1 de fev. de 2010

TEILHARD DE CHARDIN _ Cientista e Místico


Pierre Teilhard de Chardin[1881-1955], o geólogo, paleontólogo, filósofo e teólogo mundialmente famoso foi um dos pensadores místicos mais originais do século XX. Ele nasceu em Sarcenat, no Sul da França, o quarto dentre os onze filhos duma família abastada. Ingressou na Ordem Jesuíta aos dezoito anos e, devido ao eterno fascínio que tinha por rochas, combinou o estudo de teologia com a paixão por geologia. Após completar seus estudos, que foram entremeados de inúmeras viagens a sítios arqueológicos, ordenou-se sacerdote em 1912. Depois de servir como padioleiro na Primeira Guerra Mundial [recebendo a Legião de Honra por sua coragem], completou os estudos do doutorado em Geologia.
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Em 1923, Teilhard fez a primeira de suas muitas expedições paleontológicas à China. Ele esteve envolvido na famosa descoberta do crânio do homem de Pequim, e ampliou muito o nosso conhecimento das culturas paleolíticas da China. Durante esse período, o treinamento científico e sua perspicácia mística dos processos de evolução combinaram-se para produzir sua obra magna. “ O Fenômeno do Homem”, em que ele revela uma nova ‘hiperfísica’, que faz a ligação entre a evolução física e a evolução espiritual.

O estudo que fez da evolução convencera-o de que inerente ao processo havia um mecanismo destinado a intensificar e captar a energia psíquica do universo. Em seu livro, afirma que a evolução ‘não’ é um processo ‘físico aleatório’ decorrente dum grande número de probabilidades, mas ao contrário, um processo ‘físico’ intencional que está convergindo para uma eventual apoteose cósmica. A meta da evolução, conforme Teilhard, é gerar formas de consciência cada vez mais complexas que acabarão convergindo a um “Ponto Ômega” que as fundirá e as consumirá dentro de si. O Ponto Ômega representa a unidade para a qual todos os níveis de existência convergem através do desígnio de “um Centro distinto que se irradia do centro de um sistema de centros”. A consciência humana é vista como “gravitando em direção dum foco mental divino que a atrai para a frente... Assim algo no cosmos foge cada vez mais à entropia”.

EVOLUÇÃO CÓSMICA
No conceito de Teilhard sobre a evolução cósmica não nos defrontamos simplesmente com a mudança nomundo, mas com a “gênese”, que é algo bem diferente. Desse ponto em diante, afirma ele, o processo evolutivo continua seu desenvolvimento não tanto na esfera da vida, a “biosfera”, mas na esfera da mente e do espírito, a “noosfera” ou “camada do pensamento”, que, desde sua germinação no Período Terciário, espalhou-se pelo mundo e acima deste. A humanidade, continua ele, está agora no período “psicozóico”. Para seres extraterrestres “capazes de analisar radiações siderais psiquicamente, do mesmo modo que fisicamente, a primeira característica do nosso planeta não seria o azul do céu nem o verde das florestas, mas a fosforecência do pensamento”.

De acordo com Teilhard, a evolução a esse ponto é essencialmente uma ascensão até ao homem e à consciência reflexiva. A formação da “noosfera” continua esse avanço em direção do Ômega, a manifestação derradeira da tendência que a Mente Divina tem de absorver consciência Nela Mesma. Mas, alerta Teilhard, esse processo de evolução cósmica não é determinista. A elevação da consciência também cria a liberdade de escolher-se a convergência ou a divergência do fluxo de energia psíquica que se move rumo ao Ômega.

O PODER DO AMOR
Para Teilhard, o amor é a única forma de energia psíquica capaz de conduzir a humanidade à convergência com a Consciência Suprema. Só o amor une os seres humanos de modo a completá-los, pois só o amor os une àquilo que há de mais profundo neles mesmo. Portanto, para que o homem continue a evoluir em direção daquela unidade psíquica que é o destino supremo, o poder do amor deve desenvolver-se gradualmente até abranger toda a humanidade.

