sábado, 14 de novembro de 2009

SÍMBOLOS MÍSTICOS NO SALMO 23


As verdades profundas são-nos transmitidas por meio de símbolos que, sob a capa de fatos corriqueiros, atuam como intermediários entre o intelecto e o inconsciente superior, onde se alojam as mais elevadas aspirações humanas.

Os símbolos estão presentes nos sonhos, na poesia, nas artes e, sobretudo na mitologia e nos textos sagrados.

No salmo 23, sempre recitado nos rituais cristãos, a idéia de proteção divina em qualquer circunstancia é facilmente percebida mesmo pelo leitor pouco afeito a temas espirituais. Mas, se se analisar cada símbolo que o Salmo contêm, a mensagem se revela em toda a sua magnitude. Já no primeiro versículo, aparece um símbolo de grande significado, sobretudo entre os hebreus antigos, que eram agricultores nômades: o pastor. Este representa o zelo e a diligencia de quem cuida profissionalmente de um rebanho e, por isso, é perito – sabe qual alimento convém aos animais sob os seus cuidados e distingue ruídos de perigo com a chegada do lobo, além de perceber com prontidão alguma necessidade de socorro como o balido da ovelha perdida. Em contato diário com os vales, os montes e a vegetação, o pastor reconhece a natureza e tem condições sobejas de escolher o melhor lugar para o rebanho. Assim, o salmista serviu-se de uma figura conhecida, já incorporada ao inconsciente coletivo da humanidade, para dizer que Deus cuida bem de seus filhos e não permite nada que lhes falte. Séculos depois, Cristo tomará o mesmo símbolo para exprimir seu devotamente para com seus seguidores:”Eu Sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas” [João, 10,11].

No segundo versículo, há referencia a ‘pastos verdejantes’ [ ou verdes pastos, conforme algumas traduções]. Ora, pastos verdejantes são locais aprazíveis cheios de vida e viço. Na linguagem mística, simbolizam o paraíso, a realização espiritual suprema. Com esta imagem, o autor do Salmo quer dizer que Deus, o Pastor, traz bem-aventurança ou plenitude aos Seus Filhos e é o único Ser que lhes pode dar a plena realização. Em seguida, reforça a idéia com o símbolo da água [“Conduz-me junto às águas de descanso”]. A água é elemento básico na constituição do ser humano, fonte de vida e liquido de purificação, conotando, também, a idéia de alegria, sabedoria e contentamento. A água casa-se bem com os pastos verdejantes, uma vez que não há vegetação que subsista sem ela. Em Deus, o homem encontra não só deleite como também unção para viver e produzir frutos proveitosos.

No ‘refrigério da alma” [“Refrigera-me a alma”,v.3], está a noção central do Salmo - A UNIÃO MÍSTICA EM QUE O HOMEM NÃO PRECISA DE MAIS NADA, POR QUE ESTÁ UNIDO AO ABSOLUTO.

Outro símbolo que aparece no texto é o “vale da sombra da morte” [ou vale escuro]. É provável que esse vale tenha existido de fato, mas o que interessa no poema é a simbologia do vale: um lugar estreito por onde se tem de passar necessariamente. O vale escuro, cheio de incertezas, evoca a vida na Terra com suas vicissitudes, seus reveses, dissabores e perigos. Quem está unido a Deus – diz o salmista - não teme os percalços, mas passa com coragem e galhardia pelo vale da vida terrena na certeza de chegar incólume ao seu destino.

O Salmo menciona, também, o ‘báculo e o cajado’, instrumentos usados pelos pastores na antiguidade para defender o rebanho e empurrá-lo para frente. Tanto o báculo [m forma de gancho]como o cajado ou bastão, logo se transformaram em símbolos de magia e poder celestial. O que o poeta quer dizer com essas figuras é que Deus, autoridade máxima, tem o poder transformador que afasta todo o mal. Daí, o crente nada tem a temer, mesmo quando tem de atravessar o vale escuro da materialidade e do ego, pois encontra forças para enfrentar as dificuldades do cotidiano.

A seguir, encontramos no Salmo a referencia à ‘mesa’, que representa a fartura, o regozijo, a celebração, o banquete celestial, portanto a beatitude máxima. Na Bíblia, em mais de uma passagem, o estado de bem-aventurança é comparado a um banquete. Muitos são os convidados para o ágape, mas nem todos aceitam o convite [Lucas, 14,16]. É preciso estar preparado para desfrutar de uma grande alegria.

Continuando a explorar o tema da bem-aventurança, o salmista emprega dois outros símbolos: “ o óleo e a taça”. O óleo, ou azeite, representa a luz, a pureza, a prosperidade e a benção. Usado na ordenação sacerdotal e na consagração dos reis, o óleo confere autoridade, poder e glória, introduzindo o ungido na esfera divina. A idéia central clarifica-se e reforça-se neste passo, quem se une a Deus, transforma-se pela unção que lhe é conferida. Por sua vez, a taça, ou cálice, simboliza o recipiente da imortalidade, sendo pó isso empregada tanto para as libações rituais como nas festividades profanas, sempre denotando a abundancia e o júbilo. No Salmo, a taça é o coração ou a alma do adepto. A imagem do cálice transbordante significa o coração satisfeito que não necessita de mais nada e está propício a doar amor, compreensão e compaixão. Note-se que o texto abre-se no segundo versículo com a afirmação – “Nada me faltará” e diz quase no fim do poema – “meu cálice transborda”. Nada falta a quem está com Deus, ainda que passe por dificuldades.

O Salmo encerra-se com o bonito símbolo Casa do Senhor. Com seus pavimentos, o porão e o sótão, a casa significa os vários estados da alma ou da consciência. Habitar na Casa do Senhor para todo o sempre é TOMAR CONSCIÊNCIA DEFINITIVA DA PRÓPRIA DIVINDADE e converter-se radicalmente, passando do ser material[psíquico, mental, emocional] limitado e transitório para o ser espiritual infinito e eterno.

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SALMO 23

O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
Ele me faz repousar em pastos verdejantes.
Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma.
Guia-me pelas veredas da justiça por amor do Seu nome.
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tu estás comigo; o Teu bordão e o Teu cajado me consolam.
Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo;o meu cálice transborda.
Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre.

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[Por Sérgio Carlos Covello]

MOMENTO HISTÓRICO ? Sonda da Nasa confirma existência de água na Lua


14 de novembro de 2009 N° 16155
Alerta
MOMENTO HISTÓRICO
Sonda da Nasa confirma existência de água na Lua
Descoberta da agência pode viabilizar, no futuro, a construção de uma base permanente no satélite


Em um anúncio histórico para a ciência, a Nasa – a agência espacial dos EUA – confirmou ontem a existência de água na Lua. A notícia é especialmente importante porque pode viabilizar, em um futuro não muito remoto, um velho sonho: a construção de uma base permanente no satélite.

Não é a primeira vez que cientistas encontram água na Lua, mas nunca foram tão incisivos sobre a descoberta. Conforme a Nasa, foi localizada uma “importante” quantidade de água, em sua forma congelada, na cratera Cabeus, no polo Sul do satélite. A façanha é resultado direto do choque proposital da sonda Lunar Crater Observation and Sensing Satellite (LCROSS) contra a superfície lunar, no dia 9 de outubro. A agência espacial acreditava que havia água congelada no fundo da cratera, onde a temperatura chega a até 240ºC negativos. Os primeiros dados surpreenderam os cientistas: a água existia em quantidade maior do que se desconfiava.

– Estamos revelando os mistérios de nosso vizinho mais próximo e, por extensão, do Sistema Solar – declarou Michael Wargo, cientista-chefe lunar na sede da Nasa em Washington.

