14 de out. de 2009

O FIM DO MUNDO ? [Profecias]



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Primeira Parte _ Em termos Filosóficos...

Profecia...Que é? Previsão do futuro...que é? É possível “pré-ver”
Ver é uma função ‘imediata’,Eu vejo AGORA aquilo para que dirijo meu olhar. Como pode então essa função ser prévia?

E futuro...que é? Momento posterior a AGORA. Momento posterior...tempo...que é? FLUXO DE ALGUMA COISA? É o tempo uma
“coisa” que vai passando?Não. Duração de consciência? Consciência...que é? Percepção. Função também ‘imediata’.Percebo AGORA. Não posso perceber antes nem depois. Então, como posso ter consciência prévia?

Profecia...que é? Previsão do futuro. Então não pode ser da consciência...OBJETIVA. De que consciência então? Os Psíquica? Subliminar? Supraobjetiva? Fiquemos com ‘psíquica’.

Profecia, então, é previsão psíquica do futuro. Melhorou. Mas...do futuro? Existe isso, psiquicamente? Que é visão? Consciência ou percepção através da função de ver. A função de ver é imediata, a consciência é imediata, a percepção é imediata. A previsão psíquica do futuro é visão imediata do PRESENTE [dilatado? Expandido? Ampliado?]Presente...que é? Conjuntura. Situação atual. Conjunto de fatos e relações do momento. Fatos e relações...são imutáveis? Definitivos? Eternamente rígidos? Não. Nossa experiência como seres humanos no universo grita que não!

Então, profecia é visão psíquica e imediata de um presente MUTÁVEL. Esse presente psiquicamente percebido é o que é devido a fatos e relações do momento. E se os fatos mudarem? E se as relações mudarem? Então, profecia aponta uma TENDENCIA. Se os fatos não mudarem e as relações não mudarem, então “ acontece-rá”.

Fatos...relações...que são? Fato é tudo aquilo que existe ou acontece. Relação...ora, é “ rel-ação”. Ação entre dois ou mais fatores, de que decorre algum fato [ou alguns fatos].

Existem relações que não mudam? Sim. Chamamo-las de LEIS. [Leis Naturais, não decretos humanos].Relações fundamentais de causa e efeito. Conforme a causa, assim é o efeito... e o fato que decorre da relação de causa e efeito – da Lei.

Então, profecia aponta uma tendência do momento CONFORME A LEI. Pode a Lei mudar? Não. Mas há leis. Não uma só. Várias. E conforme sejam postas em ação podem mudar os fatos. São os fatos que decorrem das leis! Estas são imutáveis. Aqueles não.

Então, profecia “pré-Vê” fatos que podem mudar. Do contrário...determinismo, fatalismo! Então, desesperança, medo...por ignorância e egocentrismo.

Mas...fatos podem mudar...por si mesmos? “Que” ou “quem” pode mudar o jogo de leis que gera os fatos? Nós? Até que ponto? A que nível? Não podemos a partir de certo ponto ou certo nível?Então, se NÃO PODEMOS...somos ou estamos “transcendidos”!

Transcendidos...ultrapassados...superados em nossos limites. Ué...temos limites? Não? Que presunção! E que ignorância! Temos limites, sim, e os constatamos a todos instante. Isto é ‘natural’. Não podemos mudar fatos astronômicos,celestes, cósmicos? Isto é “natural”.Porque somos transcendidos.

Em que somos transcendidos? Na consciência objetiva. No EGO! E é só isso que somos...o ego? E é só isso que é o nosso ego... consciência objetiva?Não?Que mais, então? “Algo” – existência e consciência –subliminar, subconsciente. Que é isto? Registro de fatos passados [memória] e conjunto de “programas” preparados pela experiência passada no jogo das leis? Que mais? Nada? Então somos em NADA? Viemos do NADA? Então existe o nosso transcendente imediato e existe o TRANSCENDENTE remoto, profundo, primordial, eterno, infinito, imutável em si mesmo, que é fonte e sede de tudo! Então, somos profundos, primordiais, eternos, infinitos e imutáveis, nesse TRANSCENDENTE que é fonte e sede de tudo!

