sábado, 8 de maio de 2010

Serpentes e Espirais


A imaginação humana sempre busca algo além do lugar-comum para explicar os ‘porquês’e ‘para quês’ da existência. Coisas sobre nós, descritas da forma como são, nos deixam insatisfeitos. Sabemos que existe mais um grão de areia, por exemplo, do que podemos ver e tocar. Sabemos que ele contém um vestígio do divino – que, nas coisas mais simples, estão verdades fundamentais, que, de alguma forma, ligam essas coisas, e nós, ao Divino.

Portanto, coisas assim no nosso mundo nos oferecem uma grande variedade de especulações. Por exemplo, a cobra vil que se arrasta ondulantemente sobre sua barriga na grama ou nas árvores é uma fonte de fascinação para nós – talvez mais que qualquer outro animal deste mundo.

O que nos fascina tanto nas serpentes?


Será que é o corpo sinuoso semelhante a uma corda, seriam as cores brilhantes, seria o olhar fixo da serpente? Ou seria o conhecimento de que, de alguma forma, essa criatura perturbadora pode, quando não estamos olhando, tomar dimensões amedrontadoras e repentinamente assumir as proporções monstruosas de um dragão, uma enorme serpente que devasta os campos e chamusca todas as coisas vivas e não vivas com seu hálito ígneo?

Mas a cobra tem outros disfarces. Ela pode nos compelir a agir, possivelmente contra nossa vontade, de maneiras muito mais sutis. Vejam que a serpente não precisa sempre nos compelir; ela pode nos seduzir porque, no folclore, ela é um animal de muita inteligência, o que fica evidenciado em seu olhar penetrante. O melhor exemplo de serpente seduzindo o homem é aquele que é bem conhecido de todos. Talvez a ‘queda do homem’ seja a história mais famosa que ouvimos quando crianças, quando várias histórias bíblicas nos foram contadas. Mas, apesar da simplicidade desta história, ela resultou no debate de séculos sobre a natureza basilar dos humanos.

. Será que fomos expulsos para sempre do Jardim do Éden?
. Será que nos desligamos da graça divina?
. Será que podemos tr esperança de algum dia reintegrar o círculo íntimo do Ser Supremo?


Deixe-me relembrar-lhes rapidamente a história contada na Bíblia:

”Ora, os dois estavam nus, o homem e a mulher, e não se envergonhavam.Mas a serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos, que Deus tinha feito. Ela disse à mulher: ‘Então Deus disse: Vós não podeis comer de todas as árvores do jardim?’
E a mulher respondeu à serpente:’Nós podemos comer do fruto das árvores do jardim. Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse; Dele não comereis, nele não tocareis, sob pena de morte’.A serpente disse então à mulher: ‘Não, não morrereis! Mas Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão e vós sereis como deuses, versados no bem e no mal!.
A mulher viu que a árvore era boa ao apetite e formosa à vista e que essa árvore era desejável para adquirir discernimento. Tomou-lhe o fruto e comeu. Deu-o também ao seu marido, que com ela estava e ele comeu.
E abriram-se os olhos dos dois...”

E, como conseqüência deste despertar, os humanos perceberam sua separação de toda a criação divina. Não conseguiram permanecer em unidade com todos os outros seres não pensantes. Pelo fato de terem tido um vislumbre da consciência divina, após terem sido persuadidos pela serpente, aparentemente se tornaram uma ameaça a Deus e tiveram que ser expulsos do Jardim do Éden.

Qual foi o instrumento dessa mudança de mentalidade? A serpente – que, você deve ter notado, é descrita como sendo ‘sutil’. Ela também tem uma inteligência que a separa e que a leva também a ser amaldiçoada por Deus. “Porque fizeste isso és maldita entre todos os animais domésticos e todas as feras selvagens; caminharás sobre teu ventre e comerás poeira todos os dias de tua vida”.

Agora, dever-se-ia perguntar: Por que a cobra foi escolhida para esse papel questionável de levar a humanidade por um caminho descendente e infeliz?

A cobra é uma imagem – um arquétipo – que ocorre em praticamente todas as culturas do mundo e que tem sido venerada em muitos países. Mesmo na Irlanda, onde não existem cobras, grande significado é dado ao fato de São Patrício tê-las expulsado daquela terra.

As cobras fascinam os seres humanos com suas cores, que podem ser muito bonitas, e escamas simétricas; seus olhos penetrantes que não pestanejam; seu deslizar sinuoso e silencioso. Elas são tão diferentes dos outros animais! Embora nós, humanos, sejamos atraídos pelas cobras, também sentimos algum tipo de aversão por elas. Talvez isso tenha a ver com o veneno de algumas delas. Ou talvez seja a sabedoria atribuída a elas – que pode não ser justificada, mas o olhar firme e desconcertante de seus olhos, que lembram as pedras preciosas, pode levar alguém a pensar de forma diferente.

Por isso, a serpente é vista como uma ilustre rival e tentadora da humanidade. Isso é particularmente verdadeiro nos contos folclóricos quando a vil cobra, que se arrasta na poeira, assume a aparência mais incrível do monstruoso dragão que invoca o pavor no mais valente dos homens e desafia muitos heróis como Lancelot, Beowulf, Perseu, São Jorge, o arcanjo Miguel. O dragão é um ilustre rival: sua sabedoria torna sua força e fúria extremamente perigosas, fazendo com que seja ainda mais difícil para todos os animais vencê-lo em combate. Suas garras são tão afiadas que podem estripar um ser humano; seu hálito queima como uma labareda; seu corpo é coberto por escamas tão duras como a mais dura das pedras, capaz de deixar cega a espada mais cortante. No entanto, em sua busca da verdade, o herói precisa perseverar no sentido de destruir este monstro.

FORÇAS IRREPRIMIDAS DA NATUREZA.
É fácil compreender por que a serpente passou a representar as forças irreprimidas da natureza. Em muitas culturas, de fato, a serpente foi associada à criação do mundo, onde as energias informes, fluidas, convulsivas se aglutinaram nas águas dos oceanos. Tais energias primitivas se manifestam, em menor grau, em cada criatura viva que é gerada. Embora esse fluxo de vida seja necessário para a existência, uma pessoa não pode avançar a menos que domestique ou refine tais impulsos internos – de fato, ela precisa ‘matar’ o seu dragão interior.

Essa energia fluída descrita acima pode ser notada em dois importantes símbolos usados nos países ocidentais para denotar cura, pois se acredita que as serpentes têm esse conhecimento. O primeiro é o bastão de ESCULÁPIO – um cajado de madeira com uma serpente enrolada nele. Esculápio foi venerado durante toda a Grécia antiga como o deus da medicina. Foi apresentado em vários mitos na forma de uma serpente e, por isso, este animal foi mantido nos santuários consagrados ao deus. Sacerdotisas virgens que cuidavam das serpentes faziam agouros de saúde e prosperidade – sugerindo uma cura aos sofredores em sonhos ou visões.

