sábado, 17 de abril de 2010

O Que é a Felicidade?


Que é que o homem busca?

Todos os homens possuem algum desejo e buscam sua realização. Alguns de tais desejos são a conseqüência de impulsos indefinidos. Sendo instintivos, não podem os mesmos ser erradicados da natureza humana; não são uma escolha da vontade. Apenas se servem da vontade como força propulsora para atingir seus objetivos. Tais desejos são os próprios atributos da Energia Essencial da Vida. Fundamentalmente, são os impulsos por sustento e segurança, fatores primordiais à própria natureza e preservação da vida. Esses desejos, por sua vez, podem ser subdivididos m apetites e paixões correlatos. Em conseqüência, tais desejos fundamentais não são errôneos ou maus, a menos que consideremos errônea e má uma função da vida. Milhões de pessoas desafortunadas no mundo nunca vão além de tais desejos. Jamais conseguem que os mesmos sejam satisfeitos, pois circunstâncias ou condições econômicas opressivas impedem sua concretização. Na vida de tais pessoas o único objetivo é a ‘sobrevivência’, característica comum em todos os animais.

Mas quando a necessidade de sustento e segurança é razoavelmente satisfeita, o desejo não cessa pois a imaginação e o raciocínio criam novos desejos. Esses outros desejos parecem infindáveis, visto que são inúmeros os objetos que os representam. Muito embora todos os desejos físicos sejam de natureza biológica, será que podemos encontrar algum fundamento comum nos outros desejos manifestados pelo homem? Será que podemos convertê-los num elemento único? Poderemos formar um conceito genérico do que esteja o homem procurando, psicológica, mental e emocionalmente?

Pergunte a um homem o que ele busca e, então, pergunte-lhe ‘por que’ o busca. Aprofunde-se nesta pergunta até suas últimas raízes, e você só encontrará uma palavra como resposta: “FELICIDADE”.

Que é, porém, felicidade?

É prazer. A prova disto está em que ninguém é infeliz enquanto experimenta prazer. Contudo, sem recorrermos ao raciocínio dialético, somos obrigados a perguntar: Que é prazer? A natureza do prazer tem sido objeto de inquirições filosóficas há séculos. Todo prazer pode ser psicologicamente classificado como satisfação, gratificação. Os prazeres são essencialmente ocasionados por alguma insuficiência ou necessidade de que se apercebe o ser humano. Essa insuficiência produz irritação, um desconforto de alguma espécie, em graus variados. Ao eliminarmos essa irritação provem o prazer.

Nem todos os prazeres despertam diretamente o desejo do homem. Ocorre alguma circunstância que elimina uma irritação, e isto por sua vez produz um titilamento, uma sensação de prazer. Conseqüentemente, essa experiência especifica se torna um ideal, sendo também associada com a eliminação daquela irritação em particular. A irritação produzida por nossos apetites ou necessidades biológicas é muito acentuada, e a maioria de nós instintivamente procura aquilo que satisfaça tais necessidades. Isto se torna o objetivo de nossos prazeres sensoriais. Como sabiam os antigos filósofos, e nós logo aprendemos, não podemos manter indefinidamente esses prazeres. Quando cessa a comichão, também cessa o prazer que sentimos ao coçar. Os filósofos platônicos chamavam isto de ‘prazer negativo’.

ESTADOS DE PRAZER

Não obstante, experimentamos também estados de prazer sem consciência de qualquer irritação correlacionada. Por exemplo, a beleza magnífica de um cenário nos traz satisfação, porém, esse tipo de prazer não é suscitado por qualquer sensação específica que a pessoa deseje eliminar. Também é o caso de uma pessoa, talvez uma criança, ouvir uma orquestra sinfônica pela primeira vez. A música é uma experiência extática para ela. Entretanto, a pessoa que não havia procurado o prazer, nem sentido originalmente sua necessidade. Outra pessoa tem uma experiência religiosa ou mística que lhe proporciona um intenso e inusitado prazer. Talvez não tivesse havido qualquer estado consciente de insuficiência ou desejo que a experiência viria a gratificar.

Estas experiências revelam que a plena harmonia de nosso ser raramente é alcançada. Alguma função ou atributo de que somos individualmente capazes não está sendo exercido, estando completa ou parcialmente adormecido. Seu uso ou estimulação provê uma satisfação que proporciona prazer. Estas funções ou capacidades inarmônicas ou não-satisfeitas não fornecem nenhuma indicação definida d sua condição. Não há qualquer sinal que possamos afirmar constituir-se em irritação. Tais funções não-satisfeitas não são como a fome, a sede ou a dor, que nos impelem a buscarmos um alívio imediato. Geralmente são subliminares, isto é, essas funções não-satisfeitas encontram-se além das fronteiras de nossa mente consciente. Não percebemos objetivamente sua causa. Simplesmente, a principio não estamos conscientes de qualquer insatisfação que uma experiência prazerosa venha a gratificar.

Os antigos gregos consideravam ‘positivos’ estes prazeres – prazeres que o homem busca por eles mesmos ao invés de pelo resultado de eliminar uma irritação ou desconforto. Entretanto, neste sentido esses prazeres igualmente ‘não são’ positivos porque também eliminam um estado de irritação ou desarmonia, ainda que seja um estado muito sutil de nossa natureza, não muito fácil de identificar. Para que se compreenda melhor, devemos nos reportar à nossa premissa básica: Não pode existir prazer sem antes haver um estado de ‘insuficiência’ que causa uma desarmonia no Eu.

Devemos fazer outra distinção importante entre esses dois tipos d prazer: Os prazeres sensoriais gratificam necessidades muito restritas, limitadas. Possuem um ponto ou limite de saciedade muito definido. Por exemplo, só podemos consumir uma quantidade limitada de alimento, e, quando o fazemos, não mais sentimos prazer em comer.

O PRAZER INTELECTUAL

Mas tratando-se das necessidades e impulsos do superego, o EU INTERIOR e a inteligência, não há limites. Por exemplo, a gratificação das funções intelectuais é muito diferente da gratificação dos apetites. A pessoa que tem prazer em atividades místicas ou intelectuais sente um desejo que cresce proporcionalmente. Em outras palavras, o prazer estimula o impulso ou a necessidade intelectual e emocional. O desejo aumenta com o prazer que se origina no próprio desejo. Não se pode realmente alcançar um clímax na satisfação do intelecto e dos sentimentos mais nobres. O verdadeiro cientista jamais alcança um derradeiro e externo prazer por suas realizações. Ele pode sentir-se contente com o que realizou, mas esse contentamento se torna um combustível que alimenta a chama de novas pesquisas.

A grande catástrofe que assola a maioria dos homens é a confusão destes prazeres. O homem procura prazeres físicos na esperança de que acalmem as causas psíquicas de seu desassossego íntimo. Ele deseja tranqüilidade, paz interior, mas associa a satisfação desses objetivos com apetites ou paixões. Somos todos culpados de buscar insignificâncias. Buscamos encontrar em tais coisas aquele prazer duradouro que constitui a felicidade. Os sábios nos disseram, e isto aprendemos na prática, que quanto mais bens materiais possuímos, mais opressivas se tornam nossas responsabilidades. Corremos atrás de novos arco-íris quando os velhos e ilusórios potes de ouro não mais gratificam.

O problema reside em descobrir uma fonte de crescente e duradoura felicidade. Não há uma fonte universal de felicidade, alguma coisa ou atividade que seja vivida como felicidade por todos os indivíduos. A felicidade é verdadeiramente uma busca que cada pessoa deve empreender por conta própria. Há um procedimento, contudo, que pode ser seguido e que permitirá a cada indivíduo compreender o que para ele pode significar a felicidade. Nosso EU não é um estado isolado ou único. Nosso EU é em verdade uma série de “EUS” integrados. A corrente total de consciência consiste de aspectos do EU. Cada um desses aspectos tem sua harmonia, a condição de que precisa para alcançar sua plenitude. Por conseguinte, cada aspecto possui seus anseios e necessidades particulares. Como dissemos, estes não estão claramente definidos em nossa consciência objetiva, mas algumas atividades mentais, emocionais e psíquicas satisfarão tais anseios. Quando descobrimos essas atividades, então conhecemos a felicidade, uma felicidade que jamais será saciada. Quanto mais um desses aspectos do EU é satisfeito, tanto mais cresce a exigência de maior satisfação.

VALOR DA EXPERIÊNCIA

Para fazermos esta descoberta, precisamos ter muitas experiências. Precisamos descobrir a experiência especifica à qual um dos aspectos de nosso EU responderá com maior intensidade. Naturalmente, temos nossas obrigações e responsabilidades, de modo que não podemos ser nômades na vida, perambulando de uma a outra camada social, mudando de uma a outra vocação. Mas podemos aprender pelas realizações humanas; podemos assistir concertos, visitar museus, apreciar elevadas representações teatrais. Podemos ler boa literatura, descobrindo fontes de interesse em história, biografia, ou discursos filosóficos iluminadores. Podemos ler artigos inteligentes que analisem o comportamento humano. Assim, podemos enxergar nossas próprias deficiências pela visão de outros, aprendendo o que constitui felicidade de alguma foram para outras pessoas.

Não precisamos descobrir a felicidade física, pois esta se encontra muito próxima de nossos apetites e confortos corporais. Mas que é que contribui para a ‘paz profunda’, aquela profunda alegria de viver? Ao aumentarmos nossas experiências na vida, descobrindo assim o que fizeram e aprenderam outros, descobrimos algo que nos atrai pois suscita nossa imaginação. Nessas ocasiões, dizemos para nós mesmos: Acho que gostaria de fazer isso. A idéia de alguma forma gratificou o anseio sutil do EU psíquico. Tentamos então fazer o que outros fizeram. Conseqüentemente, descobrimos a sublime emoção que constitui felicidade. Ela estimula todo o nosso ser. Pensamos e agimos de modo a intensificar essa emoção ou sentimento, aumentando assim nossa felicidade. Alastramo-la até que se torne nossa própria vida. Como acabamos descobrindo, as coisas que nos trazem a felicidade e satisfazem os anseios sutis do EU psíquico podem ser humildes, como cuidar de um doente, por exemplo. Pode também ser pintar, desenhar, escrever ou compor música. Pode ser uma experiência no campo da ciência ou da mecânica. Pode ser criar com as mãos ou com a mente, ou o domínio de alguma atividade.

Ás vezes fazemos inferências intelectuais erradas. Estabelecemos algo que atrai a imaginação. Vamos ao seu encalço só para descobrir que nosso interesse se desvanece. Nossa busca deve então prosseguir. O ponto importante a se ter em mente é que existem vários aspectos do EU. Não sabemos qual deles, quando satisfeito, proporcionará felicidade dominante. Por esta razão devemos nos expor à vida de modo mais geral. Devemos investigar e tomar conhecimento de coisas para além dos limites de nossa vida rotineira. Nossos hábitos podem estar obstruindo outra fase do EU que necessita expressão. Sabemos que a injunção “Conhece-te a ti mesmo” é por demais batida, mas até que aprendamos a responder aos “EUS” de que somos compostos [o Eu intelectual, o emocional e o psíquico], jamais seremos verdadeiramente felizes.

