16 de dez. de 2009

UFOLOGIA_ ESPIRITUALIDADE E REENCARNAÇÃO


Quando iniciei minhas investigações sobre o Fenômeno UFO, por volta de 1975, depois de vários anos dedicados à leitura do que de mais significativo existia sobre a presença extraterrestre em nosso passado histórico, pré-histórico e no presente, não poderia imaginar – apesar de já ter uma certa intuição sobre a existência de uma ligação entre a própria origem de nossa humanidade e os alienígenas que nos visitam – que mergulharia em níveis tão abstratos ou imateriais de pesquisa. As lembranças mais antigas de minha infância estão ligadas ao meu interesse pela realidade da vida extraterrestre, e não seria exagero dizer que minha vida e meu envolvimento com o assunto fazem parte de uma única realidade – coisa que não é um privilégio meu. De uma maneira ou outra, com particularidades pessoais, esse interesse e a necessidade de envolvimento com a questão, de forma ainda inexplicável, faz parte da realidade de muitas pessoas.

Tenho consciência de que já realizei em termos pessoais e em conjunto com outros companheiros para a divulgação da realidade do fenômeno UFO. Posso dizer que tenho orgulho de fazer parte de um grupo de pessoas que, de uma maneira ou de outra, foi responsável por expressiva parcela do que foi produzido nas últimas décadas dentro da Ufologia Brasileira. Mas se muito já conseguimos realizar, não tenho a menor dúvida, como muitos dos leitores, que na verdade demos apenas os primeiros passos na direção de uma realidade que será capaz de modificar nosso mundo – cujo destino é tão incerto -, em algo que faça mais sentido. O estabelecimento definitivo e em larga escala da existência de vida extraterrestre, das ligações do Fenômeno UFO com nossas grandes religiões, da percepção de nosso relacionamento com algumas das raças extraplanetárias que ainda hoje nos visitam e, sobretudo, da realidade espiritual do homem e do próprio universo, cedo ou tarde serão os agentes dessa transformação.

Já usamos a Ufologia na busca de nossas verdadeiras origens materiais e chegou o momento de mergulharmos no mundo espiritual. Com certeza, ao fazermos isso, estaremos penetrando em um terreno perigoso, pois esta área foi, por muitas vezes, alvo de mistificadores e pessoas desequilibradas. No entanto, ao escrever meu ultimo livro, “Ufos, Espiritualidade e Reencarnação [Editora do Conhecimento, 2004]”- o que realizei como um exercício definitivo de liberdade em busca do sentido maior de nossa natureza e existência – evidentemente tive que deixar de lado esse tipo de preocupação. Em primeiro lugar, devo ressaltar que minhas idéias e percepções sobre a realidade espiritual do homem e do universo não são fruto de uma visão religiosa ou mística, mas está alicerçada no mundo real, aquele que está emergindo inclusive de experimentos relacionados à física quântica e – por que não dizer? – das informações e experiências relacionadas aos contatos com representantes das civilizações alienígenas que nos visitam na atualidade e acompanham nossa humanidade desde as mais remotas eras.

UMA VIAGEM ESPECIAL_
Ao longo de minha vida, praticamente desde a infância, sempre senti que fazia parte de alguma coisa especial e que de certa forma tinha algo a realizar. Apesar de nunca ter me considerado um espírita, convivi com muitas pessoas desta linha filosófica, e algumas vezes recebi mensagens através delas, as quais reforçavam minhas percepções. Esta é uma revelação que pode chocar alguns dos leitores, mas que precisa ser feita. Apesar de ter recebido vários relatos dos ouvintes de minhas palestras alegando a presença de entidades ou seres não humanos nos ambientes em que as realizei – geralmente os chamados “Grays” [Cinzas], aqueles de baixa estatura, pele cinza, cabeças volumosas e olhos negros -, em momento algum fui contatado telepaticamente por eles ou tive alguma indicação de que buscavam alguma comunicação direta comigo, pelo menos de maneira objetiva. Mas não foram pouco os momentos em que realmente senti a presença de alguma coisa muito forte, ou mesmo de alguém, que de uma maneira ou outra parecia apoiar meu trabalho e até mesmo dirigi-lo, criando um rumo para minhas buscas.

Como muitas das pessoas que hoje têm o privilégio de estarem encarnadas neste momento especial de nossa trajetória planetária, vivenciei momentos em que nada parecia fazer sentido - até minha própria atuação na área da Ufologia parecia não ter muita importância. Hoje percebo com maior clareza, justamente no momento em que escrevo estas linhas, que a origem dessas crises existenciais sempre estiveram associadas a um processo de afastamento daquilo que escolhi há muito como objetivo de minha vida. Um momento a ser descrito ocorreu no início de 2003, quando passei por uma dessas crises – da qual, sinceramente, não via como sair nem como a ela reagir. Na manhã do dia 08 daquele mês, uma terça-feira, viajei de carro para a cidade de Belo Horizonte, onde lançaria meu livro anterior, “Contato Final – O Dia do Reencontro” [Coleção Biblioteca UFO/203]. Falando claramente, publicar tal obra naqueles dias não passava de um compromisso como outro qualquer. Mas alguma coisa mudaria essa situação.

Após a conferencia de lançamento e a sessão de autógrafos que se seguiu, resolvi que retornaria imediatamente para Conservadoria[RJ], onde resido, e saí da cidade dirigindo por volta das 23h00. Poderia ter pernoitado em Belo Horizonte e aguardado a manhã seguinte para regressar. Mas como normalmente não sinto sono à noite, mesmo após proferir uma palestra, decidi retornar naquele mesmo instante. Chego a ter dificuldade de dormir nas noites em que realizo minhas conferências, mas não estava mensurando, naquela noite de lançamento do livro, o cansaço físico que tinha acumulado nas últimas semanas, a partir de todo desgaste emocional que vinha passando em função das crises mencionadas.

DIRIGINDO NA CONTRAMÃO_ As primeiras horas da viagem passaram sem maiores problemas. Mas por volta das 04h00 do dia seguinte, exausto, acabei pegando no sono ao volante e somente acordei dirigindo a cerca de 100 km/h na contramão, em uma grande reta existente na rodovia BR-393. Não posso ter certeza, mas acredito ter fechado os olhos por pouco tempo – quase o suficiente para causar um acidente que me mataria e talvez a outros motoristas. Apesar de nunca ter tido tendência suicida, lembro-me perfeitamente do meu primeiro pensamento ao acordar. Se tudo tivesse acabado naquela estrada, meu desaparecimento não faria muita diferença, pensei por um instante. Mas, em seguida, voltei meu pensamento para minha filha, minha mãe e- por que não dizer – na mulher que ainda hoje amo, e procurei um lugar para parar o carro, tomar um café, descansar uns minutos e seguir viagem.

Depois de dirigir por mais 30 minutos,finalmente consegui achar um posto aberto. Entrei, tomei um copo de café e comi alguma coisa. Naquele momento, ainda de certa insanidade, julguei que já estava pronto para voltar ao volante e dirigir até minha residência.

