12 de nov. de 2009

Pensando em Três Dimensões


Por que pensar em três dimensões?
Você por vezes se sente confuso pelas aparentes contradições da vida?
Você é uma pessoa do tipo “oito ou oitenta”, que percebe as coisas como pretas ou brancas, negativas ou positivas? Os paradoxos o paralisam?
Se a resposta for sim, você pensa em duas dimensões. Você está nitidamente consciente da dualidade da existência. Provavelmente você se sente frustrado por causa de alguns desafios mais complexos da vida, então, ao invés de perceber apenas em duas dimensões, passe a pensar em três dimensões. Essa ferramenta ou método se chama “Lei do Triangulo”. A utilização dessa lei nos oferece um meio de colocar as coisas em sua verdadeira perspectiva. Ela ilustra claramente os relacionamentos das coisas e nos dá um modelo para o pensamento e a ação construtiva. Ela também nos ajuda a compreender e reconciliar as oposições da vida.

Em termos simples, a Lei do Triangulo se refere à unificação dos opostos e à manifestação ou resultado da unificação. Em outras palavras: uma positiva, outra negativa – resulta numa terceira qualidade que abrange, ao mesmo tempo em que transcende, as outras duas. Neste ponto, é importante examinar a natureza da dualidade como fundamento da expressão ternária. Examinemos primeiro dois pontos do triângulo ... as qualidades positiva e negativa. A maioria das pessoas está familiarizada com o conceito do pensamento positivo. Também nós temos ciência de que esse tipo de pensamento é mais desejável que o chamado pensamento negativo. Por isso, os pensamentos positivos foram rotulados de ‘bons’ e os pensamentos negativos de ‘maus’. As palavras ‘positivo’ e ‘negativo’ adquiriram conotações morais ou espirituais; isto é, tornaram-se expressões para julgamento de valores.

Mas você já parou para pensar por que o pensamento positivo é chamado de positivo? Devemos sempre ser positivos? Deve a negatividade ser totalmente evitada?

Do ponto de vista psicológico, a qualidade positiva é um atributo ativo. Expressa o impulso de ser ou fazer. A qualidade negativa é relativamente passiva ou receptiva, ou pode indicar a ausência ou falta da qualidade positiva. Como exemplo de expressão ativa e passiva, consideremos a estrutura da sentença. Aqueles que já fizeram cursos de redação devem lembrar algo chamado ‘voz ativa’ de um verbo. Quando o sujeito de uma sentença pratica a ação expressa pelo verbo, a voz ativa desse verbo é usada, como no seguinte exemplo:”Eu escrevi o discurso”. Mas se a sentença é:”O discurso foi escrito por mim”, o sujeito, ‘discurso’ neste caso, torna-se o receptor da ação; o verbo, portanto, está na voz passiva. Note como a sentença que utiliza a voz ativa ou positiva do verbo tem mais impacto. Além disso, se a qualidade positiva implica ação, a negativa pode implicar a parada ou impedimento da ação; isto é, sua função pode ser inibitória ou repressiva.
Para ilustrar essa idéia, visualizemos um rio que flui com bastante rapidez, nas montanhas. É primavera, e a neve que está derretendo engrossa as águas do rio. Ela desce com fúria para o vale. O rio é positivo e dinâmico. Entretanto, enquanto segue seu curso, é obstruído parcialmente por rochas, formando corredeiras. Embora o rio continue a fluir, as rochas criam uma resistência e são, portanto, negativas.

As qualidades positiva e negativa também podem expressar graus de completude ou de plenitude. Quando uma coisa satisfaz seu propósito ou é completa em expressão, é positiva. Se não chega a satisfazer o propósito, é negativa. Talvez alguns de vocês tenham vivenciado este estado ao tentarem construir uma peça de mobiliário ou uma roupa. Se faltou material antes de terminar o que projetaram, então a coisa foi incapaz de cumprir seu propósito. O projeto permaneceu em estado negativo até que vocês reuniram os materiais necessários, completaram o objeto e começaram a usá-lo.