Uma objeção comum a essa idéia é a de que a capacidade humana de amar não ultrapassa a esfera de uns poucos preferidos, de que o amor é contraditório, uma atitude falsa que acaba levando a não amar-se a ninguém. “A isto eu responderia”, replica Teilhard, “que se, conforme alegam, é impossível um amor universal, de que modo podemos explicar aquele instinto irresistível de nosso coração que nos leva à harmonia sempre e em qualquer sentido que nossas paixões sejam despertadas? Uma apreensão do universo, um sentimento do ‘todo’...parece uma expectativa de uma Grande Presença. O amor universal não é apenas psicologicamente possível: é o único, completo e derradeiro modo pelo qual somos capazes de amar.”

O amor, afirma Teilhard, é portanto a chave de toda a natureza cósmica; é a energia fundamental que unifica o universo. Num universo que passa pela evolução espiritual, a lei suprema da moralidade é que o mal consiste numa limitação dessa energia do amor.”O amor, em todas as suas sutilezas, não é nada mais e nada menos que...o sinal impresso diretamente no coração do ser pela convergência psíquica que faz o universo em sua própria direção.”

Quanto Teilhard fala da “maturação planetária da humanidade”, denota o crescimento psíquico resultante da pressão que a aglomeração do homem exerce sobre a face da Terra. O que o pessimista entende como uma crescente tensão internacional e uma aproximação do apocalipse, Teilhard vê como a necessária crise de crescimento na evolução da humanidade. As experiências por que estamos passando, sem que disso tenhamos consciência, é na realidade o começo duma nova fase de “noogênese”, a fase de contração em que os homens ascendem em espirais a um único grupo de pensamento homogêneo, em que eles tanto transcender-se-ão a si mesmo como requererão uma nova designação. A interdependência física é o primeiro passo necessário à interpenetração psíquica.

Pela tecnologia somos impelidos a uma organização exterior mais complexa da humanidade, uma espécie de “mega-síntese”, ao mesmo tempo em que produzimos uma intensificação correlata da temperatura psíquica da noosfera. “Não estaremos porventura vivenciando os primeiros sintomas duma agregação de ordem ainda mais elevada, o nascimento de algum centro único decorrente dos raios convergentes de milhões de centros elementares dispersos sobre a superfície da terra pensante?”

A asseveração de Teilhard ao homem moderno consiste em apontar para o padrão que ele revelou através de sua física de evolução generalizada. Tempo, espaço, mente e matéria, só são aterradores se considerados aleatórios e cegos; tornam-se compreensíveis tão logo surge um movimento definido que demonstra serem parte dum todo que se desenvolve. “O homem não é o centro do universo, como pensávamos em nossa simplicidade, mas algo muito mais maravilhoso - a flecha que aponta o caminho da unificação final do mundo em termos de vida.” Toda a ascensão rumo à vida, da vida em direção do espírito e do espírito rumo ao Ômega, todo esse movimento não se deve a algum impulso mecânico irracional que parte de baixo, mas a uma atração que parte do alto. É, de acordo com Teilhard, uma forma de gravitação inversa.

Para Teilhard portanto, a explicação final de evolução é que o universo está convergindo a um centro cósmico preexistente. A Mente Divina, então, deve encontrar-se tanto no começo como no fim do universo, bem como interpenetrada em tudo o que existe entre os dois extremos. Mas cada homem deve ainda exercer sua liberdade de harmonizar-se com a Mente Divina. “O amor universal só vivificaria e separaria finalmente uma fração da noosfera para consumá-la – a parte que decidisse ‘cruzar o umbral’, para sair de si mesma e penetrar na outra parte.”

Em última instância, portanto, o fim do mundo não ocorrerá através de algum cataclismo no plano físico, mas através de dum paroxismo de júbilo no reino psíquico. No fim, conclui Teilhard, o SER engolfará os seres. Em meio a um oceano acalmado, em que toda gota de consciência terá tanto percepção de si como do Outro Infinito, a extraordinária aventura do mundo terá chegado ao seu clímax. O sonho de todos os místicos ter-se-á tornado uma suprema realidade.
[Texto de Joseph Parko]
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31 de jan. de 2010

VAMOS NOS DIVERTIR COM AS DIFICULDADES


Quem foi derrotado na luta pela sobrevivência tende a guardar rancor contra os outros, achando que foi vencido pelos concorrentes. Mas, na verdade, não foi vencido por ninguém.