A estrada continuava deserta, mas felizmente havia parado de chover. Talvez nunca tenha me sentido tão sozinho quanto naquela viagem. Algo estava realmente errado. De uma maneira inexplicável – simplesmente não sei como e nem quando – passei pela cidade de Vassouras, no interior do Rio de Janeiro, a apenas alguns minutos de minha casa. Quando me dei conta, já estava chegando a um trecho bem conhecido, o trevo da Barra do Piraí, de onde parte a estrada que leva a Conservatória. Quilômetro após quilômetro, percebi que estava cada vez mais perto do lar e da segurança que ela oferece. Mas quase no final da descida de uma serra, a cerca de apenas 3km de minha residência, adormeci de maneira definitiva ao volante. Desta vez, o carro passou por cima do meio-fio e saiu da estrada em direção a um barranco. Quando acordei, percebi que o veículo estava ainda em movimento, deslizando com a roda dianteira esquerda presa numa canaleta de escoamento de água lateral à pista.

Após acordar, com um enorme susto, vi o automóvel ainda percorrer cerca de 50 m preso ao trilho que o segurava e impedia de tornar aquele um desastre ainda maior. O carro ia batendo no barranco, nos pontos onde este chegava mais próximo da estrada. Não sofri um arranhão sequer, e quando cheguei em casa, com o próprio carro – depois dele ter sido recolocado na estrada com a ajuda de conhecidos que passavam pelo local-, fui deitar sem refletir sobre tudo o que havia ocorrido naquela noite. Em determinado momento, minha mãe entrou no quarto e, vendo que eu não estava dormindo, disse que não sabia em quem ou no quê eu acreditava, mas que deveria agradecer por estar vivo e ileso de duas quase tragédias durante a fatídica viagem. Nos dias que se seguiram comecei a perceber que, por mais que aquela estrada me parecesse deserta, em nenhum momento eu estivera sozinho. Essa reflexão teria imensa importância em minha vida, como descobrira logo após.

MÉDIUM ESPÍRITA_
Dias depois desses acontecimentos fui à cidade do Rio de Janeiro a negócios e, após a formulação de rotinas de trabalho do meu projeto “Contato” – que, sem duvida, começou a nascer durante aquela viagem -,encontrei-me com o ufólogo e biólogo Orlando de Souza Barbosa Júnior, num bar situado no bairro da Tijuca, para discutir com ele minhas novas idéias. Estavam presentes nessa reunião informal, além do próprio, um amigo do pesquisador, que vim saber depois que era médium de um centro espírita próximo, e o pesquisador Renato Travassos, do meu grupo, a Associação Fluminense de Estudos Ufológicos [AFEU]. Quando comecei a contar ao grupo o que tinha acontecido naquela noite, me referindo especificamente à batida com o carro no barranco próximo da casa, o médium me interrompeu. Fez menção à presença de um ‘gray’ que, segundo ele, estaria ali próximo de nós, num outro nível dimensional.

Em seguida, de maneira surpreendente, o rapaz revelou todos os detalhes ocorridos durante a viagem, fazendo menção inclusive ao primeiro momento em que eu havia dormido. Após isso, descreveu geograficamente e com precisão o local onde eu tinha adormecido pela segunda vez, levando o carro a colidir com o já referido barranco. Para finalizar, o médium, se dar qualquer explicação da origem das informações que estava passando, revelou ainda que eu havia sido poupado – pois ‘tinha ainda algo de importante a realizar’, segundo disse. Posso dizer francamente que comecei a nascer novamente naquela noite, e principalmente a assumir totalmente aquilo que considero como uma das minhas maiores responsabilidades nesta vida. Quando isso aconteceu, senti que havia chegado o momento de alargar minha percepção da realidade, do universo e até mesmo da própria natureza humana - e senti que precisava repartir isso com mais pessoas.

Experiências profundas como esta nos levam a muitas conclusões. Um delas, até anterior aos fatos narrados, é a de que quanto mais nossa ciência avança em suas tentativas de compreender aquilo que os instrumentos de nossa limitada tecnologia nos permitem observar, mais nos aproximamos da constatação de algo realmente transcendente - e não mensurável em termos físicos. Seria na realidade a força inspiradora de tudo aquilo que podemos visualizar através de nossos telescópios ou detectar através de ouros instrumentos, nos vários níveis do espectro eletromagnético.

Essa realidade já vinha sendo revelada há muitas décadas por cientistas como Albert Einstein. Max Planck e tantos outros que os seguiram. Planck, por exemplo, muitas décadas atrás, já dizia:

“ Como uma pessoa que dedicou toda sua vida à ciência mais exata, aquela que estuda a matéria não posso ser acusado de tendências místicas. Por isso lhes digo que toda a matéria somente surge e existe por meio de uma força que faz as partículas atômicas vibrarem, conservando-as como sistemas estelares em miniatura, o átomo.”

INVISÍVEL AO OLHO HUMANO_ Planck, apesar de garantir, na mesma afirmação, que não tinha tendências místicas, encerrou seu pensamento de forma no mínimo incomum:

“Suspeito que por trás desta força há um espírito consciente e inteligente. Este espírito é a origem de toda a matéria”.~

Não é minha pretensão negar os avanços já realizados na busca da origem do nosso universo e de uma melhor compreensão de sua natureza, mas precisamos ter em mente que estivemos até o momento apenas olhando um reflexo dele, no máximo algo resultante da interação e existência de outros níveis de realidade. A visão materialista ou mecanicista do universo deixou há muito tempo de fazer sentido.

Na mais ínfima partícula subatômica, em cada um de nós, nos planetas de nosso Sistema Solar ou nas estrelas das galáxias mais distantes, podemos encontrar – se soubermos realmente enxergar – os sinais da existência de algo transcendente, que une tudo e a todos nós de uma maneira muito especial. É uma forma de inteligência, um espírito que permeia tudo e que na verdade é tudo, já que nada existe, se organiza ou se estrutura sem a sua existência e presença. Assim, o espírito consciente e inteligente de Planck nos permite ver um sentido maior em qualquer forma de individualização, seja em nosso universo ou em qualquer outro, como prescreve a física quântica. Em 1982, o físico francês Alain Aspect constatou de maneira definitiva esta realidade, mostrando, por exemplo, que existe uma inexplicável correlação entre dois fótons ou dois “grãos de luz” que se afastam um do outro em direções opostas. Toda vez que se modifica a polaridade de um dos dois fótons, o outro parece imediatamente ‘saber’ o que aconteceu com seu ‘companheiro’, e sofre instantaneamente a mesma alteração de polaridade.

Qual seria a explicação para este fenômeno em termos físicos?

ð A primeira delas supõe que o fóton ‘A’ de alguma maneira ‘informaria’ o que se passa ao fóton ‘B’ graças a um sinal que vai de um ao outro num velocidade superior à da luz. Apesar de ter conseguido alguma adesão, esta interpretação para o fenômeno hoje já não é tão bem considerada. A maioria dos cientistas da atualidade prefere acatar como explicação aquilo que o físico Niels Bohr chamava de ‘indivisibilidade do quantum de ação’, ou ainda,’inseparabilidade da experiência quântica’. Falando claramente, apesar de separados por bilhões de quilômetros, os dois fótons continuam fazendo parte de uma única realidade. O que acontece a um deles, de uma maneira ou outra, passa a fazer parte do ‘conhecimento’ e ‘memória’ do outro. Em minha visão pessoal, passa a fazer parte da memória da grande estrutura que chamamos universo.