Profecia, então...que é? Visão do presente “dilatado” que aponta uma tendência do momento conforme a lei do SER TRANSCENDENTE em que somos e que é fonte – eterna e infinita – de tudo! Nossa vida, em nosso ser mais profundo [ou mais profundo do nosso ser], é eterna e infinita. Não no ego! O ego passa, no SER PROFUNDO que não passa. Isto é ‘natural’.

Então...mesmo que a tendência do momento profetizado não mude e destrua o ego - todos os egos! – nossa vida – eterna, infinita – há de persistir, inclusive em outros novos egos, neste ou em algum outro ponto deste universo imenso [infinito?]!

EM DEUS EU SOU!ETERNAMENTE AGORA E INFINITAMENTE AQUI! SEMPRE!


 Segunda Parte _ Em termos “Mais Diretos”...
Como ficou claro [?] no texto acima, uma profecia é uma percepção ‘psíquica’ de uma situação que, para a nossa consciência objetiva, é futura. Isto é, aceita a profecia como verdadeira – o que em si mesmo já é um problema – vai acontecer!
“Logicamente”, as pessoas tomam então como certo que vai acontecer. E se isso vai acontecer representa ou constitui alguma ameaça para o ego, então, “psicologicamente”, as pessoas se tomam de preocupação, medo ou, em caso extremo, desanimo, desesperança, desespero.

Uma profecia é verdadeira ou não. É de fato uma visão “psíquica do futuro”, ou uma “visão produzida pela mente” do vidente, como resultado até mesmo de um processo doentio. É difícil ou mesmo impossível, pelo menos em alguns casos, dizer se certa profecia é verdadeira ou não.(Não confundir verdadeira com logicamente válida, porque a lógica não constitui prova suficiente de verdade).Isso depende de verificação ou constatação, o que só pode ocorrer no momento “futuro”apontado pela própria profecia.

Temos assim de considerar duas alternativas:
[1] a profecia é verdadeira; e
[2] a profecia não é verdadeira.
No segundo caso, a profecia não merece consideração. No primeiro, depende, porque aqui surge uma questão muito interessante: é “boa” a profecia, ou é “má”? Isto é, aquilo que é previsto “vai” ser bom para nós ou ruim? Este ponto é extremamente relevante, porque é justamente aqui que surge o fator psicológico mencionado no primeiro parágrafo desta parte do artigo.

Em função da filosofia que clara [?] e concisamente expus na primeira parte deste artigo, nunca me interessei por profecias. Apesar disso, creio não errar ao afirmar que, via de regra, as profecias que mais despertam interesse são as de acontecimentos trágicos para nós. Essas são as que merecem particularmente a nossa atenção - não só porque se realizadas constituiriam um sofrimento para nós, mas também porque, mesmo não realizadas, fazem muita gente sofrer, por “preocupação e sugestão”.

Coisas maravilhosas tem acontecido no mundo – coisas muito boas. Tem elas sido profetizadas? E que interesse tem isso despertado? Coisas maravilhosas por certo vão acontecer no mundo. Foram ou estão elas sendo profetizadas? E que interesse tem isso despertado?

O fato é que profecias podem ser verdadeiras ou falsas, e”boas” ou “más”. Além disso,podem prever eventos que possam mudar ou eventos que não possam mudar. Se uma profecia é verdadeira [?] e “boa” ... ora viva! ... não preocupa e sua sugestão é construtiva. Se é falsa ]?] e “boa”,, só nos resta lamentar que não se cumpra... e tocar nossa vida em frente, assim como quem jogou na loteria e não ganhou. Se uma profecia é falsa [?] e “má”... que alívio! Mas se é verdadeira [?] e “má”... ai depende de que os eventos nela previstos possam ser mudados ou não. Podem? Então...mãos à obra! Porque somos nós que temos de mudá-los! E se não o fizermos seremos nós que iremos sofrer o cumprimento da profecia, e a natureza não irá chorar nem um pouco...Não podem? Aí caímos na clara [?] filosofia que expus concisamente na primeira parte deste artigo. Que fazer, então? Ora ... tocar a vida em frente! A VIDA!

Com preocupação? Sim, talvez com alguma justa preocupação com o ego – afinal, três dias de trevas, com total falta de energia e sei lá quantas coisas mais, de natureza tétrica, que andam profetizando para os nossos dias, haveriam de ser um sofrimento para o ego; dor é dor. Mas com preocupação com A VIDA! Porque esta vai continuar, mesmo que a nossa vida atual se extinga aqui e agora. Como ela é uma função “cósmica”, não pode deixar de continuar, AQUI E AGORA, SEMPRE, NO TEMPO-ETERNO!