A VIDA de cada um de nós é regida por uma LEI rigorosa, a qual sentencia que “somente aquele que está em maior concordância com a LEI da manifestação da VIDA consegue se desenvolver melhor”. Aqueles que culpam os concorrentes são pessoas de ânimo fraco, que precisam ser estimuladas a agir, pois, caso contrário, permanecem apáticas e nada fazem para progredir, podendo até regredir; na melhor das hipóteses conseguem dar um jeito de manter-se na situação atual. Justamente para estimular tais pessoas, surgem na vida delas concorrentes, dificuldades e até infortúnios. As vicissitudes fazem parte do processo de desintegração das ilusões, sendo, portanto, necessárias para o crescimento da alma. Pelo fato de surgirem estímulos e questões que exigem reflexão, as pessoas tem oportunidade de fazer um exame de consciência, purificar a alma, acumular experiências e obter crescimento espiritual.
[Fonte: A Verdade da Vida, Vol.I]
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É portanto, interessante, aprendermos a nos divertir com as dificuldades, assim como as ondas do mar brincam com os rochedos. Vamos subir alegremente pelas encostas das dificuldades, assim como os macacos sobem alegremente pelos troncos das árvores. Ninguém aplaude um malabarista quando ele está simplesmente andando pela rua. A flor do abrunheiro é muito admirada e apreciada porque desabrocha em pleno inverno.

Claro que, não estamos dizendo para suportamos todas as dificuldades. Devemos sim, nos divertirmos com elas. Esta vida se torna alegre e radiosa quando transformamos as dificuldades em diversão.

As dificuldades e os obstáculos são instrumentos esportivos que a VIDA utiliza para se divertir e se exercitar. Vocês acham que esquiar é um trabalho árduo? Que praticar alpinismo é uma infelicidade? Que jogar golfe é um sofrimento? Que praticar natação é uma coisa trágica? Claro que não! Quando transformamos as dificuldades em diversão, a nossa VIDA se torna alegre e radiosa, e sentimo-nos repletos de uma vigorosa e infinita força vital.[Fonte: A Verdade da Vida, Vol 7]

NÃO PENSE EM FUGIR DOS PROBLEMAS
O verdadeiro êxito não está na obtenção de riqueza nem na prosperidade dos negócios. O verdadeiro êxito está no aperfeiçoamento do caráter. Em termos de metapsíquica, ele está na elevação do espírito. Lucrar ou perder nos negócios, obter sucesso ou sofrer fracasso nos empreendimentos etc., não passam de “jogos recreativos” que são praticados no curso da vida. Vencendo ou perdendo, estaremos apenas praticando um “esporte recreativo”. Contudo, por meio desses “jogos recreativos” vamos formando a personalidade, aperfeiçoando o caráter e elevando o espírito. Os lucros provenientes dos negócios, a fortuna acumulada, os empreendimentos realizados, nada disso constitui uma conquista no verdadeiro sentido. A verdadeira conquista é aquela que se pode levar após a morte do corpo. A elevação espiritual, a firmeza ou a perfeição do caráter – essas são as únicas e verdadeiras conquistas.

Não devemos pensar em fugir do ambiente ou da situação em que estamos. Os diversos acontecimentos que surgem em nosso ambiente são como disciplinas escolares destinadas a forjar nosso caráter, aprimorar nossa personalidade e elevar nossa alma. Aquele que busca a comodidade fugindo dessas disciplinas nunca conseguirá aprimorar a sua personalidade, forjar seu caráter e elevar a sua alma. Somente quando enfrentarmos o ambiente e a situação e os vencemos é que podemos fortalecer nosso caráter e elevar nossa alma. Isso não significa, absolutamente, o culto ao sofrimento. Devemos nos tornar pessoas capazes de dominar tanto o “difícil” como o “fácil”.