– Estamos muito entusiasmados. Os resultados dos testes mostram que havia água presente tanto no vapor que se elevou em ângulo alto quanto no material projetado em ângulo mais baixo – acrescentou Anthony Colaprete, cientista do LCROSS e principal pesquisador do Centro de Pesquisa da Nasa em Moffet Field, na Califórnia.

A LCROSS filmou, por quatro minutos, o impacto da colisão do foguete Centauro contra Cabeus. Depois de transmitir os dados para a Terra, a própria sonda foi atirada contra o mesmo local. O impacto criado pelo foguete Centauro criou um volume de material em duas partes a partir da base da cratera. A primeira parte era composta de vapor e poeira fina, e a segunda, de materiais mais pesados.

O grupo de pesquisa utilizou conhecidas “assinaturas” espectrais infravermelhas da água e de outros materiais e as comparou com o espectro próximo ao infravermelho coletado para a verificação. A descoberta mostra ainda que a água deve estar melhor distribuída pelo satélite do que se suspeitava.

Recentemente, a sonda indiana Chandrayaan-1 já havia detectado uma fina camada de água oculta nos primeiros milímetros do solo lunar, que poderia suprir uma base.
MOFFETT FIELD, CALIFÓRNIA
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Momento histórico, 40 anos após a 'chegada do homem na Lua" ? :0
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Conheça quatro teorias sobre a origem da água na Lua
29 de novembro de 2009 • 15h03

Meta da Nasa agora é investigar há quanto tempo a água está na Lua e qual sua composição exata
13 de novembro de 2009
Para muitos, 2009 será lembrado como o ano em que a presença de água na Lua foi confirmada além de qualquer suspeita. "Você está vendo o ápice de um monte de missões criadas especificamente para responder a essa pergunta", disse Paul Spudis, do Instituto Lunar e Planetário (LPI, no acrônimo em inglês), fundado pela Nasa e sediado em Houston, Texas.
No início deste ano, o Orbitador de Reconhecimento Lunar, da Nasa, e a espaçonave Chandrayaan-1, da Índia, detectaram possíveis vestígios químicos de água lunar. E, na semana passada, a Nasa anunciou que os choques com a lua do LCROSS haviam levantado quantidades "significativas" de água da cratera.
Mas de onde veio a água da lua?"Será que ela foi depositada por um único grande evento recente? Ou será que está lá há bilhões de anos?", questionou Peter Schultz, cientista do LCROSS da Universidade Brown, em Rhode Island. "Não sabemos." Por enquanto existem três grandes teorias científicas de como a Lua conseguiu sua água - e uma "loucamente especulativa" quarta ideia que não pode ser descartada por enquanto.

Primeira teoria: Vulcões Antigos Lançaram a Água da Lua à SuperfícieA água da Lua estava lá desde o início, defende uma teoria - a água foi um ingrediente para a formação da Lua, assim como foi para a Terra. De acordo com essa ideia, a água está concentrada no interior do satélite. No passado distante, quando a Lua hoje "morta" tinha um núcleo quente, erupções vulcânicas ou "descargas" gasosas lentamente empurraram a água para a superfície, onde ficou congelada desde então, disse Spudis, do LPI, explicando a teoria.
Segunda teoria: A Água Foi "Produzida" na SuperfícieA água lunar pode ter se formado lá mesmo, com certa ajuda do Sol, segundo hipótese de alguns cientistas. O Sol emite constantemente um fluxo de partículas chamado vento solar. De acordo com essa teoria, íons de hidrogênio positivamente carregados, ou prótons, no vento solar podem ter atingido a Lua e reagido com minerais ricos em oxigênio no solo lunar para formar H2O, também conhecida como água.
A formação de água pelo vento solar seria um processo vagaroso, disse Schutlz, da Universidade Brown. Mas "mesmo se você acumular uma molécula (de água) por dia dessa forma, ao longo de bilhões de anos dá pra fazer muita coisa".

Terceira teoria: Cometas e Asteroides Levaram Água à LuaAlguns afirmam que a água da lua pode ter sido o presente de cometas com água e asteroides úmidos que atingiram o satélite num passado distante. Boa parte da água desses impactos teria sido ejetada para o espaço, mas algumas moléculas ociosas podem ter sido capturadas pela gravidade lunar.
"A ideia é que cometas ou asteroides com água atingem a Lua e criam uma nuvem de vapor d'água que paira próxima à superfície lunar", disse Spudis, do LPI. "Parte da água acaba migrando para as áreas polares, onde encontra uma armadilha gelada", uma área permanentemente fria, como uma cratera polar onde a luz do Sol nunca alcança.
Como resultado, a água teoricamente permaneceria congelada por eras.
Quarta teoria: A Água da Lua Veio da TerraExistem duas maneiras pelas quais a água da Terra poderia ter chegado até a Lua, e as duas seriam possíveis apenas quando a Terra e a Lua estavam muito mais próximas, há bilhões de anos, segundo Schultz, de Brown.
Para começar, durante períodos pré-históricos, quando o campo magnético terrestre era fraco ou inexistente, o vento solar poderia ter tirado vapor d¿água da atmosfera de nosso planeta e o depositado na Lua.

Ou talvez impactos catastróficos de asteroide ou cometa na Terra tenham ejetado água do mar para o espaço, e a lua em órbita teria passado pela nuvem de vapor, saindo de certa forma encharcada.

Esses dois cenários são teoricamente possíveis, embora Schultz admita, "estamos no campo da especulação". Porém, era exatamente onde estava a água da Lua até poucos dias atrás.
Tradução: Amy Traduções
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Nível de água descoberto na Lua enche 12 baldes, diz Nasa
13 de novembro de 2009 • 15h11 • atualizado às 17h18 _
Nasa acha o equivalente a 12 baldes de água na Lua
A Nasa, agência espacial americana, confirmou nesta sexta-feira a existência de água congelada em uma cratera da Lua após a análise dos dados enviados pela sonda espacial LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite, em inglês), que se chocou com o satélite terrestre no último dia 9 de outubro. Segundo a agência, a quantidade do recurso natural encontrado no buraco, com profundidade de cerca de 20 m, é equivalente a 12 baldes de água.
Em comunicado, a agência espacial informou que a descoberta abre um novo capítulo na história que compreende a Lua. "Estamos descobrindo os mistérios do nosso vizinho mais próximo e, por consequência, do Sistema Solar", afirmou Michael Wargo, cientista-chefe da missão, na sede da Nasa, em Washington. "A lua abriga muitos segredos e a LCROSS acrescentou um novo ingrediente para nossa compreensão", disse.
Antes da colisão, a LCROSS lançou com sucesso um foguete sobre a cratera Cabeus A, que se encontra na região do pólo sul, na face oculta da Lua. O primeiro impacto do foguete vazio provocou uma coluna de poeira que subiu sobre o alto da cratera e foi seguido minutos depois pela sonda, que recolheu informação da esteira antes de cair.
Um porta-voz da Nasa explicou nesta sexta que "provavelmente a água está congelada e misturada a outras substâncias". "A água só foi vista após o impacto, o que indica que ela não estava disponível na superfície", disse. No entanto, o porta-voz afirmou que "ainda não é possível determinar que tipo de água é essa".
Segundo ele, o foco agora é em estudar as informações obtidas para atingir novas descobertas. "Agora temos que dar um passo para trás e pensar no que mais pode haver lá. A Lua é viva", acrescentou.
Os cientistas têm investigado há tempos a origem de quantidades significativas de hidrogênio que foram detectadas nos pólos lunares. De acordo com a agência, os dados coletados pela LCROSS podem indicar ainda uma quantidade de água maior do que se suspeitava anteriormente.
Se a água realmente se formou ou permaneceu em depósitos em bilhões de anos, isto seria a chave para os especialistas entenderem a história e a evolução do Sistema Solar. Além disso, a água e outros compostos são recursos potenciais que poderiam sustentar o sonho humano de fixar uma base no solo lunar futuramente.
A sonda espacial partiu da Terra em junho passado, a bordo de um foguete Atlas V, junto à sonda LRO (Lunar Reconaissance Orbiter). Os dois artefatos integram a primeira missão do programa Constellation, que prevê a volta do homem à Lua a partir de 2020.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Magnetismo Pessoal



A Forma Moderna de Uma Antiga Lei Oriental


Há alguns anos atrás, dispensou-se grande consideração e importância ao magnetismo pessoal. Jornais e revistas trataram do assunto em vários artigos, por vários escritores; muitos livros e folhetos foram lançados no mercado, afirmando tratar da matéria de modo claro e ensinar aos estudantes suas leis e princípios.