Mas, se é justo que haja alguma preocupação com o ego – afinal, é nele que somos por enquanto - não é sábio nos entregarmos à sugestão negativa daquela profecia. Porque isso não nos aproveitará em nada. Se a profecia for falsa [?], teremos “envenenado”e prejudicado a nossa vida [no ego] à toa. Se for verdadeira [?], teremos vivido mal o tempo que nos tenha restado. Sem dúvida será mais sábio vivermos bem esse tempo, tão precioso, no estado psíquico positivo gerado pelo conhecimento, a vivencia interior e a confiança na VIDA, próprios da filosofia sucintamente apresentada na primeira parte – deste artigo – próprios da FILOSOFIA DE LUZ, VIDA E AMOR!

Terceira Parte – Em termos “Práticos”...
Em termos “práticos”...ora! Já disse: TOCAR A VIDA EM FRENTE! Porque vou me preocupar com o que “ não posso mudar”? Se não posso mudar ... NÃO POSSO MUDAR! Quanta coisa à minha volta “posso”mudar? [ Para melhor, é claro]. Na minha vida? Na vida da minha família? Na vida da sociedade de que sou parte integrante? É isso que é “tocar a vida em frente”: mudar o que posso mudar, enquanto posso mudar.

Ainda em termos “práticos” por que devo confiar necessariamente em profecias, sejam de quem forem? São verdadeiras essas profecias? Posso decidir? Além disso – no equivalente religioso à filosofia acima – acaso Deus não sabe o que está “fazendo”?[Ah...não é Deus? Somos nós que estamos fazendo? Ora, se somos nós que estamos fazendo, pois que façamos outras coisas, que sejam boas! Além disso...QUE SOMOS NÓS?]

Chegaram às nossas mãos alguns recortes de divulgações de profecias para os nossos dias – prevendo três dias de trevas e uma porção de outras coisas do gênero. Lendo-as, víamos o tempo todo, pairando por sobre as palavras impressas, outras palavras tenebrosas:espírito medieval, ignorância, superstição! Em pleno século XXI [E ainda nos orgulhamos de nossos progressos...progressos em que?]

E, se é verdadeira [?] a profecia, não nos esqueçamos de que SOMOS EM DEUS – ETERNAMENTE AGORA E INFINITAMENTE AQUI, SEMPRE!

[Texto de Zanelli Ramos, com adaptação]

8 de out. de 2009

OS CÁTAROS


Muito se tem ouvido falar sobre OS CATÁROS ou ALBIGENSES, sem, contudo, saber-se o que significam exatamente tais termos.

A palavra “ Cátaro”, que significa “ puro”, foi utilizada pela primeira vez no ano de 1030 DC, para denominar um grupo de pessoas da cidade de Montefeltro, na Itália; a palavra “Albigenses” era utilizada para denominar um grupo de pessoas residentes na cidade de Albi, também na Itália.

Eram – todos – cristãos, mas que professavam crenças não aceitas pela Igreja de Roma. Discordavam da Igreja cristã de Roma, pois tinham como Doutrina a GNOSE do tipo ASCÉTICO, derivada do MANIQUEISMO. O Maniqueísmo, doutrina proposta por Manes Mani, com evidentes bases retiradas do Zoroatrismo, foi um grande movimento esotérico da Igreja Cristã primitiva.

Os Cátaros acreditavam em um Deus único, tendo ele criado todas as coisas de forma dual;acreditavam na reencarnação e praticavam uma moral rígida, devendo evitar todo tipo de pecado. Chamavam-se, a si próprios, de “Os Perfeitos”. Não acreditavam na presença de Cristo na Hóstia. O Papa Inocêncio III não poderia admitir tais “heresias” e lançou, dessarte, contra os Catáros, um anátema fulminante.

Embora o catarismo fosse bastante difundido na Itália, foi na França, na região de Carcassone, onde se falava a LANGUEDOC, que o catarismo foi mais intenso.

Os combates entre as forças do Papa e os Cátaros se iniciam; na França, no Castelo de Montségur, os Cátaros resistem bravamente. Raymond de Perelle, Conde de Foix, Castelão de Montségur, resiste a todos os ataques.

