Durante muitas décadas, pode-se dizer que de modo geral psicologia e espiritualidade foram vistas como antinômicas. Jung, porém, colocou em evidencia a importância da dimensão espiritual como fator de evolução do ser humano, que é um ser em ‘devenir’, com real capacidade de transformação. Mas reconheçamos que na França Jung foi pouco compreendido que a maior parte dos ensinamentos da psicologia nas universidades francesas permanece fortemente marcada pelo pensamento materialista, o que, aliás, vai inteiramente contra o fenômeno da retomada de interesse pela espiritualidade; fenômeno com que nos encontramos e que deveria cumprir seu papel de pôr a questão em evidência em muitos campos. Falar de psicologia espiritual é ter em conta, de modo global, a dimensão espiritual do ser no quadro da abordagem psicológica. Portanto, não se trata apenas de se interessar pela primeira infância, a infância, a esfera psico-afetiva ou a esfera profissional de um indivíduo, mas também de se ter em conta...