Pouco compreendido e parecendo relacionar-se com alguma qualidade estranha, possuída por alguns ‘eleitos’ misterioso em sua poderosa capacidade para influenciar e atrair pessoas que fossem atraídas pelo seu estranho poder, o magnetismo pessoal tornou-se instrumento de charlatões e a inveja daqueles que foram vencidos nas lutas pela vida.

Alguns dos mais adiantados pensadores, escritores e professores diziam conhecer e ensinar a maneira pela qual este silencioso “Niagara do Poder” poderia ser usado para trazer prosperidade, saúde e felicidade, porém o pouco que conheciam era prontamente posto em execução, sem que fossem reveladas as leis ou princípios reais e, ao buscador, era deixado descobrir muitos termos e frases estranhos e a prática de exercícios mentais, que a nada conduziam e que os deixavam perdidos, com as esperanças frustradas. Mas a despeito do fato de que pouco era conhecido a respeito do magnetismo pessoal naquela época, existe, realmente, uma força sutil que se irradia do corpo humano. Essa força pode ser, de fato, classificada como “Magnetismo Pessoal”, pois os místicos modernos, em seus laboratórios científicos, provaram que há um campo magnético circundando o corpo e que ela existe no interior do corpo e dali emana. Existe no corpo humano devido à lei que se manifesta no exame ou estudo de qualquer matéria que contenha uma qualidade magnética ou magnetismo.

É fato conhecido e provado por experiências cientificas, que o cego, caminhando por uma rua ou movimentando-se em seu lar, não depende unicamente do tato para guiá-lo, quando se aproxima de uma parede ou qualquer outro obstáculo, e também se apercebe intensamente da circunstancia de haver uma outra pessoa presente. Foi verificado e cientificamente provado que a aura magnética se projeta a uma distancia tal do corpo físico que o cego, cujos delicados sentidos são fortemente desenvolvidos, pode realmente perceber a sua aura magnética tocar um obstáculo muito antes de alcançar ou fazer contato com esse obstáculo com seu corpo e sentidos físicos. Instrumentos delicados tem demonstrando que a aura que emana do corpo humano estende-se a uma distancia de dez pés [ mais ou menos 3 metros ] e se irradia pelo menos cinco pés [ mais ou menos um metro e meio ] em todas as direções.

Pense que de cada ser humano emanam irradiações de certa força ou energia, que se estendem a uma distancia de um a três metros do corpo. Consideremos a seguinte questão: que é essa aura, como se manifesta, atrai, repele, e como pode ser controlada? Antes de responder a essa pergunta é necessário que conheçamos alguma coisa sobre o campo magnético das coisas em geral. Tomemos como exemplo um elétron – partícula quase invisível que a ciência nos diz compor o átomo, mas sobre a qual sabe tão pouco e pode apenas especular até o estágio que atingiu. O místico, entretanto, em seu laboratório,foi mais longe do que a ciência escolástica e sabe um pouco mais a respeito do elétron.

Digamos, então, que o elétron é a menor partícula que entra na composição da matéria; sabemos que no elétron há forças duais em ação que são positivas e negativas, as mesmas que existem numa célula criativa.

Ora, as vibrações que emanam de qualquer massa de matéria, transmitem a qualidade de radiação de acordo com a natureza da força predominante na massa. Assim, qualquer que seja a qualidade de radiação da massa, positiva ou negativa, a qualidade se transforma no que conhecemos como ‘polaridade’ e diz-se que a massa é de polaridade negativa ou positiva. Qualquer massa de matéria irradia uma força negativa ou positiva e assim é de uma ou de outra polaridade. As vibrações que emanam da matéria são vibrações positivas ou negativas e caracterizadas, em sua polaridade, pela natureza ou qualidade diretiva das forças interiores dos elétrons combinados que formam os átomos em qualquer massa de matéria bruta. Assim, vemos que as forças positivas ou negativas no interior dos elétrons não são iguais, mas que uma ou outra predomina e determina a polaridade. Portanto, as vibrações emanando de qualquer forma de matéria, tem uma influencia magnética sobre todas as outras formas de matéria, e serão atraídas ou repelidas de acordo com a lei da polaridade, isto é: o positivo atrai o negativo e repele o positivo e vice versa.

No imã comum ou no imã permanente, encontramos uma boa ilustração da força de atração ou magnetismo que emana das vibrações de um pedaço de ferro. Propagando-se desses imãs, a uma curta distancia, está o campo ou área onde ocorrerá a atração magnética. Provavelmente o leitor terá feito experiências com o imã e constatado como ele atrai agulhas ou outras peças de aço ou ferro, movimentando-se e prendendo-as a um dos pólos do imã. Logo que o imã seja colocado a uma distancia de agulha que permita atraí-la com a aura magnética; logo que a agulha penetre a zona ou campo de atração, ela não resistirá à força e será imediatamente atraída para o pólo magnético onde permanecerá até que seja retirada.

O magnetismo que emana do corpo humano é realmente magnético, no mesmo sentido em que o é o de um imã comum – mas o termo ‘magnetismo’, quando se refere ao corpo humano é usado em conexão com as forças físicas ou energias no interior do corpo que são duais em natureza, consistindo de dois opostos de energia ou vitalidade reunidos por sua atração mútua. Esta energia, vitalidade ou magnetismo, circunda o corpo humano porque emana das duas energias opostas que existem no corpo humano e delas obtêm sua essência. E assim, a força vital, isto é, a força de vida que é associada e controlada pela mente da alma no Homem – une-se às energias física, material e corporal para criar esta aura magnética e, esta aura, é de uma polaridade negativa ou positiva de acordo com a natureza da polaridade predominante dando-lhe configuração. Diz-se, então, que uma pessoa é positiva ou negativa.

Sob certas circunstâncias, a aura pode ser percebida a olho nu. Aqueles que a enxergam mais claramente são clarividentes, mas quando certas condições físicas são utilizadas, seja por causas ou condições naturais ou cientificas, quase todos podem perceber a aura humana. É assim que o ‘magnetismo pessoal’ não é mais a força invisível, misteriosa – a coisa intangível que era há anos atrás, porque ela pode, agora, ser vista, medida, sentida, desviada, refletida, pesada, neutralizada, aumentada, diminuída é, além disso, afetada mecanicamente pelo uso da Vontade Humana.

Aqui, encontramos o grande segredo que tantos mestres e investigadores não conseguiram descobrir nos primeiros tempos da história do magnetismo pessoal. É que a VONTADE HUMANA – esse poder estranho, diretivo, controlador, determinante – sempre às ordens do intelecto humano – PODE VERDADEIRAMENTE – não teoricamente – CONTROLAR E AFETAR AS VIBRAÇÕES RADIANTES DENOMINADAS MAGNETISMO PESSOAL.

