sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A HARMONIA NAS RELAÇÕES HUMANAS


A harmonia é um aspecto da Mente Divina ou Cósmica. O Cósmico encerra o potencial de tudo. Por isso, contêm potencialmente a harmonia e a desarmonia. Concretizamos uma ou outra segundo a capacidade de escolher de que somos dotados. A harmonia se manifesta especialmente na função criativa do Cósmico, pela qual a Força Cósmica, torna manifesta a Sabedoria Cósmica, que inclui tudo o que existe; e tudo isso é uma unidade: a Força, o Propósito e a Sabedoria na unidade da Mente. Só nos cabe perceber a Harmonia em nossa mente e manifestá-la em nossa consciência.

Esse é o nosso Divino Destino, e não apenas uma questão de capricho ou de escolha aleatória. É fundamental que manifestemos a Divindade. Aí está uma afirmação completa do propósito de vivermos. Podemos retardar ou nos esquivar ao fato, fingindo que outras coisas são mais importantes;mas no final teremos de manifestar nossa Divindade, o Deus de nosso interior, simplesmente porque ‘somos seres divinos’.

Com frequencia afirmamos que nosso objetivo final é o retorno à fusão com a Divina Mente do Cósmico. Mas será que também compreendemos que, no momento do retorno à fusão, deveremos estar em completa e final harmonia com a Mente Divina?

Tudo de valioso que já desejamos, tudo o que vale a pena possuir nos será concedido em conseqüência das mudanças que teremos de proceder em nossa personalidade antes que esse resultado seja alcançado. Muitas das coisas que hoje desejamos serão inúteis quando e conforme mudarmos. Nossos valores serão mudados com nossa consciência. E seremos mais felizes do que jamais sonháramos. Quando crianças talvez pensássemos que possuir um triciclo nos faria extremamente felizes. Hoje não mais pensamos assim. Sabemos agora que a posse de coisa não traz [porque não pode trazer...] a felicidade. A felicidade só pode advir da harmonia, que nada tem a ver com posses, mas somente com a manifestação da unidade.

A palavra “harmonia” veio do grego, através do latim. No grego, “harmonia” derivou-se de “harmos”, que significa junção. Assim, basicamente, harmonia significa unificação por junção.

Falamos de harmonia de cor numa pintura ou num por-de-sol. Falamos de harmonia numa música orquestrada, nos acordes de um órgão ou piano ou no canto que um pássaro entoa enquanto a brisa da manhã farfalha por entre árvores e a relva. Falamos também de harmonia que deveria existir e que às vezes existe nos sentimentos ou nas relações entre as pessoas. E percebemos claramente que todas essas harmonias resultam da junção, da união de todos os elementos de cada qual nas forças e propósitos que se manifestam em cada qual, porque cada qual é uma expressão da Sabedoria Divina.

Se falarmos a palavra “harmonia” a uma grande número de pessoas, algumas pensarão em musica, outras em pintura, dança ou cor, e muitas pensarão nas relações humanas. Analisemos alguns dos fatores que afetam a manifestação da harmonia entre membros de um grupo que trabalham para um propósito comum.

QUATRO FATORES ESSENCIAIS
A harmonia, sendo expressão da Sabedoria Cósmica, é o estado natural. A desarmonia resulta de percepções defeituosas. Os quatro fatores essenciais à consecução da harmonia são:

1 => reconhecimento da distinção entre realidade e aparência;

2 => adotar atitude impessoal em nossa relação com os outros;

3 => prática da bondade, da ‘verdadeira’ bondade;

4 => cultivo da reflexão acertada.

Sabemos que nossos sentidos com freqüência apresentam deformada a realidade para nós. Olhamos uma longa estrada de ferro, e os trilhos parecem unir-se no horizonte. Isso não nos pertuba, porque sabemos qual é a realidade. Contudo, é freqüente enxergarmos só parcial e rapidamente o modo como algum conhecido ‘parece estar fazendo isto ou aquilo’, e ‘presumimos’ que conhecemos a realidade. Formamos, dos motivos ou capacidades da outra pessoa, uma percepção tão errada quanto a dos trilhos da estrada de ferro, e ficamos ressentidos, tensos, com raiva e completamente desarmonizados.

Às vezes a natureza da realidade faz pouco diferença para as nossas percepções. Podemos saber que a água consiste em moléculas, cada qual composta de dois átomos de hidrogênio unidos a um de oxigênio. Talvez ‘saibamos’ [em certo sentido] que cada átomo consiste num núcleo positivo ao redor do qual elétrons negativos giram como minúsculos satélites. Podemos ainda saber que a Física Matemática pode ‘provar’[como é costume dizer que tanto o núcleo positivo como os elétrons negativos nada mais são que energia vibratória. Mas não é assim que percebemos a água. Percebemo-la como um líquido incolor, essencialmente sem sabor, que é ‘molhado’ e, por isso, muito útil.

Talvez percebamos a água como chuva e, se formos um agricultor cuja lavoura está ameaçada pela estiagem, poderemos dar graças a Deus quando chove. Mas se formos um menino desejando jogar futebol ou uma garotinha desejando sair num piquenique, a mesma chuva pode ser vista como uma tragédia.

Esses simples exemplos apontam um só coisa: => é a percepção, não a realidade, que traz harmonia ou desarmonia à nossa consciência das relações humanas, e precisamos saber mudar a percepção. Mas para aprendermos a fazer isso, devemos aprender a diferenciar a realidade verdadeira da realidade aparente, e precisamos também aprender a ser impessoais e gentis e a refletir corretamente.

Algumas pessoas não conseguem ser impessoais. Acham que impessoalidade é indiferença e, sendo errado esse raciocínio, não conseguem ser impessoais. Devemos quase sempre ser impessoais, mas nunca indiferentes.

A grande maioria das pessoas não conseguem ser impessoais. Não conseguem nem mesmo imaginar ou compreender a noção de um Deus impessoal. Por isso, acham que Deus é uma pessoa que possui todos os atributos pessoais que ‘elas’ imaginam teriam se fossem Deus.

Tais pessoas não podem servir a um propósito, a um princípio ou a uma causa. Devem servir à pessoa de algum líder. Não avaliam os fatores de um problema estatal, e seguem as diretrizes do líder cuja personalidade mais as atrai. Não perseguem um ideal, mas alguma pessoa que enuncie ou exemplifique um ideal. Não conseguem atacar um problema; precisam atacar as pessoas envolvidas no problema.

A impessoalidade é a indiossincrasia do Mestre. As personalidades entram nas suas [do Mestre] concretizações da verdade somente na medida em que possam servir aos propósitos, princípios e ideais a que ele sirva, ou só conforme ele seja capaz de ajudá-las a fazê-lo. Ele não recrimina uma pessoa por ser ela o que é, do mesmo modo que não reciminaria um gato por ser um gato ou um pássaro por ser um pássaro. Ele não é iludido pelas aparências, porque pode distinguir a verdadeira realidade da realidade aparente. Se suas percepções são inarmônicas, ele as muda no sentido da verdade e percebe a harmonia. Conhecendo a verdade fundamental, nada teme e, assim nunca fica tenso ou confuso. Em suas necessárias relações com outras pessoas, ele sempre é guiado pela essência da verdadeira bondade.

São Paulo [segundo normalmente se traduz sua afirmação] disse:”...e restam estas três: Fé, Esperança e Caridade, e a maior destas é a CARIDADE.” Mas Paulo não falava português. Suas palavras são transmitidas em grego. A palavra que ele teria usado em que foi traduzida como caridade era HAGAPE. Na época das primeiras traduções talvez a palavra ‘caridade’ fosse uma tradução bastanete boa. Mas infelizmente ‘caridade’ passou a ter muitos outros significados além do atribuído por Paulo, e hoje ela quase nem sugere parte do que Paulo com ela indicava. Talvez a melhor tradução hoje possível seja ESSÊNCIA DA BONDADE. Não atos ou pensamentos bons, solidariedade ou emoção sentimental, ou polidez – nem aliás, nenhuma combinação específica ou genérica disso tudo -, mas a ESSÊNCIA DA BONDADE.

Já vi a essência de milhares de maças contidas num pequeno frasco. Essa essência não era vermelha, amarela ou verde, nem era densa, suculenta ou leitosa, Não tinha pele, caroço ou sementes, mas se fosse removida a rolha do frasco, todos que estivessem perto logo saberiam que no frasco havia essência de maçã.

Para alcançarmos a harmonia, a essência da BONDADE precisa estar em nossa CONSCIÊNCIA. Que é a essência da bondade? Ela não pode ser definida, porque possui natureza eterna; mas podemos examinar seus principais aspectos: visão, compreensão, coragem e humor.

Deverá conter a visão, a visão que nos faz ver além do que nos mostram nosso débeis sentidos; visão para vermos a alma por trás da personalidade, e Deus por trás da alma; visão para vermos a essência por trás das aparências. Esse é o primeiro requisito da verdadeira bondade de espírito; o segundo é a compreensão. Devemos primeiro ver e depois compreender a natureza e os problemas - as esperanças, os temores e os ideais da pessoa com que nos relacionemos.

Agirmos com bondade, com verdadeira bondade, com base em nossa visão e compreensão, requer coragem e humor; coragem para fazermos aquilo que ‘ é preciso fazer’, e humor para lubrificarmos a ação. Muitas vezes a ação verdadeiramente boa de nossa parte não é o que a outra pessoa desejaria que fizéssemos. Ela sente a necessidade de ver exaltado seu ego, quando o que realmente precisa é aprender a humildade perante Deus. Gostaria de receber coisas de mão beijada, quando o que precisa é aprender a conseguir sozinha o que deseja. Gostaria de ser elogiada, quando o que precisa é abrir os olhos e enxegar os seus próprios erros. Isso não quer dizer que devamos julgar, mas que precisamos conhecer a diferença entre a verdadeira realidade e a percepção que dela temos e que, conhecendo a verdade, devemos,de modo impessoal, servir a esse ideal de verdade espargindo sua LUZ. Sejamos lâmpadas dignas, através das quais possa brilhar qualquer luz de compreensão que nos tenha sido concedida.

Nenhuma lâmpada digna procura forçar a luz que quer que seja.Possivelmente o maior gerador de desarmonia num grupo é o individuo que, não sendo capaz de distinguir a realidade da aparência de certa situação, coloca-se como o ‘chefe’, como a única autoridade quanto ao que deve ser feito e a como deve ser feito. Fica com raiva e ressentimento se não for aceito por todos segundo a avaliação que faz de si próprio.

É preciso coragem, bem como visão e compreensão, para usar a essência da bondade na difusão da luz. É preciso também humor; a capacidade de enxergar o lado humorístico de qualquer situação, e especialmente a capacidade de rir das próprias incongruências, é de inestimável valor para estabelecer a harmonia.

Mas se refletirmos acertadamente, e de acordo com os princípios que sugeri, deveremos alcançar o sucesso. Refletir com acerto é obviamente a resposta final para todas as circunstancias. Refletir acertadamente é a qualidade que a Bíblia cristã valoriza muito com o termo justiça e deve estar baseada no conhecimento da verdade, em ser capaz de distinguir ou diferenciar a realidade verdadeira da realidade aparente. Refletir com acerto significa alcançar a percepção harmoniosa da VERDADE CÓSMICA, e requer visão, compreensão, coragem e humor. Mas será que poderemos vigiar e inquirir todos e quaisquer pensamentos que nos ocorram? A resposta é: não precisamos.

O pensamento pode ser comparado a um rio que flui e, como um rio que fui, seguirá a linha de menor resistência. Às vezes essa linha é curta e reta; geralmente é longa e tortuosa – mas o rio sempre fuirá no canal que, por acaso ou por deliberação, “foi preparado para ele”.

Nossos pensamentos ‘fluirão’ pelos canais que preparamos para eles.De tempos a tempos mudamos o fluxo abrindo novo canal. Essa mudança pode ocorrer por nossa própria vontade ou por vontade alheia. Mas podemos ‘planejar’ nossos pensamentos e, se conscienciosamente trabalharmos para tanto, nossos pensamentos seguirão esse plano até que, pela força de vontade, nós mudemos o plano.