Exemplos deste tipo podem ser encontrados noutras áreas de nosso conhecimento, com nomes e terminologias distintas, onde a mesma realidade vem sendo apresentada por aqueles que conseguem enxergar um pouco além da materialidade das coisas, deixando de lado noções incapazes de explicar os fenômenos básicos ligados à evolução da matéria e da própria vida. Um destes investigadores de vanguarda é Rupert Sheldrake, bioquímico da Universidade de Cambridge, autor dos livros ”A New Science of Life” [Uma Nova Ciência da Vida, 1981] e “The Presence of The Past” [A Presença do Passado, 1988], e criador da idéia da “RESSONÂNCIA MÓRFICA”. Sheldrake defende a existência de sistemas auto-organizadores em todos os níveis de complexidade possíveis, incluindo moléculas, cristais, células, tecidos, organismos e sociedades de organismos. Para ele, a partir do surgimento de um determinado padrão de organização – seja em níveis físico-químicos, biológicos ou mesmo comportamentais, dentro de sociedades de organismos vivos -, estes padrões tendem a ser repetidos através do que se chama ‘ressonância mórfica’, uma espécie de memória preservada que passa a interferir e a gerir os fenômenos, inclusive em níveis cósmicos.

CRIAR NOVAS SUBSTÂNCIAS_ Este autor apresenta uma série de exemplos que parecem confirmar as idéias de Sheldrake. Entre eles podemos citar um fato bem conhecido nos meios acadêmicos, relativo às dificuldades encontradas inicialmente nas tentativas de se criar novas substancias, mas que, a partir do primeiro sucesso, como que insolitamente, desencadeiam e permitem a pesquisadores em diferentes partes do mundo repetirem a proeza - e eles conseguem cristalizar os novos produtos com facilidade. Sheldrake chegou a perceber que determinados padrões de comportamento de sociedades de insetos e animais desenvolvidos num específico momento histórico passam a ser duplicados por outros grupos similares, também em partes distintas do planeta, sem que haja qualquer forma de contato físico. A festejada idéia da memória genética não elucida casos desse tipo, e certamente a explicação é algo mais transcendente e relacionado à própria natureza da vida e do universo.

Todas as tentativas feitas em vários momentos de nossa história de separar o homem do universo, como se este último fosse algo criado para ele, dentro de conceituações supostamente cientificas, evidentemente carecem de uma base da realidade – por mais que a verdadeira realidade possa nos parecer cada vez mais um sonho, algo que ainda nos escapa. No universo real mostrado pela física quântica, mais místico do que qualquer noção idealizada pelos visionários e religiosos, um simples observador altera e interfere leis matemáticas e estatísticas.

Neste universo - digamos – “irreal”, os sinais de um espírito inteligente e de uma consciência que a tudo permeia estão por toda parte.

Para alguns físicos, as partículas elementares, antes de serem objetos definidos, são na realidade o resultado, sempre provisório, de interações incessantes entre campos imateriais.

Assim, antes de aceitarmos o acaso como explicação para aquilo que não conseguimos entender numa visão materialista – e não estou falando apenas da chamada matéria inerte, mas vislumbrando os grandes problemas da origem da vida e sua evolução -, temos que perceber e buscar outras respostas, por mais que possam ser consideradas místicas ou não-cientificas numa visão superficial. Da mesma maneira que as condições geradoras do ‘Big Bang’ teriam surgido por acaso, o salto da evolução química para a biológica ainda é alicerçado de ‘milagres’, na falta de um termo melhor. Leis químicas e físicas tiveram que ser vencidas para que tal salto ocorresse, e estou certo de que o acaso também não foi o agente inspirador. O próprio universo material, em sua estruturação, está alicerçado num número razoável de constantes, e teria bastado uma ínfima variação nos valores de apenas uma delas para que ele não existisse.

Um bom exemplo disso foi a densidade inicial do universo, crítica no seu processo de formação. Existe uma programação estabelecida que faz com que este continue em busca de estágios maiores de complexidade e consciência. Não podemos continuar a admitir que foi por acaso que surgiu a base da vida, o chamado DNA ou os primeiros organismos unicelulares. Uma célula possui 20 aminoácidos, cuja função depende de cerca de 2 mil enzimas específicas. Os biólogos chegaram à conclusão de que as possibilidades deste vasto número de enzimas se aproximarem de modo ordenado, até darem origem a um organismo unicelular. É um número da ordem de 10, seguido de mil zeros contra um. Ou seja, algo não mensurável.

MISTERIOSA ORIGEM DA VIDA_ O prêmio Nobel Francis Crick, descobridor da estrutura molecular do DNA, chegou a firmar que "um homem sensato, armado de todo o saber à sua disposição,teria a obrigação de afirmar que a origem da vida parece um milagre, tantas são as condições que precisaria reunir para viabilizá-la”. Mas, apesar disso, tais condições acabaram por ser criadas nos pontos onde a vida surgiu de início no universo, e em seguida se espalhou através do fenômeno conhecido como RESSONÂNCIA MÓRFICA, se quisermos utilizar a terminologia empregada por Sheldrake. A vida parece fazer parte do próprio processo evolutivo do universo, que, entretanto, seria gerenciado pela mesma consciência e inteligência que emerge de outro nível de existência, do qual nossos espíritos parecem ser células, atuando para sua evolução.

Em cada um de nós estão a memória e a consciência deste universo, até porque estamos encarnando em níveis progressivamente superiores de consciência desde os primeiros momentos que sucederam o Big Bang. Falando mais claramente, nossas primeiras vida no mundo material – ou encarnações - estão associadas às primeiras partículas elementares que surgiram após a grande explosão, que mais tarde formariam os átomos. Mas também somos responsáveis pela criação de novos padrões que, ao serem desenvolvidos, passam a fazer parte desta ‘memória’ maior, gerando a evolução. Existimos para isso. Mas temos que ter em mente que, por mais que o Cosmos permita este nível de individualização, continuaremos a fazer parte de um todo em um amplo e eterno processo de interação.

Somos o universo e este é cada um de nós.

Nessa visão do universo uma série de fenômenos pode ganhar nova interpretação e explicação. O processo de troca de informações entre partículas ou células dessa estrutura tem que ser inspirado nos mesmos princípios, tanto entre si como com a totalidade.

Diante dessa proposta, qual seria a diferença entre a telepatia dos fotos e a que existe entre qualquer um de nós? Ou mesmo entre representantes das avançadas civilizações extraterrestres que nos contatam e membros de nossa humanidade? Em minha visão, simplesmente nenhuma.

Quando qualquer um de nós estabelece alguma espécie de vínculo mental ou telepático com os seres alienígenas, geralmente por interferência dos últimos, o contato que está sendo estabelecido é na verdade entre duas partes ou partículas da mesma estrutura -, ser, entidade ou do próprio Cosmos. É importante que se ressalte que este vinculo acontece no nível da ‘matéria’ espiritual, da essência básica responsável, como já declaramos, pela própria estruturação física do universo.