Que é então o Magnetismo Pessoal? Deve estar diretamente ligado ou sob a supervisão da mente ou intelecto. Deve estar também associado com a energia vital do corpo humano, pois verificamos as radiações magnéticas do corpo humano [a aura] afetadas pelo padrão ou força da energia vital no corpo, flutuando e oscilando de acordo com as alterações da vitalidade.

Em palavras simples, devemos considerar a mente, que é um atributo da alma, como o segredo e a chave do magnetismo pessoal, porque a mente e a força vital estão relacionadas e a vida está sob o controle direto da mente, não no que se refere unicamente ao corpo, mas, sim, à própria ‘vida’.

E como parece a aura de uma pessoa, quando vista sob condições apropriadas? A aura IRRADIA e se manifesta em vibrações de cor. Se puder ver as emanações das vibrações que constituem a aura em volta do corpo humano, verá várias cores, em diferentes matizes e tons, cada uma delas significando uma determinada condição física ou mental. Estas condições internas são refletidas externamente e este reflexo, refletindo-se externamente por meio de vibrações, forma a aura e esta aura é de fato a expressão exterior do desenvolvimento da personalidade da alma, criando o que é comumente conhecido como ‘personalidade’.

E então temos uma Personalidade Magnética ou Magnetismo Pessoal.

Façamos agora um exame e análise da personalidade magnética para que possamos chegar a uma conclusão com respeito às qualidades, condições ou natureza da mesma. Se pudermos notar qualquer distinção por semelhante observação ou comparação façamo-la completamente.

A primeira observação a fazer é encontrada na criança. Por que são tão maravilhosamente atraentes para todos nós? Que qualidades ou expressões encontramos na criança? Considerando essas perguntas, encontramos:

a] simplicidade;
b] inocência;
c] pureza da mente;
d] sinceridade;
e] entusiasmo;
f] verdade;
g] fé absoluta;
h] apreciação;
i] imaginação;
j] isenção de duvida;
k] alegria de viver;
l] vitalidade;
m] pronto perdão;
n] amor a todas as coisas
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Ora, se a mente afeta ou controla diretamente a força vital e a aura magnética, qual supõe ser a natureza ou expressão de uma criança que possua as qualidades citadas acima? E quase todas as crianças entre dois a sete anos possuem todas elas. Pode, então, ver a causa da atração que todas as espécies de pessoas sentem pela personalidade da criança. Nela encontramos certos estados de CONSCIENCIA que produzem determinados efeitos na aura.

Isto é assim porque a criança ainda não teve contato suficiente com o mundo para que sua visão da vida e das coisas em geral seja afetada. À medida que a criança cresce, seus contatos com a vida mundana são cada vez maiores, e o efeito disso é que ela cresce acostumada a convencionalismos, opiniões diversas, e assim por diante. Essas coisas afetam a consciência simples da criança e ela se transforma; as duvidas aparecem, a preocupação faz-se sentir; o medo de certas pessoas ou coisa aparece e em vista disso tudo a criança não mais expressa simplicidade de mente mas é influenciada e afetada pelo meio-ambiente.

Façamos uma outra observação. Há muita gente de muito bom aspecto, mas cuja personalidade ou magnetismo é limitado ou falho. D.W. Griffith, diretor de filmes, disse em uma entrevista que a maneira pela qual ele escolhia seus artistas, era procurando a luz interna que havia neles. Com isto, queria dizer que procurava por uma determinada expressão ou manifestação da personalidade, que indicasse que pela experiência e desenvolvimento, uma real personalidade da alma estava se manifestando diante dele; chamava isto de ‘luz interna’ e era seu maior teste para determinar se a pessoa era, ou não, capaz de preencher o seu papel.

Consideremos agora dois tipos diferentes de personalidade. No primeiro diremos que a pessoa possui grande energia e isto significa saúde, força, poder, entusiasmo, atividade e amor à vida. Nada mais deseja do que felicidade e luta para conseguir tudo aquilo que lhe permita uma continua existência de felicidade. Pensando adequadamente, aumenta seu grau de magnetismo em polaridade positiva e, assim, irradia uma poderosa aura positiva. Se uma tal pessoa ficasse a uma distancia de mais ou menos cinco metros, o leitor sentir-se-ia impelido a voltar-se para ela. Sua radiante aura magnética ou vibrações da alma atrai-lo-ia fortemente. O leitor talvez dissesse consigo mesmo: ”Ali está um grande homem”.

Por outro lado, tomaremos um homem fraco, física e emocionalmente. Não tanto quanto um fraco mental, mas o bastante para provocar nela falta de ambição, entusiasmo, atividade, saúde, força e desejo de se tornar o mais elevado tipo de homem. Teríamos então, um homem sem expressão; um homem cuja aura seria de pouco alcance, não se estendendo mais que alguns centímetros do corpo. Seria um homem que usaria muito pouco de seu próprio raciocínio e nutriria pensamentos de ódio e vingança contra aqueles que o impedissem de expressar sua vontade ou seus pontos de vista; seria um homem atado às cadeias do convencionalismo e que dificilmente reconheceria estar errado em alguma coisa, mesmo quando a prova mais positiva fosse apresentada contra seu ponto de vista. Tal homem irradiaria uma aura de polaridade negativa tão fraca que seria quase absolutamente neutra. Ele teria poucos amigos verdadeiros [quase nenhum] e constituiria um fardo para sua própria família.

Note a diferença entre estes dois tipos e então encontrará o segredo; o segredo do estado de consciência que nos fará possuir o magnetismo pessoal que temos estado buscando sempre. Lembre-se de que é a alma, a mente ou consciência do Homem, que, no final, determinará a qualidade da sua aura e a atração magnética.

Se fosse permitido à nossa alma, desde a infância, dar expressão de perfeição a todos os pensamentos e atividades, então, manifestaríamos a forma mais elevada possível de atração magnética. Por que? Porque o homem é semelhante, o homem, naturalmente deveria viver perfeitamente, deveria ser um fogo vivo ou força do sol e Amor. Por que, então não é ele magnético? Simplesmente porque, em geral, está muito abaixo do padrão normal que deveria ter. Sua vida, pensamento e manifestações são ‘ fora do normal’ porque está, carecendo dos elementos vitais da alma e consciência que tornam a vida perfeita e irradiam as atividades de amor e felicidade. Onde falta o amor no coração do Homem, tudo quanto é importante na vida falta, da mesma maneira que a planta não poderia existir sem o poder do amor dos raios do sol.

A alma do homem DESEJA expressar suas qualidade divinas na Terra e estas qualidades podem ser resumidas em uma palavra:AMOR. O amor completo da alma, que põe à mostra toda sua beleza, perfeição, sabedoria e glória, torna o homem aquilo que Deus desejava que ele fosse - A SUA IMAGEM – O HOMEM, com seu entendimento finito, objetivo, limitado, fracionou as qualidades do Divino Amor em palavras, idéias e fantasias, mas para todas essas, a Divindade de Amor permanece inalterável e se expressará quando e onde o homem permita seu SER objetivo afastar-se de maneira a não poder interferir com a expressão Divina. O que o homem chama de benevolência, paciência, sinceridade, humildade, bondade, simpatia, compreensão, apreciação, reconhecimento e perdão. São fases de uma mesma coisa, chamada: AMOR DIVINO.

