis e esmagadores. Os ‘estudantes’ sabem que acontecimentos ou forças que anteriormente pareciam ameaçadores, através de compreensão podem converter-se em fatores que nos auxiliem e em instrumentos para a materialização de nossos desejos. Vamos nos unir à Grande Obra de aumentar essa compreensão, para criar maior harmonia, paz e união em nossa vida, na vida dos outros e no mundo.

Convidamos o leitor a explorar conosco a natureza confiança, o modo em que ela nos advém e nos influencia. Para isto, utilizaremos uma versão do Processo de Pensamento, especificamente desenvolvido para manifestar confiança às nossas experiências. Tendo confiança, podemos realizar nossos desejos.

O processo de ‘Pensamento’, consistindo em Concentração, Contemplação e Meditação, faz uso de uma série de experiências e perguntas a exploração dos vários níveis da consciência objetiva e subjetiva. Pela utilização desse processo, podemos integrar nossos mundos interior e exterior, dando ensejo a um maior sentimento de integração e confiança.

Em nosso exercício, começaremos por vivenciar algo da natureza da confiança. Ao fazermos isso, nosso objetivo será o de observarmos ou prestarmos atenção aos nossos sentimentos e sensações corporais. Queira tomar uma inspiração profunda. Como é que você está se sentindo neste exato momento? Observe, por exemplo, seu ritmo cardíaco, a sua respiração e outras sensações corporais. Você se sente pesado ou leve, sente frio ou calor, auto-contido ou expansivo?Quais são os sentimentos que você está vivendo agora: Qualquer que sejam eles, respire profundamente e deixe que eles se expandam e se intensifiquem. Este é o ponto primordial, o começo para você. Vamos agora abordar a confiança através de três experiências. Após cada exercício, para alguns instantes, analise a sua experiência e, tomado de caneta e papel, faça uma breve descrição de sua experiência, seus sentimentos e sensações.

A EXPERIÊNCIA
Exercício A_ Recorde-se de um momento em que teve algum sucesso, um momento de realização pessoal m que você fez alguma coisa bem feita. Que efeitos essa experiência tem sobre a sua auto-estima, sua auto-confiança, sua capacidade de confiar em si mesmo e nos outros? Se lhe pedissem para realizar a mesma coisa, como é que você se sentiria? Teria agora o mesmo sucesso de então? Enquanto vivencia essa recordação,observe seus sentimentos.

Respire profundamente e permita que seus sentimentos se intensifiquem. Quando tiver terminado, faça uma pausa e escreva brevemente seus sentimentos e experiências.

EXERCÍCIO B_ Agora lembre-se de alguma ocasião em que fracassou numa coisa importante, um momento em que você percebeu que fez algo ‘errado’. Como é que você se sente? Que efeitos essa experiência tem sobre a sua auto-estima, sua autoconfiança, sua capacidade de confiar em si mesmo e nos outros? Você faria a mesma coisa outra vez? Para realizar aquele objetivo, procederia do mesmo modo ou mudaria seu procedimento? Sente você que é mais fácil recordar sucessos ou fracassos? Que é que isto lhe revela acerca de você mesmo? Como é que você se sente agora? Respire profundamente e permita que seus sentimentos se intensifiquem. Continue observando os sentimentos que lhe ocorrem. Quando tiver terminado, faça uma pausa e escreva brevemente seus sentimentos e experiência.

EXERCÍCIO C_ Agora imagine como seria se você fosse uma semente – uma semente que começa a germinar, despertando para o mundo, revelando potenciais que estavam adormecidos, latentes em seu interior. Você não sabe de que modo a vida desabrochará de dentro de você: como uma raiz, um caule, uma folha, um botão, uma flor. Como é que você se sente ao vivenciar as surpresas que ocorrem à medida que você desabrocha e é arrebatado pela experiência da vida? Que efeitos essa experiência tem sobre sua auto-estima, sua auto-confiança, sua capacidade de confiar em si mesmo e nos outros? Respire profundamente e permita que seus sentimentos se intensifiquem. Identifique-se com os seus sentimentos à medida que continua se desenvolvendo. Quando tiver terminado, faça uma pausa e escreva brevemente seus sentimentos e experiência.

Agora amplie seus sentimentos de modo que envolvam a experiência completa de confiança: Semente, Fracasso, Sucesso. Compare os sentimentos que teve como semente em germinação, como fracasso e como sucesso. Que efeito essa compreensão ampliada decorrente dos sentimentos das três experiências exerce sobre a sua auto-estima, sua auto-confiança, sua capacidade de confiar em si mesmo e nos outros? Uma vez mais respire profundamente e permita que seus sentimentos se intensifiquem. Quando tiver terminado, faça uma pausa e escreva brevemente o sentimento e a experiência globais dos três exercícios. Você irá agora analisar essas experiências, respondendo algumas perguntas. Escreva suas respostas num papel, numere-as e guarde esse papel para futura referência pessoal.

AUTO-ANÁLISE

1- Faça um sumário das experiências que teve em cada uma das três partes: sucesso, fracasso e semente em germinação. Qual foi a mais excitante, a mais agradável, a menos agradável?

2- Que é que aprendeu sobre a confiança nessas três experiências? Se o que você aprendeu puder ser representado numa figura, como é que ela seria? Desenhe-a.

3- Qual é o principio subjacente, a verdade fundamental, que você vivenciou a respeito da confiança? Exprima essa verdade em poucas palavras.

4- Esse principio atua em você, em outras pessoas, em animais, em toda a natureza?

5- Esse principio opera de modo diferente no sucesso, no fracasso, na semente que germina? Sinta o processo operando aqui. Que é ele? Descreva o modo em que esse principio, essa verdade fundamental, opera.

6- A experiência que teve com os três exercícios alteraram de algum modo suas idéias a respeito da confiança? Em caso afirmativo, descreva essas alterações.

7- Que é que a confiança faz por você? “Tendo confiança eu posso...eu consigo...eu sou...”
8- De que modo você pode utilizar em sua vida diária o conhecimento adquirido durante a sua experiência com a confiança?

9- Complete a seguinte afirmação: Utilizando a minha nova compreensão da confiança, quero que as seguintes coisas especificas aconteçam durante as próximas duas semanas:...

10- Tendo decorrido as duas semanas, complete a seguinte afirmação: Como conseqüência do meu novo grau de compreensão da confiança, aconteceu comigo o seguinte:...

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[Texto de: George F.Buletza, Ph.D].