Á medida que evoluímos pessoalmente, alcançamos níveis mais profundos de consciência. Conseqüentemente, a felicidade dos jovens talvez não satisfaça os ‘EUS” ´psíquico, emocional e intelectual mais maduros. Se descobrimos que certo prazer se desvanece depois de algum tempo, devemos então explorar novos interesses. Este é o motivo por que muitas pessoas encontram prazer em atividades místicas mais tarde na vida. O benefício dos ensinamentos místicos, por exemplo, é ajudar o individuo a se tornar consciente desses impulsos e necessidades psíquicos. Ajudam-no a interpretar esses impulsos como objetivos a serem atingidos. Criam metas que podem resultar em duradoura felicidade pessoal.

Uma das causas de maior desassossego atualmente é a insatisfação do EU, a incerteza quanto ao que é felicidade. É nossa obrigação, como indivíduos, não apenas encontrar nossa própria felicidade, como ajudar outros a encontrar felicidade nesta forma psicológica. Ao fazermos isto, contribuímos para a paz da sociedade, a tão necessária estabilidade social.
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[Texto do Imperator]

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Sucesso pela Imaginação


A imaginação há muito tem sido a Cinderela dos nossos poderes mentais. As pessoas tem negligenciado a imaginação, considerando-a como prerrogativa de escritores e artistas. A força de vontade, a concentração e a memória, por outro lado, tem sido reverenciadas há séculos.

Não obstante, a imaginação faz parte do equipamento mental de todos e pode ser desenvolvida de modo a trazer grandes benefícios. Podemos dar um grande passo no desenvolvimento da personalidade estimulando a imaginação. Pense no que a imaginação já fez por todos nós: porque alguns homens pré-históricos usaram sua imaginação, gerações subseqüentes usufruíram a benção do controle do fogo, a roda, a agulha e a faca. Pensadores criativos posteriores inventaram a roldana, a bomba d’água, a engrenagem, a imprensa, o motor à combustão, a lâmpada elétrica, o rádio, a televisão, o motor a jato, aos foguetes, as cápsulas espaciais, e assim por diante.

O poeta e romancista John Masefield exprimiu isto muito bem: “O corpo do homem é imperfeito, sua mente indigna de confiança, porém, sua imaginação o tornou um ser extraordinário”. Empregar a imaginação de modo positivo e útil é desencadear o pensamento criativo – pensar com um propósito, ao contrário de sonhar acórdão ou construir castelos no ar.

Aqui estão algumas formas de desenvolver a capacidade de utilizar a imaginação criativamente:

1_ Comece a ler uma história e dê-lhe um final ao seu próprio modo;

2_ Observe crianças brincando e analise-as atentamente;

3_ Conte histórias a crianças; mas lembre-se, ‘tudo’ pode acontecer na história que você criar;

4_ Sempre que ler, procure visualizar os personagens e acontecimentos;

5_ Pegue um objeto comum [uma caixa de fósforos, por exemplo] e pergunte-se como ele poderia ser melhorado;

6_ Decida o que aconteceria se algum de seus pertences se tornasse menor, maior, mais estreito ou mesmo mais fino. Poderia ele ser separado de uma outra coisa ou a ela associado?

Perguntas deste tipo certamente acenderão a imaginação criadora. Se empregada com freqüência, a imaginação pode fazer alguém transbordar de estupendas idéias. Lembre-se de que a imaginação aumenta com o exercício, e que, contrariamente à crença comum, é mais poderosa no homem maduro do que no jovem.

PREOCUPAÇÕES DIÁRIAS
Tente aplicar sua imaginação a estas questões corriqueiras:

_Pense na localização da sua casa – você tem de viver onde está vivendo agora?

_ Poderia você viver num ambiente mais saudável ou prazeroso?

Se você persistentemente se imaginar vivendo em condições mais desejáveis, acabará dando passos para materializar o que tiver imaginado. A mesma técnica pode ser aplicada ao interior de sua casa, que pode vir a ser mais claro, limpo e atraente. Com entusiasmo, esforço e desembolso de pouco dinheiro, você pode facilmente transformar sua casa. Deixe sua imaginação brincar com estas sugestões, e depois ‘trabalhe’ para transformar o lugar em que vive.

Podemos encontrar muitas oportunidades de pensar criativamente ao prepararmos alimentos, escolhermos nossa roupa, mobiliarmos nossa casa, cuidarmos do jardim, decorarmos nosso escritório, e organizarmos nossa oficina.

Se você tem filhos, poderá usar sua imaginação para fazê-los mais felizes e autoconfiantes. Como lhes poderá proporcionar uma experiência mais diversificada? Como poderá evitar brigar com eles? Pense nos equívocos de seus pais e então procure evitar a repetição dos erros deles. Mesmo que o relacionamento com seus filhos seja bom, pensar criativamente poderá torná-lo melhor.

Você pode usar a imaginação em seu trabalho. Será que você tem de fazer o seu trabalho como vem fazendo há anos? Não poderá mudar proveitosamente os procedimentos, as condições ou os materiais? Tem certeza que está fazendo as coisa do melhor modo possível? Pergunte-se como poderá ser mais útil ao seu empregador, quanto tempo trabalho e material podem ser economizados?

Se você é um empregador, como poderá tornar seus funcionários mais felizes e mais produtivos? De que maneira poderá granjear-lhes pleno apoio e cooperação? E quanto às condições do ambiente de trabalho? Podem elas ser melhoradas? Podem os empregados ser encorajados a trabalhar com autêntico entusiasmo? Você, o empregador, trabalharia bem se estivesse no lugar deles? Será que eles sentem que você nutre algum interesse pessoal por eles? Se não, como você poderia demonstrar maior interesse?

Vimos que a imaginação pode enriquecer qualquer relacionamento humano. Só usando a imaginação podemos nos colocar no lugar dos outros e, assim, agir sem causar atrito. O uso da imaginação nos ajudará a refrear uma palavra isultuosa, uma ato descortês, e uma conclusão precipitada. Empregada positivamente, a imaginação suscitará a manifestação de bondade, encorajamento e solidariedade, em palavras e atos. É difícil imaginar qualquer situação em que a imaginação não atue como bálsamo e agente suavizador no trato com os outros.

Nas realizações pessoais é em geral insuficiente ter ‘vontade’ de ser bem sucedido. A vontade é muitas vezes fraca e hesitante. Devemos aprender a reforçá-la usando a imaginação.

Suponha que lhe pediram para fazer um discurso público e você sente-se nervoso diante da expectativa. Uma preparação perfeita poderia ir por água abaixo no último momento, por causa do nervosismo. Você deveria, por conseguinte, utilizar sua imaginação positivamente. Sempre que você antecipar um acontecimento tão importante, visualize-se numa posição firme e confiante à frente de sua Audiência, fazendo um excelente discurso. Visualize isto toda noite, durante uma semana antes do acontecimento. Com a deliberada inversão das costumeiras idéias de medo, notará supreendente diferença em seu desempenho.

No aprimoramento da personalidade, a imaginação ajudá-lo-á a superar hábitos ou tendências que considere indesejáveis. Se você é reservado ou mal-humorado, se gagueja ou ruboriza, imagine-se livre destes obstáculos. Pare de remoer fracassos passados; isto não ajuda em nada. Ao invés disto, “pinte-se” como gostaria de ser.

Talvez algum vago ideal o tenha assediado durante anos. De vez em quando você se defrontou com essa visão avidamente, mas ela rapidamente se desfazia. Agora, pela primeira vez na sua vida, escreva detalhadamente uma descrição da pessoa que você gostaria de ser. Gostaria de ser alegre, popular, dinâmico e audacioso? Gostaria de ser simpático, amigável e diplomático? Então você poderá ser! Mantenha seu ideal clara e firmemente diante de você. Persiga-o com determinação. Reavive sua coragem após um ocasional fracasso. Em verdade, muitas coisas poderão ser alcançadas se você primeiro as alcançar em sua imaginação.

Esqueça as coisas que ficaram para trás, e persiga o que está à sua frente. Faça dos seus pequenos sucessos trampolins para êxitos maiores. Acima de tudo, mantenha sua imagem de sucesso, bem clara na mente, e há de alcançar sucesso!
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[Texto de H.C. Ibojionu]

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Conhecimento Secreto


Sempre houve lendas e tradições acerca do conhecimento secreto. Nas raízes da maioria das religiões há alguma forma de conhecimento secreto, uma ‘gnose’ ou compreensão interior que pode ser alcançada e mesmo prometida, como nas Alianças da Tora.

Em sociedades e lojas secretas há um outro tipo de conhecimento secreto [palavras, sinais, símbolos e tradições] que pode aparecer em forma escrita mas ter significado adicional transmitido privativamente. Os ensinamentos dessas sociedades secretas são mais bem descritos como ‘privados’ do que secretos.

O buscador ingênuo do conhecimento secreto talvez espere encontrar algum fato ou fórmula mágicos, algo específico e objetivo que possa ser apreendido e memorizado. Mas a característica primordial de uma ‘gnose’ é que ela não pode ser transmitida; é tida como inefável. Trata-se de uma compreensão que não pode sr transmitida fisicamente de uma pessoa para outra. Assim mesmo, é passível de ser alcançada, comprovada e descoberta individualmente.

Além disso, há métodos e planos que levam a esta descoberta. Mas esses ensinamentos são geralmente venerados e preservados em sociedades primitivas, esotéricas. A tradição normalmente encerra a idéia de que este conhecimento, e quaisquer ensinamentos que levem à sua descoberta, devem ser ocultos a pessoas indignas e contra elas protegido. Buscadores dignos são iniciados e conduzidos ‘passo a passo na senda’. Rituais graus iniciáticos, nestas ordens, dramatizam os passos e favorecem a descoberta.

Entretanto, o grande segredo é que: NÃO HÁ NENHUM SEGREDO; que este conhecimento absolutamente não é de fato secreto! Está à disposição de olhos capazes de ver e ouvidos capazes de ouvir. Apesar de seu suposto sigilo, muito se tem falado e publicado sobre esse conhecimento, abertamente, porém, ele anda permanece irrevelado.

À luz disto, consideremos as muitas afirmações enigmáticas da escritura cristã e de outras escrituras sagradas. Estas afirmações também são para os iniciados. Sem a chave, sem o progresso pessoal preliminar, elas permanecem indecifráveis. Com a chave, são surpreendentes,afirmações impressionantes que refletem uma compreensão radicalmente diferente. Assim, esse conhecimento é secreto somente neste estranho aspecto, protegido pela sua própria natureza arcana, e pela nossa falta de evolução.