PROCESSOS DE INCORPORAÇÃO_ Fenômenos como a mediunidade, processo de incorporação, curas através da fé e mesmo as chamadas cirurgias espirituais fazem parte dessa realidade, sem que tenhamos que recorrer a qualquer crença. Pelo contrário, existe uma lógica nestes fenômenos, frente a própria natureza do universo. Se a realidade de um fenômeno – ou a existência de qualquer coisa – possui um vínculo com um simples observador, como prescreve a própria teoria quântica,quais seriam os limites para as partículas, células, entidades ou seres, que já possuem níveis de consciência superior? O que não poderiam realizar manipulando a própria base de estruturação do universo? Este é o grande salto que nossa ciência dará cedo ou tarde. É necessário que a humanidade terrestre mergulhe noutros níveis de realidade, o que certamente acontecerá através do espírito – como foi revelado em alguns dos casos mais importantes da Ufologia, tais como as experiências mantidas pelo general Alfredo Moacyr de Mendonça Uchoa e seu grupo, no município de Alexânia [GO], e os contatos da norte-americana Betty Andreasson.

A “dimensão espiritual” que nos é mostrada através dos contatos ufológicos não pode continuar a ser negada por aqueles que se dizem “sérios” em nossa área – os chamados ufólogos científicos -deixando o assunto para pessoas que algumas vezes só trazem descrença para este outro espectro da realidade. Nossa sociedade planetária vem sendo alvo de um acompanhamento por parte de várias civilizações extraterrestres desde seu estabelecimento no planeta. Existe um grupo delas, como já demonstramos em nossos livros, que seria responsável por nossa própria presença no planeta, segundo informações que transmitiram aqueles que já o contataram. Na verdade, já sabemos, seríamos descendentes deles, resultantes de um processo de colonização que teria ocorrido na Terra. Ainda segundo essas mesmas informações, em determinado momento de nosso passado remoto, devido ao aumento da atividade solar, a raça aqui implantada por seres extraterrestres teria sido totalmente destruída.

Os poucos sobreviventes desse processo acabaram por gerar uma descendência degenerada dos colonizadores, em termos biológicos, a partir de uma série de mutações genéticas. Após o momento que chamo de queda do homem, depois do Sol voltar a um estágio de equilíbrio, aquelas civilizações responsáveis por nossa presença no planeta iniciaram outro processo, desta vez de intervenção genética nos descendentes degenerados do cataclismo, visando sua recuperação biológica e a restauração de nossa humanidade, que ainda hoje está em curso.

CONTATOS RECORRENTES_ Os aliens chamados grays, que ainda são tidos por alguns pesquisadores como representantes do aspecto negativo do fenômeno ufológico, a partir de uma visão superficial e simplista, parecem desempenhar um papel fundamental neste processo de restabelecimento de nossa raça, justamente sob o comando daqueles seres cujas civilizações estão relacionadas à nossa origem. Pesquisas em andamento revelam que tais seres estão interferindo em nossa evolução através de contatos recorrentes com humanos, que acontecem ainda em sua infância e se estendem pelo resto de suas vidas. Desde o passado remoto de nossa civilização, os ETs parecem ter selecionado determinadas linhagens humanas para serem o objeto de um experimento genético em larga escala, visando o restabelecimento biológico da humanidade terrestre. O contato que esses seres fazem conosco passa de geração em geração, junto com nosso material genético, herdado em sucessivas encarnações. As técnicas de hipnose empregadas em abduzidos revelam que pelo menos um dos pais de cada pessoa seqüestrada por esses seres, em nosso tempo, já vinha passando por este processo, como também um dos descendentes vivenciará esta realidade.

Mas estamos apenas no limiar de conhecer as implicações desses contatos, pois o acompanhamento exercido pelos grays em relação à evolução de nossa humanidade não se esgota nos parâmetros físicos de nossa existência. Muitos abduzidos foram levados a bordo de naves alienígenas para perceberem essa nova ‘realidade espiritual’ e tiveram oportunidade, de maneira surpreendente, de observar cenas de suas vidas passadas, outras encarnações, numa espécie de tela de tevê ou de cinema. O componente espiritual da mensagem trazida por esses seres foi ficando cada vez mais evidente com o passar dos anos. As próprias hipnoses passaram a indicar que os abduzidos de nosso tempo já vinham passando por esse processo em encarnações anteriores.

Os seres extraterrestres que nos visitam querem nos mostrar algo transcendente. Querem que saibamos que somos seres multidimensionais, como o próprio universo. Estamos sendo preparados para um processo de reintegração a uma espécie de comunidade cósmica da qual nos afastamos no passado, mas é necessário que a humanidade desperte para sua realidade espiritual. Dentro de pouco tempo, a partir de suas intervenções em nossa estrutura genética estaremos gerando corpos que não mais se limitarão às lembranças de nossas vidas pregressas, nossas outras encarnações, mas sobretudo às memórias de nossa casa, a matriz espiritual do universo.
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[Texto de Marco Antonio Pettit]

14 de dez. de 2009

FANATISMO_ UMA CHAGA NA HISTÓRIA


A expressão do título é um reducionismo, pois a História comporta mais de uma chaga. Porém, a tendência humana ou de parte significativa da Humanidade em não admitir o que lhe é diferente tem sido uma causa constante dos conflitos que ela viveu e, infelizmente, ainda vive.

Diferentemente do que o ideólogo da direita norte-americana Samuel P. Huntington propõe em seu execrável livro ‘O choque de civilizações[1]’, no qual divide o mundo em blocos de culturas imiscíveis, portanto fadadas ao confronto, a própria e velha História nos demonstra que houve mais interações e trocas entre os homens do que a recíproca exclusão. O maniqueísmo desse autor revela, antes de tudo, uma leitura bastante simplista e preconceituosa da realidade. Ao invés de propor e lançar luzes de entendimento e de tolerância, propõe e lança sementes da discórdia e do confronto.

É preferível ouvir outras vozes, como a de um israelense que nasceu e vive em meio a um mar de intolerância, AMÓS OZ. Ou como a de um palestino que, em lado oposto do mesmo mar, fez de sua vida uma construção de pontes de entendimento e não uma fenda de barreiras, EDWARD SAID.

AMÓS OZ, em seu livro ‘Contra o Fanatismo’, resultado de três conferências que proferiu na Universidade de Tübingen, na Alemanha, em 2002, nos ensina:

“ A crise atual no mundo – no Oriente Médio, em Israel, na Palestina – não diz respeito aos valores do Islã. Não diz respeito de jeito algum à mentalidade dos árabes, como querem alguns racistas. Diz respeito à luta antiga entre fanatismo e pragmatismo. Entre fanatismo e pluralismo. Entre fanatismo e tolerância. O 11 de setembro não tem a ver nem mesmo com a questão de se a América é boa ou má, se o capitalismo é ameaçador ou transparente, se a globalização deveria cessar ou não. Diz respeito, isto sim, a uma reivindicação típica dos fanáticos: se julgo algo mau, elimino-o, junto com seus vizinhos. O fanatismo é mais antigo que o Islã, mais velho que o cristianismo, que o judaísmo, que qualquer estado, governo ou sistema político, que qualquer ideologia ou fé no mundo. O fanatismo é, infelizmente, um comportamento onipresente da natureza humana, um gene do mal, se quiserem chamá-lo dessa forma. Pessoas que explodem clínicas de aborto nos Estados Unidos, que queimam mesquitas e sinagogas na Alemanha diferem de Bin Laden apenas em escala, mas não na natureza de seus crimes[2].”