O CADUCEU
O outro símbolo antigo, o CADUCEU, está intimamente associado a Mercúrio, que, da mesma forma que ESCULÁPIO, era considerado filho de Apolo, o deus-sol, que freqüentemente tomava a forma de uma serpente divina. O caduceu é mostrado como um bastão e, que se entrelaçam duas serpentes que foram dominadas por Mercúrio e se enrolaram em volta do bastão que tinha sido conferido a ele por Apolo. Esse poder de domesticar naturezas tão conflitantes é fortalecido pelas asas que encimam o bastão, pois elas representam o esplendor daquele que atingiu o equilíbrio e a plenitude, unindo as duas forças opostas.

Esses dois diagramas usados no mundo ocidental refletem conceitos místicos orientais, derivados de uma imagem bem conhecida entre os iogues indianos. Trata-se do ‘Brahmadanda’, ‘o bastão de Brahma’, que indica os três canais da ‘kindalini’ ou ‘fogo serpente’ que se movimenta espinha acima. A ‘Sushumma’ colunar se apresenta entre as duas serpentes opostas espiraladas, de correntes de energia positiva e negativa, que corre por um sistema de centros de força ou ‘chakras’.

Retomando nossa história original relativa à Queda do Homem, vamos notar que novamente temos a coluna, agora na forma da Árvore da Vida, em torno da qual a serpente está enrolada. A árvore simboliza crescimento ascendente, a serpente, uma mudança na consciência que leva à sabedoria. Temos aqui a transformação da serpente.

Mas os Patriarcas da Bíblia viram isso tudo por uma luz diferente. Essa energia primordial da alma, essas energias psíquicas cruas e as potencialidades internas os atemorizaram tanto que eles colocaram a serpente no Jardim do Éden na Árvore como a Tentadora. No entanto, nós místicos sabemos que a essência da serpente não pode ser negada. Esta pe a chave para a sabedoria da serpente – essa mudança em consciência, pois, com o movimento ascendente, nós circulamos por cima, bem como acontece com a energia da ‘kundalini’.

MOVIMENTO ESFÉRICO ESPIRALADO

Mas será que este movimento necessariamente forma um circulo? Não, pois embora o círculo, no pensamento místico, represente a perfeição, podemos dizer mais exatamente que tal movimento não permanece necessariamente em apenas um plano, mas se move esfericamente e assim a evolução acontece em espirais.

Por exemplo, considere o seguinte: todo ano entramos num novo ciclo. Em cada primavera, o crescimento começa e, à medida que o ano avança, acontecem mudanças para marcar modificações na vida. Em escala pequena, cada dia traz pequenas mudanças; e em grande escala, sabemos que cada ciclo de sete anos nos leva a um novo estágio em nossa existência. Pensem em como estamos permanentemente evoluindo, embora tal mudança não seja sempre aparente para nós. Mas é isso que acontece, pois, como Heráclito ensinava muitos séculos atrás, ‘tudo é mudança’. Nada consegue permanecer da mesma forma.

Nessa linha de pensamento, Raymund Andrea, escreveu: “O desenvolvimento esotérico nunca é um avanço cheio de acontecimentos ao longo de uma linha reta. Ele sempre segue em espiral. Voltamos várias vezes aparentemente ao local onde estávamos, mas um pouco mais sábios em cada espiral através de experiências perfeitamente mundanas que impingem-nos a verdade da vida. Cabe ao aspirante alcançar tudo o que pode em cada espiral do caminho”.

A espiral também pode produzir experiências muito mais extraordinárias. Certamente virá o dia em que estaremos num lugar onde não estivemos por muitos anos. Talvez escutemos um som esquecido há muito tempo, talvez sintamos um odor há muito esquecido, ou vejamos alguma coisa que já esteja esquecida há muito tempo. E um significado avassalador estará ligado a essa experiência. Não pode ser explicado. Está além de qualquer explicação. Ondas de emoção ascendentes brotam do cerne do nosso ser e nos inundam completamente. De repente, percebemos. “Sim, eu já estive aqui antes, já encontrei essa pessoa antes. Mas estou diferente, e todas essas outras coisas também estão diferentes.”

Tomados por uma emoção nostálgica, percebemos a beleza e a dor da mudança. Mas sabemos que deve ser assim, pois toda a criação tende à transformação. Nisso existe sabedoria, pois o homem, pelo fato de estar separado de Deus, pode observar e maravilhar-se com a criação e a mudança divinas. Dessa forma, compartilhando da sabedoria de Deus, nossas realizações fortalecem toda a criação e fazem com que tudo se aproxime da perfeição. Portanto, temos mais é que agradecer à vil serpente por nos separar da divindade para que possamos crescer e partilhar da sabedoria Divina.

Para concluir, gostaria de invocar uma última imagem da cobra – uma dentre tantas. Trata-se do OROBOROS dos antigos gnósticos e alquimistas. Na forma de um grande circulo, esta serpente é mostrada mordendo sua própria cauda. Seu corpo é representado em duas cores, refletindo luzes e trevas, significando para o místico que o mundo material é bom e mau, perfeição e imperfeição, mas tudo interligado formando uma só coisa. Este pensamento é enfatizado pelas palavras que o corpo da serpente envolve: “Um é tudo”. Entre os gnósticos, o Oroboros era a serpente do paraíso que plantou na humanidade um desejo pelo conhecimento. Por isso, achava-s que ela era boa justamente pelo fato de orientar os seres humanos para o conhecimento, apesar de todos os obstáculos. Para nós, atualmente, esta serpente poderosa permanece como um forte símbolo da vida que cada um de nós precisa seguir. Pois para aprender sobre as verdades da existência em todos os níveis – desde o que é aparentemente mais trivial até o que é mais universal – temos que nos libertar de todos os nosso grilhões para permitir que nossa consciência assuma um movimento espiralado ascendente para reinos mais elevados e cósmicos.
-
[Texto de Richard Majka]

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Vá para perto dos anjos, fique longe dos vampiros


Dezenas de pessoas fazem parte de nosso dia a dia. O convívio com elas, porém, nem sempre é fácil. Há relações que nos dão prazer e alegria. Outras são um verdadeiro tormento. Mas sempre podemos escolher nossos relacionamentos ou dar um melhor rumo a eles. Depende apenas de nós.

" Ninguém vive sozinho", quantas vezes você já ouviu isso? Centenas? Milhares? De fato, homem algum é uma ilha, mas é exatamente do convívio humano que nascem as grandes alegrias (e também os maiores sofrimentos). Tudo depende do tipo de pessoa e do relacionamento que se mantém com ela. Há indivíduos vampirescos.

Sugam tanto a nossa energia que depois de um bate-papo com eles mais parecemos um zumbi. Há também pessoas legais, bem resolvidas emocionalmente e positivas, que sempre nos inspiram a melhorar. Enfim, há gente de todo tipo no mundo, como você vai constatar a seguir. Não se esqueça, porém, que no seu mundo só entra quem você quiser. Um lembrete: não seja extremamente rigoroso em sua seleção, porque senão você corre o risco de ficar sozinho.

Pense bem, quando você envelhecer, o que realmente terá valido a pena em sua vida? O fato de ter se aposentado em um cargo e com um salário bem bacanas? Ter guardado muita grana para desfrutar de uma velhice em paz? Ter um carro que custa mais de R$ 300 mil? Ter sido um verdadeiro dom-juan ao longo de sua jornada, seduzindo a todos aqueles que ousaram cruzar o seu caminho? Provavelmente, nada disso terá a menor importância.