Em março de 1243 parte a expedição punitiva final, sob o comando de Huges d’Arcis, Senescal de Carcassonne, tendo ao seu lado Pedro Amiel, Arcebispo de Narbonne e Durand, Bispo de Albi. Os Cátaros resistem;o Castelo de Montségur é sitiado; surge, então, a figura de uma das filhas de Raymond de Perelle. ESCLARMONDE DE FOIX, que, com bravura inaudita, incita os Cátaros à resistência.

Em 1244 cai a Fortaleza rebelde. No dia 16 de março de 1244, todos os sobreviventes são queimados, ao lado das ruínas de Montségur. Duzentos Cátaros, dentre homens, mulheres e crianças, são lançados à fogueira. Oficialmente, o Cátarismo terminou aí, sendo certo, contudo, que continuou a existir na Europa, mas, subpreticiamente.

Passemos, agora, ao ano de 1968DC, em uma pequena cidade, próxima à cidade de Bristol, na Inglaterra: por puro acaso, se bem que saibamos que o acaso não existe, um médico que havia anos dedicava-se a estudos esotéricos intensos – Arthur Guirdham – vem a conhecer uma moça do local; uma moça simples, sem dotes de erudição. Chamava-se ela Senhorita Mills. Pela sua espontaneidade e pureza,o médico e sua esposa simpatizam imediatamente com ela. Nasce daí uma grande amizade. Certo dia, a Senhorita Mills perguntou ao Dr Guirdham o que significavam as palavras “Raymond” e “Albigenses”, pois tais palavras lhes vinham, continuamente à consciência. Esclareceu que lia muito pouco, afastando-se de imediato a hipótese de tê-las lido em algum livro. Ela não se interessava por nenhum assunto histórico ou parapsicológico, mas acreditava na reencarnação. Fazia anos, tinha sonhos que a aterrorizavam. Em um dos sonhos, fugia de um Castelo Medieval, situado sobre um monte; em outro, via-se descalça, sobre um tablado de madeira coberto de lenha, que, em certo momento, transformava-se em uma fogueira. À sua volta, entre as chamas, via uma multidão de pessoas.

Um dia, pediu a Arthur para que lhe examinasse o flanco, posto que sentia fortes dores, que imaginava serem musculares. Arthur, ao examiná-la, percebeu estupefato no flanco da moça, sinais de queimaduras, como se recentes, mas secas e solidificadas. Disse-lhe então que tais cicatrizes, a seu ver, tinham relação com os seus sonhos com a fogueira. A Srta. Mills respondeu-lhe que durante uma breve viagem que fizera à França, sentiu-se inclinada, sem explicação aparente, a sair do trajeto inicial para visitar uma localidade denominada Carcassonne; ao ver o local, sentiu prazer, mas, ao mesmo tempo, sentiu angustia.

Note-se que, àquela altura, a Srta. Mills ignorava completamente o que fosse o catarismo e a sua tragédia. A partir daquela conversa com Arthur, a Srta. Mills passou a encontrar, quase todos os dias, ao acordar, em um bloco de papel que mantinha sobre o criado-mudo, estranhas ‘mensagens’ de cunho esotérico ou filosófico. Demorou para compreender e acreditar que ela as tivesse escrito durante o sono; a caligrafia era incerta, mas, inequivocamente, a sua. Embora ignorasse História antiga, começava a ter lembranças da Idade Média, e, principalmente, da Língua d’Oc. Posteriormente, nas anotações, surgiram nomes e localidades italianas:Sorano, Desenzano, Brescia, Treviso, Trogir. Surgiu também uma palavra:NIKOLASKI. Descobriu-se que Nicolaski era o nome que os Maniqueístas da Bósnia haviam usado para denominar o Evangelho Eslavo. A cidade de Trogir fora um importante centro dos naniqueístas, quando vieram da Bulgária para a Itália, onde fixaram-se em Albi, tomando o nome de “Albigenses”.

Certo dia, a Srta. Mills encontrou em suas anotações o seguinte: Sol, não – Tesouros, não. Livros, sim – Raymond.