É possível alguém mudar sua polaridade negativa para positiva, adquirindo assim um magnetismo pessoal forte e atraente? Sim, certamente. É necessário somente polarizar-se com a força positiva, elevando a consciência pelos pensamentos de amor na acepção da palavra para viver em paz consigo mesmo e com o mundo, fazendo o máximo para ser útil, procurar estar acima de coisas inferiores, como o ódio, a inveja, vaidade e permitir que o Amor Divino que há em seu interior se expresse exteriormente. É a coisa mais fácil do mundo fazer isso. É necessário unicamente fazer um esforço consciente para isso e continuar a fazê-lo a despeito das primeiras dificuldades. Todos nós temos nos tornado escravizados por pensamentos errôneos e devemos quebrar as cadeias que nos ligam, modificando o processo de pensar e elevar o nosso pensamento aos mais elevados ideais.

E assim, desejar viver a vida radiante – cheia de vitalidade, atividade, alegria e amor, deve, primeiro, remover de sua consciência todas as formas de pensamento destrutivo e permitir que sua alma, seu EU REAL, expresse sua perfeição, e reflita sua força e poder magnéticos. Então, os outros reconhecê-lo-ão e o apreciarão por que se tornará um poder no mundo para o aperfeiçoamento de toda a humanidade e para a glória de Deus.

É bem conhecido dos místicos que Deus deu ao Homem toda a força e poder para auxiliar-se para alcançar as coisas mais elevadas. Certamente isto é verdade e todas as pessoas na Terra que possuem uma mentalidade comum podem revestir-se com uma personalidade radiante, magnética. Temos o poder para fazer isso, mas é necessário esforço para conseguí-lo.

Assim como o dínamo elétrico é capaz de produzir a força para criar luz e força, mas não pode fazê-lo até receber a força motriz para pô-lo em movimento, assim, também, possuímos a capacidade de elevar-nos e nos transformar no que quisermos, mas somente quando pusermos a força em ação e fizermos um esforço consciente para mantê-la em funcionamento.

Deus não pode e não ajudará ninguém que não queira fazer um esforço consciente para ajudar a si mesmo. Mas, quando fizer esse esforço e estiver fazendo o melhor que puder, lembre-se que o seu ‘melhor’ é melhor do que jamais fez - e, então, ser-lhe-á proporcionado auxilio para que continue na senda porque com esforço continuado, esforço que fizer, sua alma gradualmente se libertará dos grilhões que a ligavam às falsas concepções e começará a expressar-se livre e perfeitamente, extraindo da fonte infinita de poder tudo que necessitar para progredir, produzindo e criando o poder que deseja. Possa o leitor fazer o esforço e colher a recompensa do Amor Divino que trás à alma, a PAZ PROFUNDA.
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[Texto de H.S.Lewis]


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pensando em Três Dimensões


Por que pensar em três dimensões?
Você por vezes se sente confuso pelas aparentes contradições da vida?
Você é uma pessoa do tipo “oito ou oitenta”, que percebe as coisas como pretas ou brancas, negativas ou positivas? Os paradoxos o paralisam?
Se a resposta for sim, você pensa em duas dimensões. Você está nitidamente consciente da dualidade da existência. Provavelmente você se sente frustrado por causa de alguns desafios mais complexos da vida, então, ao invés de perceber apenas em duas dimensões, passe a pensar em três dimensões. Essa ferramenta ou método se chama “Lei do Triangulo”. A utilização dessa lei nos oferece um meio de colocar as coisas em sua verdadeira perspectiva. Ela ilustra claramente os relacionamentos das coisas e nos dá um modelo para o pensamento e a ação construtiva. Ela também nos ajuda a compreender e reconciliar as oposições da vida.

Em termos simples, a Lei do Triangulo se refere à unificação dos opostos e à manifestação ou resultado da unificação. Em outras palavras: uma positiva, outra negativa – resulta numa terceira qualidade que abrange, ao mesmo tempo em que transcende, as outras duas. Neste ponto, é importante examinar a natureza da dualidade como fundamento da expressão ternária. Examinemos primeiro dois pontos do triângulo ... as qualidades positiva e negativa. A maioria das pessoas está familiarizada com o conceito do pensamento positivo. Também nós temos ciência de que esse tipo de pensamento é mais desejável que o chamado pensamento negativo. Por isso, os pensamentos positivos foram rotulados de ‘bons’ e os pensamentos negativos de ‘maus’. As palavras ‘positivo’ e ‘negativo’ adquiriram conotações morais ou espirituais; isto é, tornaram-se expressões para julgamento de valores.

Mas você já parou para pensar por que o pensamento positivo é chamado de positivo? Devemos sempre ser positivos? Deve a negatividade ser totalmente evitada?

Do ponto de vista psicológico, a qualidade positiva é um atributo ativo. Expressa o impulso de ser ou fazer. A qualidade negativa é relativamente passiva ou receptiva, ou pode indicar a ausência ou falta da qualidade positiva. Como exemplo de expressão ativa e passiva, consideremos a estrutura da sentença. Aqueles que já fizeram cursos de redação devem lembrar algo chamado ‘voz ativa’ de um verbo. Quando o sujeito de uma sentença pratica a ação expressa pelo verbo, a voz ativa desse verbo é usada, como no seguinte exemplo:”Eu escrevi o discurso”. Mas se a sentença é:”O discurso foi escrito por mim”, o sujeito, ‘discurso’ neste caso, torna-se o receptor da ação; o verbo, portanto, está na voz passiva. Note como a sentença que utiliza a voz ativa ou positiva do verbo tem mais impacto. Além disso, se a qualidade positiva implica ação, a negativa pode implicar a parada ou impedimento da ação; isto é, sua função pode ser inibitória ou repressiva.
Para ilustrar essa idéia, visualizemos um rio que flui com bastante rapidez, nas montanhas. É primavera, e a neve que está derretendo engrossa as águas do rio. Ela desce com fúria para o vale. O rio é positivo e dinâmico. Entretanto, enquanto segue seu curso, é obstruído parcialmente por rochas, formando corredeiras. Embora o rio continue a fluir, as rochas criam uma resistência e são, portanto, negativas.

As qualidades positiva e negativa também podem expressar graus de completude ou de plenitude. Quando uma coisa satisfaz seu propósito ou é completa em expressão, é positiva. Se não chega a satisfazer o propósito, é negativa. Talvez alguns de vocês tenham vivenciado este estado ao tentarem construir uma peça de mobiliário ou uma roupa. Se faltou material antes de terminar o que projetaram, então a coisa foi incapaz de cumprir seu propósito. O projeto permaneceu em estado negativo até que vocês reuniram os materiais necessários, completaram o objeto e começaram a usá-lo.

Os seres humanos também expressam gradações de completo ou de plenitude. A natureza física, sendo limitada e finita, é considerada negativa, enquanto que a natureza espiritual infinita e ilimitada, é considerada positiva. O individuo que busca um propósito na vida e que, ao encontrá-lo, trabalha para cumpri-lo, é relativamente positivo em comparação com outro individuo mais passivo. Entretanto, se o propósito do individuo é contrário à Lei Cósmica ou nocivo para os outros, o resultado é negativo porque inibe a evolução espiritual. As chamadas emoções negativas como raiva, medo, inveja e assim por diante são chamadas negativas por estarem ligadas à natureza finita e porque interferem na expressão da natureza positiva, espiritual.

Significará isto que devemos ignorar ou reprimir totalmente a natureza negativa? Não haverá um propósito para ela? Pode a negatividade ser útil?