Quando você olhar para trás fazendo um balanço da sua vida, pode ter certeza de que todas as suas melhores lembranças apenas se tornaram especiais porque foram vividas ao lado de uma pessoa querida. É isso: são as pessoas que convivem conosco e que fazem parte de nossa intimidade que criam os nossos momentos memoráveis, tornando o nosso dia a dia mais leve. São as pessoas e o tipo de relação que mantemos com elas - e esses são os únicos motivos - que podem tornar a nossa vida plena.

Atualmente, todos vivem superocupados e as cidades são grandes demais para permitir que as pessoas gastem um pouco de seu tempo e de sua energia para investir em novas conexões com outros indivíduos em um nível menos superficial. As pessoas estão tão empenhadas em viver sua vida que acabam totalmente desconectadas das outras, mesmo daquelas que lhes são mais próximas e com quem convivem. Você não é uma exceção. Como todo mundo, também perde a oportunidade de experimentar um relacionamento que toque o seu coração, fazendo você se sentir eternamente grato simplesmente pela presença de uma determinada pessoa em sua vida.

Cada vez que isso ocorre, você acaba ficando mais isolado e deixa de conhecer pessoas que poderiam fazer toda a diferença em sua vida. Ao contrário, quando você desfruta de um relacionamento mais profundo com o outro, sente-se recompensado pelo calor desta experiência. É como se fosse privilegiado por fazer parte de um círculo, de um grupo de pessoas, daquilo que os ingleses definiram como community (um grupo de pessoas afins, que se encorajam, convivem, se ajudam e se respeitam). E, afinal, nada melhor do que ter uma comunidade para apoiá-lo, pois é o que torna a sua vida plena.

A base da criação de uma comunidade, no entanto, é a qualidade das relações estabelecidas entre as pessoas que a integram. Em um relacionamento de qualidade, você se sente apoiado, inspirado e é desafiado a dar o melhor de si. Em geral, em seu processo de crescimento pessoal, você tenta naturalmente se relacionar com pessoas positivas, a fim de construir uma relação mais profunda e que envolva uma troca saudável de sentimentos. Muitas vezes, contudo, ocorre exatamente o contrário: algumas das pessoas ao seu redor são verdadeiros vampiros e sugam toda a sua energia, fazendo você se sentir inadequado, desmotivado e também angustiado.

Dentro dessa perspectiva, como você pode avaliar o seu sistema de relações e corrigir as dificuldades, os deslizes do outro e os seus também? Em um relacionamento, como pode consertar tudo aquilo que torna o convívio a dois cansativo e desgastado, melhorando a qualidade dos seus relacionamentos? Essa análise é complexa e envolve muitos fatores objetivos e subjetivos, que não podem ser avaliados de modo superficial. Como você terá de partir de algum ponto, o primeiro passo é verificar, em seu círculo de relacionamentos, se você criou relações que sugam a sua energia ou que o satisfazem. Então, mãos à obra!

Alguns pessoas não acrescentam nada ao outro. Ao contrário, só o fazem se sentir mal, tornando a convivência um pesado fardo. Confira abaixo os tipos mais comuns:

=> O acusador - é uma pessoa que constantemente o culpa ou a qualquer outra pessoa pelos seus problemas. Em vez de assumir a responsabilidade pela sua vida, prefere culpar os outros.

=> O reclamão - se lamenta o tempo todo, reclama muito e vive dizendo que tudo está errado com ele. No entanto, não faz nada para encarar os problemas de frente e modificar a sua vida. Como ouvinte, você percebe que rapidamente suas energias são consumidas. Esse tipo de pessoa obtém energia a partir das reclamações e das frustrações que descarrega em você.

O RECLAMÃO SE LAMENTA O TEMPO TODO, RECLAMA MUITO E VIVE DIZENDO QUE TUDO ESTÁ ERRADO COM ELE, MAS NÃO FAZ NADA PARA MODIFICAR A SUA VIDA
=> O sanguessuga - é uma pessoa que sempre precisa de algo, de alguma ajuda, de uma sugestão, de uma informação, de qualquer outra coisa. E, como vive num estado de "eterna necessidade", as conversas sempre giram em torno dele, deixando a sensação quase física de que ele está o sugando.

=> O crítico - é uma pessoa perigosa e que sempre o deixa temeroso. Com as suas constantes repreensões e críticas, faz você se sentir péssimo e desconfortável, expondo você e suas ideias ao ridículo na frente dos outros. Frequentemente demonstra não ter consciência de limites. Para piorar, tenta convencê-lo de que as críticas que faz são para o seu bem.

=> O do contra - esse tipo ameniza ou desafia qualquer coisa que se diga. Tem uma necessidade evidente de ter sempre razão e pode encontrar falhas em qualquer posição ou opinião. É muito cansativo manter uma conversa com ele, pois, no final, não haverá um diálogo, mas apenas um monólogo, no qual a sua tarefa se resumirá somente a ouvi-lo.

=> O fofoqueiro - é aquela pessoa que passa o tempo falando dos outros pelas costas. Extrai energia daqueles que o cercam usando fatos do que acontece na rua, na praça e em qualquer outro lugar para contar (e aumentar) histórias, opiniões e até os mais recentes escândalos. Ao fazer constantemente fofocas, gera uma enorme insegurança na relação de vocês e na que mantém com os outros, independentemente de perceber isso ou não. Depois de tudo, passa a falar de qualquer outra pessoa, até mesmo de você.

O IDEAL É TER RELACIONAMENTOS DE QUALIDADE COM PESSOAS QUE NOS INCENTIVAM, QUE CONSTANTEMENTE NOS DESAFIAM A SER MELHOR.

Se você deseja viver bem, não deve tolerar nem um tipo desses relacionamentos. Em vez deles, deve se cercar de pessoas que possam melhorar a sua qualidade de vida de um modo positivo, pessoas que lhe tragam alegria e satisfação, recarregando as suas baterias. Veja como elas são:

=> O proativo - está num processo de desenvolvimento pessoal e tenta melhorar a própria vida.

=> O elogiador - constantemente elogia e dá valor à pessoa com quem se relaciona, valorizando os seus talentos, a sua família e os seus pontos fortes.

=> O comunicativo - é uma pessoa que assumiu o compromisso de se comunicar de forma respeitosa e não defensiva. Prefere modos de comunicação que aproximam a pessoa em vez de distanciá-la.

=> O cuidadoso - presta atenção a tudo aquilo que você diz, sem ser crítico, e é consciente daquilo que você precisa para se sentir seguro.

=> O honesto - é uma pessoa inteiramente dedicada à integridade e à verdade.

=> O responsável - assume a plena responsabilidade de sua parte na relação e está sempre disponível para reconhecer e gerenciar a necessidade de crescimento da outra pessoa.

Uma vez que as relações que implicam sentimento necessitam de um investimento de tempo e de energia, o melhor a fazer é escolher sabiamente as pessoas com quem você passará o seu tempo. Opte por aqueles relacionamentos que o ajudem em seus objetivos, sendo verdadeiras fontes de inspiração para você.