Os seres humanos também expressam gradações de completo ou de plenitude. A natureza física, sendo limitada e finita, é considerada negativa, enquanto que a natureza espiritual infinita e ilimitada, é considerada positiva. O individuo que busca um propósito na vida e que, ao encontrá-lo, trabalha para cumpri-lo, é relativamente positivo em comparação com outro individuo mais passivo. Entretanto, se o propósito do individuo é contrário à Lei Cósmica ou nocivo para os outros, o resultado é negativo porque inibe a evolução espiritual. As chamadas emoções negativas como raiva, medo, inveja e assim por diante são chamadas negativas por estarem ligadas à natureza finita e porque interferem na expressão da natureza positiva, espiritual.

Significará isto que devemos ignorar ou reprimir totalmente a natureza negativa? Não haverá um propósito para ela? Pode a negatividade ser útil?

Ao se fazer essas perguntas, você começa a pensar em três dimensões. Percebe que, de acordo com a Lei do Triangulo, nada pode existir sem seus aspectos positivo e negativo. Você começa a compreender que da diversidade vem a unidade e que pensar em três dimensões é a chave para a compreensão das questões da vida que nos deixam perplexos. Muitas pessoas tentam reprimir e até mesmo negara a existência da negatividade, por não compreenderem o principio. Além disso, existe a tendência generalizada de temer o principio negativo porque ele não é compreendido. Por isso, vamos fazer uma revisão das qualidades associadas ao principio negativo e determinar sua importância.

 Primeiro, o princípio negativo, se manifesta na forma de passividade e receptividade. Essas qualidades são necessárias à vida, em muitos níveis. Por exemplo, você pode imaginar vivendo sem dormir? Talvez você saiba que, enquanto dorme, seu corpo e sua consciência física estão num estado passivo, negativo, necessário para a boa saúde. Quando medita, a consciência física ou o objetiva, está relativamente passiva para que você se torne receptivo a impressões intuitivas e à orientação cósmica. Paradoxalmente, a mente subconsciente está relativamente ativa ou positiva durante o sono e a meditação. É conveniente lembrar que a consciência humana não está efetivamente dividida em duas partes, pois a consciência é uma só. Ao contrário, consciência parece funcionar em muitos níveis, e quando estamos percebendo sua atividade em um nível, os outros estão relativamente adormecidos. Vemos os princípios negativos em ação durante os meses de inverno no Hemisfério Norte.

Alguns tipos de árvores perdem as folhas e cessam de dar frutos. Animais entram em estado de hibernação ou reduzem suas atividades. Tudo isso, entretanto, tem um propósito. Assim como o sono e a meditação renovam o corpo e a alma, a Natureza também adormece, em preparação para o renascimento da primavera. Um período dormente ou passivo é necessário para a regeneração, e faz parte do grande ciclo da vida e morte que vivenciamos a cada inspiração que tomamos.

 A Segunda manifestação do principio negativo é a resistência. Voltando à ilustração do rio fluindo ao redor das rochas, imaginemos que há uma represa nesse rio. A água sobe cada vez mais por trás da represa, criando uma tremenda fonte de energia. Se a represa desmoronar, ou se a água transbordar, o resultado será uma enchente incontrolável. Entretanto,s e a água for liberada aos poucos e for aquecida para formar vapor, este poderá ser utilizado para geração de energia elétrica. A ação positiva da água, contrabalançada pela resistência negativa da represa, manifesta um poder que pode ser utilizado construtivamente, de acordo com a Lei do Triangulo.