É fácil [como neste artigo] continuar falando muito ‘sobre’ esse conhecimento secreto, mas isto é como ‘falar sobre a água – não mata a sede’. Melhor seria dizermos: “Aqui está o caminho da fonte, onde você tem de aprender a beber por si mesmo”.
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[Texto de Edgar Wirt]

A Natureza de Deus


Considera-se às vezes que a questão d Deus não se presta a discussão geral, pois, quem poderá dizer com alguma certeza o que Deus é ou não é? Nos intermináveis debates sobre a natureza de Deus, há realmente uma representação clara do Criador aos olhos das pessoas? Mesmo entre os chamados especialistas não há concordância ou qualquer coisa parecida com isto, a cerca deste que é o mais profundo de todos os temas. Não obstante, esta questão interessa profundamente a todos os seres racionais. Haverá porventura alguém que nunca se tenha perguntado: “Existe um Deus?” ou “Quem é Deus?”. Certamente, o individuo inclinado ao misticismo é uma pessoa que procura conhecer Deus ou tornar-se consciente de Deus.

De fato, misticismo é “ apreensão intima e direta de Deus ou o Cósmico, através do Eu Interior, isto é, pelo campo do subconsciente. O ideal do misticismo é a consecução final da união consciente com o Absoluto, ou o Cósmico. O misticismo ensina os princípios e as Leis Cósmicas pelos quais o homem é levado a uma consciência mais íntima de seu poder divino”.

Quais são esses princípios e leis que podem nos trazer uma consciência mais intima de Deus?

Isto nos traz às próprias bases dos nossos estudos. Desde nossas primeiras lições aprendemos as artes da concentração, da meditação, e do desenvolvimento psíquico, e é pela prática e o aperfeiçoamento dessas artes, em conjunto com outras técnicas essenciais, que podemos finalmente apreender a consciência de Deus.

IMPORTÂNCIA DA ATITUDE
Entretanto, muito embora sejamos capazes de nos tornar muito hábeis em concentração, meditação e desenvolvimento psíquico, isto não significa que iremos ter uma consciência intima de Deus, porque outros requisitos essenciais se fazem necessários. Uma destas importantes condições é uma atitude mental altruísta, centralizada em nossa parte espiritual, quando nos preparamos para a comunhão com a Consciência Divina.

Não podemos abordar a Divina Essência do Cósmico com outra atitude que não o propósito e pensamento mais santificado e, para isto, devemos nutrir profundo amor e reverencia para com Deus. Tentar sentir a presença de Deus como um exercício mental pode ser muito desapontador; no entanto, muitas estudantes tentam isto, porque ainda não aprenderam a expressar o amor divino latente em seu coração, e que apenas liberação e reconhecimento. Quando aprendermos verdadeiramente a amar no sentido cósmico, a presença de Deus tornar-se-á um fator da experiência diária em nossa vida. Para os poucos que conseguiram isto, a vida tem um significado novo, diferente e belo. Mas isso pode ser experimentado por todos nós, desde que aprendamos a técnica da comunhão.

Esta técnica consiste em praticarmos a meditação; mantermos pensamentos santificados e atitude de prece; desenvolvermos um profundo amor a Deus e ao Cósmico, de modo a condicionarmos nosso pensamento aos mais puros ideais; finalmente, e o que é mais importante, em termos o firme desejo de encontrar, conhecer, e amar a Deus mais e mais profundamente.

Se pudermos seguir estes simples porém necessários passos, experimentaremos a mais profunda consciência da Sublime Essência de Deus. Mas devemos também ser pacientes; não podemos forçar essa experiência ou de modo algum ser insistentes. Devemos apenas nos colocar a disposição para que o Cósmico nos faça dignos desse contato.

Tem-se dito que um dos requisitos essenciais nesta busca de Deus é a expressão do amor divino. Em verdade, diríamos que este é o mais importante fator. O amor é um tema sobre o qual se vem escrevendo e falando há séculos, porém, quantas pessoas conhecemos que irradiam amor e harmonia em todos os momentos?

UM GRANDE AMOR
Devemos elevar nossos pensamentos e nossa consciência a um ponto de harmonia com o Eu Interior. Desse modo ocorre uma profunda percepção da Consciência Divina presente no âmago de cada um de nós. Nenhuma reflexão ou medição comum poderá proporcionar isto. É preciso que tenhamos uma atitude mental altruística, centralizada espiritualmente, e que sintamos sinceramente, em nosso coração e em nossa mente, um grande amor e pureza de pensamento, durante a nossa harmonização. Obviamente, considerável preparação é necessária para conseguirmos esta atitude mental, e a única coisa que nos trará sucesso é o espírito do Amor.

O amor, portanto, não é apenas a chave para nossa harmonização com Deus; propicia também a consecução de grande poder psíquico e espiritual, bem como intuição, que podemos utilizar para o bem do homem.

É importante compreender que o amor, como a harmonização com a Consciência Divina, não ocorre subitamente como um ‘flash’ de inspiração. Ao contrário, ele cresce em nosso coração gradualmente, dependendo o seu desenvolvimento de nossas experiências, nossa atitude para com a vida e com outras pessoas, e a amplitude e profundeza do nosso desejo. São necessários muitos anos de devoção e uma vida útil e plena, para que comece a despertar o espírito do amor que está dentro de cada um de nós, mas que aprisionamos devido a uma sensação de medo e embaraço para expressarmos nossos verdadeiros sentimentos e emoções íntimos.

Todos nós fomos condicionados a acreditar que constitui erro, fraqueza e desonra, exprimirmos nossos verdadeiros sentimentos e emoções, de modo que nos sentimos compelidos a escondê-los e suprimi-los. Apesar disso, o Eu interior se empenha em exprimir e revelar nossas emoções mais profundas, criando assim uma condição de conflito que impede a apreensão do espírito do amor que a alma em nosso interior procura expressar.

Ensinam-nos a ser críticos, a reparar defeitos, a colocar nossos próprios interesses egoísticos à frente de outras pessoas. Isto é a antítese do desejo da alma de encontrar amor e harmonia, de ver beleza e alegria na vida. Enquanto não iniciarmos esta mudança em nosso pensamento e sentimento, o amor será um prisioneiro em nosso interior. Mas quando compreendermos que este grande poder está esperando para se expressar, e cooperarmos com os impulsos do Eu interior, a energia do amor começará a se expandir em nosso coração e um poder espiritual terá nascido.

Na medida em que esta energia natural do amor começa a crescer no âmago da nossa consciência, uma série de mudanças ocorre em nosso caráter e nosso comportamento, bem como em nossos mais íntimos pensamentos. Não somos afetados pelas experiências perturbadoras como éramos anteriormente. Passamos a viver mais afastados das coisas sórdidas e vulgares da vida.

Quando decidirmos fazer o esforço necessário para nos expressar e doar altruisticamente, a estrada para o despertar espiritual será aberta à nossa frente. É então que advirão experiências que nos virão inspirar, enobrecer preparar para maior serviço.

Esta decisão e seu conseqüente desenvolvimento nos levarão a um contato mais intimo com Deus, e talvez nos levem a uma experiência iniciática da própria presença do Criador, que em nós deixará uma impressão indelével. Palavras nunca poderão descrever a beleza e maravilha da experiência mística que pode advir àqueles que se tornaram dignos de tais contatos com o Cósmico. Com esse despertar, tomamos conhecimento de que Deus é AMOR e amor é DEUS, e nosso progresso na senda do serviço altruístico é assegurado.
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[Texto de Robert E. Daniels]

O PEREGRINO


É quase proverbial que o homem insatisfeito vagueia, e o homem que não se encontrou, que não encontrou seu lugar no plano do Criador, está [tem de estar] sempre insatisfeito. Por trás das coisas do cotidiano e das coisas simples da vida, na música, em arte e viagens, ele procura ler os sinais e símbolos para o significado do seu próprio ser. Eis por que as antigas culturas do Egito, da Índia e da Grécia, nos atraem à primeira vista.

Minha primeira vez longe de casa, no entanto, não me levou ao Egito ou à Índia, e sim à Islândia e às ilhas Feróes. Mas mesmo ali eu procurei e o passado me falou. Primeiro na velha arquidioceses em Kirkjuboin, nas Feróes; depois, na casa de Joannes Paturson onde o rei Sverre nasceu. Estranhamente eu fora afetado mas não podia dizer por quê. Um sentimento de volta ao lar? Ou seria apenas a claridade de verão duma noite nórdica? Não, era certamente algo mais.

Aconteceu novamente, desta vez em Reykjavik, na casa-museu de Ejnar Jonsson, o escultor.

Outra viagem para o exterior, desta vez à Holanda. Certas ruas m Amsterdã suscitaram aquele mesmo sentimento de reconhecimento. Deu-se o mesmo em Heidelberg na Alemanha, e no percurso para a velha Universidade de Basel, Suíça, que me atraiu todo dia.

Isto aconteceu antes que eu ouvisse falar na reencarnação e na importância do passado na vida de todos nós. Então, a arrebatadora aura do Egito, Islândia, e de outros lugares onde estive, começou a me atrair para casa. A fraternidade mística do passado e a fraternidade mística do presente eram uma só, e eu era parte dessa unidade. Parei de vaguear porque não mais estava insatisfeito. Tendo encontrado a mim mesmo, eu estava em casa, sem necessidade alguma de vaguear.
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[Texto de Gudve Gjellstad]

Um Tipo Especial de Sabedoria


A primeira vez que vi aquele velho nos trilhos da estrada de ferro foi numa fria manhã de começo de primavera. Eu estava caminhando para a universidade, a uns três quilômetros de minha casa. Cristais de geada cobriam os trilhos e os velhos dormentes. O ar estava sereno.

Estava absorto em meus pensamentos e teria passado pelo velhos sem notá-lo, não fosse por uma coisa: eu podia sentir sua presença sem mesmo ter olhado para ele. Algo irradiava-se de seu corpo. Senti que estava sendo observado e, quando levantei o olhar para ele, percebi que estava me olhando atentamente. Seus olhos penetrantes deixaram-me um pouco inquieto. E ele continuou me observando. Nenhuma palavra foi trocada entre nós.

Como se num mudo acordo, ambos deixamos que algo se descontraísse em nosso âmago, e seus olhos de súbito brilharam, como os de uma criancinha a olhar um presente.

Parei e esperei.

Ele inclinou a cabeça e sorriu.

Isso foi tudo. Nada de “Tudo bem?” ou “Parece que vamos ter um belo dia”. Apenas seus olhos fitando os meus, um sinal de cabeça e um sorriso, e ele se voltou para partir.

Quis correr atrás dele, detê-lo e lhe perguntar o que havia de fato acontecido. Felizmente não o fiz. Teria quebrado o encanto que houvera entre nós. Algo extraordinário tinha acontecido eu não queria que isso fosse estragadol.