Alguns pensam que esta vida seja uma sucessão de infelicidades e sofrimentos, mas isso não é verdade. Quando a pessoa procura evitar as experiências que lhe foram destinadas para aprimorar a alma, essas experiências passam a parecer sofrimentos ou infelicidades. Mas, quando ela toma a postura de enfrentar as dificuldades, estas se transformam em matérias agradáveis de estudar e lhe permitem passar para outro curso de nível mais elevado. A cada experiência, a alma aprende algo e vibra com a conquista, do mesmo modo que o pescador vibra de alegria quando fisga um peixe. Não devemos nos lamentar dizendo que os caminhos da vida são íngremes. Dependendo da atitude mental com que encaramos a jornada da vida, esta poderá se tornar tão agradável e alegre como uma caminhada num campo florido ou como a prática de esqui.

O caráter [disco ou filme de vibrações mentais] de uma pessoa constitui a causa, e os acontecimentos ou a situação ao seu redor são reflexos de seu caráter. O caráter é a causa, e as circunstâncias são a conseqüência. Não haverá engano se pensarmos que as circunstancias que nos cercam são aspectos do nosso caráter refletidos no espelho. Se o ambiente em que você vive não lhe agrada, pense: “Ah, é o meu caráter que está refletido no espelho” e procure mudar o seu caráter. Em vez de detestar a imagem repugnante refletida no espelho, é melhor corrigir as falhas de seu caráter. Por exemplo, se o ambiente é hostil, reconheça que você tem um caráter agressivo, irritadiço e intolerante, e procure tornar-se generoso.

Mesmo que troquemos o espelho em que aparece refletida a nossa imagem imperfeita pensando que o defeito seja do espelho, a imagem refletida no novo espelho continuará sendo a mesma. E, se destruirmos o espelho julgando que ele é o culpado, a imagem imperfeita continuará refletida nos cacos do espelho. Chegamos então à conclusão de que não há outro meio para melhorar a imagem refletida senão melhorando a nós próprios. Afinal, tanto o ambiente como as circunstâncias são “disciplinas” para mostrar as nossa falhas. Por isso, não devemos fugir deles. Melhorando nosso caráter, conseguiremos prosperidade nos negócios e êxito nos empreendimentos, bem como seremos benquistos e respeitados.

Cultivando o bom caráter, colheremos bons frutos no ambiente em que vivemos. [Fonte: A verdade da Vida, vol. 38_ Do livro Você é Dono de Potencialidade –Compilação: Kamino Kusumoto, pp.98-100].

CONFIEMOS NA ORIENTAÇÃO DO CÓSMICO [DEUS]
Para ter um futuro feliz, é preciso abandonar a atitude mental de lamentar o passado e o sentimento de autocomiseração. Devemos ver no insucesso do passado um ensinamento do Cósmico [DEUS]. Com efeito, após sofrer a derrota na guerra, compreendemos que o Cósmico mostrou a importância da PAZ. Se, após sofrer um fracasso, queremos alcançar a felicidade, é essencial perdoar a pessoa que aparentemente causou nosso fracasso. Devemos saber que ela não é alguém que nos causa danos, e sim um ‘preparador’ enviado pelo Cósmico para corrigir o rumo errado que estávamos tomando. Se ainda existir resquícios dos erros do passado, devemos repará-los. No caso de erros que já não podemos reparar em contato direto com a pessoa envolvida, devemos repará-los de outra forma, atuando em outra direção. Por exemplo, se alguma vez causamos sofrimento aos outros em decorrência de um erro nosso, devemos reparar esse erro salvando as pessoas que estão sofrendo por causa de um erro que alguém cometeu. E devemos fazer isso agradecendo ao Cósmico. Devemos agradecer ao Cósmico pelo fato de nos orientar sempre, mesmo quando parece que estamos perdidos por causa de nossos próprios erros.

Quando você receber uma orientação do Cósmico, não a retenha apenas para si próprio. Passar a orientação divina para o próximo é o meio de agradecer ao Cósmico.

O que você deve fazer para passar para o próximo a orientação que recebeu do Cósmico? Questões que requerem orientação do Cósmico variam de pessoa para pessoa. Por isso, de nada adianta passar adiante a orientação exatamente da mesma maneira que você recebeu. O meio correto de passar para o próximo a orientação recebida consiste no seguinte: Quando for procurado por alguém que busca orientação, você deve meditar e direcionar as vibrações construtivas e curativas do Cósmico, par que a orientação divina lhe seja dada e lhe proporcione felicidade e entendimento. Existem muitos casos de pessoas que afirmam ter percebido claramente o próprio caminho justamente após passar cerca de algum tempo em meditação com espírito abnegado e receptivo à orientação do Cósmico, para os outros, em vez de buscá-la para si mesmas.