As chamadas emoções negativas,consideradas por algumas pessoas como obstáculos ao crescimento espiritual, também são fontes de grande poder. Tomemos a raiva, por exemplo. A raiva pode ser o impulso que leva a mudanças construtivas e à expressão criativa, se for adequadamente dirigida. Em primeiro lugar, é uma indicação de desarmonia, com a dor também o é. Se a raiva é liberada sem direção, pode ser tão devastadora quanto uma enchente. Mas é igualmente destrutiva se for reprimida. Nenhuma dessas alternativa irá resultar a harmonia. Se você sente raiva, deve ser capaz de administrar o sentimento para si mesmo. Em outras palavras, você deve aceitar o fato de está zangado. Então, deve perguntar a si mesmo por que está com raiva. É fácil por a culpa em uma pessoa ou objeto que lhe causa desagrado. Mas é você que está com raiva e deve aceitar a responsabilidade por seus sentimentos. Este é um passo importante para o autodomínio, porque, oculta em sua raiva, está uma mensagem do EU INTERIOR. Em outras palavras, a raiva é um dispositivo para chamar sua atenção. Assim que você se torne receptivo ao EU INTERIOR, estará pronto a aprender, e receberá a orientação de que necessita para resolver seus problemas.

Pense por um momento na pérola e no modo pelo qual ela se forma. Uma partícula estranha se introduz no interior macio da ostra. A partícula estranha é um fator irritante, um elemento desarmonioso. A ostra reage à sua presença envolvendo o elemento irritante com uma substancia chamada nácar. Essa capa protetora reduz a irritação e forma a pérola, tão estimada por sua beleza e simbolismo. Além disso, a pérola nos ensina que a resistência cria formas. Sem forma, tudo seria o caos. Cada um de nós tem, igualmente, a capacidade de formar pérolas de sabedoria com as oposições da vida. Pensando em três dimensões, reconhecemos o valor da resistência.

 Uma terceira qualidade do principio negativo é pertinente àquilo que é incompleto ou não manifesto. Relaciona-se ao conceito da receptividade e força de atração existente entre pares de opostos. Também se refere à preparação de uma forma ou canal pelo qual a qualidade positiva possa se manifestar. Talvez possamos chamar de potencialidade a esse terceiro aspecto do princípio negativo. Diz-se que a Natureza detesta o vácuo. Isto se refere à propensão de todas as coisas buscarem o equilíbrio pela unificação de seus opostos.

Há a afirmação de que um elemento ou condição isolada é incompleta até que se una ao seu oposto. Todas as coisas manifestas, portanto, devem ser duais em natureza, embora uma qualidade possa predominar. A energia de espírito, por exemplo, à qual se atribui a polaridade negativa, tem a qualidade positiva em sua natureza. O mesmo ocorrem com a FORÇA VITAL, predominantemente positiva, mas contendo a qualidade negativa.

Como as proporções de positivo e negativo são desiguais na energia de espírito e na FORÇA VITAL, ambas buscam o equilíbrio pela unificação com seu oposto. Em outras palavras, cada uma destas energias é incompleta e é regida pela Lei do Triangulo. A Força Vital encontra sua expressão através do espírito. Sem o aspecto negativo, doador de forma, da energia de espírito, a vida, tal como a conhecemos, não existiria.

Portanto, se você quer manifestar um particular desejo em sua vida, deve criar um canal ou veiculo para essa expressão. Por exemplo, se quer que haja eletricidade em sua casa, deverá colocar a fiação pela qual essa energia possa passar. Você não espera que um raio atinja sua casa e forneça a energia para fazer funcionar seus eletrodomésticos. Não obstante, há pessoas que usam esta ‘lógica do raio’. Visualizam o que desejam e ficam esperando sentados que a coisa se materialize, e ficam intrigados porque a visualização nunca dá resultados para eles.

Pense no trabalho de um concertista de piano tem que realizar para alcançar o sucesso. O pianista pratica exercícios planejados para desenvolver a técnica e aprende muitas peças que passam a fazer parte do seu repertório. Além disso, o pianista ‘ouve’ musica e estuda teoria. Se fizer esse trabalho...sem providenciar um canal para a expressão do talento musical... o pianista só tem o ‘potencial’do sucesso.