O modo como ele havia olhado para mim proporcionara-me o sentimento de ser alguém especial, alguém interessante o bastante para que fosse considerado atentamente observado. Ele usara sua visão de modo singular, e isto me remetera bruscamente aos ‘meus’ sentidos. A geada pareceu mais branca, as pedras começaram a ranger sob meus pés, e eu pude sentir o doce aroma de uma madeireira próxima.

Durante dias dei tratos ao nosso encontro. Ele parecia sem importância [um velho e um jovem cruzando caminhos numa estrada de ferro], não fosse pelo estranho modo como o velho olhara para mim. Por que isso mexera tanto comigo?

Os meses passaram e eu percorri o mesmo trecho da estrada de ferro dia após dia, sem ver qualquer sinal do velho. Talvez ele tivesse passado por ali apenas aquela vez. Lembrando-me do sobretudo esfarrapado e do sapato sem cadarço que ele usava, eu não me surpreenderia com isso. Homens como aquele geralmente medem sua vida em quilômetros.

Mas eu o vi uma vez mais. Era uma cálida tarde ensolarada, quando eu voltava da universidade. Ele usava a mesma roupa de antes, e estava juntando pedaços de madeira jogados fora pela madeireira. Curvava-se, socando os pedaços de madeira numa sacola de lona a seu lado. As pontas das ripas apareciam desordenadamente em todas as direções.

Ele se endireitou, acomodou a sacola, e olhou para suas mãos. Virou as palmas para cima e examinou cuidadosamente a pele, cheia de sulcos e calos. Satisfeito, deixou-as tomar ao lado do corpo.

Este simples gesto, o modo como examinou suas mãos, intrigou-me, e compreendi que ele era uma pessoa plenamente consciente de seus atos. Tudo fazia com atenção. Não desperdiçava nenhum esforço.

Esta capacidade o tornava especial. Sua concentração era um dom; percebi que podia aprender alguma coisa simplesmente observando-o.

Notou minha presença e caminhou até onde eu estava. Surpreendeu-me, ao dizer: “Já faz algum tempo que o vi...” e, antes que eu pudesse falar, acrescentou: “...e, sabe, parece que você está preocupado com alguma coisa”.

O que ele disse era verdade, e fiquei espantado com sua objetividade.

“Você está deixando de aproveitar este sol”., disse ele apontando para o céu; “você deveria procurar sentir-se bem ao invés de mal. Como a escolha é minha, eu sempre estou me sentindo bem”.

Quando eu comecei a argumentar, ele se voltou e começou a procurar mais madeira no mato. Nunca falei com ele. Vi-o perambular pelo campo, completamente absorto em cada um de seus movimentos, totalmente concentrado na tarefa simples de catar madeira colocá-la na sacola. Notei o modo como se abaixava, a deliberação com que estendia os braços as mãos, e percebi que estava observando um artista. Não um artista que pintava ou esculpia em madeira ou metal, mas, um artista que vestia roupa de segunda mão e se movia com segurança, graça e honradez. Saboreei aquele momento e fui-me embora em silêncio.

Deixei o velho trabalhando calmamente ao lado da linha do trem.

Levei comigo, para casa, um tipo especial de sabedoria.
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[Texto de Jim Ballard]

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O Maior Poder do Homem


Temos ouvido muito sobre os maravilhosos poderes criativos do homem, porém, provavelmente não mais do que os homens e mulheres têm ouvido em todos os outros períodos da civilização. Cerca de cinqüenta milhas ao norte de San Jose, Califórnia – encontra-se a grande “Golden Gate” ou entrada para a magnífica Baía de San Francisco. Nós que vivemos tão próximos a essa entrada, e milhares de pessoas no mundo inteiro que vivem em pontos distantes dela, mas que estudam e observam as conquistas do homem, estamos entusiasmados quanto a este esforço do homem para dominar condições mundanas. Ali, onde se encontra a “Golden Gate”, o homem certa vez planejou construir uma ponte. Homens sonharam com isto durante vários séculos. A ponte foi planejada durante muitos anos. A própria idéia era um monumento ao insaciável desejo do homem de superar condições físicas restritivas.

Esta ponte é um monumento ao invencível espírito humano, e talvez à sua proficiência como conquistador. Ela representa a mais estupenda obra de trabalho criativo já empreendida pelo homem. Conforme vamos olhando os planos e consideramos as grandes forças, os elementos e as condições que devem ser superados ao se construir uma ponte como essa, somos inclinados a erguer os olhos em adoração ao real espírito da capacidade humana de imaginar. Desejamos prestar homenagem aos construtores e reverenciar os engenheiros e arquitetos que a projetaram. Entretanto, no passado, homens e mulheres devotaram a mesma reverência, o mesmo respeito àqueles que construíram as primeiras cabanas de madeira e barro às margens dos rios, criando assim as primeiras vilas e cidades.

Homenagem e reverência foram prestados ao primeiro gênio que concebeu e depois inventou um cabo de fibras trançadas e madeira, que foi suspenso por sobre um rio e lhe possibilitou transpor as indômitas corredeiras. A genialidade do poder criativo do homem parecia ter atingido seu zênite com a construção da grande pirâmide de Gizé. Quando o homem conquistou o oceano com barcos automotrizes e anulou a distância com veículos motorizados para transporte de passageiros, parecia que ele havia superado a natureza e atingido o pináculo mais elevado do trabalho criativo. Ao pagarmos tributo ao poder criativo do homem, também pagamos tributo às energias criativas do universo, que o homem atraiu para si e aplicou com inteligência sistemática e eficiência.

PODER DO SOL
O primeiro grande poder do universo que foi dominado e dirigido foi o do calor e da luz do Sol. O homem foi levado à descoberta das potencialidades dos raios solares pela energia que descobriu no atrito. Por este processo simples, ele se tornou capaz de produzir ou dar origem a fogo e luz. Depois descobriu a energia contida no peso da água e, mais tarde, a que resultava de seu movimento. E da combinação do calor e da água decorreu outra das mais poderosas energias do mundo, conhecida como vapor. Surgiu então a energia elétrica, concentrada de energias invisíveis do universo e acumulada em baterias e, por técnicas de atrito, dinamizada e enviada por cabos através da terra e mar.

Uma a uma, o homem foi descobrindo outras grandes energias do universo e as aplicou, cada uma delas parecendo ter possibilidades latentes próprias, mas sempre acompanhadas de certas limitações. O que o vapor podia realizar não poderia ser realizado pelo uso de energia elétrica, e as possibilidades da energia elétrica não poderiam ser igualadas pelas do vapor. No menor dos átomos, o homem está descobrindo uma energia ainda potencial, por enquanto [1933] inaplicável, mas que pode ser maior que todas as outras energias até agora utilizadas.

ENERGIA NERVOSA

O homem tem considerado seu corpo material como dotado de grande poder ou energia. Com desenvolvimento e treino, o movimento do punho, a tração do braço, e o impulso do corpo constituem energias ou poderes que têm possibilitado ao homem operar grandes máquinas e, com uma alavanca, mover corpos bem pesados. O homem criou métodos pelos quais a pequena quantidade de poder contida como energia nervosa em seu organismo pudesse ser adequadamente utilizada para aumentar a si própria através de equipamento projetado matematicamente para realizar coisas maravilhosas.

Pelo uso de uma serra, o corte de um machado, a batida de um martelo ou o golpear sobre uma bigorna, o homem criou muitas das coisas úteis e quase todos os luxos de sua vida. Mas cada um desses instrumentos e toda aplicação da energia física do homem tiveram suas limitações, que o homem mais forte, o homem mais hábil e o trabalhador mais eficientemente especializado, não puderam superar.

MENTE DINÂMICA
O homem, porém, possui um outro poder, ou energia, que é maior do que qualquer uma das energias físicas que o individuo mais vigoroso em força bruta jamais empregou, ou que as forças naturais do universo jamais manifestaram. Essa força suprema é o PODER CRIADOR DA MENTE HUMANA.

Se pensarmos por apenas um instante, ficaremos impressionados com o fato de que o poder criador da mente humana é o único poder do universo sob o controle do homem que é absolutamente ilimitado. Esse poder não está limitado, em suas aplicações físicas, pelo tempo ou pelo espaço, pela força ou pela resistência. Não está limitado, em sua aplicação dirigida, por qualquer das limitações físicas da matéria, ou por qualquer das qualidades dimensionais da mesma. Não está limitado pelas tradições do passado, as possibilidades do presente, ou as potencialidades do futuro. É ilimitado em sua esfera de ação, progressivamente dinâmico por sua utilização, e inexaurível em seu suprimento. É mais tangível àqueles que o utilizam que qualquer das outras energias do universo. Por outro lado, é invisível e intangível em seus processos.

O poder criador da mente humana não precisa de quaisquer canais mecânicos para ser propagado, nem de acúmulos criados artificialmente para ser retido. Está à disposição dia e noite, em todos os lugares e para qualquer finalidade.

Enquanto os olhos físicos do homem, auxiliados pelas maiores invenções humanas, podem ver apenas obscura e indistintamente através das coisas materiais da vida, o poder criativo de sua mente pode possibilitar-lhe enxergar através das paredes mais espessas, através dos objetos mais opacos, através das matéria mais densa, através daquilo que mesmo os raios do Sol e os raios da eletricidade não podem penetrar. Embora o homem deva estar fisicamente presente em qualquer lugar onde deseje aplicar a energia física do seu corpo, pode estar distante de um objeto que queira afetar pelo poder de sua mente.

Enquanto o homem só pode lidar fisicamente com as coisas que ele criou, ou está agora criando, ou com as coisas que já existem, o poder de sua mente pode manipular coisas ainda não criadas no mundo físico. Pode constantemente criá-las em formas mentais e trabalhar com elas, ainda que invisíveis para o olho físico. Embora as criações físicas do homem devam sempre levar em consideração as leis físicas, como a da gravidade, as três dimensões da matéria e a natureza química das coisas, o poder criador do homem não é afetado por essas leis.

A mente criativa do homem pode fazer coisas impossíveis do ponto de vista físico. Este maravilhoso poder mental pode construir um castelo de pedra e aço, suspendendo-o no ar com estabilidade e segurança.

O poder criador da mente humana pode cruzar os oceanos num piscar de olhos; pode anular o espaço e neutralizar o tempo. Pode projetar-se através da mais desafiadora e resistente criação do mundo físico. Pode prever e criar previamente as coisas de amanhã e de um século no futuro. Pode desfazer instantaneamente e sem um momento de hesitação as criações errôneas do passados e as coisas que o homem trabalhou durante anos para construir. Pode ver uma coisa material e negar sua existência, fazendo-a desaparecer de sua visão interior. Pode criar beleza onde não existia beleza. Pode pintar com cores onde não existiam cores.

