quinta-feira, 13 de maio de 2010

Quem foi Cristo afinal?


Ainda envolta em muitos mistérios, a vida de Jesus Cristo causou uma revolução sem precedentes na humanidade. Mas e o lado místico do grande avatar, seus ensinamentos esotéricos?

É quase uma unanimidade que Jesus tenha sido o homem mais influente da História humana, ainda que com o atual crescimento do islamismo os muçulmanos possam reclamar a mesma situação para Maomé. Mas Jesus ultrapassa a fronteira das religiões, uma vez que também é um profeta para os muçulmanos, e na Índia é reverenciado como um ‘AVATAR’ da divindade Vishnu. O mais interessante é que esse jovem mestre, nascido na Galiléia há mais de 2 mil anos, alterou para sempre a sociedade no planeta e é muito pouco mencionado nos documentos de sua época.

Hoje, talvez mais do que nunca, estuda-se a vida de Cristo na tentativa de decifrar os mistérios que ainda envolvem sua passagem pela Terra, especialmente dos 12 aos 30 anos, período completamente obscuro no Novo Testamento. Numa época consumista como a nossa, muitos falam sobre Jesus e suas mensagens para a humanidade – há inclusive aqueles que afirmam receber instruções diretamente dele -, utilizando sua figura de forma puramente comercial, totalmente contrária aos seus ensinamentos básicos.

Arqueólogos vêm tentando comprovar ou desmitificar passagens bíblicas, relativas ao Velho e ao Novo Testamento, e novas descobertas jogam luz no conhecimento histórico sobre o mestre, desde as TEORIAS envolvendo a estrela que iluminou o céu após o seu nascimento – que seria um cometa – até a recente possível descoberta do local em que Jesus foi batizado na Jordânia.

Como se não bastasse, em tempos mais próximos Jesus também passou a ser entendido por alguns como um extraterrestre de poderes e conhecimentos muito acima dos humanos, atuando na Terra como parte de um processo de esclarecimento e limpeza do planeta – um conceito que também faz parte dos milenares conhecimentos da Índia.

INFÂNCIA
Embora a maioria dos historiadores cristãos não aceite a idéia, outros pesquisadores e historiadores afirmam que a passagem de Jesus pela Índia está fartamente documentada nos Iamastérios. Essa ida já estaria evidenciada em seu nascimento: o incenso e o ouro levados pelos magos Gaspar e Baltazar vinham de Ladakh – o incenso com a finalidade de reconhecer o novo avatar, e o ouro como dote para que, a partir dos 11 anos, ele pudesse se instruir em Ladakh e conhecer o budismo.

No Tibete, o jovem rabino ficou conhecido como Issa, um grande profeta, uma emanação de Buda. E, ao contrário do que acreditam os cristãos, Jesus não teria morrido na cruz, mas na Índia, tendo sua sepultura em Srinagar, onde também é conhecido como o profeta Yuz Asaf. Alguns historiadores afirmam que essa passagem de Jesus pela Índia não ocorreu, e a idéia apenas começou a ser apresentada após a publicação de um livro do viajante russo Nicolas Notovitch, “The Unknown Life of Jesus [A Vida Desconhecida de Jesus], em que o autor falava sobre documentos que teria encontrado sobre Issa, relacionando-o com Jesus. Mas a tradição tibetana e indiana é bem mais antiga, e estudiosos entendem que a semelhança entre os ensinamentos de Jesus e dos tibetanos é evidente demais para ser negada. Da mesma forma fala-se de sua viagem ao Egisto e à Pérsia, onde teria estudado o Zoroastrismo, na época em que tinha cerca de 16 anos.

A dificuldade dos historiadores está em conciliar informações e datas contraditórias que vêm tanto do Tibete, quanto dos evangelhos considerados apócrifos, mas que contém informações importantes sobre os anos misteriosos do Cristo. Segundo o professor Fida Hassnain – historiador nascido em Srinagar, Índia, e autor do livros ‘Jesus, a Verdade e a Vida´[Madras Editora]-,na primeira etapa da viagem à Índia, o mestre teria entrado em contato com seguidores do JAINISMO, religião que defendia a purificação da alma pela pureza de vida, não-violência, ações e pensamentos nobres, generosidade com todos os seres e dieta vegetariana.