Para se relacionar com pessoas desse tipo, avalie, uma a uma, aquelas que fazem parte do seu círculo de amizades. Faça sempre os questionamentos:

- "Sou capaz de ser eu mesmo ao lado dessa pessoa?"
- "Me sinto aceito?" "Essa pessoa tem uma atitude crítica em relação a mim? Ela me faz sentir julgado?"
- "Sinto-me cheio de energia quando estou ao lado dessa pessoa? Ou ela me faz sentir diminuído e esgotado?"
- "Essa pessoa compartilha dos meus valores?
- Tem o meu nível de integridade?"
- "Essa pessoa está comprometida com a nossa relação?" "Me sinto bem ao lado dela?"

O ideal é você ter relacionamentos de qualidade com pessoas que o incentivem, que constantemente o desafiem a ser melhor, que estejam sempre dispostas a fazer e a dar seu melhor para manter o relacionamento com você.

Para começar a construir relações que toquem seu coração, faça uma espécie de inventário das pessoas com as quais convive. Isso ajudará a identificar as pessoas das quais você prefere se manter distanciado, aquelas com as quais pretende se aproximar e conhecer melhor e aquelas que pretende convidar para fazer parte de seu círculo. Também não se esqueça de se autoanalisar, reconhecendo os seus defeitos e procurando se melhorar. Afinal, você também pode estar sendo um "vampirão" e sempre dá tempo para mudar. Boa sorte!
-
[Texto da Equipe Planeta]

O AMOR _Sua Natureza e Realização


Existem diversas definições para o termo Amor, e em todas as filosofias lhe é dado significado tão amplo e abstrato que, após toda uma análise, não conseguimos compreendê-lo completamente.

O Budismo considera o Amor como uma das Viharas ou Condições Sublimes, sendo as demais a compaixão, a alegria e a equanimidade.

Na doutrina Cristã, encontramos o Amor interpretado como uma das noções centrais sobre as quais se assenta a boa conduta, sendo a outra a Fé. Do Amor depende o ‘cumprimento da Lei’ e o único valor moral do dever cristão, isto é, ‘Amar a Deus, em primeiro lugar, e em segundo, a toda a humanidade.

No cartesianismo encontramos uma definição mais concreta – uma definição que, em clareza, quase se aproxima da definição rosacruz. A ânsia pelo bem em geral, diz a doutrina cartesiana, pela satisfação absoluta, é um Amor Divino natural, comum a todos. Desse Amor Divino nasce o amor que sentimos por nós mesmos e aqueles que sentimos pelos outros, os quais representam as inclinações naturais que pertencem a todos os espíritos criados. Pois essas inclinações são os elementos do Amor que está em Deus e que Ele, portanto, inspira em todas as Suas criaturas. É neste sentido que as doutrinas de Descartes, Malebranche e Spinoza revelam o Amor.

O rosacrucianismo, entretanto, tem uma definição bastante concreta e concisa do Amor.:

“O Amor é a conscientização da idealidade”.

Analisemos esta afirmação. Em primeiro lugar, afirma-se que o Amor é uma conscientização. O Amor foi grosseira, mas corretamente, denominado uma emoção. É uma emoção porque é sentido; é uma emoção no sentido fisiológico porque estimula certos centros nervosos e produz certas condições fisiológicas, tanto quanto condições psicológicas.

No processo que vai da realidade mental para a realidade fisiológica está envolvida, essencialmente a diferença entre atualidade e realidade. Assim, em alguns casos, o Amor pode ser uma conscientização sem que resulte num estimulo verdadeiro. Sabemos que amamos; em si mesmo, o amor pressupõe a conscientização de algo; sem essa tomada de conscientização ele não é possível. O ato de amar requer a apreciação da conscientização – mas conscientização do que?

Fisiologicamente, a única condição na verdade que se faz consciente é, até certo ponto, proporcional ao grau de conscientização do elemento responsável pelo amor. Portanto, o amor pode apresentar graus de intensidade, profundidade e expressão. Quando a conscientização do amor é extrema, plena, satisfatória, ela produz o máximo de estimulação nos centros nervosos, do mesmo modo que a alegria, a tristeza, o medo, a raiva e outros elementos emocionais. Mas enquanto todas as outras emoções provocam um efeito de animação, excitamento ou agitação, o Amor produz calma, paz, aquietamento dos nervos, uma harmonização que não é produzida por nenhuma outra emoção.

Então, o rosacrucianismo afirma que o Amor é uma conscientização da ...IDEALIDADE!

Eis a chave secreta – idealidade. Nesta palavra vemos aquilo que a doutrina cartesiana quer dizer quando afirma que o Amor é uma ânsia pelo bem, pela satisfação absoluta.

Cada um de nós possui certos ideais que podem estar em estado adormecido em nossa consciência ou consciência subnormal. Esses ideais, esses padrões, modelos absolutamente perfeitos, podem ser de nossa própria autoria, construídos através de estudos, análises, experiências e inspirações divinas, ao longo de semanas, meses, anos ou encarnações. Consciente ou inconscientemente, podemos aumentar,remodelar, aperfeiçoar e tornar mais maravilhosos esses ideais que acreditamos infinitos, supremos.

Os ideais que temos podem também se referir a um número infinito de coisas, condições, experiências, sons, visões, sensações, etc. Na música, nosso ideal consciente ou inconsciente pode ser um certo grupo ou acorde de notas, um ou dois compassos, uma passagem ou uma ária completa. Na arte, nosso ideal pode ser uma certa combinação de cores, ou uma determinada cor em seus diversos tons, ou de certas linhas e curvas em determinada justaposição. No caráter, nosso ideal pode ter certas características, hábitos ou maneirismos, e qualidades bem desenvolvidas, enquanto outras são eliminadas ou estão ausentes. Na beleza física, nosso ideal pode ter certos traços, cor de pelo, olhos e cabelo, certa altura, peso, elegância, etc.

É quando entramos em contato, ou nos tornamos conscientes de um dos nossos ideais, que temos a tomada de consciência de nosso ideal e esta conscientização faz surgir ou estimula a ‘emoção’ e que chamamos AMOR, e esta emoção dirige-se ao ideal e dizemos que o amamos.

O AMOR de um homem por uma mulher deve-se à sua conscientização de certos ideais nela ou acerca dela, e ele a ama não por ela mesma mas por aquelas coisas, nela ou acerca dela, as quais ele ama. Seu desejo de possuí-la é devido ao seu desejo de possuir, de manter constantemente em seu poder a realização, a MATERIALIZAÇÃO, de seus ideais. O crescimento do amor de um homem por uma mulher depende, igualmente, de conscientizações novas ou continuadas dos ideais conscientizados, ou da descoberta de novos ideais, inversamente, a diminuição do amor entre um homem e uma mulher é proporcional à eliminação ou modificação daqueles ideais, antes presentes.

Da mesma maneira a mulher ama o homem, e os pais a seus filhos e os filhos aos pais. Também da mesma maneira – tornando-se súbita ou gradualmente conscientes dos nossos ideais em uma coisa ou de uma coisa – amamos certos tipos de música, arte, literatura, alimentos, confortos, etc.