Ao se fazer essas perguntas, você começa a pensar em três dimensões. Percebe que, de acordo com a Lei do Triangulo, nada pode existir sem seus aspectos positivo e negativo. Você começa a compreender que da diversidade vem a unidade e que pensar em três dimensões é a chave para a compreensão das questões da vida que nos deixam perplexos. Muitas pessoas tentam reprimir e até mesmo negara a existência da negatividade, por não compreenderem o principio. Além disso, existe a tendência generalizada de temer o principio negativo porque ele não é compreendido. Por isso, vamos fazer uma revisão das qualidades associadas ao principio negativo e determinar sua importância.

 Primeiro, o princípio negativo, se manifesta na forma de passividade e receptividade. Essas qualidades são necessárias à vida, em muitos níveis. Por exemplo, você pode imaginar vivendo sem dormir? Talvez você saiba que, enquanto dorme, seu corpo e sua consciência física estão num estado passivo, negativo, necessário para a boa saúde. Quando medita, a consciência física ou o objetiva, está relativamente passiva para que você se torne receptivo a impressões intuitivas e à orientação cósmica. Paradoxalmente, a mente subconsciente está relativamente ativa ou positiva durante o sono e a meditação. É conveniente lembrar que a consciência humana não está efetivamente dividida em duas partes, pois a consciência é uma só. Ao contrário, consciência parece funcionar em muitos níveis, e quando estamos percebendo sua atividade em um nível, os outros estão relativamente adormecidos. Vemos os princípios negativos em ação durante os meses de inverno no Hemisfério Norte.

Alguns tipos de árvores perdem as folhas e cessam de dar frutos. Animais entram em estado de hibernação ou reduzem suas atividades. Tudo isso, entretanto, tem um propósito. Assim como o sono e a meditação renovam o corpo e a alma, a Natureza também adormece, em preparação para o renascimento da primavera. Um período dormente ou passivo é necessário para a regeneração, e faz parte do grande ciclo da vida e morte que vivenciamos a cada inspiração que tomamos.

 A Segunda manifestação do principio negativo é a resistência. Voltando à ilustração do rio fluindo ao redor das rochas, imaginemos que há uma represa nesse rio. A água sobe cada vez mais por trás da represa, criando uma tremenda fonte de energia. Se a represa desmoronar, ou se a água transbordar, o resultado será uma enchente incontrolável. Entretanto,s e a água for liberada aos poucos e for aquecida para formar vapor, este poderá ser utilizado para geração de energia elétrica. A ação positiva da água, contrabalançada pela resistência negativa da represa, manifesta um poder que pode ser utilizado construtivamente, de acordo com a Lei do Triangulo.

As chamadas emoções negativas,consideradas por algumas pessoas como obstáculos ao crescimento espiritual, também são fontes de grande poder. Tomemos a raiva, por exemplo. A raiva pode ser o impulso que leva a mudanças construtivas e à expressão criativa, se for adequadamente dirigida. Em primeiro lugar, é uma indicação de desarmonia, com a dor também o é. Se a raiva é liberada sem direção, pode ser tão devastadora quanto uma enchente. Mas é igualmente destrutiva se for reprimida. Nenhuma dessas alternativa irá resultar a harmonia. Se você sente raiva, deve ser capaz de administrar o sentimento para si mesmo. Em outras palavras, você deve aceitar o fato de está zangado. Então, deve perguntar a si mesmo por que está com raiva. É fácil por a culpa em uma pessoa ou objeto que lhe causa desagrado. Mas é você que está com raiva e deve aceitar a responsabilidade por seus sentimentos. Este é um passo importante para o autodomínio, porque, oculta em sua raiva, está uma mensagem do EU INTERIOR. Em outras palavras, a raiva é um dispositivo para chamar sua atenção. Assim que você se torne receptivo ao EU INTERIOR, estará pronto a aprender, e receberá a orientação de que necessita para resolver seus problemas.

Pense por um momento na pérola e no modo pelo qual ela se forma. Uma partícula estranha se introduz no interior macio da ostra. A partícula estranha é um fator irritante, um elemento desarmonioso. A ostra reage à sua presença envolvendo o elemento irritante com uma substancia chamada nácar. Essa capa protetora reduz a irritação e forma a pérola, tão estimada por sua beleza e simbolismo. Além disso, a pérola nos ensina que a resistência cria formas. Sem forma, tudo seria o caos. Cada um de nós tem, igualmente, a capacidade de formar pérolas de sabedoria com as oposições da vida. Pensando em três dimensões, reconhecemos o valor da resistência.

 Uma terceira qualidade do principio negativo é pertinente àquilo que é incompleto ou não manifesto. Relaciona-se ao conceito da receptividade e força de atração existente entre pares de opostos. Também se refere à preparação de uma forma ou canal pelo qual a qualidade positiva possa se manifestar. Talvez possamos chamar de potencialidade a esse terceiro aspecto do princípio negativo. Diz-se que a Natureza detesta o vácuo. Isto se refere à propensão de todas as coisas buscarem o equilíbrio pela unificação de seus opostos.

Há a afirmação de que um elemento ou condição isolada é incompleta até que se una ao seu oposto. Todas as coisas manifestas, portanto, devem ser duais em natureza, embora uma qualidade possa predominar. A energia de espírito, por exemplo, à qual se atribui a polaridade negativa, tem a qualidade positiva em sua natureza. O mesmo ocorrem com a FORÇA VITAL, predominantemente positiva, mas contendo a qualidade negativa.

Como as proporções de positivo e negativo são desiguais na energia de espírito e na FORÇA VITAL, ambas buscam o equilíbrio pela unificação com seu oposto. Em outras palavras, cada uma destas energias é incompleta e é regida pela Lei do Triangulo. A Força Vital encontra sua expressão através do espírito. Sem o aspecto negativo, doador de forma, da energia de espírito, a vida, tal como a conhecemos, não existiria.

Portanto, se você quer manifestar um particular desejo em sua vida, deve criar um canal ou veiculo para essa expressão. Por exemplo, se quer que haja eletricidade em sua casa, deverá colocar a fiação pela qual essa energia possa passar. Você não espera que um raio atinja sua casa e forneça a energia para fazer funcionar seus eletrodomésticos. Não obstante, há pessoas que usam esta ‘lógica do raio’. Visualizam o que desejam e ficam esperando sentados que a coisa se materialize, e ficam intrigados porque a visualização nunca dá resultados para eles.

Pense no trabalho de um concertista de piano tem que realizar para alcançar o sucesso. O pianista pratica exercícios planejados para desenvolver a técnica e aprende muitas peças que passam a fazer parte do seu repertório. Além disso, o pianista ‘ouve’ musica e estuda teoria. Se fizer esse trabalho...sem providenciar um canal para a expressão do talento musical... o pianista só tem o ‘potencial’do sucesso.

Nós, criaturas-humanas, temos o potencial para ter sucesso na realização de nossos objetivos pelo pensamento em três dimensões. Sabemos que só com duas pontas do triangulo – só com dois elementos, qualidades ou condições – não podemos alcançar a perfeição ou resolver nossos problemas. Ignorar o principio negativo e suas qualidades de passividade, resistência e potencialidade, é eliminar uma ponta do triangulo.
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[Texto de Lisa Sporer]
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A BUSCA DA VERDADE
O Homem, em sua busca pela Verdade, ficou tão atrapalhado no labirinto das complexidades externas que não se permite ouvir e compreender as simplicidades internas. Busca por toda parte esperando encontrar do lado de fora respostas que deveriam vir a ele pela voz silenciosa que vem de dentro dele mesmo.
[ H.S.Lewis]

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O INSTRUMENTO RABDOMÂNTICO DE FARADAY


As Forças Invisíveis
Talvez não seja muito apreciado o fato de que as ciências físicas de hoje sejam essencialmente uma extensão das ciências ‘visíveis’ do século dezoito, a mecânica e a ótica. A ciência mecânica propriamente dita é a compreensão dos fenômenos físicos que acontecem como resultado da ‘ação direta’. Exemplos da qual são alavancas e fulcros; cordas e roldanas;e eixos e rodas de transmissão. No coração dessa ação direta está o conceito de ‘ força mecânica’. Ambos podem ser vistos como nossos olhos e avaliados através de análise vetorial. É devido ao fato de que podemos vê-la em ação que se trata de uma ‘força visível’.