Foi ao Dr. Arthur pedir esclarecimentos; deu-lhe ele a seguinte interpretação:Raymond devia ser Raymond de Perelle, Conde de Foix, Castelão de Monstségur, quando os Cátaros haviam resistido aos exércitos enviados para exterminá-los. “Sol,não” devia ser o repudio à idéia difundida de que o Castelo de MOntségur teria sido dedicado, pelos Druidas, ao culto solar. “Tesouro, não – Livros, sim”. A frase contradizia uma crença em que quatro Cátaros haviam sido depositários de um tesouro, escondido no Castelo. O tesouro consistia em valiosos livros, e não em ouro ou jóias.

Passados alguns meses, a Srta. Mills pergunta a Arthur por qual razão as datas de 14 e 16 de março lhe incutiam terror. Aos 3 de março vê outra mensagem em seu bloco de anotações:” Sorba, Sicília, Sibilia, Jean de Cambiaire, evêque.” O que deixou o Dr Arthur pasmo foi o acento circunflexo sobre a palavra “evêque”: a Sra. Mills, ignorando completamente a língua francesa, não poderia saber a acentuação correta!!!

Surgiram posteriormente, outros nomes:Sorba, Philipa, Arpais. Passou Arthur a pesquisá-los. Corba, e não Sorba, como estava escrito, fora esposa de Raymond de Perelle, Conde de Foix;Philipa, Arpais e Esclarmonde eram suas três filhas, sendo que Esclarmonde morrera queimada, juntamente com a mãe e a avó, na fogueira de Montségur.

No dia 16 de Março a Srta. Mills veio queixar-se a Arthur de dores nos pulsos e nos ombros; lembrava-se também, das datas de 2 e 14 de março. Arthur consultou, então, a maior autoridade em História Cátara; o Professos francês DUVERNOY. Soube então que, antes do ultimo ataque a Montségur, houve uma trégua que durou duas semanas; tal trégua começou no dia 2 de março e terminou no dia 14 de março.Para Arthur estava claro, inquestionavelmente, que a Srta. Mills fora cátara e queimada nas chamas, em Montségur.

Estudando os livros do Professor Duvernoy, soube que os Cátaros haviam sido levados à morte com os pulsos unidos, atrás das costas, por correntes de ferro. A Srta. Mills, repentinamente lembrou-se de tudo: ela fora ESCLARMONDE DE FOIX, terceira filha de Raymonde de Perelle. Encontrou, em seu bloco de anotações,o seguinte: 16 de março de 1244. Três gerações de mulheres. Tal fato adequava-se à realidade histórica, se bem que a Srta. Mills, nunca houvesse estudado História antiga ou os Cátaros. Realmente, na fogueira, tinham morrido, ela – Esclarmonde – sua mãe e sua avó, a Marquesa de Lantar.

Arthur descobriu que Esclarmonde tivera poderes de cura. Subitamente, sem que tais fatos tivessem sido noticiados, a Srta. Mills viu-se procurada por doentes; começou a sentir formigamento nos dedos das mãos e calor; todos os doentes melhoravam após contatos com suas mãos.

Nessa época, ela reencontrou uma velha amiga de infância, que, recentemente, enviuvara: Betty. Betty, ao viajar para a França, fora ao castelo de Montségur e, sem saber por que, sentiu uma sensação de felicidade, como se, assim disse mais tarde, “ tivesse voltado para casa”. Betty passou pela transição alguns meses após voltar para a Inglaterra. Sua mãe entrou em contato com a Srta. Mills, mostrando-lhe anotações que encontrara, de Betty, sobre sua viagem à França, mais exatamente na região de Saint Papoul. Uma das anotações era:Oh, Roger, Roger, Roger! Na prisão de Saint Papoul morrera um cátaro:Roger-Isarn!!!

Na noite de 16 de março de 1972, o Dr Arthur Guirdham sentiu-se muito mal;falatava-lhe o ar, como se não conseguisse respirar. Tal fato deu-lhe a certeza de que ele também fora um dos duzentos Cátaros queimados em Montségur. No dia seguinte, soube que a Srta. Mills tivera sensação semelhante. Após intensos estudos, Arthur chegou a conclusão de que ele fora Roger-Isarn de Fanjeaux e de que a Srta Mills fora Esclarmonde de Foix.

Arthur Guirdham narraria estes fatos, posteriormente, em um livro intitulado: WE ARE ONE ANOTHER.

[Texto de Gabriel César Z. de Inellas]

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