A mente do homem pode transmutar metais e transformar uma forma em outra. Pode pegar toda a riqueza do mundo e colocá-la aos pés dos necessitados. Pode curar doenças. Pode restaurar ossos quebrados. Pode restituir membros perdidos e ressuscitar os mortos. Pode solucionar qualquer problema terreno, dissolver montanhas em vales, e erguer montanhas a elevados platôs. Pode neutralizar provas e tribulações, convertendo-as em júbilo e felicidade. Pode transformar o ódio em amor e inimizade em amizade; ciúme em confiança e mal em bem. E, mais ainda do que tudo isto, pode chegar à apreensão de Deus; pode ver a Deus, conhecer Deus, viver com Deus e amá-Lo.

Por que, então, o homem fracassou em se tornar o conquistador do mundo e o Mestre Supremo de toda a sua vida? Se o homem possui este sublime e supremo poder, por que então vive em dor e angústia, desejo e necessidade? O motivo não está em que alguns seja destituídos desse poder da mente, ou de que ele não esteja sempre disponível às multidões; o problema está em que o homem não reconhece esse poder e sua aplicação.

Mesmo neste caso o homem pode empregar esse próprio poder para superar aquilo que o tem impedido de usá-lo. Se é apenas conhecimento do poder e do modo de aplicá-lo que está faltando na vida do homem, então o poder mesmo pode ser empregado para superar estes obstáculos, quebrar estas barreiras e destruir estas limitações. Qualquer que seja a posição que o homem ocupe na vida, o poder criativo de sua mente está à sua disposição, bastando apenas que ele recorra a esse poder de modo que o auxilie a remover as barreiras que existam entre ele e a aplicação útil desse poder.

NECESSIDADE ATUAL
Portanto, minha mensagem a todos, nesta ocasião, é uma mensagem que eu estenderia pelo mundo afora, a toda a humanidade. Elevem-se ao domínio que podem alcançar pelo emprego deste magnífico poder. Deixem que o maior de todos os poderes do universo os sirva e realize seus desejos. Conforme pensarem e criarem em sua mente, assim construirão, realizarão e transformarão em realidade. Se lhes vier a crença de que suas criações mentais não podem ser transformadas em realidades de fato, poderão empregar o poder criativo da mente para suprir esta crença errônea, e para provar a si mesmos que aquilo que ‘determinarem’ que aconteça irá tornar-se manifesto.

O que o mundo precisa hoje, neste novo ciclo de progresso da civilização, e de uma nova raça e uma nova era de pessoas capazes de criar, com o maior de todos os poderes criadores, as coisas que são imperativas e as mais essenciais da vida do homem. O que o homem precisa atualmente, mais do que qualquer coisa, é o autodomínio, de modo que possa deixar de ser um escravo dependente, sofrendo sob as limitações de suas posses e desejando as coisas que parecem impossíveis de serem possuídas. Que o novo anseio em suas vidas seja um anseio de controle dominante através da criação ilimitada e pela aplicação desse poder ilimitado.

Dentre todas as criaturas que vivem e têm sua existência na vida de Deus, somente o homem possui este que é o maior dos poderes criativos. Não é possível que Deus tenha dado ao homem esta capacidade de criar mentalmente, de antever e construir mentalmente as coisas do amanhã, sem ter tido a intenção de que essas coisas pudessem ser realizadas em toda sua plenitude. Se o homem no passado fixou sua fé no mundo material e acreditou que somente as coisas que são criadas da matéria e pelas forças ou energias da natureza são reais e verdadeiras, não pode ser louvado por ter assim limitado o mundo em que existe à mera forma física.

É chegado o tempo em que o homem deve se elevar além do mundo físico e constatar que, no mundo espiritual, no mundo mental, na existência etérea ao seu redor, ele pode construir e criar, obter e usufruir as coisas que transcendem o mundo físico – as coisas que são mais fundamentais, mais reais e imprescindíveis do que qualquer coisa que os átomos da natureza ou os elétrons da Energia Espírito possam criar. Já é tempo de o homem se libertar daquilo que é totalmente fictício, verdadeiramente insensato, cosmicamente insatisfatório, e das frágeis criações do mundo físico.

As mais prazeroas, as mais gratificantes, as mais agradáveis, e as mais imprescindíveis coisas de nossa existência físicas constituem meros prazeres da carne. Todas elas são enganadores em seu apelo à parte sensual da nossa natureza. O homem tem ignorado o fato de que o único riso que alguma vez lhe trouxe real alegria, a única felicidade que o fez sentir a ventura da vida, o único alimento que já satisfez sua verdadeira fome, a única riqueza que alguma vez lhe proporcionou alívio de carências, tem sido aquilo que satisfez o espírito, a mente em seu âmago, ao invés da carne de seu corpo.

Por que não nos elevarmos, portanto, acima e além da constante satisfação das exigências físicas, enquanto estamos sofrendo as limitações das coisas materiais, e utilizarmos esse grande poder interior com o objetivo de criar na realidade ou transformar em atualidade as coisas capazes de proporcionar a verdadeira vida, a verdadeira felicidade e a verdadeira maestria? Que sua vida, de agora em diante, seja uma vida de vibrante realismo, através do poder criativo latente no âmago do seu ser, que não conhece limitações e tem origem na perfeição do amor de Deus.
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[Texto de H.S.L]

Paramnésia Uma Experiência Psíquica?


Muitas pessoas contam que já passaram por experiências de paramnésia [dejà vu]. A paramnésia nos dá a sensação de já termos vivido um acontecimento antes, mesmo que isso possa parecer uma impossibilidade. Assim, a sensação de familiaridade que acompanha a paramnésia é geralmente inesperada e inexplicável, levando muitas pessoas a se perguntar se suas experiências de paramnésia são psíquicas, fisiológicas, ou ambas.

Vários mecanismos tem sido propostos para explicar o fenômeno paramnésico. Devido a que experiências psíquicas de muitos tipos tem sido associadas com a paramnésia, tem sido freqüentemente sugerido que a própria experiência paramnésica seja psíquica. Neste particular, a paramnésia tem sido considerada como o resultado de lembranças de encarnações passadas, recordações subconscientes de projeções em sonho ou ‘experiências fora do corpo’, lembranças subconscientes de sonhos precognitivos, e clarividência. Uma incidência maior de casos de paramnésia tem sido registrada no caso de pessoas que meditam freqüentemente.

Outro mecanismo proposto para a paramnésia é o de memórias ancestrais codificadas bioquimicamente. Segundo este conceito, essas memórias se acumulam com o passar das gerações, sob forma de instintos, memórias raciais, o inconsciente coletivo, e todos os elementos que compõem a totalidade da mente. Esta Teoria da Memória, tanto pessoal como herdada, foi proposta por C.G.Jung como explicação para a paramnésia. De acordo com Jung, sempre que um acontecimento objetivo evoca algum conhecimento subconsciente, este conhecimento pode aflorar à nossa consciência objetiva. “O acontecimento é percebido como DEJÀ VU [“já visto”], de modo que o individuo recorda um conhecimento preexistente a seu respeito”.

ESTIMULAÇÃO CEREBRAL
Enquanto o intrigante fenômeno da paramnésia tem sido relatado em quase todas as categorias dos estados alterados de consciência, a estimulação cerebral também produz efeitos semelhantes. O estímulo de meio segundo que seja das regiões do HIPOCAMPO e da AMÍGDALA DO SISTEMA LÍMBICO, que se encontram bem dentro do lobo temporal do cérebro, ocasiona paramnésia, ou ‘familiaridade’, como é chamada por alguns pesquisadores. O Dr. Jose Delgado, da Universidade de Yale, observou que pacientes estimulados em certas regiões do sistema límbico escutavam os diálogos posteriores entre eles e o médico com um ar de divertimento e perplexidade. “Mas tudo isto já aconteceu antes. Eu sabia que o senhor ia dizer antes mesmo que o dissesse”.

È mais provável epilepsia lobo-temporal que freqüentemente tem experiências paramnésicas apresentem lesões no lobo-temporal direito. Coincidentemente, talvez, o hemisfério direito é não-verbal, e mais intuitivo e artístico que o hemisfério esquerdo.

J.E. Orme do Hospital Middlewood de Sheffield, Inglaterra, tratou da relação da paramnésia com a TEORIA DO TEMPO em sua obra acadêmica. TEMPO, EXPERIÊNCIA e COMPORTAMENTO. Ele citou o trabalho de R.Efron, que descobriu que os hemisférios cerebrais não processam necessariamente uma mensagem de modo simultâneo. Num indivíduo destro, um estímulo transmitido ao lado esquerdo do corpo não chega ao hemisfério esquerdo durante dois a seis milésimos de segundo após ter o hemisfério direito recebido o sinal do lado esquerdo do corpo. Durante esse retardamento, o hemisfério esquerdo é incapaz de verbalizar a sensação. O retardamento é o tempo necessário para que a informação seja passada ao ‘loquaz’ hemisfério esquerdo. Segundo Efron, se uma lesão atrasasse mais ainda a transferência, talvez tudo parecesse estar acontecendo duas vezes, como numa repetição [um replay].

SENSAÇÃO DE ESPANTO
Esta especulação não explica o sentimento subjetivo de estarmos recordando o passado distante. Além disso, o fenômeno paramnésico é algumas vezes acompanhado de uma onde de inefável acuidade; a memória parece estar colocada num contexto emocional. A natureza psíquica da paramnésia geralmente nos deixa com uma sensação de espanto e admiração. Esta singular sensação de espanto, acompanhada pela de familiaridade, é um característico da experiência mística, e assim, a incidência maior de paramnésia com freqüência relatada por pessoas que meditam não é de surpreender. Durante essas experiências místicas, a parmnésia pode também ser acompanhada de lembranças específicas de sonhos e visões precognitivos. Nestes casos, a memória onírica especifica pode ter caráter metafórico ou simbólico. Por exemplo, um dos nossos pacientes contou que havia sonhado com um bichinho de estimação que tinha morrido recentemente, e que no sonho se transformava em outra personalidade que não fora reconhecida pelo paciente naquele momento. Contudo, pouco tempo depois, quando um amigo intimo de feições idênticas às da personalidade do seu sonho inesperadamente faleceu, o paciente do nosso laboratório teve uma experiência paramnésica. Ele pode perceber que o sonho foi útil para outros, como para ele mesmo, porque serviu para trazer-lhes consolo durante acontecimentos subseqüentes.

Referindo-se a semelhantes casos de paramnésia C.G.Jung comentou que tinha observado numerosos casos em que sonhos e estados de vigília apresentaram um conhecimento prévio a posteriores experiências paramnésicas. Com certa ênfase, observou ele:

“Em tais exemplos, o acaso se torna altamente improvável, visto que o fato era conhecido antecipadamente. Assim, esses exemplos perdem o caráter de acaso, não apenas psicológica e subjetivamente, mas objetivamente também, uma vez que o acúmulo de incidentes que coincidem quase perfeitamente aumenta a improbabilidade de acaso como fator determinante. [Com respeito à correta previsão de morte, Dariex e Fammarion calcularam probabilidades de 1 em 4.000.000 e 1 em 8.000.000]. Assim, nestes exemplos seria absurdo falarmos em ‘acasos’. Trata-se, antes, de uma questão de coincidência signiticativa”.