Se preparamos canais voltando a nossa atenção consciente a certos assuntos, então, quando não estivermos alertas, nossos pensamentos fluirão naturalmente pelos canais preparados. Cavamos os canais com nossa atenção. Quanto mais concentrada for a atenção, mais profundos e longos serão os canais. Naturalmente, se desejarmos ser justos, se desejarmos refletir com acerto, voltaremos nossa atenção para a verdade, concentrá-la-emos em ideais, princípios e propósitos cósmicos e a harmonizaremos com a verdadeira bondade, que significa visão, compreensão, coragem e humor.

Se conseguirmos, pela reflexão acertada, vivenciar cada vez mais a harmonia que buscamos [e ao grau em que a consigamos], passaremos a concetrizar a união com o ambiente que é augurada pelo próprio significado da palavra. Conforme se expanda nossa capacidade de relacionamento harmonioso, nosso ambiente também se expandirá, até finalmente abranger o TODO CÓSMICO.

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[Texto de Harold. P. Stevens]



quinta-feira, 26 de novembro de 2009

ALIENS OBSERVAM NOSSAS GUERRAS


Discos voadores sempre estiveram presentes em nossos conflitos bélicos.

“Dois estranhos objetos avançam sobre seus exércitos, causando pânico nos soldados, elefantes e cavalos que se recusavam a cruzar o Rio Jaxartes.” Este trecho foi escrito em 329 a.C., durante uma das campanhas militares de Alexandre O Grande, segundo o estudioso Raymond Drake, autor de DEUSES E ASTRONAUTAS NA GRÉCIA e ROMA ANTIGAS [Editora Record].”Os objetos descritos eram grandes e prateados, como escudos brilhantes que cuspiam fogo de suas extremidades.”

Durante quase todos os conflitos militares do planeta, desde os tempos mais remotos até os mais recentes, estranhos objetos têm sido observados no cenário dos entraves. Agora, a noticia de um UFO tenha sido visto sobre o Iraque durante a ofensiva anglo-americana despertou mais uma vez a atenção da comunidade ufológica mundial. Afinal, por que os alienígenas observam nossos conflitos e guerras? Eles estão presentes onde quer que haja ação militar. É assim desde a Antiguidade, em períodos anteriores a Cristo, durante a Idade Média, nas Primeira e Segunda Guerras Mundiais, na Guerra das Malvinas, durante os conflitos Vietnã e na Coréia, e, mais, nas Guerras do Golfo. Lá estavam observando o que se passava e, em determinadas ocasiões, até interagindo com as forças combatentes.

A partir da Guerra do Golfo, em 1991, armamentos de alta tecnologia empregados nos campos de batalha têm confundido muitos dos comandos engajados nos conflitos. Mas o mesmo arsenal tecnológico tem sido usado para detectar com mais precisão intrusos não identificados. Sempre que há um entrave militar de grandes proporções, ou que atraia a atenção do resto do mundo, surgem em abundância relatos de avistamentos de enigmáticos objetos nos céus. Claro, muitas vezes são aeronaves militares ou mísseis. Mas em outras ocasiões, não. Nem olado mais preparado dsses conflitos – como as forças anglo-americanas na Guerra do Iraque – tem tido condições de determinar a origem desses fenômenos.

Os indícios do surgimento de obejtos voadores não identificados estão presentes até mesmo em guerras bastante antigas. Há milhares de naos atrás, no antigo Egito, aparições de UFOs já eram registradas com regularidade: O escritor inglês BRINSLEY LÊ POUR TRENCH, O CONDE DE CLANCARTY, cita em suas obras o fragmento de um hieróglifo do tempo do faraó THUTMOSE III, que governou entre os anos de 1468 e 1436 a.C. Durante uma guerra de conquistas às margens do Rio Eufrates, os escribas relataram o avistamento de um círculo de fogo vindo do norte. Eles o descreveram ao faraó da seguinte maneira: “Hoje, esses círculos de fogo são cada vez mais numerosos no céu. Eles brilham mais que o Sol. As tropas estão com medo.Tempo depois, os círculos ascenderam ao céu e desapareceram.” Esse trecho tem quase 4,5 mil anos de idade.

Outro exemplo ocoreu no ano 70 d.C., durante a chamada Guerra Judaica.” “No dia 21 de maio, um fantasma demoníaco de incrível tamanho surgiu no céu sobre todas as carroças e tropas que se preparavam para a batalha.” Constantino O Grande e sua armada, em 312 d.C., também observaram uma cruz luminosa no céu, que ficou em frente ao Sol. Para Constantino, esse foi o derradeiro aviso de sua vitória sobre Maxentiu, meses depois. Da mesma forma, durante o reinado de Carlos Magno também foram regstrados muitos relatos de encontros com “tiranos do ar e suas naves aéreas.” Conforme eram descritos. Estes relatos preocupavam tanto o rei que as pessoas que relatavam tais fenômenos eram sujetios à tortura e à morte. Ainda assim, as narrativas continuavam surgindo e importunando Carlos Magno.

O monarca também esteve às voltas com UFOs durante outra importante ocasião, quando foram registradas manifestações desses objetos em plena campanha militar que empreendeu contra os saxões pagãos, entre 800 e 814 d.C. O monge Lorenzo, em suas cartas ANNALES LAURISSENSES, escreveu que as tropas de Carlos Magno avançavam em direção ao Castelo de Salzburg. Segundo os escrito medievais. “... a oposição dos saxões foi dura e, quando tudo parecia perdido, Deus enviou dois grandes escudos vermelhos e brilhantes para cima dos saxões.” Não seria a primeira vez que um governante teria a impressão de que fora ajudado por forças divinas, quando, na verdade, o que se via nos campos de batalhas eram UFOs claros e de formatos semelhantes aos que conhecemos hoje. O contrário também era comum, atribuir uma derrota aos mesmos enigmáticos objetos, só que, nesses casos, vinham do inferno.

Se Carlos Magno foi ajudado pelos deuses em seu confronto com os saxões, séculos mais tarde, na sangrenta conquista do México, alguma inteligência alienígena a tudo acompanhava, sobrevoando os combatentes em terras norte-americanas. Segundo Bernal Del Castillo, cronista do conquistador espanhol Hérnan Cortez, que massacrou os astecas, numa das batalhas os nativos disseram que uma bola de cor verdade e vermelha fora vista no céu.”E que logo atrás dela uma outra luz, que acompanhava a primeira, surgiu disparando relâmpagos em direção ao solo e sobre as cidades de Panuco e Tezeuco.” Não se sabe se foipor causa das cores desses objetos – vermelho e verde – que a bandeira mexicana recebeu as mesmas tonalidades.

No Japão, durante a Guerra dos Shoguns, no ano de 1235, o quarto Kamakura Shogun, Fujiwara Yoritsune, e sua tropa estavam acampados quando misteriosas luzes apareceram no céu. Os objetos foram vistos por horas fazendo círculos e ‘loopings’ que impressionavam os militares. O Shogun [Título de senhor de um clã no Japão Medieval] pediu uma investigação a fundo sobre o evento, cujos resultados não são conhecidos. Talvez essa tenha sido a primeira investigação oficial sobre os UFOs de que se tem notícias. De fato, era relativamente comum que os governantes envolvidos em conflitos em que objetos não identificados eram vistos, pedissem a seus comandantes que averiguassem a sua natureza. A Guerra dos Cem Anos, que na verdade durou 116, foi travada entre a Inglaterra e a França pelo poder do trono francês, ente 1337 e 1453.

Em diversas ocasiões durante seu transcurso, discos voadores resplandecentes foram observados. As batalhas eram travadas nas planícies da Europa e os objetos mais comumente registrados eram “esferas de fogo”. O ufólogo inglês Timothy Dodd pesquisou a fundo essa guerra à procura de relatos de UFOs e conseguiu algumas evidencias que sugerem fortemente a presença de visitantes. “Tenho certeza absoluta de que estamos sendo visitados há milhares de anos por extraterrestres e eles não deixariam de nos observar em nossa atitude mais selvagem, durante as guerras”, disse Dodd.

DEZENAS DE BOLAS PRATEADAS_ Um dos relatos coletados pelo ufólogo inglês remonta ao ano de 1410 e foi feito numa carta de um soldado inglês aos seus pais, moradores de Weybridge County. “Eram quase 05:30 de 15 de abril, quando fomos acordados pelo general McFulky. Quando nos levantamos, vimos, para o nosso assombro, duas dezenas de bolas prateadas cruzarem a planície onde estávamos acampados. Elas ficaram sobre uma lagoa e depois sumiram.” Segundo Dodd, o próprio general McFulky teria escrito uma carta ao rei Henrique V relatando os estranhos fatos:”Nossas tropas não podem enfrentar os demônios franceses. Eles estão utilizando bruxaria contra vossas tropas.“ Em maio de 1986, entre o Rio de Janeiro e São Paulo, tivemos um das maiores ondas ufológicas do país, em que mais de 20 UFOs foram registrados e detectados por radar na área. Seria mais bruxaria francesa?

Ainda na Inglaterra, em Bristol, no ano de 1343, uma guarnição inteira viu um “...navio baixar um escada reluzente e seus tripulantes descerem por ela”, segundo escritos da época. Mas os estranhos foram atacados pelos soldados ingleses e retornaram para bordo do curioso navio, para depois desaparecer. “Desde aquela época, os reis tinham medo dos círculos voadres, das bolas de fogo e seres alados. Os foo-fighters da Primeira e Segunda Grandes Guerras são os descendentes de tais fenômenos.”, acrescentou Timothy Dodd. Ele sabe o que diz. Dodd, um policial aposentado é considerado um dos mais meticulos ufólogos da Inglaterra, tendo sido um dos fundadores da revista UFO Magazine.

O primeiro grande conflito do século XX foi a Primeira Guerra Mundial, que durou de 1914 a 1918. A tecnologia das nações envolvidas no conflito, naquela época, nem em sonho se igualava ao que vários pilotos e tropas viram durante suas missões. Em 1914, no primeiro ano da guerra, vários avistamentos assombraram os generais de ambos os lados do conflito, que ficaram sem saber o que poderiam ser aquelas “máquinas voadoras” que surgiam sobre os campos de batalha. Em Midlandet, Noruega, no dia 21 de novembro daquele ano, uma fantástica aeronave foi vista perto do Farol de Skjaervaer. Na cidade de Morgenbladet, no mesmo país, outra aeronave não identificada foi vista na manhã do dia 20 de dezembro, e vários soldados aliados testemunharam o ocorrido. O objeto de Midlandet foi observado inicialmente a cerca de 700 m de altitude, mas desceu até 400m e ficou parado por uma hora sobre a área, para espanto dos militares. Dezenas de soldados da guarda real norueguesa viram o fenômeno e, na época, o general Irwin SolsKajer levantou a possibilidade de ser uma aeronave alemã, hipótese logo descartada.

Outro fato inexplicado marcou o ano de 1915. Em Gallipoli, na Turquia, o 1º Regimento de Norfolk simplesmente desapareceu quando tentava tomar uma montanha na Baía de Suvla. Diante dos olhos de 22 testemunhas, mais de 800 homens marcharam em direção a uma estranha formação de nuvens lenticulares, que estava sobre a montanha, e nunca mais foram vistos.Os soldados que ficaram na área disseram ter enxergado uma enorme bola de luz indo em direção ao céu. O governo inglês considerou os homens que desapareceram como capturados pelos turcos, mas quando a guerra acabou e a Inglaterra pediu formalmente à Turquia sua libertação, o governo de Ankara surpreendeu-se com o fato e negou ter conhecimento de tal regimento. Aqueles militares nunca mais foram encontrados.

ZEPELIM MISTERIOSO _ O repertório de casos durante a Primeira Guerra Mundial é imenso. Em 1916, por exemplo, o soldado inglês Maurice Phillip Tuteur relatou com clareza um UFO.” Um objeto em forma de zepelim surgiu por detrás das nuvens, mas não como uma aeronave normal. Ele disparou verticalmente e depois ficou em posição horizontal, acelerando a mais de 320km/h. Então, virou-se, deu marcha ré e desapareceu nas nuvens”. Dois sargentos também teriam visto o objeto. Casos assim foram se tornando rotina durante o conflito. Ao seu final, os registros de ambos os lados envolvidos no entrave continham centenas de ocorrências ricamente descritas. E não somente soldados rasos ou sargentos eram testemunhas dos fenômenos. Muitos oficiais graduados também os observaram.