Nós, criaturas-humanas, temos o potencial para ter sucesso na realização de nossos objetivos pelo pensamento em três dimensões. Sabemos que só com duas pontas do triangulo – só com dois elementos, qualidades ou condições – não podemos alcançar a perfeição ou resolver nossos problemas. Ignorar o principio negativo e suas qualidades de passividade, resistência e potencialidade, é eliminar uma ponta do triangulo.
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[Texto de Lisa Sporer]
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A BUSCA DA VERDADE
O Homem, em sua busca pela Verdade, ficou tão atrapalhado no labirinto das complexidades externas que não se permite ouvir e compreender as simplicidades internas. Busca por toda parte esperando encontrar do lado de fora respostas que deveriam vir a ele pela voz silenciosa que vem de dentro dele mesmo.
[ H.S.Lewis]

10 de nov. de 2009

O INSTRUMENTO RABDOMÂNTICO DE FARADAY


As Forças Invisíveis
Talvez não seja muito apreciado o fato de que as ciências físicas de hoje sejam essencialmente uma extensão das ciências ‘visíveis’ do século dezoito, a mecânica e a ótica. A ciência mecânica propriamente dita é a compreensão dos fenômenos físicos que acontecem como resultado da ‘ação direta’. Exemplos da qual são alavancas e fulcros; cordas e roldanas;e eixos e rodas de transmissão. No coração dessa ação direta está o conceito de ‘ força mecânica’. Ambos podem ser vistos como nossos olhos e avaliados através de análise vetorial. É devido ao fato de que podemos vê-la em ação que se trata de uma ‘força visível’.

No início do século dezenove o interesse voltou-se para as ‘forças invisíveis’ – força gravitacional, força elétrica e força magnética. Essas forças não podemos ver mas apenas reconhecer sua presença pelos efeitos que produzem. Isto acontece devido ao fato de que esses efeitos são produzidos por “ação à distancia”, por campos de força em meio ao Espaço. Um detalhe importante, ainda menos conhecido atualmente, é que esse envolvimento com campos de força no Espaço impediu toda e qualquer compreensão dessas forças pelo uso da análise vetorial mencionada.

O problema que assaltou o começo da pesquisa foi então o de observar e medir algo que não podia ser visto. Claro está que se podia observar os efeitos produzidos por essas forças invisíveis,mas isto não era o mesmo que observar e plotar os campos de força no Espaço.

Bem ao contrário, qualquer solução para esse problema seria equivalente a se poder ver o invisível – o paranormal. Compreensivelmente, os pesquisadores profissionais das ciências físicas, daquela época como os de hoje, enciumados de sua tão duramente conquistada reputação de ciência racional, dificilmente podiam se permitir associar com alguma coisa que cheirasse a psiquismo ou oculto. Simplesmente porque isto implicaria, além do mais, uma ausência de abordagem séria de seu trabalho em geral. Além disso, naquele tempo, esses profissionais estavam dando duro para dar conta das crescentes demandas da mecanizada Revolução Industrial.

Só por esses motivos, qualquer solução para o problema envolvendo as forças invisíveis teria de vir de algum outro lugar que não o corpo principal da física. Logicamente, de pesquisadores empregando algumas técnicas não-ortodoxas e, portanto, pouco conhecidas.

RADIESTESIA – UMA FERRAMENTA DE PESQUISA
Vimos que as forças invisíveis existem como campos de força no Espaço e, para enfatizar isto, podemos unir esses campos sob forma de ‘radiação’. Os tipos de campos mais prováveis de encontrarmos são os ‘campos de indução’ e não os ‘campos de radiação’, mas a diferença é meramente acadêmica.

RADIESTESIA é um termo dado à arte de identificar esses campos invisíveis e significa ‘SENSIBILIDADE À RADIAÇÃO’. Na França, onde tem siso praticada por séculos, é chamada de ‘PENDULISMO’, mas ela tem outras ramificações, conforme veremos.

A técnica foi provavelmente descoberta por algum individuo observador ao segurar uma forma qualquer de peso suspenso. Por exemplo, um pedreiro segurando seu fio de prumo para verificar a verticalidade de uma parede, ou uma dona de casa tecendo fio numa roca simples.