Mesmo que você esteja desfrutando a felicidade proporcionada pelo Cósmico, deve ter a docilidade mental de abrir mão dessa felicidade quando lhe for orientado pelo Cósmico. Se a sua felicidade foi realmente proporcionada pelo Cósmico,retornará sempre, por mais que você abra mão dela. Assim é o ‘desenrolar’ da virtude do desprendimento, que é uma das quatro virtudes infinitas [misericórdia, compaixão, jubilo e desprendimento] preconizadas pelo budismo. Seja qual for a felicidade que você desfruta agora, não se apegue a ela. Assim, desaparecerá a falsa felicidade que você desfrutava por engano e surgirá em seguida a verdadeira felicidade. Reflita com sinceridade: “Deus, seja feita a Vossa Vontade. Orientai-me conforme a Vossa Vontade”. Essa é a reflexão que expressa a virtude do desprendimento. È a reflexão em que a pessoa mostra a disposição de confiar totalmente no Cósmico, eliminando por completo o egoísmo e os interesses pessoais. Refletindo desse modo, do fundo do coração, você se harmonizará verdadeiramente com a vontade do Cósmico e adquirirá a perfeita PAZ ESPIRITUAL. Somente o que vem com reflexo da verdadeira harmonia e verdadeira paz de espírito é a felicidade autentica proporcionada pelo Cósmico. Neste momento, lembrei-me do seguinte verso sagrado, que fale de Deus:
“Reconhece-O em todos os teus caminhos, e ELE endireitará as tuas veredas.” [Provérbio 3.6] [Texto do livro Köfuku Seikatsuron, ainda não traduzido em português/; prov.:Teoria Sobre a Vida Feliz., pp. 100-102.]

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Vida Vívida
"Quem disse que sou um covarde
Sucumbindo ante as dificuldades?
Quem disse que sou corpo feito de alimentos?
A Vida não é figura de cera, não é figura de gesso.
Eu sou ciclone, sou furacão, sou redemoinho.
Eu transformo o ambiente, como se dobrasse um arame,
No aspecto que eu desejo.
Eu sou uno com a poderosa força
Que criou o Universo.
Eu sou a própria energia
Que da atmosfera faz o relâmpago,
Que transforma os raios solares em arco-íris,
Que faz eclodir do negro solo as rubras flores,
Que faz explodir os vulcões.
E que criou o sistema solar a partir da nebulosa.
Que é ambiente?
Que é destino?
Na hora exata, quando eu quiser,
Eu me liberto do mais triste destino
Como o peixe que se esgueira pelas fendas.
Não sou ferro,
Não sou argila,
Sou Vida.
Sou energia viva.
Não sou matéria inerte
Moldado pela situação
Ou pelo destino.
Eu sou como o ar:
Quanto mais comprimido for,
Mais força manifesto.
Tal como a bomba explode a rocha.
Eu sou Vida que,
No momento certo,
Rompe impetuosamente a situação ou destino.
Sou também como a água.
Nenhuma barreira poderá represar-me.
Se barrarem a minha passagem
Colocando grandes pedras no meu leito,
Converter-me-ei em torrente, cachoeira,
E saltarei impetuosamente.
Se me fecharem todas as saídas,
Eu me infiltrarei no subsolo.
Permanecerei oculto por algum tempo,
Mas não tardarei a reaparecer.
Em breve estarei jorrando
Através de fontes cristalinas
Para saciar deliciosamente a sede dos transeuntes.
Se me impedirem também de penetrar no subsolo
Eu me transformarei em vapor,
Formarei nuvens e cobrirei o céu.
E, chegando a hora,
Atrairei furacão, provocarei relâmpagos e trovões,
Desabarei torrencialmente, inundarei e romperei
Quaisquer diques e serei finalmente um grande oceano."

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Masaharu Taniguchi