O palestino-americano EDWARD SAID, em entrevista à revista brasileira Veja, quando perguntado se gostava da expressão “choque de civilizações”, assim se referiu:

”[...]Essa expressão foi posta para circular pelo cientista político americano Samuel Huntington, apoiando-se num artigo de Bernard Lewis, especialista famoso no Oriente Médio por seu menosprezo pelas pessoas que lá vivem. São inúmeros os seus problemas. Para começar, ela trata as civilizações como se fossem entidades fechadas, lacradas, alheias a qualquer tipo de troca. E isso é tudo o que as civilizações não são, pos elas se forjam na inter-relação e na fertilização mútua. Em segundo lugar, a imagem que Huntington faz das civilizações encobre o fato de que elas não são inteiramente monolíticas – que também estão crivadas de contradições, de correntes e contracorrentes que as animam. Por fim, a idéia de choque de civilizações tem um aspecto caricatural muito nocivo, como se enormes entidades chamadas “Ocidentes” e “Islã” estivessem em um ringue, lutando para ver qual é a melhor. Essa imagem das civilizações exibindo seus músculos uma para outra, como Brutus e Popeye no desenho animado, é de uma infantilidade atroz[3].”

O fanatismo é um elemento comum às três principais religiões monoteístas:
=> o cristianismo;
=> o islamismo;
* [derivadas ambas de sua matriz original]; e o
=> judaísmo.

É um fenômeno, portanto, a princípio, religioso; porém, no mundo moderno, trasladou-se para a política. Esse fato representa uma profunda contradição, pois a principal característica da modernidade é a de ter um projeto secular, quer dizer, leigo ou laicizante, ao qual Max Weber denominou, brilhantemente, de “desencantamento do mundo”.

A separação entre Estado e religião é o principal elemento das instituições democráticas modernas. Quando essas instituições se juntam, a carga explosiva se recompõe, pois todo o Estado religioso tende a não respeitar os direitos das minorias, quer dizer, dos que vivem e professam crenças diferentes. Por exemplo, o discurso de GEOGE W. BUSH – em seu maniqueísmo de estabelecer uma luta entre o Bem e o Mal - nega a própria essência da democracia americana, uma vez que os Estados Unidos da América foram, justamente, a primeira nação a declarar-se lega, justamente para garantir os direitos dos que são diferentes e pensam diferentemente. Sem isso, a democracia não se sustenta. Vejamos alguns exemplo, no âmbito das três principais religiões monoteístas.

O EXTREMISMO JUDEU_
Pela sua própria e conturbada história, diferentemente das que dela derivaram – o cristianismo e o islamismo -, a religião judaica nunca foi proselitista. O número de seus adpetos não é elevado. É uma escassa minoria se comparada às outras duas que o são. Além disso, os judeus sofreram perseguições e extermínios ao longo dos tempos, culminando com o Holocausto Nazista, quando cerca de 6 milhões deles foram trucidados.

Apesar disso, o judaísmo comporta inúmeras divisões internas, seja por razões de pratica religiosa, seja por opções políticas de seus membros. Impressiona o fato de os judeus terem vivido uma diáspora que durou perto de 2 mil anos e terem mantido a sua identidade, mesmo espalhados em comunidades que lhes eram estranhas e os estranhavam.

A partir de uma tendência moderada que, justamente, recebeu a denominação “do meio”, surgiu o Movimento Conservador no final do século XIX, nos Estado Unidos. Pretendeu ser um meio-termo entre a “esquerda” religiosa do movimento reformista e a “direita” representada pela ortodoxia. O termo “conservador” presta-se a uma confusão, uma vez que não necessariamente os seus membros o sejam. Mais ainda quando recebeu outra denominação de judaísmo “Masorti” [termo hebraico para “tradicional”]. Na verdade, com intenção aglutinadora, uma vez que afirmava compromissos com as leis e os costumes judaicos tradicionais, mas sem nenhuma leitura fundamentalista, pretendia uma relação aberta e positiva frente à cultura moderna, conciliando métodos rabínicos tradicionais com científicos modernos. Deriva do judaísmo histórico-positivo, fundando pelo rabino Zecharias Frankel em meados do século XIX, em Breslau, na Alemanha.

À margem das questões meramente religiosas, um movimento eminentemente político, fundando na idéia de recriação de uma pátria judaica, chamado MOVIMENTO SIONISTA e criado pelo jornalista Theodor Herzl, em 1895, não encontrou força moderadora. Cindiu-se, desde o principio, em facções de ‘esquerda’, auto-proclamadas de socialistas, defensoras da convivência pacifica com as populações árabes-palestinas, e de ‘direita’, avessas a qualquer forma de entendimento e tendentes ao exclusivismo.

O moderno Estado de Israel reflete bem isso. Alternam-se forças políticas e religiosas que revelam ora uma busca de entendimento ora uma declarada segregação da população palestina. O primeiro ministro Ariel Sharon concretizou, literal e infelizmente, a última opção, mandando construir uma gigantesca muralha que está ‘encapsulando’ a região da Cisjordânia. A construção do muro é a marca visível da intolerância recíproca, mas que marca, pelo lado de Israel, a vitória de suas forças mais retrógradas e intransigentes. A amarga ironia é que foi feita pelo povo que, desde a Antigüidade, tem sido o propagador do humanismo radical.


O FUNDAMENTALISMO PROTESTANTE_
Os diferentes grupos batistas do sul dos Estados Unidos produziram, desde meados do século XIX, um forte movimento reacionário que consiste em uma leitura literal do texto bíblico. Aliás, não é qualquer tradução da Bíblia, mas sim a clássica tradução para a língua inglesa, feita por Rei James [The King James Bible]. Nela, indicavam-se, claramente, os ‘servos de Satanás’, o racionalismo alemão, o evolucionismo de Darwin e a critica textual de Westcott e Hort, que deviam ser rechaçados.

Elaboram-se, então, os 5 pontos iniciais do fundamentalismo [sendo, para o que nos interessa, o primeiro o mais importante]> a inerrância, a infabilidade, a suficiência, a inspiração e a preservação da Bíblia [na versão King James, é claro]~.

No sitio eletrônico da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, versão em português do sitio eletrônico da Igreja Batista estadunidense, há uma citação sem indicação de fonte que diz:

“Entre 1875 e 1914, o fundamentalismo, que nada mais é do que a crença na Bíblia e a pregação do cristianismo autêntico, cresceu em várias localidades espalhadas como ensinos e pregações ortodoxas, ao invés de um movimento organizado. Institutos Bíblicos, como o fundado em Chicago em 1886 por Dwight L. Moody, floresciam restabelecendo ensinos ortodoxos que haviam sido obscurecidos por escolas apóstatas, como Harvard, Yale e Princeton, contaminadas pelos hereges racionalistas alemães. [...] O movimento fundamentalista tem ligação indissolúvel com o dispensacionalismo, odiado pelos liberais que alegorizavam a Bíblia.[4].”

De onde vem, portanto, a denominação desse movimento religioso anti-moderno e irracional?