Depois, ele teria ido a Varanasi, e existiriam textos sobre seus sermões na região, que irritaram os sacerdotes brâmanes. Logo após, Jesus teria entrado em contato com BUDISTAS e vivido entre eles por seis anos, quando iniciou a viagem de volta à sua terra natal, cruzando a Pérsia até chegar em Israel. Mais uma vez, ele teria se dirigido ao Egito, onde havia estado antes, e visitado mosteiros dos ESSÊNIOS com seu pais terrenos.

Fida Hassnain também diz que Jesus esteve na Grécia e Inglaterra, esta última viagem realizada como acompanhante de José de Arimatéia, ESSÊNIO rico e importador de estanho entre Cornawall e Fenícia. Essa viagem figura em lendas apenas - que dizem que Jesus construiu uma igreja em Glastonbury e que a mãe de Maria seria de Cornwall. Para a maioria dos pesquisadores, no entanto, essa é apenas uma tentativa de aproximar Cristo do Ocidente, transformando sua verdadeira origem.

INFLUÊNCIAS
Historiadores ortodoxos também têm posturas contraditórias, algumas vezes reconhecendo uma relação entre os ensinamentos cristãos e os de outras religiões, outras vezes entendendo que tudo o que Cristo disse estava dentro da ortodoxia judaica.

Arnold Toynbee, um dos mais famosos historiadores do mundo, diz que o cristianismo venceu uma verdadeira batalha para se tornar a religião universal no Oriente Médio e Mediterrâneo. Essa competição entre religiões ocorreu após a unificação política com o Império Romano, em que muitos deuses e deusas desapareceram e deixaram ‘lugares vagos’. Assim, o papel de Mãe, que já fora de Isis, Cibele, Ártemis ou Deméter, foi assumido por Maria, com os mesmos atributos de Ísis. E com a morte de Zeus no mundo helênico, Javé assumiu seu lugar.

Toynbee também diz que os relatos mais antigos sobre Cristo foram escritos por devotos que já haviam passado a acreditar que o mestre não tivera qualquer pai humano, assim como os faraós, que se diziam ter sido fecundados por um deus. O historiador também assinala paralelos com religiões como o HINDUISMO, uma vez que Jesus havia repudiado a sugestão de ser Deus – informação contida nas próprias escrituras, ainda que renegada por grande parte do clero católico. Em pelo menos dois pronunciamentos registrados, Jesus teria afirmado que ele e Deus não eram o mesmo ser, o que o historiador entende como uma postura hindu – ou seja, um homem que anulou o seu ego e com isso abriu o véu que oculta a realidade espiritual suprema. ‘Essa visão direta da realidade espiritual maior’, escreve Toynbee, ‘pode ter sido a experiência que levou seus adeptos não-judeus a deificá-lo’, algo que, como judeu, ele não poderia aceitar. O historiador ainda explica que, assim como outros rabinos de sua época, Jesus pode ter-se denominado ‘filho de Javé’, uma frase comumente utilizada para indicar relação de amizade e confiança mútuas.

Seguindo a trilha de outros estudiosos, Toynbee também situa Jesus num ambiente cultural limitado, entendendo que, como judeu ortodoxo, seus horizontes étnico e geográfico limitava-se ao judaísmo palestino, e mesmo quando enviou os discípulos em expedição missionária, eles foram instruídos para se dirigis apenas aos judeus – uma postura que contradiz as informações de que Jesus esteve na Índia e em outros países absorvendo culturas. Grande parte dos historiadores do período entende que os SADUCEUS concordaram com a condenação de Cristo pelas autoridades romanas porque ele havia permitido que a população judaica de Jerusalém o aclamasse como o Messias, aquele que iria libertar o povo judeu, e não pode discordar de suas interpretações dos textos sagrados, idênticas às de outros rabinos. Assim, a revolta da população, que poderia terminar em imensa matança, foi evitada com a morte de um único judeu.

