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QUE É O VERDADEIRO CONHECIMENTO?

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A busca do conhecimento sempre foi uma busca esquiva, principalmente porque não estamos certos do que é exatamente o conhecimento ou quais os benefícios que ele nos traz. Geralmente supõe-se que o conhecimento produz uma transformação em nossa vida. Mas não é definido o modo pelo qual essa transformação ocorre. Pode-se perguntar: o conhecimento faz por nós algo que acarreta uma transformação, ou somos nós que usamos o conhecimento para concretizar algum fim almejado? Afirma-seque vários canais levam ao conhecimento ou constituem seus componentes básicos. O “mistério” do conhecimento, se nos é lícito chamá-lo assim, vem intrigando a mente humana há séculos. Filósofos da antiga Grécia, como Sócrates, Platão e Aristóteles, inclusive os sofistas e as escolas jônicas, buscavam uma definição concisa e abrangente do conhecimento. Hoje ‘conhecimento’ continua sendo um termo que comumente se usa mas que comumente não se compreende. Além disso, certas palavras aumentam a confusão sobre a naturez...

ETs: Quem são, de onde vêm e o que querem do ser humano?

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Nos registros históricos tailandeses observa-se a crença daquele povo no poder de raciocínio do homem sobre os acontecimentos, usando a informação como meio de distinção. No final do século XIX,alguns países europeus estavam conquistando a Ásia e a tendência seria englobar as populações locais num curto período de tempo. Coube ao rei tailandês Rama escolher o processo de defesa contra os invasores, provavelmente baseado na milenar obra literária “A Arte da Guerra”, escrita pelo chinês Sun Tzu, com conceito claro para o combate: “Conhecendo o exército de seu inimigo e seu próprio exército, você vencerá a guerra”. Mesmo que em termos de guerra não haja vencedores, há um ganho fantástico de experiência na consecução desta regra básica. Rama estou e interpretou o comportamento de seus inimigos, ingleses, franceses e norte-americanos. E lhes enviou presentes e agrados, como jóias e esculturas de elefantes, animais adorados pelos tailandeses. Em seguida, vendeu papoula, matéria-prima do ópio...

Aristóteles e a Busca da Certeza

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Verdade é certeza. Não obstante, a certeza que é verdade esquiva-se à descoberta somente pelo intelecto; precisa ser também vivenciada pela alma. Ou assim declara Platão, que é um idealista, porque para ele o universo é bom e sua filosofia é um instrumento para provar a presença do bem em toda a Criação, como está expresso na máxima: “assim como em cima é embaixo”. Por outro lado, o discípulo de Platão, Aristóteles, estabelece uma divisão na filosofia platônica; não nos aspectos primários do conhecimento [“as divinas e imutáveis realidades transcendentes”] mas apenas nos aspectos secundário ou “realísticos” do conhecimento. Evidentemente, os admiráveis ensinamentos de Aristóteles sobre lógica, ética e física foram e continuam a ser a pedra angular da civilização como a conhecemos hoje em dia. Entretanto, uma filosofia que limita sua aplicação à explicação dos fenômenos físicos da natureza corre o perigo de se tornar, ela própria, ‘irrealista’, no sentido de que as religiões do passad...

CURA METAFÍSICA:UMA DEMONSTRAÇÃO CIENTÍFICA

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Há, em todo o mundo, um denominador comum que é notado nas várias espécies de sistemas de cura metafísica. Em todos os métodos eficazes, o curador entra em um estado no qual estabelece contato com uma personalidade ou energia curativa, pondo-se, portanto, em harmonização com a Mente Cósmica. Em algumas civilizações, o curador poderia a isso se referir como transe, em outras como estado meditativo, hipnótico, ou como um afastamento do mundo exterior, semelhante ao sonho. Em todos os casos, porém, o curador a distância tem a sensação de abandonar a identidade e a volição. Sem dúvida, é a extrema receptividade mental, característica nos curadores a distância, que causa a sensação de que ele ou ela não é a causa da cura, mas, apenas, o instrumento de uma energia cósmica. Uma segunda característica comum do curador psíquico é a sensação de identidade com o paciente ou pacientes. Experimentalmente, a unificação parece ser semelhante à associação de um sujeito hipnótico com o ambiente, tão lo...

É JUSTIFICÁVEL A EUTANÁSIA?_

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O valor que o homem atribui à vida varia segundo a época. Essa variação é determinada tanto pelo próprio indivíduo como pela influência da cultura em que vive. Parece que a vida é o bem mais caro do homem pois, afinal de contas, direta e indiretamente todos os seus interesses e atividades centralizam-se na satisfação e preservação da vida. Por outro lado, parece que os seres humanos tem voluntariamente sacrificado a vida em favor de certos ideais como o patriotismo, a religião e a compaixão. Nessa última categoria, a compaixão, o EU físico pode ser sacrificado para preservar aspectos superiores do EU. Por exemplo, a pessoa salva a vida de outra por causa daquele sentimento inato para com o valor da vida que transcende seu próprio ser com relação ao outro. Contudo, será a vida apenas uma propriedade do individuo, ou será ela um atributo coletivo da sociedade. È o indivíduo o único possuidor de sua vida, ou sua vida é um atributo sobre o qual os outros tem direito e controle? Esses dois ...

BARDO THÖDOL _ O LIVRO TIBETANO DOS MORTOS_

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Presumimos que os mortos sabem que não mais estão vivendo neste plano. O Budismo Mahaiânico ilustra que isso não é necessariamente verdade. Para que seu renascimento possa ser mais vantajoso, o defunto deve ser capaz de ouvir as palavras de seu instrutor – a voz do Mestre Interior. _ O adepto do misticismo oriental põe grande ênfase na arte de morrer, porque para ele a morte não é o término da vida, mas um momento de pausa em que ele percebe uma clara noção de sua existência futura. Para tal personalidade, a morte não é o lado oposto da vida, mas simplesmente uma experiência em sua viagem na estrada maior da existência. O Bardo Thödol, conhecido como “O Livro Tibetano dos Mortos”, procura instruir a personalidade desencarnada na direção da dinâmica energia de vida, por ele vivenciada como fluindo por três etapas reconhecíveis, que cobre o período intermediário de quarenta e nove dias entre a morte física e o renascimento físico. A primeira etapa, de clara luz primordial, descreve acon...

JACOB BOEHME _ O VIDENTE E A VISÃO_

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O filósofo místico do século dezessete, Jacob Boehme, é uma das figuras mais extraordinárias das idéias. Tendo nascido em 1575, numa vila perto de Görlitz, no que hoje é a Alemanha Oriental, Boehme tornou-se sapateiro. Embora tenha tido escolaridade apenas elementar e a despeito de sua origem humilde, Boehme exerceu enorme influencia em alguns dos mais profundos pensadores do período moderno. O filósofo alemão, Schelling, por exemplo, chamou Boehme de “um fenômeno miraculoso na história da humanidade”, e o poeta inglês, Coleridge, declarou que ele foi um “estupendo ser humano”. A maneira como Boehme sondou a natureza da existência, seu espantoso discernimento das leis que regem o universo, é realmente irresistível. No entanto, ele continua a ser um personagem obscuro. Poucas pessoas tem paciência ou tempo para acompanhar penosamente sua obscura e difícil prosa alemã, a fim de apreender o esplendor de sua visão. Mas o esforço, uma vez feito, é compensador. Grande parte do conhecimento d...