Portanto, existe o AMOR vindo de DEUS, nosso amor pela humanidade e, o maior de todos, o Amor de Deus por nós.

“No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus”.

Contemplando a criação do mundo, concluímos que primeiro Deus concebeu toda a criação como uma idealidade e, tendo concebido uma criação ideal, Deus pronunciou o Verbo - o comando – em sua consciência; e foi formado, como parte da criação, o mundo que conhecemos.

Na concepção de uma criação ideal deve haver uma mistura harmoniosa, associação uniforme unidades matematicamente corretas de muitos ideais. Cada um desses ideais baseou-se em elementos a que Deus amaria quando tornados conscientes, e quando a criação se completou, Ele materializou, em unidade, todos os ideais, do maior ao menor. Assim, o universo foi concebido essencialmente do Amor, pois em Amor Deus criou o mundo e com Amor, ou seja, com consciência do ideal, contemplou Deus toda a criação, desde cada célula polarizada dos oceanos até o corpo humano, criado à sua semelhança, isto é, formado segundo o IDEAL na consciência de Deus, aquele ideal a que Deus mais amava.

Assim foram o homem e toda a criação concebidos em e do Amor, e Deus expressou seu Amor em todas as coisas criadas.

O Amor, muito naturalmente, precede toda criação, uma vez que essa criação é a materialização de ideais. Isso acontece porque o Amor ao Ideal leva a uma busca e à realização desse ideal, ou à criação de uma materialização do mesmo.

Assim, um artista é ‘inspirado’ a pintar e pôr numa tela uma maravilhosa imagem. Esta foi concebida em Amor, pois constitui uma expressão dos ideais que ele ama; e quando está pronta, torna-se a materialização desses ideais, e é por isso um resultado do Amor.

O mesmo se aplica à musica, ao artesanato, a tudo que é bom. Um escritor que, subitamente, sob um impulso ou estimulo a que ele chama ‘inspiração’, escreve um belo sentimento ou um pensamento nobre, assim o faz porque de repente toma consciência, em palavras, de um ideal presente em sua mente ou subconsciência, e rapidamente expressa no papel a materialização das palavras então conscientizadas.

A chamada ‘inspiração’ pode ser atribuída, em qualquer caso, a um estimulo mental resultante da conscientização de um ideal e, uma vez que todos os ideais têm sua origem nos ideais primordiais do Amor de Deus, a ‘inspiração’ é, em si mesma, uma expressão do Amor de Deus.

Portanto, podemos dizer filosoficamente que o Amor é o grande incentivo, o grande poder, a maior energia inspiradora do mundo; e uma vez que o Amor deve ter ideais como seus elementos de expressão, o Amor é essencialmente bom. Dessa forma podemos filosofar: O’O Amor é o Bem, o Bem é Deus, Deus é Amor, Amor é Deus; ou... Deus é Amor, Deus é a Fonte de todo Bem, logo o Amor é a fonte de toda bondade, o maior poder em todo o universo.’

Encontramos essas idéias muito bem expressas no quarto capítulo de João, I: ”Meus bem-amados, amemos uns aos outros, pois o Amor é de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama, não conhece a Deus, pois Deus é Amor. Se nos amamos uns aos outros Deus habita em nós, e seu Amor é perfeito em nós. Amamos a Deus, porque Ele nos amou primeiro. Se um homem diz que ama a Deus e odeia seu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama seu irmão a quem pode ver [conscientizar-se], como pode amar a Deus a quem não pode ver? Que todo aquele que ama a Deus ame também a seu irmão”.

E este mandamento, e a precedente explanação, é a Lei sobre a qual a Ordem Rosae Crucis se fundamenta.
-
[Texto de H.Spencer Lewis.]

terça-feira, 4 de maio de 2010

O Segundo Advento do Cristo


Um segundo advento do Cristo é um assunto de interesse especial e de muita especulação entre os estudantes de misticismo. A especulação é relativa a duas diferentes escolas de pensamento.

ð Uma delas é uma escola ocidental que afirma que o Cristo não aparecerá novamente no plano físico, mas que descerá somente até o plano etérico ou psíquicos.
ð Uma afirmação contrária parece ser a de uma escola de pensamento oriental que sustenta que o Cristo aparecerá novamente entre os homens no plano físico numa época propícia, que no momento é indeterminável.

Obviamente, declarações dessa natureza sobre uma questão tão grandiosa deveria interessar aos estudantes místicos, especialmente quando duas escolas de visão e autoridade ocultista se opõem quanto à maneira da vinda. Qual deveria ser nossa atitude em relação a declarações dessa espécie, quando possivelmente não podemos ter nenhuma prova da verdade sobre isso? Não uma atitude de criticismo, creio eu, pois elas pertencem ao intangível, estão para além da investigação pessoal e claramente apontam para um evento sem dúvida muito distante no futuro.

Todos nós estamos familiarizados com as muitas descobertas e previsões da ciência sobe várias questões relativas à vida no plano matéria. Já vimos e constantemente vemos a realização objetiva dessas previsões. Muitas delas pareceram espantosas e quase inacreditáveis quando foram feitas, há uns poucos anos. Então, de repente, quando havíamos nos esquecido delas, uma descoberta prometida foi feita, um novo poder surgiu, uma altitude foi alcançada e se tornou um fato de uso em nossa vida cotidiana.

Mas pisamos num terreno diferente quando são feitas declarações do tipo mencionado. Isso está longe de ter a mesma natureza de um procedimento científico. Não somos profundamente proficientes no conhecimento da futuridade. Não há nas mãos do homem nenhum instrumento por meio do qual ele possa prever e garantir um acontecimento, numa futura evolução da humanidade, como a vinda de um exaltado ser dos níveis cósmicos superiores da existência espiritual. Mas à medida que a ciência pode prefigurar a evolução de poderes e processos excepcionais e desconhecidos, através da cooperação com as leis da natureza – e estamos hoje tão acostumados a vê-la acontecendo dentro do limite de uns poucos anos que já nem questionamos tais previsões - parece-me então que não deveríamos descartar as declarações ocultistas, numa atitude crítica ou com enfática descrença, mas olhar a possibilidade com mente aberta, ainda que elas sejam divergentes quanto à maneira do seu aparecimento.

Ora, o teor dessas declarações sobre a ‘segunda vinda’ é que ela acontecerá em algum momento futuro inespecífico e desconhecido. Porém, aqueles que são versados em literatura mística podem apontar exemplos, de veracidade inquestionável, de que a presença do CRISTO tem sido uma questão de experiência pessoal de caráter psíquico. Quem estudar a vida de SANTA TERESA D’ÁVILA, por exemplo, encontrará ali diversas visões, reconhecidas como autenticas, que ela teve da presença atual do CRISTO com ela. Ela disse que, em várias ocasiões, teve a graça de uma visão do CRISTO. Em suas próprias palavras: “Pois se o que vejo é uma imagem, então é uma imagem viva; não um homem morto, mas o Cristo vivente.” E ela descreve, com as melhores palavras que pôde encontrar, a radiância que acompanhava as visões. “Não é uma radiância que ofusca, mas uma brandura suave e uma radiância infusa que, sem cansar os olhos, provoca-lhes o maior dos deleites. Nem são eles cansados pelo brilho que vêem, ao serem essa beleza divina”.