Um dos maiores ases da aviação, o barão Manfred von Richthofen, mais conhecido como Barão Vermelho, é um deles. “Ele não derrubou somente 80 aviões inimigos para a Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial. Ele foi também o primeiro a atirar contra uma espaçonave alienígena.” Quem afirma isso é o ex-piloto alemão Peter Waitzrik, que afirma ter ficado abismado ao ver o Barão Vermelho disparar contra um UFO com luzes laranjas quando se encontravam em uma missão matinal sobre a Bélgica, em 1917. Segundo Waitzrik, quando atingido, o UFO abriu-se como se fosse uma ostra e caiu numa floresta. “Os Estados Unidos tinham acabado de entrar na guerra e, então, pensamos que poderia ser alguma arma secreta deles, disse o ex-piloto, aos 105 anos de idade. “Já se passaram mais de 80 anos. Ordenaram-me que não contasse nada, mas já estou no fim da vida e quero que meus filhos, netos e bisnetos saibam a verdade”, declarou. Ainda segundo seu relato, o objeto tinha cerca de 40m de diâmetro, formato de dois pratos sobrepostos e era prateado.

Em 1918, dois soldados britânicos que voltavam de uma campanha militar viram vários objetos voadores alaranjados sobrevoarem a planície de Salisbury. Em pleno furor que varria a Europa durante a guerra, as observações eram tidas como prenúncios de fatos a acontecer. Já próximo do final do conflito, o marechal-do-ar da Real Força Aérea Britânica [RAF], lorde Dowding, fez uma afirmação surpreendentes.”Estou convencido de que estes objetos existem e de de que não são fabricados por qualquer nação da Terra. Não vejo, portanto, qualquer alternativa senão a de aceitam que provenham de fontes extraterrestres. A existência dessas máquinas é evidente, e eu já as aceitei totalmente”. Sua palavra conta muito. Foi lorde Dowding um dos responsáveis pelo sucesso da Inglaterra no entrave. Ele garantiu à imprenssa, na época, que mais de 10 mil avistamentos de naves não identificadas haviam sido comunicadas às forças aliadas.

Tais fatos se repetiram também durante a Segunda Guerra Mundial, e novamente o acúmulo de avistamentos de misteriosos objetos celestes chamou a atenção das autoridades militares. Nos diversos lados do conflito, oficiais da inteligência começaram a estudar os casos mais graves e comitês de investigação do assunto, compostos por militares e cientistas, foram criados em vários países. Eles tinham dois propósitos:


Ø primeiramente, determinar a natureza dos objetos e;
Ø depois, examinar se constituíam alguma ameaça a segurança nacional dos países envolvidos.

Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha tinham os estudos mais avançados na área. No caso alemão, Hitler era informado pessoalmente dos fatos mais graves registrados por seus comandos em toda a Europa.

Mas tanto os aliados quanto os alemães tiveram em inúmeras ocasiões a presença desses enigmáticos objetos sobre suas bases secretas. Com o início dos avistamentos, a primeira reação que cada lado da guerra teve foi imaginar que UFOs seriam armas de espionagem das forças inimigas. Mas como os objetos não atacavam qualquer dos países envolvidos, a hipótese de que fossem inimigos passou aos poucos a dar lugar a outra, de que seriam armas secretas dos aliados, mas ainda não informadas ou conhecidas publicamente. A confusão durou os primeiros anos da guerra, até que sucessivas reuniões entre os comandantes militares resultassem na descoberta de que a ninguém pertenciam tais artefatos. De quem seriam, então?

Em 1943, os ingleses criaram um grupo especial para investigar UFOs, chefiado pelo tenente-general Warren Massey. Ele foi informado por espiões que os objetos não identificados não eram de origem alemã, e que os alemães achavam que fossem armas secretas dos aliados. Massey evidentemente sabia que tais artefatos não eram ingleses nem norte-americanos, e deduziu a gravidade do assunto. Pouco depois, em 1944, a 8ª Esquadrilha norte-americana baseada na Inglaterra também criaria um grupo de estudos do assunto. Nesta ocasião, intruções amplamente disseminadas entre as tropas aliadas davam aos soldados instruções sobre como registrar e relatar avistamentos de UFOs. Não se assimia ainda, de maneira aberta, que seriam de procedência extraterrestre. Mas o crescente interesse que os governos desenvolveram quanto às observações e o aumento do grau de sigilo com que o assunto foi sendo tratado, deixou claro que algo de muito sério se passava.

SMOKEY STOVER_ Lembremos qua ainda era a década de 40, que não tinham sido registrados os casos de Kenneth Arnold ou mesmo de Roswell, que fizeram com o que o assunto passasse a uma alçada ainda mais complexa e confidencial. Durante a Segunda Grande Guerra, os UFOs receberam o nome provisório de “foo-fighers ou kraut-balls”, respectivamente lutadores tolos ou esferas germanas. O nome inglês doi adotado a partir de um personagem dos quadrinhos chamado Smokey Stoover, que dizia sempre que ” where ther is foo, there is frire” [Onde há tolos, há fogo]. Quando os marinheiros e aviadores aliados começaram a ver estranhas bolas de fogo ou esferas prateadas, que podiam circular seus aviões e seguir seus navios no mar, passaram a chamá-los de “foo-fighters” e o nome pegou.

Definitivamente, a Segunda Guerra Mundial foi aquela em que mais se registrou relatos desses UFOs. Mas embora tenham sido vistos durante todo o conflito, os registros se acumularam pesadamente a partir de 1944, ao mesmo tempo que os aliados invadiram a França e os alemães começaram a disparar os mísseis V-1 contra Londres. Eram tratados como “inexplicáveis bolas metálicas, transparentes e brilhantes” pelos jornais. E os relatos se intensificaram ainda mais em novembro daquele ano, não muito depois que a Alemanha passou a disparar também os modernos foguetes V-2 contra Londres e Paris. De alguma forma, pareceu haver uma escalada nas observações conforme se agravava o conflito. O mesmo fato se repetiu noutras guerras. Quanto maior a hostilidadee os recursos bélicos lançados em batalhas, maior é o numero de registros de UFOs acompanhando o processo.

OBJETOS DE METAL POLIDO _ Os casos da Segunda Grande Guerra são inúmeros e não se restringiram à Europa, palco central de operações. Em setembro de 1941, no Oceano Indico, dois marinheiros a bordo do navio USS Pulaski alertaram o resto da tripulação para o fato de que um estranho globo verde brilhante seguia a embarcação por uma longa hora. No dia 12 de agosto de 1942, em Tulagi, Ilhas Salomão, o sargento Stephen Brickner, da 1ª Brigada Pára-quedista Norte-Americana relatou que as sirenas de sua base tocaram e ele pôde observar cerca de 150 objetos voando em linhas de 10 e 12, um atrás do outro. “Eles pareciam ser de metal polido e extremamente brilhante”, registrou no livro de ocorrências da base.

No final de 1943, o sargento Luiz Kiss era o artilheiro da cauda do avião B-17 Phyllis Marie, em missão de bombardeio. Eles estavam sobre o centro da Alemanha quando se observou a aproximação de uma estranha esfera dourada do tamanho de uma bola de basquete. O objeto aproximou-se do B-17 ficou sobre a asa direita do avião. Logo depois, ficou acima da cabine dos pilotos, para então baixar até a asa esquerda. Kiss chegou a pensar em atirar naquela coisa, quando ela ficou próxima aos motores do bombardeio, mas desistiu da idéia.Muitos aviadores relataram que os objetos reagiam a seus pensamentos. Quando a idéia que lhes passava pela mente era de atirar em sua direção, quase que instantaneamente os “foo-fighters” se afastavam. O saudoso general brasileiro Alfredo Moacyr Uchoa, um de nossos maiores pioneiros e notáveis ufólogos, definiu estes objetos como sondas com capacidade de obter informações do estado psicológico dos pilotos durante suas missões.

Em 22 de dezembro de 1944, sobre Hagenau, Alemanha, o piloto e o operador de radar de um avião norte-americano encontraram duas enormes “...bolas laranjas que rapidamente desceram e ficaram ao lado de sua aeronave”, segundo a descrição de um deles. Quando o piloto fez uma manobra evasiva, os objetos o seguiram. No final de 1945, o tenente-coronel Donald Meiers estava voando sobre o Vale do Reno, também na Alemanha, quando globos flamejantes apareceram repentinamente em direção ao seu avião. “Eu virei para a esquerda e as bolas de fogo vieram comigo. Fui para a direita e eles também. Estávamos a 420km/h e as bolas o tempo todo o nosso lado. Pensei que fossem armas alemãs”, disse o piloto. Manobras evasivas não surtiam muito efeito, visto que as sondas continuavam coladas aos aviões.

Em meio aos milhares de relatos e informes sobre “foo-fighters”, o jornal New Tork Herald Tribune, de 02 de janeiro de 1945, publicou em suas paginas uma matéria sobre o assunto que chamou a atenção dos norte-americanos que estavam distantes e alheios à guerra. “Agora parece que os nazistas estão usando algo novo nos céus alemães. São estranhas esferas chamadas “foo-figthers”, que perseguem nossos aviões. Pilotos têm observado essas armas há mais de um ano, mas aparentemente ninguém sabe o que o são. As bolas de fogo aparecem de repente e acompanham os aviões por quilômetros”.

Era evidente e crescente a preocupação dos governos envolvidos no conflito, principalmente o norte-americano. Os avistamentos continuaram até 1945, quando UFOs começaram a ser vistos noutras partes do mundo. Em 1952, o tenente-coronel W.W. Ottinger, da Divisão de Inteligência da Força Aérea Norte-Americana [USAF], declarou que uma avaliação dos relatos sobre os “foo-fighters” foi feita no final da Segunda Guerra Mundial. Tal estudo concluiu que não se tratava de algo que pudesse ameaçar a segurança nacional. Esta posiçãoambígua, sem assumir a preocupação que os EUA tinham quanto ao assunto nem definir qual era a origem dos objetos, incomodou a opinião publica. Para inquietá-la ainda mais, os jornais da Califórnia trouxeram à tona um fato acontecido em 1942, que até então era pouco associado com os objetos registrados na guerra.

ARTILHARIA CONTRA UFOs _ Naquele ano, no dia 25 de fevereiro, às 02h25, num dos períodos mais crítico da guerra e apenas três meses após o ataque japonês a Pearl Harbor, as sirenes de alerta contra ataques aéreos soaram em alto e bom som em Los Angeles. Os radares norte-americanos tinham detectado a aproximação de uma aeronave à 200 km de distância da costa do Pacífico. Era uma esquadrilha de objetos não identificados, esféricos e brilhantes. Segundo um relatório enviado ao então presidente Franklin Roosevelt no dia seguinte, foram feitos mais de 1.340 disparos de artilharia antiaérea contra os objetos. Holofotes nas ruas iluminaram a misteriosa formação enquanto era atingida pelas armas terrestres. Mas ela permanecia imóvel, alheia aos disparos. Do relatório de Roosevelt constava que “...nenhuma aeronave foi derrubada.Os objetos simplesmente desapareceram no ar”. Se isso não é perigo à segurança nacional norte-americana, o que seria então?

“A preocupação dos países aliados, e principalmente dos EUA, era evidente. Afinal, seus pilotos estavam sendo perseguidos por esferas prateadas que pareciam ser controladas por inteligências superiores. Seu país tinha sido invadido por uma esquadrilha que ficou sobre Los Angeles e não foi derrubada”, avaliou a situação o ufólogo e físico canadense Stanton Friedman.Até hoje o incidente de Los Angeles é solenemente ignorado pelas autoridades. É importante lembrar que,logo após a guerra, em 1947, teríamos o Caso Roswell e, com ele,a implantação de uma severa política de sigilo ao assunto UFO.

Mas os casos envolvendo objetos voadores não identificados durante conflitos armados não pararam com o término da Segunda Guerra Mundial. Logo após ela, os EUA se viram envolvidos em mais um conflito, a Guerra da Coréia. E novamente os UFOs surgiam para preocupar os comandos militares engajados nas sangrentas disputas. No palco dos bombardeiros dessa guerra tivemos muitos caos de intrusos misteriosos, todos cuidadosamente registrados. Documentos liberados por força da Lei de Liberdade de Informações norte-americana [Freedom of Information Act ou FOIA], e estudados pelo ufólogo e escritos inglês Nick Redfern, contêm pelo menos 10 casos extraordinários de avistamentos de naves por pilotos e marinheiros dos EUA. Em seu livro THE FBI UFO FILES [Arquivos Ufológicos do FBI], Redfern descreve que, na madrugada de 05 de março de 1951, pilotos norte-americanos faziam ataques-surpesa à cidade de Fuxin quando surgiram nada mais do que 20 esferas luminosas no céu.

