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Um Texto Iluminado

No vigésimo terceiro ano do reinado de   Zhao, Lao Tsu percebeu que a guerra terminaria destruindo o lugar onde vivia. Como havia passado anos meditando sobre a essência da vida, sabia que em certos momentos é preciso ser prático. Resolveu, pois, tomar a decisão mais simples: mudar-se. Pegou seus poucos pertences e seguiu em direção a Han Keou. Na porta de saída   da cidade, encontrou um guarda. - Onde está indo tão importante sábio? – perguntou o guarda. - Para longe da guerra. - Não pode partir assim. Eu gostaria muito de saber o que foi que aprendeu em tantos anos de meditação. Só o deixarei sair se dividir comigo o que sabe. Apenas para livrar-se do guarda, Lao Tsu escreveu ali mesmo um pequeno livrinho, cuja única cópia lhe entregou. Depois, continuou sua viagem, e nunca mais se ouviu falar dele. O texto de Lao Tsu foi copiado e recopiado, atravessou séculos, atravessou milênios, e chegou até o nosso tempo. Chama-se TÃO TE KING, está publicado em português por vária...

O que o Sábio pedia a Deus

Um homem recebeu, certa vez, a visita de alguns amigos. - Gostaríamos muito que nos ensinasse aquilo que você aprendeu em todos estes anos – disse um deles. - Estou velho, respondeu o homem. - Velho e sábio – disse outro.   – Afinal de contas, sempre te vimos rezando durante todo este tempo. O que conversa com Deus? Quais são as coisas importantes que devemos pedir? O homem sorriu. - No começo, eu tinha o fervor da juventude, que acredita no impossível! Então, eu me ajoelhava diante de Deus e pedia para que me desse forças para mudar a humanidade. “Aos poucos, vi que era uma tarefa além das minhas forças. Então, comecei a pedir a Deus que me ajudasse a mudar o que estava à minha volta.” - Neste caso, podemos garantir que parte de seu desejo foi atendido – disse um dos amigos. – Seu exemplo serviu para ajudar muita gente. - Ajudei muita gente com meu exemplo; mesmo assim, sabia que não era a oração perfeita. Só agora, no final de minha vida, é que entendi o pedido que devia...

Como Temperar o Aço

Lynell Waterman conta a história do ferreiro que, depois de uma juventude cheia de excessos, decidiu entregar sua alma a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinco, praticou a caridade, mas, apesar de toda a sua dedicação, nada parecia dar certo em sua vida. Muito pelo contrário: seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais. Uma bela tarde, um amigo que o visitava e que se compadecia de sua situação difícil, comentou: - É realmente muito estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas, apesar de toda sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado. O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida. Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar -   e terminou encontrando a explicação que procurava. Eis o que disse o ferreiro: - Eu recebo nesta oficina o aço ainda nã...

O Desejo Deve Ser Forte

O Yoga Ramakrishna ilustra, com uma parábola, a intensidade do desejo que precisamos ter: O mestre levou o discípulo para perto de um lago. - Hoje vou ensiná-lo o que significa a verdadeira devoção – disse. Pediu ao discípulo que entrasse com ele no lago e, segurando a cabeça do rapaz, colocou-a debaixo d’água. O primeiro minuto passou. No meio do segundo minuto, o rapaz já se debatia com todas as forças para livrar-se da mão do mestre e poder voltar à superfície. No final do segundo minuto, o mestre soltou-o. O rapaz, com o coração disparado, levantou-se ofegante. - O senhor quer me matar! – gritava. O mestre esperou que ele se acalmasse e disse: - Não desejei matá-lo porque, se desejasse, você não estaria mais aqui. Queria apenas saber o que sentiu enquanto estava debaixo d’água. - Eu me senti morrendo! Tudo que desejava na vida era respirar um pouco de ar! - É exatamente isso. A verdadeira devoção só aparece quando só temos um desejo, e morreremos se não conseguirmos realizá-lo. ...

O Jogral de Nossa Senhora

Conta uma lenda medieval que, com o Menino Jesus nos braços, Nossa Senhora resolveu descer à Terra e visitar um mosteiro. Orgulhosos, todos os padres fizeram uma grande fila, e cada um postava-se diante da Virgem, procurando homenagear a mãe e o filho. Um declamou poemas, outro mostrou suas iluminuras para a bíblia, um terceiro disse o nome de todos os santos. E assim por diante, monge após monge mostrou seu talento e sua dedicação aos dois. No último lugar da fila havia um padre, o mais humilde do convento, que nunca havia aprendido os sábios textos da época. Seus pais eram pessoas simples, que trabalhavam num velho circo das redondezas, e tudo que lhe haviam ensinado era atirar bolas pra cima e fazer alguns malabarismos. Quando chegou sua vez, os outros padres quiseram encerrar as homenagens, porque o antigo malabarista não tinha nada de importante para dizer, e podia desmoralizar a imagem do convento. Entretanto, no fundo do seu coração, também ele sentia uma imensa necessidade d...

Aplicando a Criatividade_ao seu Ambiente

Nosso ambiente é um estado complexo. Em parte, ele consiste da área geográfica onde nos encontramos. Esta inclui condições físicas tais como altitude, clima e fartura ou escassez de recursos naturais. Há também outros fatores que, embora não resultem diretamente do ambiente físico, tem igual efeito e influencia sobre a pessoa. São estes as relações familiares, associações com outras pessoas, coma   sociedade; isto é, costumes e tradições, doutrinas religiosas e políticas. O ambiente pode ser involuntário ou voluntário na influencia que exerce. Com mais freqüência, é uma combinação de ambos. Por exemplo, não escolhemos o ambiente físico onde nascemos, nem tampouco escolhemos nossa associação familiar. Podemos, contudo, por vontade própria, mudar mais tarde para outra área geográfica. Podemos também escolher as pessoas com as quais nos desejamos associar quando amadurecemos e formamos preferências. Na vida da maioria das pessoas há certos fatores ambientes que são inevitáveis e aos...

Criatividade_Seu Mistério e Mecanismo

Existem dois tipos de motivação pelos quais o homem é obrigado a agir na vida. A um podemos dar o nome de compulsão e ao outro, autogerado. Esta compulsão para agir tem natureza dupla. Primeiro, há os instintos, tais como o impulso inato para a sobrevivência, a satisfação dos apetites e a curiosidade instigadora. Estas compulsões surgem involuntariamente dentro de nós; não as evocamos. O segundo aspecto da compulsão são as influências ambientais, como, por exemplo, as catástrofes naturais – inundações, incêndios, secas -   e fuga de perigo. Os atos que se seguem não são o resultado de qualquer cogitação prévia que os inicia. A autogeração, como o outro tipo de motivação humana, é aquele que tem feito o homem progredir até o status a que chamamos de   civilizado. Os atos autogerados são os iniciados pela direção consciente voluntária dos poderes mentais do homem. No Museu Egípcios Rosacruz são vistos exemplos da evolução e expansão do poder criativo do homem. Vemos, por exe...