No início do século dezenove o interesse voltou-se para as ‘forças invisíveis’ – força gravitacional, força elétrica e força magnética. Essas forças não podemos ver mas apenas reconhecer sua presença pelos efeitos que produzem. Isto acontece devido ao fato de que esses efeitos são produzidos por “ação à distancia”, por campos de força em meio ao Espaço. Um detalhe importante, ainda menos conhecido atualmente, é que esse envolvimento com campos de força no Espaço impediu toda e qualquer compreensão dessas forças pelo uso da análise vetorial mencionada.

O problema que assaltou o começo da pesquisa foi então o de observar e medir algo que não podia ser visto. Claro está que se podia observar os efeitos produzidos por essas forças invisíveis,mas isto não era o mesmo que observar e plotar os campos de força no Espaço.

Bem ao contrário, qualquer solução para esse problema seria equivalente a se poder ver o invisível – o paranormal. Compreensivelmente, os pesquisadores profissionais das ciências físicas, daquela época como os de hoje, enciumados de sua tão duramente conquistada reputação de ciência racional, dificilmente podiam se permitir associar com alguma coisa que cheirasse a psiquismo ou oculto. Simplesmente porque isto implicaria, além do mais, uma ausência de abordagem séria de seu trabalho em geral. Além disso, naquele tempo, esses profissionais estavam dando duro para dar conta das crescentes demandas da mecanizada Revolução Industrial.

Só por esses motivos, qualquer solução para o problema envolvendo as forças invisíveis teria de vir de algum outro lugar que não o corpo principal da física. Logicamente, de pesquisadores empregando algumas técnicas não-ortodoxas e, portanto, pouco conhecidas.

RADIESTESIA – UMA FERRAMENTA DE PESQUISA
Vimos que as forças invisíveis existem como campos de força no Espaço e, para enfatizar isto, podemos unir esses campos sob forma de ‘radiação’. Os tipos de campos mais prováveis de encontrarmos são os ‘campos de indução’ e não os ‘campos de radiação’, mas a diferença é meramente acadêmica.

RADIESTESIA é um termo dado à arte de identificar esses campos invisíveis e significa ‘SENSIBILIDADE À RADIAÇÃO’. Na França, onde tem siso praticada por séculos, é chamada de ‘PENDULISMO’, mas ela tem outras ramificações, conforme veremos.

A técnica foi provavelmente descoberta por algum individuo observador ao segurar uma forma qualquer de peso suspenso. Por exemplo, um pedreiro segurando seu fio de prumo para verificar a verticalidade de uma parede, ou uma dona de casa tecendo fio numa roca simples.

O que parece acontecer é que o peso suspenso adquire um movimento próprio, balançando num movimento circular, horário ou anti-horário, ou balançando de um lado para o outro como um pêndulo, do qual recebeu esse nome popular. Nesta forma o aparato não é adequado para o uso em campo aberto, onde pode ser movido pelo vento, nem quando o próprio operador está em movimento. É por este motivo que a ‘forquilha’ e, posteriormente, o estribo vieram favorecer pesquisas como as da rabdomancia.

Ao longo dos séculos os praticantes da arte procuraram cercar a técnica com uma espúria aura de mistério. Sempre afirmando que a pessoa nasce com o dom, ou então tem de ser ‘psíquica’ de modo a conseguir algum grau de sucesso. É este pseudo-psiquismos que tanto fez para manter essa poderosa técnica tão desconhecida e sem investigações.

Uma exceção é a pesquisa realizada pelo falecido J.CECIL MABY, que dedicou o trabalho de sua vida à investigação da ‘física da varinha rabdomântica’. Embora pesquisador psíquico por conta própria, o esteio de Maby, era seu treinamento cientifico e sua meticulosa experimentação. Seu trabalho foi uma inestimável contribuição para uma melhor compreensão desse assunto,mas por ocasião de seu falecimento, seu equipamento foi desmontado e seus livros dificilmente são encontrados hoje nas bibliotecas públicas. Seu comentário favorito a respeito da fraternidade rabdomântica era geralmente uma acusação sobre ‘aqueles que mitificam o que é puramente um fenômeno físico’.

O fundamento do pendulismo não é aquela idéia popularmente espalhada pelos espertinhos que insistem em reinventar a roda, os quais confidencialmente asseguram que a causa é uma reação muscular involuntária por parte do operador.

Ao contrário, trata-se de um fenômeno que tem seu fundamento na ‘energia elétrica nervosa’do corpo humano.

Ao dar de encontro com essa expressão pela primeira vez, pode-se ficar inclinado a encará-la como um desses termos pseudo-cientificos, inventados pelos ignorantes para enganar os incultos. Em certos aspectos a expressão é uma denominação imprópria, porque – ao contrário da eletricidade – a energia elétrica nervosa é aparentemente conduzida por isolantes elétricos e, inversamente, isolada por condutores elétricos. Se não fosse assim, qualquer impulso elétrico no corpo humano seria curto-circuitado pelos líquidos corporais circundantes. Assim sendo, sua presença em um campo elétrico ou magnético faz com que ela se comporte de uma maneira que é típica de uma carga elétrica ou corrente elétrica. Ou seja, ela tem a ‘característica’ da eletricidade.

Sob condições normais, o excesso de energia elétrica nervosa é drenada do corpo pelas extremidades, particularmente elas mãos e dedos. Segurando-se um pêndulo entre o polegar e os dois primeiros dedos, essa energia é forçada a se canalizar para o pêndulo e a escapar. Na verdade, produzindo uma corrente de energia elétrica nervosa pêndulo abaixo.

Muito tem sido escrito a respeito do uso e construção de pêndulos, descrevendo-se diferentes tipos de pesos e suspensões. Pessoalmente,tendo a preferir uma grande bola de gude plástico, colada e suspensa por uma linha de nylon para pesca. Esta última foi escolhida porque não comunica ao peso um desagradável movimento de rotação quando em uso.

Uma advertência neste ponto. A drenagem de energia nessas circunstancias não é normal e serve apenas para exaurir o suprimento de energia elétrica nervosa do corpo. Se levada ao extremo, pode-se ter uma artrite aguda no ombro direito, que pode levar diversas semanas para curar. Esse é de fato um risco operacional para rabdomantes e descobridores de lençóis de água, que a qualificam como uma habilidade inata de ‘sensibilidade ao clima’.

Continuemos! Pelo uso do pendulo estabelecemos uma corrente invisível de ‘eletricidade’ fluindo da ponta do pendulo. A questão que vem à mente é, como usá-la?

VENDO O INVISÍVEL
A essas alturas, caso você já possua ou tenha feito um pêndulo simples como o que foi previamente descrito, está agora pronto para investigar as propriedades de um campo magnético.

Para isso você precisará munir-se também de um imã. Um que possa ficar de pé em uma das extremidades sobre uma superfície lisa, não-metálica. Posicione o imã e segure o pêndulo na mão direita, mantendo a mão esquerda perto do lado esquerdo do corpo e os dois pés bem firmes no chão.