O combate tornou-se o que alguns dos pilotos descreveram como uma “brincadeira de pega-pega” entre caças dos EUA, norte-coreanos e os próprios UFOs. Os aviadores conseguiam ver os objetos, mas os radares de seus aviões não os detectavam. Eles tentavam disparar suas armas, mas não conseguiam. Até hoje, mesmo com os documentos liberados, o governo nega que tais fatos tenham ocorrido. No dia 22 de abril de 1953, o piloto Michael S.Brown foi perseguido por esferas metálicas quando estava sobre a cidade de Pungsan. A exemplo de como aconteceu durante a guerra anterior, sobre a Europa. Tais fatos começaram a parecer repetitivos, mas os objetos não mais receberam o nome de “foo-fighters”. Não foram somente as tropas norte-americanas que os viram durante o conflito. Segundo o jornal coreano Dagin Daily, de 18 de dezembro de 1952, o 5º Regimento de Infantaria Norte-Coreano observou um objeto discóide com três metros de diâmetro sobre um vale. Todos os soldados teriam permanecido no local até a chegada de dois oficiais que relataram o caso ao general Xin-Li Po, comandante daquele regimento. Noutras ocaisões, há indícios de que os norte-coreanos atiraram contra UFOs, mas o governo do país jamais liberou informações concretas a respeito.

NAVES VISTA NO VIETNÃ _ A Guerra do Vietnã também foi palco de avistamentos ufológicos. Ela se deu entre 1959 e 1975 e, segundo os norte-americanos, foi de natureza ideológica. Mas foi, na verdade, o mais polêmico e violento conflito armado da segunda metade do século XX, em virtude da determinação das guerrilhas comunistas do Vietnã do Sul, o chamado Vietcong, com o apoio do governo do Vietnã do Norte, para derrotar seu rival sulista. “Como não poderia deixar de ser, avistamentos de UFOs também aconteceram durante essa guerra e deixaram o govrno norte-americano inquieto a ponto de um general declarar numa reunião do Pentágono que não mandaria seus pilotos decolarem se fossem feitos de tolos por estranhos objetos”, declarou o escritor e pesquisador Jerome Clark, dirigente do J. Allen Hynek Center for UFO Studies [CUFOS], dos EUA.

Um dos casos mais interessantes deste sangrento conflito foi relatado pelo tenente Haines Bishop, da 5ª Esquadrilha Fox de Artilharia, em julho de 1967. Ele pilotava seu caça sobre a cidade de Hoi Na quando foi avisado por rádio, pelos seus companheiros, que uma gigantesca bola luminosa estava em sua cauda. Segundo os outros pilotos, o objeto tinha mais de 10m de diâmetro. Haines tentou escapar pensando que fosse alguma arma inimiga, mas não conseguiu despistá-la. A perseguição durou cinco minutos, até que outros aviões se aproximaram e a esfera acelerou desaparecendo.Outro caso ocorreu com militares norte-coreanos que faziam vigília num acampamento na mata, no Vietnã ocupado. “Ouvíamos explosões distantes e nossos aviões passando sobre nossas cabeças.De repente, três objetos luminosos em forma de pires apareceram do nada e ficaram sobre uma colina próxima ao acampamento”, disse um dos soldados.

Clark enviou um interessante relato que informa que, na manhã do dia 25 de março de 1971, três aviões dos EUA foram abordados por dois objetos discóides enquanto bombardeavam uma floresta vietnamita. Seus pilotos tentaram disparar contra os UFOs, mas seus instrumentos não respondiam ao comando. Esse é um fato relativamente comum durante guerras. Quando os pilotos, no ar, ou artilharias terrestres tentam disparar ou lançar mísseis contra objetos voadores não identificados, notam que seus equipamentos travam misteriosamente.Em alguns casos, projéteis lançados contra UFOs desviam-se inexplicavelmente do alvo ou simplesmente explodem antes de atingi-los.

Um ano após o fim da Guerra do Vietnã, o brigadeiro Joseph Lawrence Prest, deu uma entrevista à rede de tevê norte-americana ABC e respondeu ao repórter que havia lhe perguntado se os pilotos tinham observado UFOs durante o conflito. “Não só vimos, como fomos perseguidos por eles e também os perseguimos. UFOs podem ser muitas coisas, menos objetos de fabricação terrestre”. A declaração teve o efeito de uma bomba de artilharia pesada sobre os militares do Pentágono, que esforçavam-se para conter a curiosidade da imprensa quanto ao assunto. Noutra entrevista, desta vez ao Jornal The New York Times, o piloto da reserva da USAF Theodore Winfred, que lutou na Normandia, declarou que todos os relatos de avistamentos eram passados aos seus superirores. Disse ainda que a cúpula militar dos EUA estava mesmo interessada nesses avistamentos, “não importa que neguem”. Desta forma, os conflitos globais continuavam. E com eles os UFOs iam e vinham. Na década de 80, tivemos duas guerras, que, apesar de não serem mundiais, também atraíram a atenção de todo o planeta, e, mais uma vez, de nossos curiosos visitantes.

FORTE DITADURA _ ”A guerra entre Irã e Iraque foi de 1980 a 1988 e vitimou milhares de pessoas. Esses dois países sempre tiveram governos mais fechados e viviam sob forte ditadura.Portanto, informações sobre UFOs em seus territórios era algo quase impossível”, disse Paul Stonehill sobre a guerra entre aquelas nações. Stonehill é um dos maiores nomes da Ufologia soviética, apesar de viver na Califórnia. Ele se dedicou a pesquisar o assunto porque a extinta URSS teve participação decisiva no conflito. Segundo apurou, um dos casos mais conhecidos que se tem notícia no Irã está em documentos oficiais do FBI, e descrevem a perseguição de um UFO em 1976 por dois caças Phanton II, da Real Força Aérea Iraniana, sobre a capital, Teerã, Stonehill forneceu relatos interessantes de discos voadores durante a guerra entre Irã e Iraque.

OPERAÇÃO NO DESERTO _ Num deles, ocorrido em maio de 1983, acreditando-se tratar de uma aeronave inimiga, patrulhas iranianas dispararam contra um objeto esférico com mais de 20m de diâmetro, que cruzou a fronteira de seu país. No mesmo mês, vários aviões iranianos teriam sido perseguidos por UFOs, o que levou o comando militar local a abrir investigações. Forças iraquianas também registraram encontros com UFOs. Durante uma operação no deserto, baterias antiaéreas abriram fogo contra um misterioso anel luminoso.

Também durante a década de 80 tivemos discos voadores agitando o cenário de uma guerra relampago, entre Argentina e Inglaterra, pelo controle das Ilhas Malvinas [Para os argentinos] ou Falklands [Para os Ingleses]. Apesar de curtíssima, ela também entrou no rol das que tiveram avistamentos de UFOs em plena luz do dia e durante sessões de bombardeio. Alguns casos sçao relatados por Redfern, em seu livro The FBI UFO Files. Um deles dá conta de que, em meio às incursões inglesas na ilha, Paul Brigtsson, piloto de um caça Tornado da RAF, foi perseguido por esferas de cor alaranjada. No dia 28 de maio de 1982, em pleno conflito, dois aviões ingleses foram surpreendidos por um grande objeto discóide. Ao tentar alcançá-lo, os ingleses somente conseguiam se aproximar um pouco para, segundos depois, ver a nave acelerar de forma incrível e sumir no horizonte.

Documentos da CIA relatavam que o governo inglês abriu várias investigações para tentar esclarecer esses fatos, e que em todos os casos os pilotos que relatassem algo incomum eram interrogados e submetidos a exames médicos. Do lado argentino, os incidentes ganharam as páginas dos jornais. Na época, o coronel Charles Greffet, ministro da Defesa, citou alguns casos ao público. Em 26 de abril,quando cinco soldados que estavam nas Malvinas dispararam contra um objeto que estava pousado num penhasco da ilha, pensando ser algo dos ingleses. No dia seguinte, outro avistamento se deu sobre o oceano. Nessa ocasião, a tripulação de um avião Mirage não conseguiu disparar suas armas contra 10 esferas que acompanhavam a sua rota. Em Buenos Aires, o jornal La Razón, do dia 08 de junho de 1982, descreveu como dois pilotos viram uma grande nave enquanto faziam o patrulhamento da ilha.

Os jornais tiveram grande participação no conhecimento desses fatos pela população. O Diário do Povo da cidade de Tandil, do dia 13 de maio de 1982, por exemplo, descreveu o pouso de um UFO na base militar da cidade. Parecia que os militares argentinos estavam tão concentrados na estúpida guerra que desencadearam, numa tentativa desesperada e suicida de ganharem prestígio da população, que esqueceram-se de censurar os meios de comunicação. Ufólogos argentinos relatam inúmeros acontecimentos que eram descritos pela tevê e emissoras de rádio do país. Os governantes ingleses foram mais prudentes e, antendendo à sua histórica tradição de combatentes, mantiveram a imprensa em silêncio.

A década de 90 teve inicio com mais uma guerra. Em 1990, o Iraque invadiu o Kuwait e eclodiu, então, a Guerra do Golfo. Pela primeira vez num combate eram utilizados equipamentos de alta tecnologia, mísseis teleguiados com precisão cirúrgica e instrumentos impensáveis em conflitos anteriores. A cobertura que a tevê faz da guerra também foi inédita. Redes de todo o mundo, principalmente a CNN, mostravam os acontecimentos praticamente ao vivo – e quando se tem imagens ao vivo, não se pode censurá-las. Foi o que aconteceu no dia 30 de janeiro de 1991, quando o jornalista Willian Blystone, da CNN, disse com todas as letras que um obvjeto voador não identificado estava sobre Tel Aviv, capital de Israel. “Essa coisa vai cair na minha cabeça”, gritou. O Jonal Nacional chegou a noticiar que ”...um objeto sem identificação surgiu nos céus de Israel”.

Durante as guerras, cada lado dos conflitos tentam derrubar tudo que não seja do seu time – algumas vezes, até mesmo isso acontece, o que é chamado de ‘fogo amigo’. Mas o que mais chamou a atenção dos ufólogos foram dois episódios nos quais UFOs teriam sido derrubados por tropas em combate. No dia 24 de janeiro de 1991, um objeto foi detectado pelos radares dos norte-americanos sobre o Golfo Pérsico. A ordem para abatê-lo foi dada pelo comando na região e vários navios a antenderam, incluindo o USS Wisconsin, o USS England e o USS O’Brien, além das fragatas Battieaxe e Júpiter.

PRATO CROMADO _ Todas as embarcações dispararam contra a misteriosa aeronave, que foi descrita pelos oficiais como tendo o formato de um prato cromado e parecido com alumínio. O objeto emitia um som muito agudo e diferente dos aviões convencioanais. Aquilo caiu no oceano. Não há muitos detalhes sobre a ocorrência, infelizmente, que foi bem ocultada com o auxilio de diretrizes que regem momentos de guerra. Nestas ocasiões, além da tradicional política de sigilo há ainda uma complementar e fortíssima determinação de que a revelação de fatos como esse por militares pode levar o infrator à corte marcial. Mas o segundo caso transpirou na lsita de discussão interna da Mutual UFO Network [MUFON] na Internet, a Mufonet, e causou excitação em toda a comunidade ufológica mundial. Segundo um e-mail que circulou na lista, uma fonte do alto escalão das forças armadas norte-americanas teria revelado que um caça F-16 derrubara um UFO sobre a Arábia Saudita, durante a operação Tempestade no Deserto.O documento informava ainda que cinco nações tentavam encobrir o fato. Ainda segundo esta fonte, o objeto era circular e feito de um material muito resistente.