O que parece acontecer é que o peso suspenso adquire um movimento próprio, balançando num movimento circular, horário ou anti-horário, ou balançando de um lado para o outro como um pêndulo, do qual recebeu esse nome popular. Nesta forma o aparato não é adequado para o uso em campo aberto, onde pode ser movido pelo vento, nem quando o próprio operador está em movimento. É por este motivo que a ‘forquilha’ e, posteriormente, o estribo vieram favorecer pesquisas como as da rabdomancia.

Ao longo dos séculos os praticantes da arte procuraram cercar a técnica com uma espúria aura de mistério. Sempre afirmando que a pessoa nasce com o dom, ou então tem de ser ‘psíquica’ de modo a conseguir algum grau de sucesso. É este pseudo-psiquismos que tanto fez para manter essa poderosa técnica tão desconhecida e sem investigações.

Uma exceção é a pesquisa realizada pelo falecido J.CECIL MABY, que dedicou o trabalho de sua vida à investigação da ‘física da varinha rabdomântica’. Embora pesquisador psíquico por conta própria, o esteio de Maby, era seu treinamento cientifico e sua meticulosa experimentação. Seu trabalho foi uma inestimável contribuição para uma melhor compreensão desse assunto,mas por ocasião de seu falecimento, seu equipamento foi desmontado e seus livros dificilmente são encontrados hoje nas bibliotecas públicas. Seu comentário favorito a respeito da fraternidade rabdomântica era geralmente uma acusação sobre ‘aqueles que mitificam o que é puramente um fenômeno físico’.

O fundamento do pendulismo não é aquela idéia popularmente espalhada pelos espertinhos que insistem em reinventar a roda, os quais confidencialmente asseguram que a causa é uma reação muscular involuntária por parte do operador.

Ao contrário, trata-se de um fenômeno que tem seu fundamento na ‘energia elétrica nervosa’do corpo humano.

Ao dar de encontro com essa expressão pela primeira vez, pode-se ficar inclinado a encará-la como um desses termos pseudo-cientificos, inventados pelos ignorantes para enganar os incultos. Em certos aspectos a expressão é uma denominação imprópria, porque – ao contrário da eletricidade – a energia elétrica nervosa é aparentemente conduzida por isolantes elétricos e, inversamente, isolada por condutores elétricos. Se não fosse assim, qualquer impulso elétrico no corpo humano seria curto-circuitado pelos líquidos corporais circundantes. Assim sendo, sua presença em um campo elétrico ou magnético faz com que ela se comporte de uma maneira que é típica de uma carga elétrica ou corrente elétrica. Ou seja, ela tem a ‘característica’ da eletricidade.

Sob condições normais, o excesso de energia elétrica nervosa é drenada do corpo pelas extremidades, particularmente elas mãos e dedos. Segurando-se um pêndulo entre o polegar e os dois primeiros dedos, essa energia é forçada a se canalizar para o pêndulo e a escapar. Na verdade, produzindo uma corrente de energia elétrica nervosa pêndulo abaixo.

Muito tem sido escrito a respeito do uso e construção de pêndulos, descrevendo-se diferentes tipos de pesos e suspensões. Pessoalmente,tendo a preferir uma grande bola de gude plástico, colada e suspensa por uma linha de nylon para pesca. Esta última foi escolhida porque não comunica ao peso um desagradável movimento de rotação quando em uso.

Uma advertência neste ponto. A drenagem de energia nessas circunstancias não é normal e serve apenas para exaurir o suprimento de energia elétrica nervosa do corpo. Se levada ao extremo, pode-se ter uma artrite aguda no ombro direito, que pode levar diversas semanas para curar. Esse é de fato um risco operacional para rabdomantes e descobridores de lençóis de água, que a qualificam como uma habilidade inata de ‘sensibilidade ao clima’.

Continuemos! Pelo uso do pendulo estabelecemos uma corrente invisível de ‘eletricidade’ fluindo da ponta do pendulo. A questão que vem à mente é, como usá-la?

VENDO O INVISÍVEL
A essas alturas, caso você já possua ou tenha feito um pêndulo simples como o que foi previamente descrito, está agora pronto para investigar as propriedades de um campo magnético.