Eles mesmos explicam:

“ O mais notável projeto foi o famoso The Fundamentals [Os Fundamentos], lançado em Los Angeles por dois empresários crentes chamados Lyman e Milton Stewart. Esse empreendimento consistiu em 12 volumes publicados entre 1910 e 1915, com 90 artigos sobre a Bíblia e assuntos correlatos. Cerca de 3 milhões de cópias foram impressas e estão disponíveis até hoje com uma excelente referência sobre a defesa da fé cristã.”

Para muitos e importantes lideres batistas, as maiores polêmica políticas a que se deve dar uma ‘resposta cristã’ referem-se a questões como a homossexualidade, o aborto, o feminismo, a inerrância bíblica e a não-aceitação da historicidade das narrativas bíblicas. Não é difícil deduzir a quem se refere o escritor AMÓS OZ, no texto citado acima, sobre ‘pessoas que explodem clinicas de aborto nos Estados Unidos[...].

Há informações seguras de que o presidente norte-americano George W. Bush abandonou o alcoolismo freqüentando igrejas batistas do Texas [...]. Não seria melhor que ele continuasse a beber os seus drinques?


O INTEGRISMO CATÓLICO_
Instituição dominante em toda a Idade Média européia, demasiado influente nos tempos modernos, embora acossada por pressões religiosas e políticas desde a reforma protestante [1517], não causa nenhuma admiração o fato de a Igreja Católica alinhar-se, quase sempre, à tradição e a movimentos conservadores, quando não, reacionários. O embate, no entanto, tornou-se inevitável.

O avanço da secularização, levado a cabo pelas transformações econômicas e sociais, fatalmente desaguariam, como desaguaram, na política. Os teóricos políticos modernos, desde Maquiavel até os constitucionalistas americanos e os iluministas franceses, irão propor a dessacralização, ou seja, a separação entre política e religião, fato consumado, por exemplo, na fundação dos Estados Unidos da América, o primeiro Estado leigo da História.

O racionalismo moderno irá desencadear uma torrente de transformações cientificas e tecnológicas, consumadas na Revolução Industrial. Tanto que, desde Saint-Simon, o termo ‘revolução’ ganhou outro significado. Ao invés de indicar ‘o retorno de um corpo ao seu ponto de partida’, passou a significar ‘transformação’, e uma transformação visível, uma vez que elementos da natureza ganharam novas e inusitadas formas. É claro que as explicações transcendentes, míticas e até mesmo religiosas sofreram forte abalo.

Na segunda metade do século XIX, quando a aceleração histórica se acentuou, surgiram movimentos reacionários, anti-modernos e anti-modernistas. Foi nesse contexto que surgiu o chamado ‘integrismo católico’, que dividiu e ainda divide a maior religião cristã.

O Pe. Charles Antoine relembra as origens do movimento:

“O aparecimento de um catolicismo ’moderno’, desejoso de conciliar as exigências do intelecto com os dados da fé, resultou no nascimento de um catolicismo ‘integral’, decidido a nada deixar perder-se dos seus valores tradicionais; melhor ainda, desejoso de provar que o catolicismo – e só ele – é capaz de formar o fermento regenerador da sociedade como tal. Os pronunciamentos de Pio IX e de Pio X, em favor da imutabilidade, intangibilidade e integralidade do catolicismo, concorreram, indubitavelmente, para aguçar a crise modernista [5].

A divisão entre os que propunham uma atualização modernizadora e os tradicionalistas se fez desde então. Naquele contexto histórico, acontecia o fim da soberania temporal do papado. A Unificação da Itália [1870] provocou o desaparecimento dos Estados Pontifícios, com a conseqüente perda dos territórios eclesiais. O rompimento entre o novo Estado italiano e a Igreja só terminou com a assinatura do Tratado de Latrão [1929], entre o líder fascista Benito Mussolini e o Papa Pio XI, quando foi criado o Estado do Vaticano.

A fenda aberta naquela ocasião ainda não foi fechada. De um lado, os que propunham maior inclusão da Igreja nas questões sociais, abrindo espaços para maior atuação dos leigos, e os que se aferravam nos primados espirituais e expunham as conotações evidentes dos termos: o que se entendia por ‘social’ sacudia a tutela teológica, e ‘integral’ pressupunha um fechamento da doutrina tradicional. Os efeitos políticos não tardaram. Eclodiram movimentos de tendência transformadora e revolucionária e outros, marcadamente conservadores e até fascistóides, como foi o caso da Ação Francesa, liderada pelo fanático Charles Maurras.

No Brasil, as correntes conservadoras dominaram os movimentos da Igreja Católica, desde quando um intelectual como Jackson de Figueiredo, em 1919, lançou um movimento de regeneração que contou com importantes figuras da intelectualidade nacional, sobretudo depois da criação do Centro Dom Vital, em 1922. Dois deles encarnaram o debate entre as correntes antagônicas por mais de uma geração: Alceu de Amoroso Lima, que escrevia seus artigos com o pseudônimo de Tristão de Athayde, de visão aberta e moderna, e o tradicionalista Gustavo Corção, de viés conservador e reacionário.

O advento da TEOLOGIA DE LIBERTAÇÃO foi o capitulo mais recente desse embate. Notadamente após o pontificado de João Paulo II, que representou um retrocesso em relação à abertura ecumênica do Concilio Vaticano II, as tendências conservadoras se reforçaram. Mais ainda, agora, quando o atual papa, Bento XVI, proclama teses que podem ser consideradas, em todos os termos, como integristas.

O NEOFUNDAMENTALISMO ISLÂMICO_
Conceitos embaralhados – Os recentes fatos envolvendo atos de terrorismo, manifestações extremadas e discursos inflamados levaram, sobretudo pela força e pela imprecisão conceitual de grande parte da mídia, manipulada, como se sabe, por interesses duvidosos, a um embaralhamento dos conceitos. Confundem-se árabe com muçulmano, muçulmano com terrorista, terrorista com fanático, fanático com fundamentalista, fundamentalista com integrista, e por ai vai... Necessário se torna precisar os conceitos. Exatamente para que se evite o preconceito, gerador de ódios e conflitos que não se sustentam em uma análise racional.

ð Os maiores paises muçulmanos não são árabes: Indonésia, Paquistão, Bangladesh, Turquia e Irã.
ð Terrorismo é qualquer ato violento que extrapola a convivência política.
ð Fanático é todo individuo desprovido de abertura mental para o que lhe é diferente.
ð Fundamentalismo, antes de tudo, é um fenômeno protestante.
ð Já o integrismo é uma manifestação desenvolvida no interior do catolicismo.

Sem pretender, é claro, esgotar assuntos tão polêmicos quanto explosivos, façamos um exercício de compreensão, numa breve perspectiva histórica.

O RADICALISMO ISLÂMICO_ Os termos ‘maometano’, ‘muçulmano’, ‘islamita’, todos eles, referem-se ao processo de formação de uma nova religião surgida no século VII, fundada pelo profeta MAOMÉ, fato que já explica o primeiro termo. Muçulmano deriva do persa ‘mussulmán’, palavra que identifica o crente do ‘Islã’. O termo árabe ‘islam’ significa submeter-se à vontade de Alá, o único Deus, criador, provedor e restaurador do Universo. A vontade de Alá, a que todos os homens devem submeter-se, está gravada nas sagradas escrituras, no ‘Corão’ que o próprio Alá revelou ao seu mensageiro, Maomé.