Assim, mecanismos cerebrais, embora essenciais para a percepção de experiências como a paramnésia, refletem um processo psíquico que é mais profundo que o próprio cérebro. O valo de mecanismos cerebrais, porém, é o que eles nos dão oportunidade de refletirmos mais profundamente sobre a verdadeira natureza do EU.
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[Texto de George Buletza, PHD.]

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Filhos de Abraão, envenenaram vocês? ...


Quem foi Abraão?: um personagem bíblico citado no Livro do Gênesis a partir do qual se desenvolveram três das maiores vertentes religiosas da humanidade: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

Eram então, filhos do mesmo Pai, o Pai Abraão.
=> Maomé ensinara que os árabes eram descendentes de Ismael, o filho mais velho do Patriarca. [Islamismo]
=> Por seu turno, os cristão eram sabedores de que Jesus descendia em linha direta de Isaac, outro filho de Abraão. [Cristinianismo]
=> E toda a tradição religiosa do judaísmo repousa no berço do mesmo patriarca. {judaísmo/hebreus]

E assim, repousaria em paz a humanidade, como uma só família.?

Mas, o que vemos, atualmente, é o ‘envenenando dos filhos de Abraão’ _ dividindo a humanidade, sob a falsa bandeira da fé.

Eis a conspiração.: Sionismo não é Judaísmo:
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Rabino Weiss - Um Segredo para Revelar ao Mundo

Claro que eu não apoio o que estão fazendo com o povo palestino.
Com o povo de Gaza que vemos nas notícias todos os dias.
Apesar de infelizmente não ter nada de novo.
As pessoas em Gaza estão em um estado crítico.
Eles estão morrendo porque não conseguem chegar a um hospital.
Estão morrendo porque não tem remedios apropriados.
Eles não tem comida, eles não tem água!
O que eles tem é água salgada.
Eles tem é água contaminada e TUDO POR CULPA DO SIONISMO.
É conveniente para eles, se fazerem uma foto bonita diante do mundo, com algum tipo de força divina, que simplesmente está sendo ameaçada pelo ‘desumano’ povo palestino.
NÓS TEMOS UM SEGREDO PARA REVELAR AO MUNDO!
Os Judeus tem vivido com o povo Palestino e com o povo muçulmano por todo mundo através de centenas de anos sem precisar de grupos de direito humanos para nos proteger. NÓS NÃO TEMOS PROBLEMAS COM ESSAS PESSOAS.
E na verdade nós somos os mais achegados no Mundo em servir a Um Deus e na obediência ao mesmo Deus e estamos muito agradecidos por terem nos ensinado em suas escolas.
E pela hospitalidade que sempre tiveram e pela amizade que os muçulmanos e o povo árabe ao redor do mundo todo, constantemente dão ao povo judeu.
Através das eras e naquele então, não existiam grupos de direitos humanos e não tinhamos a inquisição e não tinhamos as cruzadas, não tinhamos a Hitler que é produto da sociedade cristã, e ainda sim ninguem diz que as sociedades cristão não podem viver unidas.
Por que estão fazendo essa vilanice com o povo muçulmano?
É por uma pura e simples razão: TRATA-SE DO OBJETIVO BÁSICO DO SIONISMO. No intuito de intimidar e eliminar qualquer oposição ao seu movimento político NEFASTO.
Eles [OS SIONISTAS] estão se rebelando contra Deus, ao tentar fazer o mundo chamado civilizado, acreditar, que os muçulmanos são pessoas das quais não é possivel conviver.
E por isso tudo que fazem com esse povo em Gaza e no Wst Bank e no Líbano é algo injustificado.
Estamos aqui para anunciar ao MUNDO que eles [sionistas] SÃO SIMPLESMENTE LADRÕES e SÃO MAUS EM SUAS AÇÕES E QUE ELES [SIONISTAS] ESTÃO CONTRA DEUS. [ O ladrão veio só para roubar e matar].
Tudo que é desumano é também contra Deus.
Cada ação que eles realizam, na verdade, o fato de INVADIR A PALESTINA, está EXPRESSAMENTE PROIBIDA NA TORÁ.
O conceito de subjugar, oprimir e expulsar o povo Palestino, e a tão longa lista, que nunca termina, de crimes, e o sofrimento que estão impondo ao povo Palestino, é criminoso, é contra Deus, é contra o Judaismo.
Nossos corações no mundo inteiro, os corações dos judeus, estão sofrendo pelo que eles estão fazendo com os palestinos.
Estão em dor e sofrimento e humilhados por causa do que os SIONISTAS estão fazendo.
E entendemos que eles tem um poço sem fundo de dinheiro, para poder fazer propaganda de lavagem cerebral, para que as pessoas temam os muçulmanos, temam os árabes e criar o pânico nas pessoas.
Para que muitas dessas pessoas infelizmente acreditem, que não poderiamos devolver a terra aos árabes porque então eles matariam aos judeus.
TUDO ISSO É PURA PROPAGANDA SIONISTA.
E como disse, a história prova o contrário.
Com ou sem isso, vieram enganando as pessoas, para que acreditassem que isso é judaismo.
E é por isso que foram à Palestina, para criar um Estado de Uganda.
Desde o principio eles mostraram pouca devoção à religião,e queriam ir a Uganda porque essa era a forma de conseguir o apoio dos Judeus, de todo o mundo, das massas Ignorantes, e acho que até mesmo, para tentar conseguir o apoio dos cristãos evangélicos.
MAS NÃO TINHA NADA A VER COM RELIGIÃO.
Tinha a ver, só com uma coisa: o estelionato, conluio.
E é isso que o SIONISMO É UM CONLUIO.
E é isso que o ESTADO DE ISRAEL, É.
E é por isso que eles só sabem INTIMIDAR e tem orgulho do seu poder de Intimidação.
O AIPAC, o que faz o AIPAC, é colocar o MEDO EM CADA POLITICO.
Falam para eles que cometam SUICIDIOS POLITICOS se demonstraram alguma simpatia ao Povo Palestino.
INTIMIDAM PARA QUE MOSTREM LEALDADE AO ESTADO DE ISRAEL.
E é por isso que vêem todos oficiais e membros de partidos vindo aqui, cada presidente ou candidato, cada um dos politicos, seja da maioria ou minoria, já sejam republicanos, já sejam democratas, porque o exmplo já foi dado, desde o congressita Finley, passando por muitos outros, qualquer que se levante e demonstre simpatia pela Palestina, que fale e entenda a diferença entre Sionismo e o Judaismo, eles são IMEDIATAMENTE AFASTADOS DE SEUS CARGOS.
Nós oramos a Deus, e fervorosamente peço a cada um que individualmente ore, para que rapidamente acabe de forma pacifica essa mentalidade e essa rebelião contra Deus, desse Estado criminoso, repleto de assassinos.
Que oremos a Deus para que os muçulmanos e os povos árabes entendam que o povo judeu ao redor do mundo, e somos centenas de milhares, especialmente a comunidade ortodoxa que entende a Torá, e que entende a diferença entre sionismo e judaismo, que entendam que essa politica do Estado de Israel, está baseada no Sionismo, e NÃO REPRESENTA O POVO JUDEU.
E não é só isso, e que representa justamente o oposto ao Judaísmo.
E que é antiético ao Judaísmo.
E o que quer que estejam fazendo é só um cancer, que traz sofrimento, inimitade e ódio, tanto por palestinos como por judeus.
E que são a raiz desse derramento de sangue.
Não somente nesses 60 anos em que foi criado o Estado de Israel, mas por centenas de anos, desde que saíram da Palestina e construiram muros ao redor das comunidades judaicas.
Desde que eles declararam a eles mesmos, representantes dos Judeus, e assim concretizar seus planos maléficos.
Nós gostariamos que os Palestinos entendessem, que o povo judeu, na realidade, em essencia, não fariamos isso, e deveriam entender que isso acontece porque ficaram emboscados, nas armadilhas do Estado Sionista.
E há alguns pensadores, que acham que isso é devoção à Deus, e aí temos as fábricas do medo, do estado de medo, dos judeus aos árabes.
Mas os Judeus ao redor do mundo, sabem e muito bem, que o povo árabe e muçulmano sempre estiveram conosco.
E então lembrem de novo que, como eu disse, há centenas de milhares de judeus religiosos que reclamam por direitos humanos.
Mas que os Judeus entendam que se trata de DIREITOS DIVINOS DO POVO PALESTINO.
E isto que fazem vai contra a Torá.
Nem todo mundo é capaz de levantar-se por causa da intimidação e ataque sionista.
E que são muito fortes, tanto fisica como emocionalmente.
E em muitos outros aspectos, que atacaram a toda a nossa comunidade.
Com alguem que se atreveu a levantar contra, temos como exemplo, o que aconteceu com DARIA SEIN.
O dia que começou o plano para o estabelecimento de Israel, já sabiam como empregar todos esses métodos NEFASTOS, de matar algumas pessoas, para dar exemplo ao resto da comunidade.
Isso é o que eles tem feito ao povo Judeu.
Por exemplo: eles mataram ao Dr Dahanna nos anos 20, um dos mais respeitados e conhecidos, e embaixador e também representantes destacados e conhecidos entre o povo judeu, porque se levantaram para tentar revelar ao mundo, que o Judaismo e o Sionismo, são diametricamente opostos.
Então, deixem o mundo saber, que essas centenas de milhares de pessoas, realmente sofrem, sofrem com voces, mas que não podem falar.
E as vezes temos tido, dezenas de milhares, e as vezes centenas de milhares, manifestando em Jerusalém, e em Nova York, e invariavelmente quando saimos e demosntramos, muita gente perde o emprego delas depois.
Porque eles nos estudam com microscópio, usam uma lupa de muito aumento, judeus que vão às manifestações, e se tem algum tipo de poder sobre, os chefes dessas pessoas, ELAS SÃO DESPEDIDAS.
E é por essa razão que muitos judeus se opõem ao sionismo.
E sofremos e que devemos orar fervorosamente, para Deus, porque o único que controla é Deus, para que possa trazer rapida e pacificamente o fim disto.
E ao mesmo tempo, pedimos ação: LEVANTEM!
E estou falando aos meus irmãos judeus, levantem-se e não se deixem intimidar pelo sionismo.
E sejamos abertos constantemente, para mostrar ao mundo, PARA QUE NÃO APOIEM O ESTADO DE ISRAEL.
Eles deveriam olhar aos judeus, que tem o poder da palavra de Deus, que podemos fazer o certo e ajudar aos Palestinos a recuperar a Soberania, porque eles são toda a Palestina.
Espalhem isso e comecem a orar rapidamente, que toda a humanidade reconheça a um Deus, e todos em harmonia sirvam a Deus, e a paz m breve reinará em nossos dias.
E se quiserem, increvam-se a nós em: www.nkusa.org porque temos muitos links de documentos lá, links com muita documentação.
E milhares e milhares de fotos de judeus demonstrando ao redor do mundo, de judeus sendo golpeados e oprimidos pelo sionismo, porque eles se levantam e vão contra eles.
Já seja em Jerusalém, em Berseba, onde quer que seja, e muitos outros links onde voce poderá ver, a documentação que temos contra o sionismo e nossas constantes manifestações e ações que temos tomado contra o Estado de Israel.
Obrigado.”
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SOBRE O RABINO WEISS
O rabino Weiss é um dos maiores ativistas na atualidade pela verdade e pela justiça. Faz parte de um grupo de judeus ortodoxos que estão tentando enviar mensagens ao mundo sobre o que realmente está acontecendo. Se quiserem saber mais sobre o trabalho dele acesse o SITE OFICIAL: www.nkusa.org

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Mas, infelizmente, o veneno continua a separar os filhos de Abrãao.
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Ordem israelense pode despejar milhares de palestinos da Cisjordânia
Grupo pelos direitos humanos condena ameaça de Israel
14 de abril de 2010 10h 38

AE - Agência Estado
JERUSALÉM - Um grupo israelense pelos direitos humanos pediu nesta quarta-feira, 14, à comunidade internacional que pressione o governo de Israel. O motivo é uma ordem da administração israelense pela qual milhares de palestinos podem ser despejados da Cisjordânia.