O escritor Sérgio de Souza Carvalho, autor de ‘Os Mestres da Terra’ [Hemus editora], também cita evangelhos apócrifos como exemplo da influência hindu nas palavras de Jesus, especialmente o chamado ‘Evangelho de Tomé’, encontrado no Alto Egito em 1945. Nele, Jesus utilizaria idéias que os judeus desconheciam, mas muito comuns na Índia. Carvalho desenvolveu um pensamento diferente de Tonynbee ao afirmar que Jesus entrou em conflito com as autoridades justamente por se utilizar de métodos pouco ortodoxos, como a escolha de homens simples para discípulos, a convivência com prostitutas, uma vida itinerante e uma preocupação com os pobres e oprimidos, apesar de ter se recusado a ser um líder político.

APÓS A CRUCIFICAÇÃO
A crença na crucificação e ressurreição de Jesus Cristo é um ponto fundamental do cristianismo e da Igreja Católica, mas não é compartilhado por outras religiões que também têm em Jesus uma figura especial.

Para os HINDUS, por exemplo, Cristo não morreu na cruz, mas sobreviveu e retornou à Índia, onde faleceu anos depois. Diz-se que ele possuía o conhecimento dos iogues, que são capazes de reduzir sua respiração para dar a impressão de estarem mortos. Hassain cita um texto sobre a crucificação de Jesus, que eles chamavam de ISHA NATHA, no qual é explicado que Jesus entrou em estado de superconsciência, ou ‘samandhi’ mesmo antes da tortura. Um de seus mestres, CHETAN NATHA, viu em meditação o que ocorria com Cristo/Isha Natha e se transportou para Israel, tornando seu corpo mais leve que o ar. Ele pegou o corpo de Jesus do sepulcro, despertou-o do transe profundo em que se encontrava e conduziu-o para a Índia, onde estabeleceu um ‘ashram’ nas terras baixas do Himalaia.

A seita muçulmana AHMADDIYA, segundo Souza Carvalho, não aceita a morte de Jesus na cruz, acreditando que ele faleceu de velhice na Cachemira, onde teria se casado e tido um filho. O professor Fida Hassnain diz que os ESSÊNIOS também têm uma versão diferente para o que ocorreu após a crucificação – versão obtida do livro “The Crucifixion by na Eye Witness” [A Crucificação Segundo uma Testemunha Ocular], lançado em Chicago em 1907. Segundo se diz, o livro foi publicado originalmente em 1873, mas acabou sendo retirado de circulação e todos os exemplares foram destruídos. Uma cópia teria ficado em poder da ORDEM MAÇÔNICA em Massaschussets. O texto seria a tradução de um manuscrito em latim, em poder da FRATERNIDADE MAÇÔNICA DA ALEMANHA, que continha uma carta escrita por um membro da ORDEM DOS ESSÊNIOS a outro membro na Alexandria, sete anos após a crucificação.

O texto diz que dois ‘irmãos’ de ordem, José e Nicodemos, influentes tanto junto a Pilatos quanto aos judeus, foram os que removeram o corpo de Cristo da cruz, depois que um terremoto afastou as pessoas do local. Eles não acreditavam que o mestre estivesse morto, já que ele teria passado menos de sete horas crucificado. Quando viram seu estado, perceberam que ainda era possível salva-lo usando ungüentos de grande poder curador. O corpo foi então colocado no sepulcro pertencente a José de Arimatéia. Defumaram a gruta com aloé e outras ervas, e fecharam a entrada com uma pedra grande. Trinta horas depois, um ruído foi ouvido. Os ESSÊNIOS perceberam que seus lábios se moviam e ele respirava. Assim que Jesus se recuperou foi escondido em um centro essênio.

RESSURREIÇÃO E RETORNO
Seguindo esses estudos paralelos, as inúmeras aparições de Cristo após sua morte, registradas nos evangelhos, devem ser entendidas não como aparições no sentido MÍSTICO, mas FÍSICAS mesmo. Na verdade, passagens de LUCAS[24:36-40 e 24:36-42] são citadas como exemplos d que isto de fato ocorreu. Durante encontros dos discípulos, que discutiam se Cristo tinha ou não ressuscitado, Jesus surgiu para eles. O texto diz:

“Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: A paz esteja convosco. Espantados, todos pensaram estar vendo um espírito. Mas ele lhes disse: Por que estais perturbados e por que essas dúvidas nos vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés, sou eu mesmo; apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho”. E ainda: “Mas vacilando eles ainda, e estando transportados de alegria, perguntou: Tendes aqui alguma coisa para comer? Então ofereceram-lhe um pedaço de peixe assados. Ele tomou e comeu à vista deles”.