Ou dando um outro exemplo mais próximo dos nossos tempos, uma escritora cujas obras muitos de nós conhecemos; refiro-me a M.C., que escreveu “LUZ NO CAMINHO” sob a orientação de um Mestre, além de outros escritos inspiradores. Em um de seus livros, ela se refere a um massacre de judeus na Rússia em 1905, quando, numa visão da ‘Sala da Aprendizagem’, onde havia um grande altar, o Cristo estava num de seus degraus, uma magnífica figura de luz e Radiância, as mãos erguidas abençoando a multidão de almas que passavam. De vez em quando, puxava uma delas para junto de si e a apertava num forte abraço, retirando dela, através desse contato, toda memória da agonia de seu martírio.

Esses são testemunhos de valor e não podem ser futilmente descartados. Eles apontam para um fato de experiência psíquica, outorgados, no primeiro caso, a uma santa mulher cuja vida foi uma longa devoção a viver a vida do Cristo e a manter um diálogo interno com Ele; e no segundo caso, a uma mulher de reconhecidas aspirações ocultistas e que, no devido tempo, foi usada por um Mestre para dar ao mundo um de seus mais notáveis livros devocionais, ‘LUZ NO CAMINHO’.

Não há nenhum motivo para se duvidar desses testemunhos. Eles são conhecidos por todas as classes de aspirantes e aceitos com reverência, e há mais testemunhos dessa natureza que poderiam ser citados de outras fontes, de modo que as duas declarações que citei não são as duas escolas de pensamento que, embora de interesse considerável, apontam para uma possível vinda num tempo futuro, o que parece ser de uma categoria totalmente diferentes desses testemunhos. Porque nesses testemunhos temos uma espécie de certeza de que a vinda do CRISTO não é um distante acontecimento divino, que pode ocorrer neste ou em algum outro século futuro, dependendo de certas condições de evolução da humanidade como um todo, mas, sim de que o Cristo está aqui e agora, uma presença divina, guiadora e auxiliadora, e esperando tão-somente ser reconhecida.

Lembro-me que no passado houve algumas criticas, aqui e ali, a respeito dos nossos ensinamentos fazerem pouca menção ao Cristo. Mas que é a ciência rosa-cruz senão um sistema de preparação para o contato com os mais elevados níveis cósmicos de consciência, que pode a qualquer momento, em alguns casos particulares, levar à própria presença do Cristo no plano etérico ou psíquico. Para onde nossos Graus de estudo apontam e gradualmente conduzem senão para uma crescente percepção interior e um contato psíquico com os mais elevados níveis vibratórios da existência cósmica?


Os Graus superiores buscam culminar os estudos, com uma técnica especial por meio da qual o iniciado, restrito como sempre à permissão de seu carma individual, pode levar-se à esfera da influencia dos Mestres da Compaixão. E lembremo-nos que os próprios Mestres são discípulos do Cristo e compartilham Sua vida. Portanto,se servirmos ao máximo com nosso conhecimento à finalidade de tornarmo-nos dignos da orientação especial e individual e da inspiração desses Mestres que servem, eles próprios ao Cristo, qualquer crítica sobre essa questão pode ser descartada, pois revela uma falta de compreensão e entendimento de nossa meta.

Se, conforme afirma uma dessas escolas, muita coisa tem necessariamente de acontecer na direção e qualidade da evolução humana, uma preparação rumo a uma consciência mais ampla e mais elevada, antes que o Cristo possa aparecer e efetivar sua missão no mundo, então creio que é óbvio que essa preparação será de longa duração. Há, em toda parte, sinais muito escassos de sua presença. Hoje, após o lapso de quase meio século, durante o qual os Mestres tem escrito e falado em círculos ocultistas e místicos, o assunto ainda está muito longe de ser algo para divulgação pública geral, mesmo entre os intelectuais. Mística e espiritualmente, estamos numa escala bem baixa de evolução.

Por outro lado, se, como sustenta a outra escola, a vinda do Cristo será, não no plano físico, mas no nível de consciência etérica, há ainda uma outra opinião que pode ser considerada de peso e valor. É a seguinte: que a vinda bem pode ser dar, de certo modo, no plano físico, mas por meio de discípulos de Cristo, altamente desenvolvidos, que executarão SUA missão entre os homens sob SUA inspiração. Não falo com autoridade sobre esse assunto, mas se afirmações contrárias são feitas sobre essa questão em termos muito enfáticos, temos o direito de considerar ambos os pontos de vista e expressar uma opinião sobre eles. É claro que não podem ser aceitos ambos. Um, que o Cristo virá novamente entre os homens no plano físico; o outro, que Ele nunca mais tornará a forma humana ou descerá abaixo do nível etérico de consciência.

Não consigo ver como que qualquer um de nós, aspirando um contato com os Mestres, possa não ter constantemente em mente o maior dos Mestres Cósmicos, que labora no mais alto ponto de evolução e cuja influência é portanto transmitida do lugar secreto do mais elevado para baixo, a fim de purificar uma humanidade sofredora. Além disso, há dois notáveis livros escritos pelo Dr. H.Spencer Lewis sobre o Mestre dos Mestres e Seus ensinamentos. Se Cristo caminhou até o fim da Senda, que abarca toda a Sabedoria Cósmica, e nós estamos dando os primeiros passos sérios na Senda, nós é que podemos perguntar o que sabem esses críticos sobre a Senda e se já deram sequer um passo nela.

O propósito do primeiro advento do Cristo foi expressamente o de libertar o espírito do homem através da autodisciplina para ele entrar na verdade do caminho. E creio que um segundo advento do Cristo se mostraria ainda mais dinâmico e abalador que o primeiro. Pois atingimos um ponto critico na evolução geral durante os últimos cem anos, e poderes tão incomuns estão sendo cientificamente desenvolvidos através de experiências mentais, e aplicados totalmente para fins materialistas, que a descida de uma energia estimuladora sem precedentes faria em pedaços os ídolos e as imagens que o homem adora, e demonstraria plenamente a supremacia da vida espiritual.

Uma vinda hoje poderia significar exílio e morte, mas não no futuro, pois é razoável pensar que o Cristo teria então à sua disposição a potencia dinâmica de uma multidão de discípulos que teriam se adiantado m alguns estágios da Senda, que “O” reconheciam e teriam prazer em realizar sua missão, e nada seria capaz de os impedir. Esse é um pensamento encorajador e estimulante. Ele nos dá razões suficientes para persistirmos na Senda que conhecemos, pois chegará o tempo em que seremos chamados a uma cooperação direta com a intenção cósmica. E tudo o que tivermos suportado e sofrido sra esquecido na maestria que seremos então capazes de oferecer no cumprimento dessa intenção.
-
[Texto de Raymundo Andréa].