A nave teria entrado no espaço aéreo saudita e o piloto do F-16 teria começado uma perseguição imediata. Quando o avião estava a cerca de 5km de distância do objeto, este disparou alguma coisa contra o F-16, que desviou e disparou dois de seus mísseis. O UFO foi atingido em sua lateral, espatifando-se no deserto e sendo rapidamente alcançado por outros veículos. Todos os destroços foram recolhidos pelos EUA e enviados para análises. O fato foi insistentemente examinado e as autoridades questionadas sobre sua veracidade. Evidentemente, negaram.

As notícias de aparecimentos de UFOs durante a Guerra do Golfo foram revelados apenas parcialmente através de relatórios do Pentágono, liberados com muitas restrições por Washington.Mas os rumores de incidentes envolvendo discos voadores foram investigados por muitos ufólogos e jornalistas, entre eles o repórter inglês Anthony Edens. “A tecnologia de guerra dos EUA não foi superior somente a Saddam Hussein, mas também a alguns UFOs”, disse Edens. E ele vai ainda mais longe ao afirmar que, quando George Bush ordenou que os avistamentos fossem investigados, a CIA informou que desde a Segunda Guerra Mundial radares e, posteriormente, satélites operavam ao redor do mundo para detectar e rastrear UFOs. O ex-presidente dos EUA não tinha conhecimento disso.

Agora, em 2003, durante a Guerra do Iraque, a mais completa cobertura jornalística já montada durante uma guerra esteve presente no ‘front’ de batalha, junto às tropas anglo-americanas e cobrindo seus avanços passo-a-passo, ao vivo para a tevê mundial. Como era de se esperar, também nesse moderníssimo conflito, UFOs foram registrados. As informações ainda estão chegando e sendo analisadas, mas há fatos sólidos a serem narrados. Um deles aconteceu durante os bombardeios sobre a cidade de Aszab As-Saghir [Que significa pequeno Rio Zab, em árabe], quando vários objetos voadores não identificados foram vistos e permanecem não esclarecidos.

Essa noticia reacendeu a hipótese, muito propalada através da Internet de que Saddam Hussein tivesse um espécie de base secreta num dos desertos iraquianos. Mesmo cientistas dissidentes do regime de Bagdá, ainda que sob risco de morte, já afirmaram que Saddam tinha conhecimento sobre a presença alienígena na Terra e chegou a construir um local tão secreto quanto a Área 51, no Iraque. Dinheiro para isso nunca faltou ao ditador, e condições tecnológicas idem, a julgar pela maneira como seus ‘bunkers’ foram construídos para dar-lhe proteção.

Segundo os relatórios que chegaram do Iraque, após a guerra, alguns casos parecem impressionantes. Como se sabe, os céus do país foram ocupados por aviões norte-americanos e ingleses, e toda a alta tecnologia disponível no momento foi utilizada neste conflito, incluindo avançadíssimos sistemas de detectação de movimentos aéreos. O uso de instrumento inéditos para rastrear o céu era necessário para s proteger, e nisso muitas coisas estranhas foram registradas. Mas como a coalizão anglo-americana usou dispositivos ainda totalmente secretos sobre o Iraque, é possível que os ufólogos tenham ainda muito trabalho para identificar os casos de UFOs legítimos daqueles de armas voadoras secretas – até porque, talvez a tecnologia de ambos não seja muito distinta.

AÇÃO GOVERNAMENTAL_Como os governos envolvidos nas guerras encararam esses casos de possíveis e verdadeiros UFOs?
Da única forma que sempre procederam: investigando tudo para seu próprio conhecimento e acobertando os fatos do publico. Desde o imperador Carlos Magno, que punia inclusive com a morte aqueles que relatavam tais eventos, até os fatos ocorridos durante a Primeira Guerra Mundia, todos os lados das batalhas tinham uma visão dos acontecimentos. Podiam não saber, a principio, do se tratavam aqueles objetos. Mas isso mudaria radicalmente na Segunda Guerra Mundial, quando os governos engajados chegaram a criar grupos de investigação do assunto. Já estava ficando claro que nossos problemas terrenos interessavam a nossos vizinhos cósmicos.

Rumores chegaram a circular após a Segunda Grande Guerra, de que Hitler teria abatido UFOs para usá-los em projetos bélicos e que estaria desenvolvendo seus próprios protótipos de discos voadores. Sua intenção, garantem alguns historiadores, era dispor de uma tecnologia imbatível contra seus inimigos. E essa é uma idéia que já passou também pela cabeça de russos e norte-americanos. Quem não gostaria de ter uma arma com as capacidade de um UFO?
Afinal, sua tecnologia ainda transcende o imaginável por nosso espécie. Para o tenente-coronel Meiers, dos EUA, “...Existem três tipos de foo-fighters. As bolas de fogo vermelhas que aparecem sobre asas de aviões. O segundo voa à frente de nossas aeronaves e, o terceiro tipo, são grupos de 15 luzes que aparecem à distancia, como uma árvore de Natal.” De qualquer forma, detêm uma tecnologia formidável.

Desde a última guerra mundial já passamos por outros 280 conflitos armados. Será que fomos observados por civilizações alienígenas em todas elas? Provavelmente, sim. Mas por que nos acompanham e que impressão esses nossos vizinhos têm a nosso respeito? Somos uma espécie evidentemente belicosa, e ajudaria bastante a melhorar nossa condição se os governos revelassem o que escondem sobre nossos vizitantes. Mas isso não parece estaar prestes a acontecer. Em 1963, o ex-presidente John Kennedy, quando perguntado pelo repórter Bill Holden, a bordo do Força Aérea Um, sobre o que pensava a respeito dos UFOs, respondeu: “Eu gostaria de contar ao publico o que existe sobre a situação alienígena, mas minhas mãos estão atadas”. As nossas também. [???]

UFOS vistos na Guerra Civil Espanhola
A Guerra Civil espanhola, que durou de 1936 a 1939, foi o acontecimento militar mais traumático que ocorreu antes da Segunda Guerra Mundial. Nela estiveram presentes todos os elementos militares e ideológicos que marcaram o século XX. E os avistamentos de UFOs na Espanha não foram exceção. Vários são os casos relatados pelo pesquisador espanhol Javier Garcia Blanco.

No dia 05 de fevereiro de 1938, os soldados do batalhão que defendia a posição de Peñon de La Mata, em Granada, guardavam a sua posição bravamente. Localizdaos numa altitude de 200 m, observaram um objeto parecido com um sombreiro mexicano prateado. Os raios de sol eram refletidos em sua superfície metálica. O UFO deslocou-se lentamente, dando aos soldados a oportunidade de relatarem detalhadamente o objeto. “Visto por baixo, sua forma era exatamente como a de uma roda de carroça. Seu centro, de onde saiam estranhas vozes, parecia com a lente de uma câmera fotográfica e dava a sensação de profundidade”, disse um deles. Quando o objeto aproximou-se ainda mais, puderam observar também janelas em sua lateral.

Cinco meses depois, outro destacamento militar também foi testemunha de um encontro insólito, desta vez com humanóides. O fato deu-se em Guadalajara. Eram 23H30 de 25 de julho de 1938, quando um tenente e seu ajudante desciam uma montanha em direção à cidade de La Alcarria. De repente, uma poderosa luz branca chamou sua atenção. Logo depois que desapareceu, um objeto discóide de 11 m de comprimento e 5 mde largura apareceu diante de seus olhos. O UFO estava à 60 m de distancia e parecia estar em suspenso a poucos metros do chão. O tenente descreveu-o assim: “Eramm como dois pratos juntos, separados por uma linha escura. Da parte de baixo do objeto parecia descer uma coluna onde havia dois seres parecidos com humanos”.

Após isso, o objeto começou a projetar um circulo de luz azul no solo. Quando o raio de luz atingiu os militares, sentiram uma sensação de frio. Rapidamente, a luz apagou-se e a coluna subiu silenciosamente. O pesquisador e autor J. J. Benítez também relata em seu livro A Ponta do Iceberg um caso envolvendo alguns moradores da cidade de Horcajada, que em maio de 1939 foram surpreendidos pelo aparecimento de um humanóide com pernas de metal. Uma das testemunhas, Adelaida Rubio, afirmou que a entidade aparecia sempre depois de um poderoso flas de luz azul e tinha o aspecto de um ‘estranho soldado’.

Dois meses depois, no dia 01 de julho, vários soldados sitiados em Cádiz testemunharam um objeto voador não identificado de 18m de diâmetro. Quando o UFO passou lentamente sobre suas cabeças, sentiram uma sensação de extremo calro. O objeto posou à 30 m de onde estavam e de dentro dele saíram dois seres, um alto e outro baixo. Este segurava uma espécie de lanterna capaz de iluminar o ambiente, apesar de ser apenas meio-dia! Depois de se afastarem do UFO, os seres se viraram e entraram novamente na nave. O incomum encontro durou 15 minutos, um tempo enorme em termos ufológicos.


UFOS_Surgem durante a Guerra do Iraque
Apesar do pesado bombardeio que a coalizão anglo-americana executou na localidade iraquiana de As-Zab Assaghir [Pequeno Rio Zab em árabe], em 02 de abril passado, UFOs apareceram durante a noite e demonstraramm não se importar com os acontecimentos. Apenas se interessavam em observá-los. Logo nas primeiras horas do dia, aviões bombardeiros B-52 abateram alvos fora de Kirkuk durante o mais pesado e maciço ataque ao estratégico centro petrolífero desde que a guerra começou. Bombas de fragmentação pesando quase 900 Kg cada foram lançadas sobre Zarzi e outros locais do pequeno Vale de Zab, que fica no norte do Iraque. O local é conhecido pela comunidade ufológica por abrigar uma instalação militar secretissima, conhecida como “a Área 51 de Saddam”, devido à fama da presença de aliens por ali.

“Os bombardeiros voaram tão alto que não puderam ser vistos pela população”, disse Ayesha al-Khatabi, uma das correspondentes do boletim eletrônico canadense UFO Roundup no Oriente Médio. Sua fonte iraquiana afirmou que muitas pessoas no vale ouviram o som das bombas caindo, depois uma série de explosões. Foram bombardeadas Zarzi e Qala Dizeh, mas não a fortaleza de Qalaat-e Julundi, que fica a 7 km ao sul do Rio zab. A tumba de um famoso imam [lder religioso] nas proximidades de Ishkut-Kurh também escapou ilesa, assim como a pirâmide do popular feiticeiro iraquiano Gimilishbi, em Altun Kopru.

De acordo com os comentários que circulam há anos pela comunidade ufológica do Oriente Médio, um disco voador teria sido abatido no Iraque durante a primeira Guerra do Golfo, em 1991, ou durante a operação Raposa do Deserto, em 1998. Saddam Hussein teria inclusive afirmado que concedeu um refugio aos aliens capturados, permitindo a eles permanecer no país se ajudassem a neutralizar as vantagens militares tecnológicas desfrutadas por seus inimigos, os Estados Unidos, Inglaterra e Israel. Os aliens teriam sido instalados na bse subterrânea de Zarzi ou na antiga fortaleza de Qalaat-e Julundi. Mas estas informações nunca foram confirmadas oficialmente e nenhum dos ufólogos do Oriente Médio tem qualquer evidência de que sejam legitimas.

Zarzi fica a aproximadamente 70km a oeste de Kirkuk, que era o objetivo principal da milícia curda, a chamada Peshmirga. Foi lá que 2.200 pára-quedistas da 173ª Brigada do Exército norte-americano atacaram e tentaram controlar a região , o que aconteceu com êxito. Depois da tomada de Chamchamal, a Peshmirga forçou as tropas iraquianas de duas divisões armadas para fora de Taqtaq, em 31 de março, e então, em 02 de abril, as empurrou para Kalak. Foi num ambiente de intenso bombardeio e fortes tensões entre a coalizão anglo-americana, iraquianos e curdos que os estranhos objetos voadores foram observados e acompanhados em suas atividades pelos militares aliados.Em 05 de abril, as forças da coalizão tomaram uma ponte acima do Rio Khazer e permaneceram em Bahra, 40 km a leste de Mosul. Um pesado duelo de artilharia aconteceu na cidade de Mankubah, na mesma área.