Assim, o Islã reúne todos os crentes. Porém, há que se levar em conta que existe uma multiplicidade enorme de povos, culturas e costumes, pois a expansão árabe, iniciada nos primeiros tempos, criou um enorme arco que vai do extremo Ocidente ao extremo Oriente, do estreito de Gibraltar até a Indonésia e a Malásia. Mesmo a religião possui nuanças locais. Islã, portanto, é uma referencia genérica demais para uma realidade multifacetada que muitos teimam em uniformizar para melhor estigmatizá-la. Tomemos dois exemplos mais radicais:

ð o wahabismo saudita; e o
ð xiismo iraniano.

O WAHABISMO SAUDITA _ O wahabismo foi fundado por Abdel Wahhab [1703-1791]. Cresceu e se consolidou em disputa com outras correntes islâmicas, e não contra o Ocidente. Aliás, é seu aliado por força de ligação com a família Saud, a que domina a Arábia desde a Primeira Grande Guerra.

O seu apego à literalidade das escrituras islâmicas é tal que rejeita tudo ou qualquer coisa que não seja definida como islâmica. Chegou a destruir o túmulo do Profeta para que não se transformasse em objeto de adoração. Olivier Roy assim o define:

“ A obsessão dessa tendência neofundamentalista é a de traçar um divisor de águas e a verdadeira religião [din] e a heresia [kufr], que perpassa o próprio interior da comunidade muçulmana. Portanto, denuncia qualquer compromisso religioso ou cultural assumido para com a cultura global dominante, que atualmente é a Ocidental. Tudo leva a um código entre o que é lícito e o que é ilícito, inclusive em detalhes, tais como a forma de aparar a barba [os talibans afegãos] ou de escovar os dentes. A fatwa [decreto religioso que determina o caráter lítico das ações de qualquer pessoa – do uso do cartão de crédito à doação de um órgão] passa a ser a principal atividade dos ‘ulemás’ e de lideranças religiosas autoproclamadas [6].

Esse autor ressalta mais adiante o papel importante exercido pelos sauditas na expansão do moderno neofundamentalismo. O objetivo era o de frear o nacionalismo árabe, o xiismo iraniano e do comunismo. No plano religioso, favorecem um sunismo doutrinário extremamente conservador e, ao invés de propagar o ‘wahabismo’, satisfizeram-se em ‘wahabizar’ o ensino das outras escolas, tais como as ‘madrassas’ do Paquistão e diversos institutos islâmicos na Arábia Saudita e no golfo Pérsico.

Existem traços de semelhança nesse neofundamentalismo com o protestantismo, notadamente nos ataques que desferem sobre a cultura dominante e na defesa de um código extremamente rígido de comportamento. Em um caso como no outro, encontram publico cativo entre desenraizados de toda espécie, gente que perdeu sua identidade cultural de origem.

Outro traço comum é o de um possível renascimento pessoal, uma espécie de ‘born again’, com a agravante de tornar as pessoas profundamente fanatizadas e capazes de ações que delas não se podia esperar em situações anteriores.

O neofundamentalismo não implica necessariamente pratica terrorista, apesar de em muitos casos isso acontecer. Em suma, o ‘wahabismo’ saudita alastrou-se, incluindo até as grandes comunidades islâmicas das principais cidades européias, o que as deixa em permanente sobressalto.

O XIISMO IRANIANO_ A queda do xá Mohamed Reza Pahlevi, em 1979, acendeu um rastilho de pólvora em todo o mundo islâmico. Desde o inicio do século, diversas facções se alternaram na luta pelo poder na antiga Pérsia, renomeada em 1935, com o nome de Irã. O governante de então, muito provavelmente sob influencia do ascendente arianismo nazista, julgou, erroneamente, que os persas constituíam-se em um grupo ariano puro. Além de um terço da população possuir diferentes origens, os persas derivam de migrações sucessivas ao longo dos séculos, desde a Antigüidade, o que mão foi levado em consideração pela mística criada por Reza Khan.

As concessões feitas a companhias estrangeiras de petróleo, desde o início do século, como foi o caso da “Anglo Iranian Oil Co.”, produziram reações tanto de religiosos, que sempre revelaram a sua aversão à influencia ocidental, quanto de grupos nacionalistas, defensores das riquezas nacionais.

A tentativa do primeiro-ministro Mohamed Mossadegh, em 1953, de nacionalizar os poços petrolíferos favoreceu o golpe de Estado que levou ao poder Reza Pahlevi. Apoiado pela CIA [Central Intelligency Agency], o serviço secreto americano, o novo xá inaugurou um dos períodos mais sombrios da história iraniana. Pelas décadas seguintes, o país estava completamente aberto aos interesses ocidentais,com uma estrutura repressiva sanguinária, em que se destacou a cruel policia política, a temida “Savak”. Alguns analistas chegaram a cifras de dezenas de milhares de pessoas eliminadas sob tortura. O Irã foi o primeiro pais onde se implantou um regime ditatorial, nos moldes da ‘ideologia de segurança nacional’, formulada pelos estrategistas militares americanos do Pentágono e caracterizada, essencialmente, pelo anticomunismo feroz, originado da “Doutrina Truman”.

O país se tornaria o “gendarme pró-americano” na região do golfo Pérsico, desbaratando cifras bilionárias na modernização industrial e na corrida militarista, incluindo a tecnologia nuclear. No curto período de 1973 a 1975, o Irã comprou, somente dos Estados Unidos, cerca de 10 bilhões de dólares em armas, tornando-se um dos maiores arsenais militares do mundo.

Apesar de sua longa duração ou em razão dela, o regime de Reza Pahlevi conseguiu condensar um ódio generalizado. Nacionalistas e religiosos se unem contra o processo de ocidentalização, em que modismos e hábitos de consumo americanos eram introduzidos e assimilados, provocando o afastamento, sobretudo entre as pessoas mais jovens, dos valores tradicionais herdados. Em 1978, insuflados por grupos de diversas correntes, mas sobretudo pelo líder religioso aiatolá Khomeini, exilado em Bagdá e depois em Paris, estouram diversos focos de rebelião popular, que se espalham por todo o país. As forças armadas os reprimem com extrema violência, o que só fez aumentar a insurreição. Incapaz de conter a onda de protestos, o xá Reza Pahlevi abandona o governo, em uma fuga patética, e se exila no exterior, em janeiro de 1979.

O grau de emocionalidade foi tão acentuado que os sacerdotes xiitas, os aiatolás, liderados por Khomeini, logo afastaram as outras forças políticas, inaugurando um anacrônico modelo teocrático fundamentalista. A identificação, feita por eles, dos valores ocidentais como demoníacos produziu um enorme efeito no mundo islâmico, disseminando um fanatismo que muitos entendem como de resistência cultural, sobretudo na multiplicidade dos países árabes, para os quais o Irã tornou-se uma referencia quase obrigatória.