Dessa maneira, as inúmeras aparições foram para mostrar aos discípulos que ele estava vivo e que não se tratava de um milagre.

Em João 10:16 também estaria a indicação de que Jesus partiria em viagem, quando diz: “Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão minha voz”. Os muçulmanos costumam dizer que, após ter sido salvo da cruz, Jesus partiu numa odisséia, guiado e protegido por Alá, tendo vivido até os 120 anos.

Claro que os indícios de que Jesus teria vivido e morrido na Cachemira muito depois da crucificação não são reconhecidas pela história oficial, mas isso é o que menos importa. A mensagem do jovem rabino permaneceu viva durante dois milênios, foi acolhida pelas mais diferentes culturas e cravou raízes nos quatro cantos do mundo. ‘AMA O PRÓXIMO COMO A TI MESMO’ nunca foi tão relevante como nos tempos atuais, em que pessoas continuam se matando em nome de ideais distorcidos, sem perceber que em essência falam a mesma língua e procuram a mesma espiritualidade esquecida.

ENCARNAÇÕES
Segundo o visionário Edgar Cayce, um dos mais famosos paranormais de todos os tempos, Cristo teve uma série de encarnações antes daquela que o consagrou o grande mestre Jesus. Em vários de seus transes, nos quais fazia curas milagrosas e revelações espantosas, Cayce relatou que Jesus teria sido Ram ou Rama, na Índia, por volta de 2000 a.C., assim como Buda, o que confirmaria a noção tibetana de que ele seria uma encarnação do grande iluminado.

No entanto, explica o paranormal, tudo teria começado com a criação da primeira alma por Deus, Amilius, que fizera parte dos atos da criação divina. Essa alma, que seria Jesus não foi materializada e, tendo sido a primeira criação de Deus, liderou a segunda geração de espíritos que vieram ao plano terrestre para ajudar os que aqui haviam ficado presos à matéria. Essa aparição na Terra, apenas em espírito, teria ocorrido por volta de 200 mil anos atrás, época em que ainda existia o continente da ATLÂNTIDA. Isso evidentemente contraria a idéia de que os humanos primitivos surgiram há pelo menos 2 milhões de anos, bem como a noção de que ‘MU’ precedeu a ‘ATLANTIDA’.

Glenn Sanderfur, que escreveu o livro LIVES OF THE MÁSTER:THE REST OFF THE JESUS STORY [Vidas do Mestre: O restante da História de Jesus] baseado nos escritos psíquicos de Edgar Cayce, disse que as revelações de Cayce não contrariam a Bíblia ao supor a existência de almas na Terra anteriores a Adão. Segundo o autor, a ‘New Catholic Encyclopedia’ diz que nem as escrituras, nem os ensinamentos da Igreja negam a possibilidade da existência de pré-adamitas. Essas almas aprisionadas nos corpos materiais seriam conhecidas como filhos e filhas do homem, ou filhos de BELIAL.

Depois, Deus e Amilius criaram um novo tipo de corpo para essas almas, e o primeiro deles, Adão, foi habitado por Amilius. Posteriormente, a alma se manifestou como o profeta ENOQUE, e como um sacerdote egípcio chamado RA, por volta de 10.500 a.C. O mesmo AMILIUS teria sido HERMES, posteriormente chamado de HERMES TRISMEGISTOS pelos gregos. Reencarnou ainda como MELQUIZEDEQUE, como JOSÉ e ainda como ZEND. Este último teria sido o pai de ZARATUSTRA e, provavelmente, quem lhe passou o conhecimento que redundou no ZOROASTRISMO, que muitos estudiosos entenderam ter uma relação bem próxima com o CRISTIANISMO. Por fim, a alma assumiu o corpo de JESUS e deixou sua marca indelével na História da Humanidade.
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[Texto de Gilberto Schoereder_Sexto Sentido Especial_Grandes Iluminados]

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