Segundo Ayesha, “o Peshmirga e os boinas-verdes norte-americanos formaram uma ferradura ao redor do vale, mas não o tomaram. Os iraquianos estavam a oeste de Bahra e recebendo as forças da coalizão com forte artilharia”. Apesar da pressão aliada, UFOs fizeram o que pareceu ser sua primeira incursão durante a guerra uma semana antes das forças da coalizão tomarem a ponte do Rio Khazer, em 27 de março. Um objeto luminoso pairou acima da cidade santa de Najaf, com população de 560 mil pessoas, localizada aproximadamente a 100km ao sul de Bagdá. Um fotografia que mostra o objeto desconhecido, com soldados da 3ª Brigada e da 101ª Divisão norte-americanas apontando para ele, foi publicada no jornal Euronews, de acordo com o ufólogo francês Thierry Garnier.

“O jornalista do Euronews não menciona nada sobre o objeto e atribui a destruição de um tanque aliado a uma implosão acidental”, informou Thierry. Outro ufólogo francês, Franck Marie, disse que a imagem foi veiculada primeiramente no site do Euronews, à 01h30 de 28 de março, “mas foi imediantamente retirada do ar após apenas meia hora”. O também correspondente do UFO Roundup na região, Mohammed Haji al-Amdar, declarou que o aparecimento do UFO causou grande excitação entre os xiits que o viram. “Eles disseram que o objeto teria sido enviado por Alah, diretamente dis Jardins da Felicidade para proteger a Tumba de Ali”. Ali é o genro do profeta Mohammed, que tem seu sepulcro numa mesquita de cúpula dourada em Najaf, a cidade santa dos muçulmanos xiitas. A mesquita e o sepulcro escaparam ilesos dos bombardeios aéreos da coalizão.

Às 11h57 de 03 de abril, horário de Bagdá, minúsculos UFOs tubulares com uma espiral giratória ao redor sobrevoaram a capital iraquiana. As pequenas sondas teriam surgido sobre o subúrbio entre a Via AAbu Ghrab e a Rua Qadisiya, ao redor de Parque Zawra. O ufólogo norte-americano Grady Croy afirmou que foi possível avistar os objetos durante uma transmissão ao vivo da rede de tevê Fox News, direto de Bagdá. “Enquanto assistia ao noticiário, vi muito claramente alguns destes UFOs. Entrei em contato com a Fox para saber mais a respeito, mas não falaram comigo”, disse Croy. Ele também calculou que os objetos pairaram durante cinco minutos sobre a capital, antes de desaparecerem. [Este texto foi elaborado pela UFO a partir de noticias traduzidas por Andréa Zorzeto da Equipe UFO]

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Notas
[Texto de Thiago Luiz Ticchetti_Revista UFO/Junho/03]

terça-feira, 24 de novembro de 2009

'O Símbolo Perdido' _ Dan Brown destaca a Maçonaria


São Paulo - "O segredo é saber como morrer." Com essa afirmação, Dan Brown começa seu novo romance, "O Símbolo Perdido", nas livrarias desde sábado, e assim segura o leitor pelas próximas 489 páginas descrevendo ritos e supostos códigos secretos da Maçonaria.
A fórmula é a mesma, reciclada de seus romances "Anjos e Demônios" (2000) e "O Código da Vinci" (2003), que têm como protagonista o simbologista e professor de Harvard Robert Langdon e, juntos, já venderam 120 milhões de exemplares. Ritmo cinematográfico, sociedades secretas, mistérios em pontos turísticos, vilão estereotipado e uma musa inteligentíssima costuram a trama, novamente protagonizada por Langdon.

Temas tão diversos e complicados como:
> ciência noética (que estuda a mistura de ciência com o poder da mente);
> teoria das supercordas (sobre o universo);
> e grandes obras de arte são descritos no livro com a mesma facilidade com que o autor fala de assassinatos, religião e conspirações internacionais.
Novamente, o autor explora o interesse do leitor pela mistura de ficção com fatos históricos (reais) e explicações sobre obras de arte e pontos turísticos que quase ninguém percebe.

Os segredos, supostamente revelados por Brown sobre a Maçonaria, não são tão secretos assim, mas certamente são capazes de impressionar quem não conhece a irmandade.
Diferente dos outros romances, em que Brown exagera ao falar da Opus Dei ou dos Illuminati, neste, ele pega leve com a Maçonaria, chegando até ser favorável à irmandade. O poder de fogo para criar polêmicas, um dos grandes trunfos de marketing de suas histórias, não deverá ser o mesmo de antes. Até porque os maçons não têm a política de reagir às críticas.

A previsão era de que o livro fosse lançado nacionalmente hoje, mas a demanda foi tão grande que a editora Sextante antecipou a distribuição. Com previsão de tiragem de 400 mil cópias (a mesma de "Harry Potter e as Relíquias da Morte"), o número foi dobrado para 800 mil com a justificativa de que a obra não poderia faltar nas estantes durante o Natal - e também como uma estratégia de marketing, afinal, se falta livro, ele não figura na lista dos mais vendidos. Lançado em 14 de setembro nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, com tiragem inicial de 5 milhões de cópias, "O Símbolo Perdido" teve, somente no primeiro dia de vendas, 1 milhão de exemplares vendidos. As informações são do Jornal da Tarde.
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Com todo o respeito, mas, arte e realidade, são 'faces' da mesma moeda.
Lerei e veremos, onde uma fronteira encontra-se com a outra, se é que realmente existem 'fronteiras'.

SABEDORIA INDIGENA_ LIÇÕES DE ECOLOGIA PROFUNDA


Muito antes de a ciência moderna estabelecer as bases para uma nova relação entre o homem e a natureza, os índios da Amércia já colocavam em prática os princípios da ecologia profunda.

Em vários aspectos, o mais novo e o mais velho se unem hoje para renovar e ampliar radicalmente nosso modo de enxergar a realidade. Nas ultimas décadas do século 20, a vanguarda da física redescobriu a filosofia esotérica através de Fritjof Capra, David Bohm e outros. O químico da Nasa Jim Lovelock descobriu que o planeta Terra pode ser considerado um ser vivo – como pensava o mundo grego - e criou a TEORIA DE GAIA. Na biologia, Rupert Sheldrake resgatou velhos conceitos da filosofia do Oriente, especialmente o ‘akasha e a luz astral’, através de modernos métodos experimentais. Essas mudanças na visão cientifica do mundo estabelecem as bases para uma relação inteiramente nova entre ser humano e ambiente natural, nos fazem compreender, também, que podemos aprender grandes lições avaliando melhor a filosofia de vida dos primeiros habitantes da América.

Segundo a ‘ecologia profunda’, todos os seres tem – em principio – igaul direito à vida. Essa corrente de pensamento aberta e sem dogmas foi criada na Noruega no início da década de 70 pelo filósofo e músico Arne Naess. Nos últimos anos, os livros e seminários dedicados ao tema tem ganhado espaço rapidamente, inclusive no Brasil.

Embora seja moderno na aparência e inspire uma nova geração de cientistas, esse modo de enxergar a vida é antigo e tradicional. O maior e mais famoso manifesto de ecologia profunda que conheço foi escrito pelo chefe Seattle, dos índios norte-americanos duwamish, em 1855, isto é, 11 anos antes de o biólogo alemão Ernest Heckel propor pela primeira vez, em 1866, a criação de uma “nova disciplian” a ser chamada no futuro de “ecologia”. O chefe Seattle perguntou ao presidente norte-americano Franklin Pearce, que lhe havia proposto comprar as terras indígenas:

“É POSSIVEL COMPRAR ou vender o céu e o calor da terra? Tal idéia é estranha para nós. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água , como você poderá comprá-los? Cada pedaço desta terra é sagrado para o meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada areia da praia, cada bruma nas densas florestas, cada clareira e cada inseto a zumbir são sagrados na memória do meu povo. A seiva que corre através das árvores carrega as memórias do homem vermelho.”

A idéia central da ecologia profunda é abandonar a idéia de que a natureza é apenas um amontoado de “recursos naturais”. Todo egoísmo tem uma vocação inevitável para o fracasso, e as políticas de preservação ambiental implantadas no século 20 fracassaram amplamente porque partiam de uma filosofia baseada na idéia de que o homem pode usar e abusar da natureza. Quando você parte de uma premissa falsa, seu raciocínio e sua prática estão destinados à derrota. Só quando deixamos de lado a impressão ilusória de que o homem é o centro do universo passa a ser possível, para nós, perceber que pertencemos à natureza, somos seus filhos e devemos respeitá-la. A premissa correta, centro da filosofia do futuro, afirma que a alma da vida universal está presente em todas as coisas, e o homem é parte dela. Cabe a ele, agora, ser, consciente disso. Assim a preservação ambiental terá êxito. Nas palavras do chefe Seattle:

“Os rios são nossos irmãos, eles saciam nossa sede. Os rios transportam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes verdermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar às suas crianças que os rios são nossos irmãos, e seus também, e vocês devem, daqui em diante, dar aos rios a bondade que dariam a qualquer irmão.”

Em uma análise comparativa, poucos deixariam de afirmar que nossa civilização tecnológica é mais avançada que a dos índios peles-vermelhas. Mas o que estamos fazendo com nossas crianças? Abandonando-s? Matando-as? Prostituindo-as? O que são os assaltantes das grandes cidades além de crianças abandonadas que cresceram aprendendo violência?

Considerando o que estamos fazendo com nossos rios e florestas e também o gradu de violêcia, corrupção e poluição que há em nossas cidades, em que coisas somos de fato melhores, e em que aspectos somos mais bárbaros, mais violentos e atrasados que os indígenas das Américas tradicionais?

“Não há um lugar calmo nas cidades do homem branco”, afirma a carta dos duwamish:”Nenhum lugar para escutar o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreenda. O ruído parece apenas insultar os ouvidos. E o que resta da vida, se o homem não pode escutar o choro solitário de um pásaro ou o coaxar dos sapos em volta de uma lagoa à noite? Eu sou um homem vermelho e não cmpreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio aroma dovento, limpo por uma chuva do meio-dia, ou perfumado pelos pinheiros.”

RECUPERAR A CAPACIDADE de conviver com o mundo natural é avançar em direção àquele futuro em que as cidades trarão para si o melhor do campo, e o campo terá o melhor das cidades. Então desaparecerão as doenças físicas e emocionais causadas pela tensão nervosa das grandes cidades. Desaparecerão fenômenos como a síndrome do pânico, a insegurança das ruas modernas ou a violência contra os agricultores sem terra. E ainda respiraremos melhor, como os indígenas faziam. Também nesse aspecto, temos a aprender com eles:

“O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro. O animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. O homem branco parece não sentir o ar que respira. Como um animal que agoniza há vários dias, ele é incapaz de sentir o mau cheiro.[...] Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas crianças. Tudo o que ocorrer com a terra ocorrerá com os filhos da terra. Se os homens desprezam o solo, estão desprezando a si mesmos. A terra não pertence ao homem. O homem pertence a terra.” [1]

Um testemunho menos conhecido, mas não menos belo, foi deixado à nós pelo chefe Urso-em-pé, dos lakota. Ele disse, lembrando tempos anteriores:

“Os velhos lakota amavam o solo e sentavam-se ou reclinavam-se no chão com o sentimento de estarem próximos de um poder maternal. Era bom para a pele tocar a terra, e os velhos gostavam de se descalçar e andar com os pés nus sobre a terra sagrada. As tendas eram erguidas sobre a terra, e os altares feitos de terra. O solo era tranqüilizante, revigorador, purificador e medicinal. Por isso é que os velhos índios ainda se sentam diretamente na terra, fonte de suas forças vitais. Para eles, sentar-se ou deitar-se no chão permite pensar com mais profundidade e sentir com mais clareza;podem penetrar nos mistérios da vida e descobrir seu parentesco com outrs formas de vida ao redor. [...] Os velhos lakota eram sábios. Sabiam que o coração do homem distante da natureza se torna duro; sabiam que a falta de respeito pelas coisas vivas leva imediatamente à falta de respeito pelos humanos.”[2]

Urso-em-pé mencionou aqui uma causa central da violenci e degeneração da vida emocionall das grandes cidades. Dominadas hoje por meios eletrônicos de “comunicação”, cuja influencia parece crescer lado a lado com a falta de”comunicação real” entre seres humanos, as cidades degeneram pelo seu distanciamento da natureza e dos seus ritmos vitais básicos.Como um animal em cativeiro que perde a alegria de viver, o ser humano distante da natureza é preso por suas preocupações pessoais, e dificilmente encontra paz, dentro ou fora de si. O resultado é a violência:primeiro em pensamento e sentimento, depois na realidade externa.