O sociólogo palestino Zahi Azar, em seu artigo “Globalização e Resistências Culturais no Mundo Árabe Contemporâneo”,apresenta-nos alguns pontos interessantes para entendermos a emergência do fenômeno fundamentalista. Um deles é o fato de os países islamizados terem vivido por cinco séculos sob domínio otomano. Esse isolacionismo tão longo não produziu, obviamente, o necessário diálogo com a modernidade, ou seja:

“O diálogo entre as culturas árabes e a modernidade supõe refletir sobre aspectos que nunca foram pensados na história das idéias da sociedade árabe-muçulmana. Com efeito, quando o Renascimento emergiu na Europa, o mundo árabe parece que entrou em um período de estagnação intelectual, com a dominação dos otomanos, adiando a reflexão sobre problemas essenciais, tais como o progresso cientifico e ideológico. Foi justamente com os pensadores da Nahada[renascimento árabe do fim do século XIX e inicio do século XX] que esses problemas passaram a ser relativamente tratados. No entanto, o ‘impensado’ através de 500 anos de dominação otomana engendrou um ‘vazio’ de referencia para todos os pesquisadores do século XX, que procuram na religião do século XIII ou do século XIV respostas aos problemas atuais, o que, em si mesmo, é uma alienação ao diálogo natural engajado com a modernidade[7]”.

A ocidentalização dessas sociedades sempre foi proposta pelas elites e pelos respectivos Estados sem ter nenhuma vinculação orgânica com as camadas populares, provocando, por conseqüência, reações e resistências. Prossegue ele:

“ A passagem do ‘internacional’ ao ‘global’ foi efetuada em um curto lapso de tempo, sem que se levassem em consideração nem o ritmo de evolução das sociedades do ‘Terceiro Mundo’, nem as relações entre Estado e sociedade. O mito triunfalista ocultou o outro lado do fenômeno.[...] O mercado mundial se encastelou entre duas lógicas: o da ‘lobalização’ e a da ‘ desmassificação’ generalizada, o que leva à procura de segmentos transnacionais”, isto é, grandes conjuntos de indivíduos que compartilham, independentemente de suas fronteiras nacionais, os mesmos sistemas de valores, de prioridades, de gosto, de normas, enfim, de ‘mentalidades socioculturais’ semelhantes. Globalização e localização são as duas faces de um mesmo fenômeno, pois desde os anos 80 a dinâmica da globalização deslanchou um outro movimento antagônico: o revanchismo das culturas singulares” [8].

No mais, Zahi Azar nos dá uma lúcida interpretação do fenômeno fundamentalista iniciado no Irã, em 1979. Diz ele:

“ Se tomarmos a revolução iraniana como data de referência para a reemergência do fenômeno fundamentalista no mundo árabe, essa tendência é confirmada com o florescimento de mais de uma centena de movimentos fundamentalistas dominantes nos últimos quinze anos. Esse grande movimento popular não pode ser interpretado, em sua diversidade, como sendo dirigido unicamente contra a ‘modernidade’, vetor da globalização, mas visando também a desacreditar os poderes estabelecidos, depois de seu fracasso em impulsionar a nação para um desenvolvimento qualitativo religioso e material. Para julgar esses poderes, o fundamentalismo religioso faz referencia à idade de ouro do islamismo. Esse mito, que pode ser qualificado de irracional, dinamiza a vida social, fazendo com que as pessoas se convençam de que fracassaram todas as tentativas que visavam a mudar e fazer progredir a sociedade, não restando outra solução senão o retorno ao islamismo [9]”.

A maneira extremada como isso se dá reflete-se no extremo rigor do cumprimento literal dos preceitos religiosos, entendido aqui o ALCORÃO como o texto referencial básico. Toda a vida social passa a ser regida por ele, desde os detalhes comportamentais, de convívio social, até as normas de conduta, de vestuário e de alimentação, chegando à glorificação do martírio em favor da fé.

Embora a propriedade seja considerada sagrada, ela pode ser violada em casos de consumo de bebidas alcoólicas. A liberdade das pessoas tem o limite fixado nos textos sagrados. O ‘chador’ [vestimenta que deve levar-se apertada com as mãos e os dentes] e o ‘hejab’ [espécie de lenço protetor do corpo e que aumenta o isolamento] são de uso obrigatório para as mulheres. A exaltação dos feitos guerreiros produz um culto de veneração do livro dos mártires e torna os cemitérios locais sagrados, onde se organizam procissões e abundam as fontes d água colorida, imitando o sangue derramado pelos combatentes da fé. Os atos de auto-imolação são comuns em datas especiais, quando milhares de pessoas derramam o próprio sangue batendo-se com pesadas correntes. Essas manifestações produzem efeitos psicológicos profundos, levando muitas pessoas ao êxtase religioso, além de muitos se disporem até ao sacrifício de suas vidas.

O fundamentalismo espalhou-se por todo o mundo islâmico, produzindo manifestações fanáticas em muitos países, alimentando atividades terroristas, desde os grupos “Hamas” e “Hezbollan”, entre os palestinos, a facções sanguinárias na Argélia, Líbano, Iraque, Síria, chegando mesmo a influenciar posições extremistas no Afeganistão, no Paquistão e na Índia. É, portanto, um dos fenômenos mais radicais e perigosos do mundo, confrontando o triunfalismo dos apologistas de uma globalização natural e serena. É mais um dos desvios da História que teimavam em não acabar.

Como se pode ver, nesta síntese que os limites do ensaio nos impõem, apesar disso, é possível perceber que o mundo é muito mais complexo do que imagina o professor Samuel P. Huntigton...
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Notas:
[1]Huntigton, S.P. O choque de civilizações e A recomposição da ordem mundial. Tradução de M. H.C.Côrtes. Rio de Janeiro: Objetiva, 1997;

[2]ÓZ,A. Contra o fanatismo. Tradução de Denise Cabral.Rio de Janeiro,: Ediouro, 2004 – p.14-15;

[3] GRAIEB, Carlos. A paz não virá: entrevista com Edward Said. Veja, São Paulo, a.35, n. 1808, jun.2003. Disponível em:http://veja.abril.com.br/250603/entrevista.html>.Acesso em:26 out.2007.

[4] O que é um cristão fundamentalista? The Baptist link. Disponível em:
http://www.baptistlink.com/creatinists/fund.html. Acessoo em:26 out.2007.

[5]Antoine C. O integrismo brasileiro. Tradução de João Guilherme Linke. Rio de Janeiro>Cvilização Brasileira, 1980. p.11;

[6]Roy, Olivier. Wahabismo: o islã ao pé da letra. Trradução de Wanda Caldeira Brant. Lê Monde Diplomatique, São Paulo, abr. 2002. Disponível em:
http://diplo.uol.com.br/2002-04,a285. Acesso em:26 out. 2007.

[7]FAUNDEZ, Antonio[Org]Educação, desenvolvimento e cultura: contradições teóricas e práticas. São Paulo: Cortez, 1994 p.218;

[8]AZAR, Zahi.”Globalização e resistências culturais no mundo árabe contemporâneo”. In.: Educação, desenvolvimento e cultura:contradições teóricas e práticas. Op.cit. p.215-nota 8.;

[9]Idem. P.222-223. nota 8.

[10] Texto produzido por: Gilberto de Abreu, professor do Sistema COC de Educação, doutorando em Educação pela Unicamp e autor de diversos livros de poemas, contos, romances e ensaios didáticos, como Globalização para quem?, Editado pela Temas E Idéias, do Rio de Janeiro; e Dimitri Oliveira Abreu, advogado e professor, especialista em Direito Ambiental pela Universidade de Franca.