"A Quarta Convenção de Genebra impõe uma proibição completa à remoção forçada de civis de suas casas, uma proibição cujo descumprimento é considerado uma grave violação da convenção", afirmou o Centro Hamoked para a Defesa do Indivíduo. "Nós pedimos a todos os Estados signatários da convenção para tomar ação imediata a fim de que ela (ordem militar israelense) seja revogada", diz o grupo em comunicado.
A emenda a uma ordem anterior de Israel amplia a definição de "infiltrados" que poderiam ser expulsos da Cisjordânia. Segundo a alteração, qualquer pessoa "que não tenha uma permissão" pode ser expulsa. O texto não especifica que tipo de documento seria necessário para evitar o despejo.

Sete grupos israelenses pelos direitos humanos já afirmaram anteriormente que o texto era tão vago que "teoricamente, permitia aos militares esvaziar a Cisjordânia de quase todos seus moradores palestinos".

Os palestinos querem a Cisjordânia e a Faixa de Gaza como partes de seu futuro Estado independente. Além disso, exigem Jerusalém Oriental como a capital desse futuro Estado. No entanto, as negociações com os israelenses estão em um impasse. As informações são da Dow Jones
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O veneno que afetou os filhos de Abrãao, chama-se: DESUMANIDADE/INTOLERÂNCIA.

Uma Descoberta dos Antigos Egípcios_Pode Ajudar a Purificar os Estoques de Sangue


Substância química de planta destrói bactérias e vírus.

Fazendo uso de uma descoberta que os médicos egípcios fizeram há aproximadamente 5.000 anos, pesquisadores desenvolveram uma nova maneira para destruir vírus e bactérias que podem infectar o sangue estocado nos bancos de sangue, para transfusões.

Dizem eles que, em última análise, os bancos de sangue podem se tornar ainda mais seguro do que são hoje – e completamente protegidos até mesmo do HIV, o vírus da AIDS.

Os médicos do antigo Egito observaram que quem comia uma erva muito comum, que crescia nas margens do Nilo, logo desenvolvia queimaduras solares graves, marcadas por um forte escurecimento da pele ao ser exposta à luz solar intensa.

Aqueles médicos não perceberam que tinham descoberto uma classe de substancias químicas naturais que permaneciam inativas até que a radiação ultravioleta do Sol as fazia entrar em atividade.

Os egípcios usavam as plantas para tratar pacientes que sofriam da desfigurante moléstia chamada ‘vitiligo’, que produz manchas esbranquiçadas na pela porque algumas células perdem sua pigmentação.

As substâncias químicas das ervas egípcias chamam-se PSORALENOS, e são encontradas também em outras plantas, entre elas o ranúnculo, o figo, a lima e a pastinaga. Os pesquisadores modernos desenvolveram um processo conhecido como FOTOATIVAÇÃO, usando lâmpadas de ultra-violeta, a fim de converter a atividade química dos psoralenos numa arma para tratar uma forma letal de câncer da pele, o linfoma célula-T cutâneo, e a psoríase, moléstia cutânea mais comum e penosa.

TRANSFUSÕES MAIS SEGURAS

Agora uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, e do Departamento de Saúde da Califórnia aprenderam a pôr em atividade o psoraleno sintético, para descontaminar todo o sangue. Os cientistas acreditam que esse incremento pode garanti a segurança dos estoques de sangue para transfusão.

As séries de testes de triagem hoje usadas por todo banco de sangue podem detectar com quase total exatidão a presença de sete vírus causadores de doenças, inclusive o HIV. Entretanto, ainda que o sangue seja seguro, há sempre uma remota chance de que um vírus escape à detecção, e a capacidade de purificar com total exatidão todo sangue doado seria uma imensa contribuição para a segurança das transfusões.

O Dr. Laurence Corash, professor de medicina laboratorial na UCFS, e o Dr. Carl V. Hanson, chefe do laboratório de vírus do Estado, em Bekerley, lideraram equipes que testaram sistemas simples para eliminar vírus e bactérias no plasma e plaquetas do sangue, usando psoralenos ativados sob luz ultravioleta.

O Federal Food and Drug Administration, dos Estados Unidos, autorizou o primeiro teste humano, no qual pacientes voluntários receberão transfusões de sangue tratado com um composto de psoraleno, irradiado com luz ultravioleta.

Entretanto, levará pelo menos 5 anos antes que as complexas séries de testes em seres humanos provem que o sistema é completamente seguro e eficaz, disse o Dr. Corash.

EXPERIÊNCIAS COM CHIMPANZÉS
Em experiências com chimpanzés, a equipe da UCSF contaminou o plasma de sangue humano com doses infectadas por vírus de hepatit, e tratou o plasma com um composto de psoraleno ativado por luz ultravioleta, antes da transfusão nos chimpanzés. A substância química rapidamente destruiu todos os vírus, e seis meses depois das transfusões nenhum dos animais apresentou qualquer evidência de infecção virótica, segundo relatos do Dr. Corash e seus colegas.

Em resultado de outras experiências por outros grupos de pesquisa, o Dr. Corash disse numa entrevista recente – “Há um grande número de dados que mostram que não foi encontrado um único vírus que o sistema não possa eliminar – esteja a infecção virótica dentro ou fora das células. E o sistema é tão simples que você poderia montá-lo na garagem de sua casa”.

Em outras séries de experiências, o grupo da UCSF concentrou-se na proteção de plaquetas sanguíneas contra a infecção por bactérias, um problema que pode ocorrer quando se estoca plaquetas por um tempo longo. As plaquetas são as células que fazem o sangue coagular, e as transfusões de plaquetas são essenciais para o tratamento de pacientes submetidos à quimioterapia contra o câncer ou os que passaram por transplante de medula ou de órgãos.

Em recentes experiências de laboratório, sacos de plástico transparente contendo concentrados de plaquetas, do Banco de Sangue da Alemanha-Contra Costa, foram inoculados com duas classes comuns de bactérias e três vírus; em seguida, tratados com S-MOP, um composto de psoraleno, e irradiados com luz ultravioleta de comprimento de onda longo. Os pesquisadores relataram recentemente no jornal cientifico BLOOD que o sistema inativou rapidamente todos os microorganismos, sem qualquer dano para as plaquetas e sua capacidade de executar sua função coaguladora.

INATIVANDO O VÍRUS DA AIDS
No laboratório Berkeley do Dr. Hanson, a equipe desenvolveu técnicas similars para inativar o vírus da AIDS destruindo seu núcleo genético, mas deixando intactas as proteínas da superfície externa do vírus. Deste modo, o vírus torna-se não-infeccioso e pode ser usado sem perigo para testes diagnósticos e outras experiências, segundo afirmou o Dr Hanson numa entrevista.

Trabalhando com pesquisadores da Cruz Vermelha, o Dr. Hanson e seus colegas estão investigando também outros compostos de psoraleno e diferentes comprimentos de onda de luz ultravioleta, a fim de tornar o sistema anda mais específico e eficaz.

“A perspectiva de aprender a inativar vírus conhecidos, e os ainda desconhecidos, que possam contaminar o sangue, é algo excitante” – disse ele.
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[Texto de David Perlman, Editor da D.F. Science Chronicle]

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Experiências Extrafísicas


O título deste artigo pode ser surpreendente para muitos leitores, mas as circunstancias o justificam. Hoje em dia lemos muito na mídia sobre experiências ‘fora do corpo’ ou de ‘quase morte’ e percebemos que esse tipo de expressão é erroneamente usado para descrever aquilo que normalmente conhecemos como ‘projeção da consciência’. A real diferença entre os dois tipos de fenômenos, então, fica indistinta ou confusa. O que eu fiz foi tomar uma característica comum a ambas as experiências e usá-la para identificá-las conjuntamente. Ou seja, em ambos os casos a consciência parece estar situada fora do corpo físico.

A diferença básica entre eles está em que a projeção da consciência é um fenômeno volitivo que ocorre com o individuo num estado mental consciente, ao passo que experiências ‘fora do corpo’ ou de ‘quase morte’ acontecem como fenômenos involuntários com o indivíduo em estado inconsciente – em decorrência de uma pancada na cabeça ou de anestesia.

UMA EXPERIÊNCIA ‘FORA DO CORPO’
Quando uma pessoa fica inconsciente, parece que a mente inconsciente ou subjetiva continua a monitorar as situações que se aplicam ao corpo adormecido. Se durante esse período surgirem condições que ameacem o bem-estar do corpo, a mente subjetiva poderá tentar advertir a mente antes consciente do perigo iminente, a fim de que ela possa exercer o poder consciente da vontade para a ação física apropriada. Quando isso ocorre é que a pessoa tem a memória de uma experiência ‘fora do corpo’.

Um caso típico freqüentemente citado a esse respeito é o de um piloto da Segunda Grande Guerra cujo avião foi atingido e entrou em mergulho sem controle enquanto o próprio piloto permanecia inconsciente. Num dado momento ele pareceu ver, como se do ponto de vista de um observador externo, o avião com ele próprio na nacela, debruçado sobre os controles. Nesse estado ele percebeu que teria de puxar o manche para trás a fim de evitar que o avião se chocasse contra o solo. Não teve mais consciência de coisa alguma mas depois recobrou a consciência e viu que o avião voava reto e nivelado.

Minha única experiência pessoal desse gênero ocorreu quando eu, ainda rapazinho, estava procurando ninhos de passarinhos e caí de uma árvore, fraturando o braço. Passados três dias de agonia, após me terem dito que era apenas um entorse, fui ao Hospital Cottage, uma instituição publica local que praticava medicina em condições muito primitivas.