POR OUTRO LADO, temos alguns erros em comum com as sociedade indigenase um deles é a superstição.A maior parte da população brasileira atual, herdeira da cultura européia, ainda é guiada por fortes crenças ilusórias. Algumas das nossas superstições são materialistas [como pensar que o dinheiro traz felicidade] e outras são religiosas [ como pensar que, para ser religioso, basta adorar e pedir favores a um Deus em forma humana]. Até mesmo nossos modernos pajés, os cientistas e intelectuais, participam em grande parte das superstições coletivas da nossa civilização.

Os indígenas também tinham uma visão relativamente estreita do mundo. Vemos com facilidade os erros do pensamento indígena tradicional, porque é sempre fácil enxergar os defeitos alheios e nossas limitações são outras. Mas, apesar das cegueiras culturais, dos tabus e nacionalismos tribais, havia em todas as sociedades indígenas – como há hoje na nossa – uma tradição de sabedoria transcendental. Ela permanecia à disposição dos que estavam prontos e eram capazes de erguer os olhos para ela. Quando o aprendiz está pronto, a sabedoria aparece, em qualquer tempo e lugar.

Certo dia o indigenista brasileiro Orlando Villas Boas ficou surpreso ao conversar com um pajé do Xingu, o mais versado, ali, nos conhecimentos que vão além do saber comum. Ele conta o fato em seu livro “A Arte dos Pajés”[3]. Um pajé de meia-idade, Arru, chegou do mato cansado de caminhar e sentou-se ao lado de Orlando.

“Lá é o céu”, diz Arru, apontando para o alto.
“Sei”, responde Orlando.
“Lá é a aldeia dos que morrem.”
“Sei”, diz Orlando, conhecedor da cultura indígena.

Depois de um momento em silencio, olhando bem para o alto, Arru acrescenta:

“Lá no céu do céu ...ela está lá”
Orlando pensa qe quem está lá no céu do céu deve ser um deus antropomórfico.
“Quem está lá? Um índio velho que sabe tudo?”
A resposta de Arru é enfática:
“Não, apenas uma SABEDORIA.”
O pajé xinguano surpreendeu Orlando mostrando que acreditava na existência de uma lei ou sabedoria universal, e que estava livre da superstição de um deus em forma humana, de quem se pode obter favores pessoais fazendo-lhe homenagens como a um rei todo-poderoso.

O DIÁLOGO ENTRE Villas Boas e Arru tem outros aspectos interessantes. A “ aldeis dos que morrem”, que existe no céu dos índios xinguanos, é um conceito equivalente, de certo modo, ao “kama loka” da tradição esotérica. Para o kama loka vão os níveis intermediários da consciência de um ser humano fisicamente morto. Ali, os níveis médios de consciência passam por uma purificação que dará lugar ao “devachan” ou bem-aventurança, um longo período de descanso antes de um novo renascimento. O devachan pode ter uma relação com a “terra sem males” dos tupis brasileiros, local mítico e não-espacial. Ali ninguém morre ou adoece, a lavoura se trabalha sozinha e a colheita ocorre sem que seja necessário fazer esforço.

Do ponto de vista esotérico, não conheço muitas referencias complexas ou exatas ao processo pós-morte na tradição indígena das Américas. Porém, na sua simplicidade, todos os povos indígenas reconhecem a existência de um mundo sutil ou astral em que são registrados os nossos atos e no qual vivem seres invisíveis, ao lado das forças arquétipicas da natureza e dos seres que se foram do mundo físico.

“HÁ NA CULTURA indígena uma total dependência da criatura com o mundo sobrenatural”, escreveu Villas Bôas. Se trocarmos a palavra “sobrenatural” por “astral” a frase fica perfeita do ponto de vista esotérico e se aplica não só aos indígenas, mas a todos os povos e seres do mundo em todos os tempos. O mundo físico inteiro é reflexo do mundo astral e, por isso, depende dele. Todas as relações de causa e efeito operam no mundo astral, que é perfeitamente natural, porém invisível ao olhar físico, e, em seus níveis superiores, leva à vida especificamente imortal e espiritual em que se localiza o devachan e se alcança o nirvana.

As culturas indígenas populares tinham acesso a uma versão simplificada da sabedoria espiritual dos descendentes de Atlântida. Depois da destruição daquele continente, o conhecimento iniciático e esotérico foi inteiramente reorganizado. Então, da Índia e Egisto antigos surgiu uma nova série de civilizações que dura até hoje. Esotericamente, considera-se que os indígenas americanos são descendentes da tradição espiritual Atlântida [a quarta raça-raiz da literatura teosófica. A nossa quinta raça-raiz, mais racional, perdeu a antiga intuição humana. Mas já começa a recuperá-la em um nível superiro, combinando o método cientifico experimental com a antiga capacidade de comunhão com a natureza e o respeito por todos os seres, habilidades que as sabedorias indígenas, sobreviventes da tradição atlântida, mantem intactas.

As tradições do Extremo Oriente são outras tantas ramificações da quarta raça-raiz e tem ensinado lições de grande valor ao nosso confuso Ocidente através da medicina tradicional, da meditação zen, das artes marciais de fundo espiritual, do taoísmo e feng-shui, para citar alguns poucos exemplos. Entre os séculos 19 e 21, segundo a teosofista Helena Blavatsky no livro “A Doutrina Secreta”[4], surgem aqui e ali, “silenciosamente”, os primeiros cidadãos da sexta raça-raiz. Eles não podem ser identificados por qualquer característica física, mas sim por uma percepção intuitiva dos pricipíos da sabedoria e da fraternidade universal que guiarão a humanidade, de modo consciente, no futuro. Para a ciência esotérica, a diversidade racial é indispensável à evolução. Mas o conceito de raça tem muito pouco a ver com características físicas, e sim com os tipos psicoatronpológicos através dos quais a alma humana busca a felicidade e a sabedoria.

NESTE MOMENTO, é essencial que saibamos repensar nosso processo civilizatório; que possamos parar a destruição dos ambientes naturais que permanecem vivos; que respeitemos os povos que preservam o conhecimento de como viver em intimidade com a natureza. É essencial que possamos proteger nossas crianças, símbolos do nosso futuro, e possamos aprender aquela sabedoria universal que permeia a história de todos os povos, independentemente das carcteristicas físicas, hábitos culturais ou níveis de desenvolvimento tecnológico dos seus cidadãos.

Devemos ter a humildade necessária para reconhecer que os povos mais desenvolvidos tecnologicamente nem sempre foram os mais sábios, e que hoje somos um notável exemplo disso. Devemos ser capazes de lembrar que, como escreveu o chefe Seattle, “os cumes rochosos, os sulcos úmidos do campo, o calor do corpo do potro e o homem, todos pertencem à mesma família.

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Notas
[*]Por Carlos Cardoso Aveline.

[1]Preservação do Meio Ambiente – Manifesto do Chefe Seattle ao Presidente dos EUA, Editora Interação/Fundação SOS Mata Atlântica, SP, 1989.

[2]Pés Nus Sobre a Terra Sagrada, Compuilador:T.C. McLuhan, Ed. L&PM, Porto Alegre, 1994, ver pp.13-14.

[3] A Arte dos Pajés, de Orlando Villas Boas, Editora Globo, 2000, ver.pp 89-90.

[4] A Doutrina Secreta, de H.P. Blavatsky, Ed. Pensamento, SP, 6 volumes, ver volume
3, pg 462.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

PRECES NEGATIVAS_O LADO SOMBRIO DAS ORAÇÕES


Nem sempre orar por uma pessoa representa uma atitude caridosa. Numa pesquisa do Instituo Gallup, 5% dos americanos assumiram ter rezado pelo mal de alguém. Até quando se reza com a melhor das intenções, na verdade, a prece pode ser uma tentativa de controlar o pensamento e as atitudes de outro. [*]

Há feiticeiros entre nós. Mães e pais, homens de negócios e médicos, amigos e vizinhos: pessoas que vão à igreja aos domingos – e rezam.

Se ‘feiticeiro’ parece uma expressão muito forte, considere uma pesquisa, feita pelo Instituto Gallup: segundo ela, 5% dos americanos já rezaram pelo mal de outras pessoas. E esses são apenas os um-em-vinte que “admitem” o fato;é sem duvida muito maior a verdadeira prevalência do uso da prece para prejudicar outros. Qual é diferença entre uma prece feita para prejudicar alguém e a maldição de um feiticeiro?

Comecei a pesquisar seriamente o potencial nocivo da prece em 1993, logo depois da publicaçãodo meu livro ‘Palavras que Curam’, no qual discuto várias experiências cientificas que sugerem claramente que os efeitos da prece são reais. Muitos leitores acolheram essa informação com entusiasmo, gratos por descobrir que a fé que tem na prece pode ter base cientifica. No entanto, uma pequena minoria enviou cartas indignadas, tachando de eresia, blasfêmia e pecado os experimentos com a prece.

Zangados, alguns fiéis prometeram rezar para eu rever as coisas do jeito certo – ‘do jeito deles’. No começo, fiquei feliz com tanta atenção – o livro se tornou um campeãos de vendas. Senti-me grato por essa vontade que as pessoas tinham de rezar por mime respondi agradecendo pela preocupação e pelas preces. Depois, comecei a pensar melhor nessas preces. Parecia-me que, em geral, eram tentativas de virar minha cabeça para baixo, de me transformar à força em outra pessoa. Senti que queriam reorganizar radicalmente o meu pensamento e instalar suas opiniões no lugar das minhas. É impossível distinguir algumas dessas preces dos feitiços e maldições – tentativas de controlar o pensamento e o comportamento de uma vitima contra a sua vontade.

Paradoxalmente, essas pessoas afirmavam que estavam agindo movidas apenas por amor e preocupação. Talvez estivessem, mas suas preces não davam a impressão de generosidade e suas palavras não tinham o som do amor. Acabei com aversão a esse tipo de prece.

Graças a “Palavras que Curam”, surgiram oportunidades de discutir o tema “prece” por todo o país. Havia sempre alguém que perguntava:”Se há evidencias de que a prece ajuda, há provas de que ela possa causar danos?” A reação do público a essa pergunta era curiosa. Quem a fazia recebia olhares críticos, como se tivesse entrado em território proibido.

Não confiamos totalmente na prece, talvez porque conjure poderes que não podemos compreender e controlar. A ambivalência em relação à prece está estranha na língua. Em inglês, a palavra “deprecate”, que significa também depreciar, está ligada à raiz latina de prece;”precarius”. Em seu livro The Gods os the Greeks, o mitologista Karl Keréni observa que o nome grego do deus da guerra, Ares, “tinha o mesmo som de “ara”[maldição], palavra que tinha também o sentido de “prece” – e era como que outro nome para guerra”. Assim, parece que a prece sempre esteve associada à violência e ao dano.

O medo da prece surge até mesmo quando ela é usada de maneira caridosa, como aconteceu certa vez num serviço de saúde mental na Nova Inglaterra. Uma psicoterapeuta foi chamada pelo diretor da clinica para explicar por que seus pacientes se recuperavam e tinha alta antes dos pacientes dos outros terapeutas. “Por que seus pacientes melhoram mais depressa? O que você faz de diferente?”, perguntou ele. Ela revelou que rezava por seus pacientes e isso talvez explicasse as diferenças entre os resultados clínicos. Diante disso, foi convocada uma reunião urgente com o pessoal da clínica para discutir a situação. Todos ficaram extremamente nervosos em relação a essa terapia altamente controversa. Assim, a terapeuta recebeu ordens para parar de rezar, porque isso dava a seus pacientes uma “vantagem injusta.”

FLORENCE NIGTHINGALE, a fundadora da moderna enfermagem, era uma mulher profundamente espiritual,preocupada com o potencial de manipulação que a prece tem. A excelência de Deus, dizia ela, é ser inexorável. Se fosse possível influenciá-lo, estaríamos à mercê dos que tentam fazê-lo mudar de idéia através de suas preces. Ela falava do “ velho James Martin”, que preferia padronizar todas as preces, porque nada mpedia que as pessoas rezassem para “o dinheiro sair do bolso ‘dele’ e entrar no delas.”