Para isso você precisará munir-se também de um imã. Um que possa ficar de pé em uma das extremidades sobre uma superfície lisa, não-metálica. Posicione o imã e segure o pêndulo na mão direita, mantendo a mão esquerda perto do lado esquerdo do corpo e os dois pés bem firmes no chão.

Suspenda o pendulo cerca de 1 polegada [2,5 cm]acima do topo do imã. Se você for fisicamente saudável – cheio de energia elétrica nervosa – o pendulo começará a girar, em sentido horário ou anti-horário. A direção depende da polaridade do topo do imã e da polaridade da sua mão direita. Não se concentre no pêndulo senão seus rodopios se tornarão extremos.

Inverta o imã. O pêndulo girará agora na direção oposta. Se segurar o pêndulo com a mão esquerda, você terá o mesmo resultado. Conhecendo a sua polaridade você pode, desse modo, determinar a polaridade de qualquer imã permanente ou eletromagneto.

Agora, coloque o imã deitado de lado. Como antes, sobre cada extremidade o pêndulo gira em uma direção de acordo com a polaridade do magneto. Entretanto, no ponto médio entre os dois pólos magnéticos, o pêndulo pára seu movimento giratório e realiza um balanço pendulatório em ‘ângulo reto’ com as linhas de forças magnéticas.

MICHAEL FARADAY – FÍSICO EXTRAORDINÁRIO
O histórico inicial de Faraday apresentava pouca esperança de um pesquisador científico bem-dotado. Ele foi em grande parte autodidata, sem o estigma que esse termo geralmente implica. O que significa que em seu aprendizado ele simplesmente não foi obrigado a comer com talher de prata.

Seu assim chamado noviciado com Humphrey Davy não foi em si mesmo nenhuma introdução monumental ao mundo cientifico. Além disso, suas relações com a proprietária do estabelecimento estavam longe de serem agradáveis.

No entanto, foi a partir desse começo juvenil que FARADAY alcançou notável sucesso em sua pesquisa nos então novíssimos campos da eletricidade e do magnetismo. Tanto assim que hoje ele é mundialmente conhecido como o PAI DAS CIENCIAS ELÉTRICAS.

Como foi que ele conseguiu essa única brecha? Hoje nos contam que o sucesso de Faraday como cientista deveu-se ao uso que ele fez do ‘método cientifico’ – ou ‘método experimental’ – dependendo de quem esteja escrevendo sua mais recente biografia. Uma explicação impensada na minha opinião, tendo em mente as palavras de um notável diretor de pesquisa que afirmou que ‘...método cientifico é apenas um outro nome para ‘ tentativa e erro’.

O que sabemos realmente, entretanto, é que MICHAEL FARADAY, seguindo as pegadas de BACON, embora levado pelos desejos de seu mestre HUMPHREY DAVY, participou no GRANDE TOUR OF EUROPE.

Além disso, ao longo dessas visitas, deparou-se com as pesquisas de AMPERE e COULOMB. Nomes de alta reputação nas ciências elétricas mesmo em nossos dias e – o que é bem menos conhecido – expoentes na arte do pendulismo. De fato, uma importante regra de operação no pendulismo tem o nome de AMPÉRE, a REGRA DE AMPÉRE.


O INSTRUMENTO RABDOMÂNTICO

Creio que se pode argumentar que Faraday fez bom uso da sua descoberta do pendulismo levando a cabo os principais elementos da sua pesquisa. Pois mesmo em seu estudo da ‘luz‘, o pêndulo foi inestimável para a determinação da polaridade da luz polarizada e refletida, como também para a observação do espectro abaixo do infravermelho e acima do ultravioleta.

Pode-se entender por que suas pesquisas foram tão extensas usando esse novo aparato de pesquisa. O mundo físico tornou-se para ele um livro aberto. Eu tive o mesmo sentimento quando descobri a lógica discursiva há uns vinte anos. Nenhum desafio era grande demais e o conhecimento estava lá para ser encontrado.