Pineal, a Glândula do Conhecimento


Cuidadosamente protegida pelos recônditos silenciosos do crânio e os dois hemisférios cerebrais, próximo do centro exata da cabeça, encontra-se um minúsculo órgão em forma de ervilha: a glândula pineal. Conhecida também como ’epiphysis cerebri, corpo pineal, terceiro olho, sede da alma, etc’., há séculos a pineal tem incitado a curiosidade da mente humana.

Muitas faculdades psíquicas têm sido atribuídas à glândula pineal. Na realidade, trata-se dum portal entre o Eu psíquico e o Eu físico do homem. Entretanto, biologicamente pensava-se que ela era um mero órgão residual, sem função alguma, dos vertebrados superiores, incluindo o homem.

Mas em 1959, A.B. Lemer e seus colaboradores isolaram, d glândulas pineais de bovinos, um componente chamado ‘melatonina’, conhecido mais tarde por ‘homônio da pineal’. Daquele momento em diante essa glândula tornou-se importante tema de investigação no mundo inteiro, e muitos fatos surpreendentes foram descobertos a respeito de sua estrutura e os possíveis mecanismos que governam suas intricadas funções.

Descobriu-se que, proporcionalmente ao seu tamanho, a pineal é um dos órgãos mais vascularizados de todo o corpo. Em outras palavras, ela recebe mais sangue que a maioria dos outros tecidos. Isso indica grande atividade interior da glândula, o que refuta o antigo conceito de que a pineal não tem nenhuma função.

A luz exerce uma influência precisa na função da pineal. Durante o dia, ou sob permanente iluminação artificial, a síntese de melatonina, o hormônio da pineal, diminui. Por outro lado, à noite e no escuro a produção desse hormônio aumenta. Isso nos lembra os ‘fotodetectores eletrônicos’ e os ‘instrumentos sensíveis à luz’. Os primeiros emitem corrente apenas quando não em presença de luz, e os últimos geram corrente só quando expostos a iluminação.

INFLUENCIA DA LUZ
Mas de que modo a glândula sabe quando é dia ou noite, quando está claro ou escuro? Uma TEORIA que tenta explicar esse fenômeno diz que os raios de luz captados pela retina produzem impulsos nervosos, que passam através dum desconhecido canal do cérebro, chegam aos glânglios cervicais superiores, e daí alcançam a pienal através das fibras dos gânglios cervicais superiores que enervam a glândula pineal. Esses glânglios, pertecentes ao sistema nervoso autônomo, estão localizados na parte póstero-superior do pescoço, em ambos os lados da nuca.

A evidência sugere que existe uma substância que é liberada na glândula pineal, substância essa que controla e regula o crescimento do homem e de alguns animais. Observou-se que tumores que provoquem lesões destrutiavs na pineal estão relacionados com a puberdade precoce, uma condição em que a criança desenvolve maturidade sexual e seu crescimento é paralizado.

A PINEAL E O CRESCIMENTO
Normalmente, o corpo pineal começa um processo de mineralização com a idade de sete anos: partículas de ‘areia cerebral’ são depositadas no interior da glândula. Esse processo se completa por volta dos catorze anos, dependendo de fatores hereditários, ambientais e outros. Por volta dessa idade, o amadurecimento sexual e o crescimento estão quase completos. Assim, é possível que, enquanto puder, a glândula segregue uma substância que evite o amadurecimento gonadal e a paralisação do crescimento.

A maior concentração de melatonina parece diminuir o hormônio do crescimento. Certo pesquisador Starr, relatou a diminuição do hormônio de crescimento em pacientes cancerosos após o tratamento com melatonina.

O hormônio do crescimento é segregado na parte anterior da glândula pituitária, depois que ela, recebeu uma mensagem do hipotálamo. Mas será que essa mensagem realmente se origina no hipotálamo? Sabe-se que alguns sinais, chamados ‘fatores de liberação’, provêm do hipotálamo, que informa à pituitária a necessidade de segregar hormônio do crescimento e/ou hormônios trópicos. Esses hormônios trópicos dirigem-se a outras glândulas e lhes ordenam que injetem algo de seus respectivos hormônios na corrente sangüínea. Por exemplo, o hormônio gonadotrópico masculino chega aos testículos e lhes ordena que segreguem a testosterona.

Vemos assim que a pineal é uma glândula endócrina que segrega um hormônio chamado melatonina. A síntese desse hormônio depende da presença ou ausência de luz. A glândula pineal possivelmente produz uma substancia que controla ou regula o crescimento. O corpo pineal é um dos órgãos mais vascularizados do organismo.

Essas são apenas algumas da descobertas fisiológicas a respeito da glândula pineal feitas nas ultimas duas décadas. Contudo, muito conhecimento ainda está por ser descoberto a respeito da misteriosa e intrigante glândula do conhecimento – a glândula pineal.
-
Segundo ainda, René Descartes – filósofo, místico, fundador da matemática moderna – referia-se à glândula pinela como ‘la gland connairenne, ou a glândula do conhecimento’. Chamava-a também de a sede da alma racional. ‘Racional’ vem da palavra latina ‘ratio’ [comparação]. E não é o conhecimento baseado em comparação?
-

[Texto de Caton Tellez]

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fardos Inúteis


Um meio de aliviar o fardo do carma, a lei de causa e efeito, é simplesmente sair de seu raio de ação. Isso pode consistir num grande passo, num pequeno passo ou em vários passos. Se bastou um só para entrar na sombra, pode bastar um só para sair.

Essa ação indica que consideramos o carma como produto nosso, não o limitando a penalidades de longo prazo por ações há muito passadas. A afirmação ‘colhemos o que semeamos’ pode ser mais apropriada, pois essa metáfora implica haver uma estação, um ciclo de germinação e crescimento entre causa e efeito. Sem dúvida existem tais efeitos retardados, alguns dos quais podemos não ter previsto.

Entretanto, existem também efeitos imediatos; o carma também ocorrre agora. O Carma é o que estamos fazendo a nós mesmo – tudo o que esteja promovendo ou impedindo nosso crescimento, criando harmonia ou desnecessários fardos de infelicidade. Por exemplo, se fechamos uma porta, não podemos entrar por ela enquanto não esteja aberta novamente. Se cairmos ao chão,só poderemos engatinhar enquanto não nos levantarmos. Bater à porta ou choramingar engatinhando, não só é inútil; significa que estamos aceitando resultados [carma] que não são imperativos. Não precisamos suportar esse desconforto.

Nossa tradição religiosa tem sido algo opressiva com relação ao ‘pecado’, uma palavra que possui surpreendente embasamento nas escrituras sagradas. Na escritura ‘judaica’, a palavras hebraica ‘chet’ é proveniente da arte de manejar arco e flecha, e significa ‘errar o alvo’, ou [por extensão metafórica] ficar aquém, não atingir especificações. Na escritura cristã, a palavra grega ‘hamartia’ vem também da prática de arco e flecha, e tem os mesmos significados. Na escritura inglesa essas palavras ocasionalmente são traduzidas como ‘falta ou ofensa’, mas com maior freqüência são traduzidas como ‘pecado’. As centenas de referencias a ‘pecado, pecador e pecar’, quase exclusivamente se originam dessas raízes, que significam errar o alvo.