Os dois médicos do hospital, que nem sequer usavam a clássica bata branca, levaram-me para uma pequena sala de cirurgia, equipada com um velho aparelho de raios X e uma maca almofadada. Fizeram-me deitar na maca, cobriram meu rosto com um pano e derramaram clorofórmio nele. Minha última experiência consciente foi ver o teto da sala, iluminado pela luz solar, ir ficando cada vez menor, enquanto eu caía numa espécie de poço muito fundo e escuro. De repente houve uma mudança de cena naquela escuridão e eu me vi suspenso perto do teto da enfermaria contígua. Eu olhava para baixo e via os dois médicos, que carregavam eu corpo inconsciente simplesmente agarrando-me por baixo dos joelhos e dos sovacos. Meus braços estavam cruzados sobre o peito.

Horrorizado, notei que meu braço esquerdo, sob o peso do gesso que o envolvia, ameaçava escorregar do peito e tombar em agonia na direção do solo. Em vista de minha agonia dos três dias anteriores, isso era inadmissível. Além disso, só eu podia evitar o problema, segurando meu braço esquerdo com a mão direita. Precipitei-me para baixo, gritando ao mesmo tempo, “Podem deixar! Eu pego!”, para os dois médicos; então fiquei inconsciente outra vez, mal as palavras saíram de meus lábios.

Voltei a mim com a lembrança daquela experiência extraordinária bem forte na minha mente. Olhei à minha volta e vi o ambiente que já observara das proximidades do teto da enfermaria. Nesse momento uma enfermeira - interpretando minha preocupação como sinal de um desastre iminente – aproximou-se, apontou para uma “comadre” e mandou que eu me acomodasse rapidamente nela!

UM CONTO DE INVERNO
Lembro-me bem das dificuldades que tive durante minhas primeiras tentativas de projetar minha consciência. A força que eu fazia ameaçava arranca os olhos de suas órbitas!Estava longe de uma técnica descontraída!

O Buscador as vezes esbarra com certas leis que parecem não ter sido mencionadas durante seus estudos. Uma dessas leis estabelece aparentemente que, se você quer alcançar certo resultado, precisa antes pagar pelo privilégio. George Gurdjieff menciona isso a propósito de sua compra de um lvro numa livraria. O livreiro cobrou o livro e mais ‘porte e embalagem’, e Gurdjieff pagou sem reclamar. Quando saiu da loja, seu companheiro protestou, dizendo que Gurdjieff tinha sido ludibriado. Gurdjeff replicou que sua avó sempre dizia, “a gente tem que estar preparada, para pagas as despesas e o porte em qualquer negócio”! A moral disso indica a necessidade de estarmos preparados para fazer um esforço ‘além’ do que é normalmente esperado de nós.

Lembro-me de que, numa noite de domingo, parece que eu estava com a impressão de que, se deixasse de fumar durante cinco dias, conseguiria êxito em minhas tentativas de projeção da consciência. Devo dizer de começo que estava disposto a ler algumas monografias – e até fazer mais alguns exercícios, mas isso era pedir demais! A verdade é que eu estava lutando para me qualificar para o ‘Victoria Cross’ – que, no meu caso, seria provavelmente um prêmio póstumo!

Há ocasiões [espero que bastante esporádicas] em que sou acusado de ser teimoso, antipático, e de agir de modo inadequado. Felizmente para mim, naquela oportunidade essas preciosas qualidades me ajudaram. Creio ter dito a mim mesmo, “Muito bem! Vou fazer isso. Mesmo porque, se não fizer, será melhor parar de uma vez com essa coisa de misticismo! E, se no final o Cósmico fugir do acordo, então saberemos quem é o melhor!”

Você pode estar impaciente, meu caro leitor, mas eu vou continuar. Durante a semana seguinte, minha tendência a recuar quase me convenceu a desistir. Tinha gente que me dizia: “Está tudo na sua mente, seu bobo”, e “como se você pudesse fazer um pacto com o Cósmico”! Felizmente minha teimosia venceu e eu cheguei à noite de sexta-feira doido para fumar um cigarro mas decidido a fazer os exercícios preparatórios para a projeção. Isto aconteceu em fevereiro, numa típica noite escura de inverno. Menciono isto porque pode ter tido algum papel no que então ocorreu. A obscuridade da minha ‘visão interior’ diminuiu um pouco e eu me vi de pé no jardim de um chalé à margem de um grande bosque. Estava bem escuro e eu mal conseguia perceber os galhos das árvores sem folhas contra o céu quase negro. O mais espantoso, porém, era a geada muito branca que cobria quase tudo. Cada cristal de gelo brilhava com um fogo interior, como se a paisagem estivesse coberta de diamantes. Raciocinei que eles deviam estar sendo iluminados por alguma fonte de luz atrás de mim. Voltei-me para verificar. Neste ponto devo lhe perguntar, caro leitor, se você já tentou voltar-se para trás sem usar as pernas. Não dá para fazer isso! Teimoso como sempre, em vão o tentei e acabei voltando à consciência comum em minha casa, sentado na minha cadeira. Ah, como ‘curti’ aquele primeiro cigarro!

MAGIA NA ILHA DE CORAL
Na noite seguinte, farto do inverno, novamente projetei minha consciência, mantendo em mente a imagem de uma palmeira. E veja só! Vi-me de pé próximo a uma plantação de coqueiros - e eu tinha visualizado palmeiras de ‘tâmaras’ na praia de coral de alguma ilha do Pacifico! Olhando para o mar, notei então uma nuvem escura que se aproximava. Senti que aquele aguaceiro tropical logo estaria desabando e fiquei observando atentamente seu progresso. Rapidamente ele envolveu a linha costeira num verdadeiro pé d’água e eu automaticamente levei a mão à testa para proteger os olhos da chuva! Quando fiz isto, quase caí na risada, pensando, ‘seu tolo, você não tem olhos’! E constatei que isso era verdade quando ergui os olhos para a chuva notei que podia enxergar sem problema nenhum. Mas a situação foi tão engraçada que eu me vi de volta na minha cadeira, em casa, morrendo de rir!

UMA PESSOA REALMENTE VIVA
A essa altura eu tomara consciência do fato de que, em minhas projeções, não aparecera nenhuma alma viva. Estaria eu explorando algum ambiente simulado, produto de minha própria fantasia?

Firmei na mente a imagem de uma ou outra pessoa e me vi dessa vez à margem do que parecia ser uma típica estrada secundária na região de Mistletoe Bough. Já tinha então descoberto que, naquelas condições qualquer tipo de movimento se consegue simplesmente pelo pensamento, sem necessidade de pernas ou de qualquer outra coisa. “Caminhei” para o meio da estrada e notei que ela serpenteava pelo alto de um morro e fazia uma curva para a esquerda em torno de um olmo solitário. Observando pacientemente, flagrei uma cabeça que aparecia por cima de uma cerca viva de pilriteiro, como que dirigindo-se para onde eu estava.

O homem dobrou a curva da estrada e notei que ele estava correndo. Provavelmente um precursor dos apressados de hoje em dia. Decidido a ver seu rosto eu fiquei estupidamente no meio da estrada, bem no seu caminho! De repente ele estava ‘em cima’ de mim. Senti então um choque súbito e imediatamente saí da projeção. Projeção da consciência ou não, a ação do seu corpo passando através de mim é um fato que eu não gostaria de repetir. Para meu consolo, no entanto, passei alguns minutos pensando se aquele homem não teria sofrido um choque semelhante e se ele não teria voltado para casa com a história de ter visto um ‘fantasma’ em plena luz do dia.

QUEIMANDO NA FOGUEIRA
Com essa experiência em mente, minha viagem seguinte ao desconhecido começou com a visualização do signo de uma cruz. Se bem me lembro, foi a imagem de uma cruz grega.

Tomei então consciência de uma neblina escura que soprava da minha esquerda para a minha direita. Na verdade, de oeste para leste. Sempre tive um bom senso de direção. A principio achei que se tratava de um siroco ou uma tempestade de areia e me aproximei para observar o solo. Notei que ele estava coberto de pedregulhos e veio à minha mente a frase: “Até as pedras haverão de chorar”! Nesse ponto percebi que se tratava de pessoas ajoelhadas, rezando. Todas usavam uma veste azul com capuz. Olhando mais de perto, pude notar que as vestes estavam aparentemente forradas com um tecido verde e imediatamente reconheci a situação. Era a ocasião do abominável Massacre de Montségur, quando centenas de sacerdotes cátaros foram queimados na fogueira. Mas havia algo mais.

Os historiadores parecem concordar em que os sacerdotes cátaros usavam vestes azuis e verdes. Isto sugere que eles tinham uma veste azul para rituais privativos em sua igreja uma veste verde para viajarem de modo a se camuflarem na paisagem do campo. O problema, naquela ocasião, estava na expressão ‘vestes azuis e verdes’, que eu devia ter entendido como vestes ‘azuis-e-verdes’! Ou seja, vestes reversíveis!

UM SINGULAR INSTRUMENTO DE PESQUISA
Suponho que a maioria de nós, aos primeiros contatos com princípios de projeção da consciência, tende a encarar o fenômeno como uma espécie metafísica de ‘vídeo game’, ou até como um meio de espionar o próximo.

Devo confessar que, na ocasião, eu também o encarei assim. Mas a experiência com o Massacre d Montségur mudou tudo. Para começar eu acabara de descobrir uma evidência histórica pela qual muitos acadêmicos dariam a vida. E isto não era de se desprezar.

Devo talvez explicar que, meio por acidente, certamente não por deliberação, meu principal interesse mais ou menos nos últimos 25 anos tem sido um tipo especial de pesquisa. Na realidade, a pesquisa de ‘técnicas de pesquisa’. Isto não é apenas um astucioso jogo de palavras e sim uma forma especial de pesquisa. Acontece que, quando nos decidimos a fazer alguma coisa em particular, como preparar uma refeição ou cuidar de um jardim, primeiro procuramos dispor do equipamento e das ferramentas necessárias; fogão e panelas ou pá e ancinho. Segue-se que, se pretendemos nos empenhar em algum tipo de pesquisa, precisamos nos armar com ferramentas adequadas para isso, isto é, técnicas de pesquisa. Um enfoque que eu acho que é quase desconhecido no campo da cultura.

Seja como for, tive a felicidade de desenvolver, com o passar dos anos, três técnicas relativas a pesquisa original. A primeira, uma técnica de pensamento que eu chamo de ‘lógica recursiva’, é uma redescoberta do Novum Organum de Francis Bacon – seu ” Novo Método de Lógica”. Embora se possa demonstrar que ela era comumente usada há milhares de anos. A terceira é uma técnica de controle que não nos interessa aqui. A segunda, porem, eu chamo de ‘técnica de percepção’ e entre as ferramentas de que ela se utiliza destaca-se a ‘projeção da consciência’.

O que começou com um exercício místico, esotérico, mostrou ser um inestimável instrumento de pesquisa cientifica.
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[Texto de Divinator]