Alguns dizem que se ressentem da prece porque ela é uma invasão indeseda em seu ‘espaço psicológico’. Acho que lá no fundo se esconde o medo primordial de sermos controlados ou prejudicados pelos pensamentos e desejos dos outros - e uma repulsa diante da possibilidade de possuirmos também o poder de prejudicar os outros com “nossas mentes”.

Os gregos não eram tão suscetíveis assim diante do potencial de prejudicar os outros através da mente. Em suas Leis, Platão abordou o assunto de frente. Recomendou que fossem condenados à morte os que usassem “feitiços, encarnações e outras bruxarias com propósitos malignos...” E se levássemos a sério as evidencias a favor dos efeitos negativos da mente? Será que nós, como Platão aconselhou, processaríamos os que fazem preces negativas? E se condenássemos os 5% da população que “cometeram” prece negativa? Será que seriam presos? Não é provável. As grades não impedem ninguém de rezar.
Atualmente, nos Estados Unidos [1]escolas de medicina oferecem cursos que tratam da espiritualidade na clinica médica e 60 – praticamente a metadedas escolas de medicina do país – tem interesse em desenvolver tais programas. Essa tendência reflete um reconhecimento crescente da importância que a prática religiosa e a prece tem em relação à saúde. Mas, à medida queas evidencias dos efeitos “positivos” da prece forem se tornando mais conhecidas, a medicina precisará enfrentar o “dano” potencial que também é associado a essas práticas.

A dra. Marilyn J. Schlitz, diretora de pesquisa do Instituto de Ciências Noéticas em Sausalito, Califórnia, chama a atenção para essas preocupações. Sua formação em antropologia lhe dá uma visão mais ampla dos poderes da consciência. “Se uma pessoa pode influenciar a distancia a fisiologia de outra pessoa, é claramente possível que nem sempre essa influencia seja positiva”, diz ela no estudo “Intentionality and Intuition and Their Implications”;

“Na região do Rio Sepic, em Papua-Nova Guiné, por exemplo, a mesma pessoa é o curandeiro e o feiticeiro. É ao mesmo tempo a solução e a causa da doença. É esse o tipo de pessoa que você quer ter como seu agente de cura? À medida que avançamos, devemos pensar nas implicações éticas e morais [dessas questões].”

Na medicina convencinal, no entanto, não levamos em conta a capacidade de fazer o mal a distancia através de pensamentos, mesmo porque relutamos em reconhecer a existência de fenômenos mentais a distancia. Mas negar o lado escuro da prece é como ignorar os efeitos colaterais de um medicamento: é algo que não se justifica, por maiores que sejam os benefícios trazidos pela droga.

No estudo citado, Marilyn explica por que essas questões são importantes para todos nós:

“As implicações mais profundas[...] estão no nível social[...] Nós[...]assumimos que somos seres isolados e que ‘meus pensamentos são meus pensamentos e os seus são os seus, e nunca vão se encontrar’. Na verdade, acho que os dados sustentam a idéia de que somos interligados num nível que ainda não foi totalmente reconhecido pela ciência ocidental e que está longe de se integrar à nossa visão de mundo. Se minhas intenções podem influenciar a distancia a fisiologia de uma pessoa, se seus pensamentos podem ser incorporados aos meus, não apenas em ambientes clínicos mas em qualquer lugar, então devemos ser mais atentos e mais responsáveis, não apenas por nossas ações, mas por nossa maneira de pensar nos outros e de interargir com eles.”

SE ACEITAMOS que o pensamento humano tem efeitos a distancia, é irrancional pensar que ninguém, ao longo da história, tentou usar essa força para o mal. Esse é o domínio das maldições, dos feitiços, dos encantamentos e do uso da prece para prejudicar os outros. No entanto, para cada maldição ou prece negativa deliberada, há milhares de “pequenas maldições” lançadas sem intenção. Elas são lançadas inadvertidamente por pessoas muito boas que nunca fariam mal a ninguém.

As preces e as maldições são relacionadas? Dion Fortune[1890-1946], estudiosa de psicologia freudiana e uma das espiritualistas mais conhecidas da Inglaterra em sua época, acreditava que as conexões são profundas. Observou: “Não há uma diferença essencial entre espetar alfinetes numa imagem de cera de um inimigo e acender velas diante de uma imagem de cera da Virgem.”

Michael Murphy, co-fundador do Instituto Esalen Calif´ronia e autor de The Future of the Body, também está convencido de que é tênue a linha que separa pragas, feitiços e práticas religiosas. Em seu livro, ele observa:

“As tradições mais sagradas afirmam que toda capacidade pode ser comum içada sem sinais sensoriais. Tais capacidades [...] podem ser usadas destrutivamente. As mesmas tradições religiosas que celebram a transmissão meta-normal de estados iluminados testemunham também a capacidade de comunicação empregada com propóstios egocêntricos, cruéis e até mesmo monstruosos. Em todas as culturas religiosas há, tradicionalmente, casos de adeptos que usam seus poderes especiais [...] para fins egoístas.”

Incluindo as tradições judaica e cristã. Muitos fiéis afirmam que as maldições são usadas apenas por pessoas diabólicas, mas elas existem na Bíblia e muitas vezes são empregadas pela elite espiritual. O profeta Eliseu, por exemplo, fez com que 42 crianças fossem devoradas por ursas por terem caçoado de sua careca [2 Reis 2:23-24]. O apóstolo Paulo fez um feiticeiro ficar cego [Atos 13:11]. E até Jesus fulminou uma figueira aparentemente inocente porque ela não tinha frutos [Mateus 21:9, Marcos 11:13-14,20-22]. Esses exemplos desafiam a tendência para fazer nítidas distinções entre prece e maldição. Do ponto de vista das crianças devoradas pelas ursas, o feiticeiro que ficou cego e da figueira mirrada, será que há alguma diferença essencial entre ser salvo de uma praga ou de uma prece? O mais importante é o “resultado associado” a esses acontecimentos, não o seu nome.

Rejeitamos preces negativas, maldições e feitiços porque queremos “livrar a barra de Deus”, nas palavras do filósofo Alan Watts. Como insisitia uma mulher:”Meu Deus é bom. Nele não há espaço para a prece negativa”. Mas negar o lado escuro do Todo-poderoso é inconsistente com os ensinamentos bíblicos. Veja Isaís 45:7:Eu formo a luz e cria as trevas, asseguro o bem-estar e crio a desgraça: sim eu, Iahweh, faço tudo isso.” Amós 3:6:”Se acontece uma desgraça na cidade, não foi Iahweh que agiu?” E Eclesiastico 11:14:”Bel e mal, vida e morte, pobreza e riqueza, tudo vem do Senhor.”

Um dos maiores obstáculos para enfrentar a questão da prece negativa é, portanto, o desejo de dar sempre uma boa aparência à prece. “Se a prece está prejudicando alguém”, disse um médico devoto, “a culpa não é da prece, mas de alguma outra coisa”. “Como o que?”, perguntei: “Não sei direito”, respondeu. “Talvez ‘ a mente sobre a matéria’, mas não a prece.” Outros não concordam –como os 5% da população retromencionada, que “dizem”ter usado a prece para prejudicar os outros.

Como meu amigo médico que rejeita de cara a idéia da prece nociva, nunca paramos para perguntar “por que” a prece seria capaz de causar o mal. Será que uma prece que negocia a morte pode servir a um propósito válido? Será que pode ser útil?

Até mesmo um exame superficial da prece revela por que ela ‘pode e deve’ ter conseqüências negativas. Quando rezamos pela recuperação de alguém que está com pneumonia, Aids ou qualquer outra infecção, estamos rezando pela morte de milhões de microrganismos que provocam a doença, apesar de não pensarmos nisso. Quando rezamos para o câncer desaparecer, estamos pedindo a destruição total das células malignas. Quando pedimos que uma doença cardíaca desapareça, queremos que as lesões nas coronárias sejam totalmente obliteradas. Mesmo quando rezamos pelo pão nosso de cada dia, estamos pedindo a morte de pés de trigo e de seus grãos. Devemos deixar de lado tanto melindre em relação à prece. É melhor ‘esperar’ que nossas preces tenham efeitos letais – caso contrário ficaremos na mão, com um ritual enfraquecido que nunca realiza o que pedimos.

Por que relutamos em reconhecer que a prece tem um lado escuro? Por que tanto empenho em preservar a reputação da prece? Como a associam com Deus, muitas pessoas temem alvitar o Todo-Poderoso se admitirem o lado ‘desmazelado’ na prece. Mas ela é o que é, com verrugas e tudo, e acredito que devemos entrar num acordo com ela, respeitando seu lado positivo e seu lado negativo. Reconhecer o potencial da prece para o mal não anula seu poder para o bem, que continua sendo imenso.

Não devemos ter medo de aviltar o Todo-Poderoso ao reconhecer que a prece tem um lado escuro. É verdade que louvar o Absoluto é uma das funções mais reconhecidas da prece, mas é impossível que o Todo-Poderoso precise dela. E a prece – assim como o Todo-Poderoso – é tão grandiosa que sobrevive aos elementos negativos que contém. Seja como for, “honrar” o Absoluto por intermédio da prece é como iluminar o Sol com uma lanterna: pouco acrescenta ao brilho do Sol e gasta as pilhas. Não precisamos ajudar o Todo-Poderoso; ele é totalmente capaz de enfrentar sem a nossa ajuda os desafios colocados pelas complexidades da prece.

Mesmo assim, reconhecer que podemos causar o dano pela prece cria um tremendo mal-estar: não é agradável encarar os próprios demônios. Mas o risco está em negar a capacidade de fazer o mal através de pensamentos e preces.Ignorando o potencial negativo da prece, não diminuímos o dano que causamos e continuamos sendo vitimas em potencial.

REPRIMIR A SOMBRA – é assim que os psicanalistas chamam essa recusa em contemplar o lado negativo da vida, essa tendência para banir as más qualidades indesejáveis para os cantos inconscientes da mente. Para crescer no nível psicológico e espiritual, precisamos resgatar o lado escuro do EU. Como afirmou C.G.Jung, a pessoa plena é aquela que andou com Deus e lutou com o Diabo.

Mas muitos temem um enfrentamento com o diabo. Por exemplo: enquanto escrevia este texto, recebia vários conselhos de amigos, que achavam insensato discutir publicamente o lado negativo da prece. Segundo eles, isso poderia acabar incentivando o uso destrutivo da prece e provocar uma epidemia de mal.

Apesar dessas preocupações, estou convencido de que a pior opção é negar o lado escuro da prece. Não estamos “introduzindo” preces negativas e maldições. Esses fenômenos existem desde tempos imemoriais. Assim, é quase certo que já desenvolvemos formas de proteção contra pensamentos negativos – uma espécie de “sistema imunológico espiritual” que equivale ao sistema imunológico que nos defende das infecções. É provável que esses mecanismos de proteção façam parte de nossa biologia, operando independentemente da consciência, sempre que precisamos deles.

Mas, em situações extremas, esses mecanismos de proteção, assim como o sistema imunológico, podem ser sub-jugados, precisando de reforço. Assim, ao longo da história, surgiram métodos para desenvolver essa poteção – diferentes rituais,contrapreces, afirmações e outras coisas. Há outra salvaguarda natural contra preces e intenções negativas. A maioria das pessoas que usa a prece para prejudicar os outros está fadada ao fracasso pela própria inaptidão. Na verdade, geralmente criam um risco maior para si mesmas do que para os outros; é do conhecimento geral que esses esforços malevolentes costumam sair pela culatra e prejudicar o praticante em vez da presa.

Não acredito que uma discussão franca sobre a prece negativa popularize seu uso e espalhe uma epidemia de mal. A prece negativa já é preponderante. Ela existe no pano de fundo do cotidiano, como um zumbido despercebido. Provavelmente esse ruído sempre teve a mesma intensidade.

Como um imã, a prece tem pólos positivo e negativo. Como o fogo, ela pode ser usada para o bem ou para o mal. Por 2 mil anosenfatizamos o lado “luminoso” da prece. Agora devemos explorar seu negligenciado lado sombrio.
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Nota: [*] O texto aqui apresentado é um excerto da introdução do livro Cuidado com o que Você Pede nas Suas Orações...Voce Pode Ser Atendido! De Larry Dossey, lançado pela Editora Cultrix. Tradução: Carlos A.L.Salum e Ana Lucia Franco.