No entanto, Faraday estava trabalhando com certa desvantagem. Se fosse para seu trabalho ser levado a sério, então o uso do pêndulo tinha de ser um segredo bem guardado. Tanto assim que seus trabalhos publicados dificilmente refletiram sua plena compreensão do fenômeno que ele investigara. Um caso em questão é o seu teorema da ‘linha de fluxo curvada’ que, como introdução à irradiação de uma onda eletromagnética, acho superior em muito aspectos às equações de Maxwel. Neste sentido, Fardaay, foi o ultimo dos verdadeiros pesquisadores, antes que a matemática tomasse conta do pensamento criativo.

Uma invenção de Michael Faraday que foi surpreendente em sua originalidade foi o ‘MOTOR ELÉTRICO‘ – e tudo o que ele veio a significar nos anos subseqüentes. Paradoxalmente, esse modelo original ainda hoje permanece um enigma na engenharia elétrica. Simplesmente porque ninguém, mesmo tendo um moderno conhecimento de dinâmica eletromagnética, conseguiria chegar a uma peça de engenharia disforme como essa!

Eu sustento que um motor, seja lá da espécie que for, era a última coisa que Faraday tinha em mente. O que ele estava interessado era em provar que a energia elétrica nervosa era uma forma de ‘eletricidade fluente’, e conjecturou que provaria isto construindo um aparelho que simulasse a ação de uma rabdomante usando um pêndulo sobre um imã na vertical.

A corrente de energia elétrica nervosa é simulada por um circuito elétrico fechado, que mantém um fluxo de corrente elétrica da bateria através de um suporte metálico, que faz o papel dos dedos do rabdomante, passando por uma corrente metálica flexível, representando o pêndulo, que mergulha num recipiente contendo mercúrio. Finalmente, o recipiente metálico é então ligado ao outro pólo da bateria.

Uma rolha rodeia a corrente no ponto onde ela penetra o mercúrio, de modo a impedir que a corrente faça contato com o imã ou com as paredes do recipiente.

Estando completo o circuito elétrico, sua contraparte magnética é então provida por um imã colocado verticalmente no centro do recipiente.

Depois de ver seu pendulo elétrico em funcionamento, Faraday não disse que tinha inventado o motor elétrico. O que ele foi exclamar alegremente, “Veja! Está girando!”. Triste de se dizer, mas tanto seu comentário como sua demonstração foram desperdiçados com a esposa, cuja única preocupação naquele momento era a preparação da ceia de Natal.

UMA NOTA FINAL DE ACAUTELAMENTO
Que o principio da radiestesia não foi negligenciado nos últimos anos é demonstrado pelo fato de que durante a primeira metade deste século um notável investigador desse fenômeno usou-o para detectar uma certa linha de emissão espectral do átomo de hidrogênio, a qual até hoje é desconhecida pela maioria dos radioastrônomos.

Entretanto, como ferramenta de pesquisa, o pendulismo é uma arte repleta de certos problemas específicos em seu emprego.

Essencialmente,como apontou Maby, trata-se de um fenômeno puramente físico, se bem que envolvendo a energia elétrica nervosa do corpo humano. Assim, qualquer associação com fenômenos psíquicos deve ser de pronto descartada.

Dirijo estas palavras àqueles acadêmicos com treinamento cientifico, que porventura venham a empregar essa nova ferramenta de pesquisa. Acontece que o que se pode chamar de ‘abordagem cientifica’ é instilada no pesquisador iniciante somente quando de seu trabalho de pós-graduação e, por alguma razão desconhecida, ele tende a associar essa abordagem tão-somente com a disciplina escolhida. Assim, fora do seu trabalho de pesquisa regular, ele tende a se reverter para uma abordagem menos rigorosa quando se trata de idéias novas.

É aí que ele corre o risco de se unir aos menos disciplinados, que tendem inevitavelmente a usar o pêndulo como uma espécie de “tabua ouija’ para explorar o ‘desconhecido’, prática que não apenas beira o irracional como pode também se tornar perigosamente obssessiva.

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[Texto de J.C. Belcher]