D modo análogo, palavras cuja raiz se relaciona com perambular são traduzidas como erro. Em ambos os casos a conotação das palavras-fonte é fracasso em relação a algum propósito, e não o de violação que exige penalidades extrínsecas. As penalidades para o erro são resultados intrínsecos, os efeitos inexoráveis de uma causa.

‘Pecado e Fracasso’ são palavras que têm carga emocional em nossa cultura atual. Estigmatizamos alguém de ‘fracassado’, não necessariamente em termos de ‘seu propósito’, mas em termos dos nossos próprios propósitos, que dele esperamos. Imputamos ‘culpa’, em vez de meramente ‘erro’, a ‘um fracassado ou pecador’. Nossa sociedade enfatiza fortemente a ‘culpa’. Algumas aplicações da psicanálise exigem aceitação de culpa pelas emoções da infância. Algumas ‘conversões’ religiosas, reconhecendo a importância da aceitação da graça e orientação divina, pedem que os postulantes primeiro aceitem sua própria culpa, mesmo aumentada. A doutrina teológica do ‘pecado original’ implica que o erro, fracasso e culpa humana são inexoráveis. Estamos a ponto de nos tornarmos uma sociedade oprimida pela culpa.

‘Compensação’ de muitos atos é exigida em tribunais. Sabemos também que, pelo carma, teremos compensação de outros atos – de omissões ou incumbências não cobertas pela lei civil. Geralmente pensamos que esses atos são prejudiciais a outrem, não reconhecendo o dano que acarreta em nós. As leis civis têm tentado reconhecer isso, proibindo atos que são considerados destrutivos ou nocivos a nosso bem-estar ou futuras recompensas. As leis contra a ‘blasfêmia’ são exemplo. Trata-se de ‘crimes sem vitimas’, e que ninguém além do infrator acha que foi prejudicado. Hoje parece cada vez mais fútil, se não incorreto, legislar essa moralidade pessoal.

Quando o prejuízo é para outrem, às vezes há chance de ‘restituição ou compensação’. Sentimentos de culpa podem impelir a pessoa a fazer reparos, o que pode ser realizado sem que a pessoa se ‘martirize de culpa’. Quando um prejuízo é acarretado para alguém, não há essa alternativa. Qualquer fardo de culpa, por si só, não faz reparos; é mutilante e destrutivo, não construtivo. Na melhor das hipóteses, ajuda a evitar a repetição de um ato; na pior, polui outras áreas e envenena o poço de onde retiramos sustento espiritual. Ele nos priva de alguns benefícios cósmicos que poderiam apresentar oportunidades de compensar e auxiliar os outros, bem como de acarretar crescimento pessoal e maturidade espiritual.

Sentir-se culpado, portanto, é um aspecto do carma imediato; é algo a que nos entregamos e que causa infelicidade atual e futuras limitações. Isso nos faz coxear, como se tivéssemos uma pedra no sapato. Mas não é tão fácil nos livrarmos desse fardo depois de o termos posto às costas. Isso por um motivo: não desejamos nos considerar na mesma classe daqueles que consideramos ‘degenerados’, aqueles que parecem não sentir nenhuma compução ou culpa por aquilo que fizeram. Mas enquanto não pudermos, com humildade e compaixão, nos perdoar por errarmos o alvo ou não atingirmos nossos propósitos e ideais, continuaremos coxeando, compondo assim infelicidade.

HIGIENE INTERIOR.
Um exercício saudável ao término de cada dia é rever os acontecimentos do dia, principalmente aqueles em que agimos ou tomamos alguma decisão – ou em que poderíamos mas preferimos não fazer isso. Será encorajador você se lembrar de que resolveu alguma situação muito bem. Mas em outras você falhou. Que poderia você ter feito melhor, mais de acordo com seu propósito e seus ideais? Essa análise não visa castigar você por seus erros, mas prever o modo de agir melhor na próxima vez. Aprendemos com nossas deficiências só quando as reconhecemos como tais; e isso, em si mesmo, é o principal ingrediente da higiene interior.

Essa higiene, que é nos recuperarmos, não é o mesmo que punição ou expiação. Que dizer dos erros e ofensas d que não temos consciência? Não estamos imunes a seus resultados. A antiga concepção de sacrifício ou oferenda por algum pecado não era destinada a expiação, mas era uma forma de reconhecer que temos outras deficiências de que não temos consciência e que nem sempre foi possível a compensação daquelas de que temos consciência. Na realidade, não percebemos totalmente a divina lei de causa e efeito – aquilo que chamamos de carma. Reconhecer isso é o primeiro passo para se pedir maior iluminação.

Não é responsabilidade nossa, além disso, o punirmos a nós mesmos; isso foi ‘decretado’ de outro modo: “A retribuição [não vingança]é minha, disse o Senhor”. Vale dizer que a retribuição é inerente ao sistema cósmico. A expiação, quando tenhamos prejudicado ou ofendido a alguém, depende de compensação ou restituição para com essa pessoa, ou de atos meritórios alternativos que possam equilibrar os pratos da balança. O pedirmos ainda que nossos erros
[pecados] sejam ‘revertidos’ a nós mesmos – trazidos de volta a nós – não significa pedirmos punição “na mesma moeda”, e sim que tenhamos oportunidade de agir novamente, dessa vez corretamente, ou de fazer a devida compensação. Isto é cumprir a lei.

NEGAÇÃO
Existem outras maneiras de sermos um obstáculo, ou de ficarmos na sombra quando poderíamos ficar no sol. Essas maneiras são inúmeras, mas poderá ajudar destacarmos um elemento bastante comum. Temos tido o costume de abnegação, da renuncia, de nos privarmos de coisas que desejamos e, especialmente, de coisas agradáveis. Isso foi estimulado nas comunidades pioneiras, em que as condições de vida eram mais austeras. [É surpreendente como podemos passar ‘sem’ quando tudo o que ‘queremos’ ter precisa ser carregado nas costas ou puxado em carroças]. Mas isso também foi estimulado em outras circunstâncias como autodisciplina. No lado positivo pelo menos em teoria, a renúncia ou autonegação compele as pessoas a reavaliar suas prioridades e descobrir o que é mais importante e duradouro. Mas isso também tem sido usado como ‘punição’ e pode se tornar uma ‘superstição’.

A maioria de nós já passou sem alguma coisa porque não a podia ter. Mas passamos sem outras coisas por escolha ou omissão intencional, sem sabermos o que estamos perdendo. O pensamento negativo fecha para nós muitas portas que o pensamento positivo poderia abrir. É verdade que somos pressionados por uma verdadeira tormenta de ‘expectativas negativas’, como problemas de saúde, inflação, corrupção em altos cargos administrativos, e assim por diante. Mas o fato de não exercermos seja qual for a competência espiritual que tenhamos, e não neutralizarmos essas expectativas negativas, só serve para nos deixar em estado de privação, sem gozarmos de saúde, felicidade e realização.

Se ficarmos na sombra, como podemos ser aquecidos pelo sol? Se nos afastarmos da fonte, como podemos matar nossa sede? Agindo assim, mesmo inconscientemente, criamos um carmma ‘sombrio agora’, enquanto um carma mais brilhante está a apenas um passo de nós.
-

[Texto de Edgar Wirl.Ph.D]