Suspenda o pendulo cerca de 1 polegada [2,5 cm]acima do topo do imã. Se você for fisicamente saudável – cheio de energia elétrica nervosa – o pendulo começará a girar, em sentido horário ou anti-horário. A direção depende da polaridade do topo do imã e da polaridade da sua mão direita. Não se concentre no pêndulo senão seus rodopios se tornarão extremos.

Inverta o imã. O pêndulo girará agora na direção oposta. Se segurar o pêndulo com a mão esquerda, você terá o mesmo resultado. Conhecendo a sua polaridade você pode, desse modo, determinar a polaridade de qualquer imã permanente ou eletromagneto.

Agora, coloque o imã deitado de lado. Como antes, sobre cada extremidade o pêndulo gira em uma direção de acordo com a polaridade do magneto. Entretanto, no ponto médio entre os dois pólos magnéticos, o pêndulo pára seu movimento giratório e realiza um balanço pendulatório em ‘ângulo reto’ com as linhas de forças magnéticas.

MICHAEL FARADAY – FÍSICO EXTRAORDINÁRIO
O histórico inicial de Faraday apresentava pouca esperança de um pesquisador científico bem-dotado. Ele foi em grande parte autodidata, sem o estigma que esse termo geralmente implica. O que significa que em seu aprendizado ele simplesmente não foi obrigado a comer com talher de prata.

Seu assim chamado noviciado com Humphrey Davy não foi em si mesmo nenhuma introdução monumental ao mundo cientifico. Além disso, suas relações com a proprietária do estabelecimento estavam longe de serem agradáveis.

No entanto, foi a partir desse começo juvenil que FARADAY alcançou notável sucesso em sua pesquisa nos então novíssimos campos da eletricidade e do magnetismo. Tanto assim que hoje ele é mundialmente conhecido como o PAI DAS CIENCIAS ELÉTRICAS.

Como foi que ele conseguiu essa única brecha? Hoje nos contam que o sucesso de Faraday como cientista deveu-se ao uso que ele fez do ‘método cientifico’ – ou ‘método experimental’ – dependendo de quem esteja escrevendo sua mais recente biografia. Uma explicação impensada na minha opinião, tendo em mente as palavras de um notável diretor de pesquisa que afirmou que ‘...método cientifico é apenas um outro nome para ‘ tentativa e erro’.

O que sabemos realmente, entretanto, é que MICHAEL FARADAY, seguindo as pegadas de BACON, embora levado pelos desejos de seu mestre HUMPHREY DAVY, participou no GRANDE TOUR OF EUROPE.

Além disso, ao longo dessas visitas, deparou-se com as pesquisas de AMPERE e COULOMB. Nomes de alta reputação nas ciências elétricas mesmo em nossos dias e – o que é bem menos conhecido – expoentes na arte do pendulismo. De fato, uma importante regra de operação no pendulismo tem o nome de AMPÉRE, a REGRA DE AMPÉRE.


O INSTRUMENTO RABDOMÂNTICO

Creio que se pode argumentar que Faraday fez bom uso da sua descoberta do pendulismo levando a cabo os principais elementos da sua pesquisa. Pois mesmo em seu estudo da ‘luz‘, o pêndulo foi inestimável para a determinação da polaridade da luz polarizada e refletida, como também para a observação do espectro abaixo do infravermelho e acima do ultravioleta.

Pode-se entender por que suas pesquisas foram tão extensas usando esse novo aparato de pesquisa. O mundo físico tornou-se para ele um livro aberto. Eu tive o mesmo sentimento quando descobri a lógica discursiva há uns vinte anos. Nenhum desafio era grande demais e o conhecimento estava lá para ser encontrado.

No entanto, Faraday estava trabalhando com certa desvantagem. Se fosse para seu trabalho ser levado a sério, então o uso do pêndulo tinha de ser um segredo bem guardado. Tanto assim que seus trabalhos publicados dificilmente refletiram sua plena compreensão do fenômeno que ele investigara. Um caso em questão é o seu teorema da ‘linha de fluxo curvada’ que, como introdução à irradiação de uma onda eletromagnética, acho superior em muito aspectos às equações de Maxwel. Neste sentido, Fardaay, foi o ultimo dos verdadeiros pesquisadores, antes que a matemática tomasse conta do pensamento criativo.

Uma invenção de Michael Faraday que foi surpreendente em sua originalidade foi o ‘MOTOR ELÉTRICO‘ – e tudo o que ele veio a significar nos anos subseqüentes. Paradoxalmente, esse modelo original ainda hoje permanece um enigma na engenharia elétrica. Simplesmente porque ninguém, mesmo tendo um moderno conhecimento de dinâmica eletromagnética, conseguiria chegar a uma peça de engenharia disforme como essa!

Eu sustento que um motor, seja lá da espécie que for, era a última coisa que Faraday tinha em mente. O que ele estava interessado era em provar que a energia elétrica nervosa era uma forma de ‘eletricidade fluente’, e conjecturou que provaria isto construindo um aparelho que simulasse a ação de uma rabdomante usando um pêndulo sobre um imã na vertical.

A corrente de energia elétrica nervosa é simulada por um circuito elétrico fechado, que mantém um fluxo de corrente elétrica da bateria através de um suporte metálico, que faz o papel dos dedos do rabdomante, passando por uma corrente metálica flexível, representando o pêndulo, que mergulha num recipiente contendo mercúrio. Finalmente, o recipiente metálico é então ligado ao outro pólo da bateria.

Uma rolha rodeia a corrente no ponto onde ela penetra o mercúrio, de modo a impedir que a corrente faça contato com o imã ou com as paredes do recipiente.

Estando completo o circuito elétrico, sua contraparte magnética é então provida por um imã colocado verticalmente no centro do recipiente.

Depois de ver seu pendulo elétrico em funcionamento, Faraday não disse que tinha inventado o motor elétrico. O que ele foi exclamar alegremente, “Veja! Está girando!”. Triste de se dizer, mas tanto seu comentário como sua demonstração foram desperdiçados com a esposa, cuja única preocupação naquele momento era a preparação da ceia de Natal.

UMA NOTA FINAL DE ACAUTELAMENTO
Que o principio da radiestesia não foi negligenciado nos últimos anos é demonstrado pelo fato de que durante a primeira metade deste século um notável investigador desse fenômeno usou-o para detectar uma certa linha de emissão espectral do átomo de hidrogênio, a qual até hoje é desconhecida pela maioria dos radioastrônomos.

Entretanto, como ferramenta de pesquisa, o pendulismo é uma arte repleta de certos problemas específicos em seu emprego.

Essencialmente,como apontou Maby, trata-se de um fenômeno puramente físico, se bem que envolvendo a energia elétrica nervosa do corpo humano. Assim, qualquer associação com fenômenos psíquicos deve ser de pronto descartada.

Dirijo estas palavras àqueles acadêmicos com treinamento cientifico, que porventura venham a empregar essa nova ferramenta de pesquisa. Acontece que o que se pode chamar de ‘abordagem cientifica’ é instilada no pesquisador iniciante somente quando de seu trabalho de pós-graduação e, por alguma razão desconhecida, ele tende a associar essa abordagem tão-somente com a disciplina escolhida. Assim, fora do seu trabalho de pesquisa regular, ele tende a se reverter para uma abordagem menos rigorosa quando se trata de idéias novas.

É aí que ele corre o risco de se unir aos menos disciplinados, que tendem inevitavelmente a usar o pêndulo como uma espécie de “tabua ouija’ para explorar o ‘desconhecido’, prática que não apenas beira o irracional como pode também se tornar perigosamente obssessiva.

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[Texto de J.C. Belcher]