segunda-feira, 19 de abril de 2010

A Humanidade e o Binômio Energia – Informação


Durante milênios o Universo, no conceito humano, era constituído de matéria e energia, sobre as quais operavam as leis naturais e espirituais.

As leis nada mais são que uma ordenação do curso dos fenômenos ou acontecimentos após a ocorrência de uma ou mais causas. Estas leis são produzidas pela Mente Cósmica, que faz uso de seu conhecimento ou informação.

Portanto, durante muito tempo o conceito de Universo estava fundamentado nas definições de espaço, tempo, matéria e energia. Estes conceitos passaram por muitas metamorfoses ao longo da história do pensamento humano e os diversos sistemas filosóficos lhe legaram significados distintos.

As conseqüências a que a Física Atômica e a Teoria da Relatividade deram lugar alteraram em muito a visão do Mundo.

A Teoria da Relatividade alterou os conceitos de espaço e tempo, os quais passaram a ser variáveis e a constituírem o chamado “continuum espaço-tempo”.

A Física Atômica alterou o conceito de matéria e sua relação com a energia.

Quando Albert Einstein enunciou que matéria e energia guardavam uma relação de equivalência, o Universo ficou reduzido à energia onde atua a informação, a lei, sob ação de ato volitivo.

A humanidade, no início, fazia uso de sua própria energia, e com a pouca informação existente em seu cérebro, sobrevivia. Aos poucos conheceu e dominou fontes externas de energia e desvendou processos de coleta, processamento e armazenamento de informação para uso posterior.

Cada nova etapa alcançada representou um estágio da sociedade, m que foram profundas as transformações de todas as atividades humanas; assim foi a passagem da Sociedade Agrícola para a Industrial.

Hodiernamente vivemos o limiar de uma nova era, decorrente da maior capacidade de processar a informação e de armazená-la em menores volumes e com decrescente dispêndio de energia. As máquinas, simples transformadores de energia, tornaram-se mais potentes com a possibilidade de processar informação.

1_A LONGA CAMINHADA
O homem atravessou as glaciações à custa do controle do fogo, uma das mais antigas fontes de energia sob controle e uso humano. E foi o uso do fogo que tornou possível penetrar profundamente na estrutura da matéria.


A roda, que era conhecida antes de 3.000 a.C., tornou-se o pivô de inúmeras invenções, aumentando o rendimento do trabalho humano, pois o desperdício de energia por atrito foi reduzido ao mínimo.

Durante milênios o homem usou a sua própria energia muscular, a dos animais, a dos ventos, a dos rios e a da queima de lenha.

Até então a vida do homem dependia de quatro elementos: o fogo, o ar, a água e a terra; estes lhe proporcionavam a energia e os alimentos necessários à sua sobrevivência.

Até 1760, a lenha foi, virtualmente, o principal combustível utilizado pelo homem. Foi a queima do carvão que forneceu energia para a Revolução Industrial. A força existente na expansão do vapor d’água, na máquina inventada por James Watt, em 1864, passa a substituir, com vantagem, os músculos humanos e animais.

Esta revolução faz aflorar uma questão:

Há muito as fontes de energia eram buscadas na natureza: Sol, vento, água e carvão.

Por que razão todas elas realizavam a mesma coisa?

Que relação existe entre elas?


Suspeita o homem da existência de unidade na natureza, não através da fé, e sim por intermédio da observação de fatos concretos.

A humanidade começa a descobrir que é possível transformar elementos naturais para, desta forma, obter energia.

No final do século XIX desenvolveram-se os motores de combustão interna.

M 1800, Volta descobre a pilha elétrica. A partir de então um armazenador de energia produzido pelo homem passa a existir.

Em 1859, na Pensilvânia, Edwin Drake obtêm sucesso na perfuração de um poço de petróleo. A simplicidade de extração, de transporte, de armazenamento e de uso nos motores de combustão interna foram os grandes responsáveis pela implantação e disseminação da Revolução Industrial.

Podia o homem agora carregar consigo grandes quantidades de energia, não mais ficando ao sabor dos ventos para inflar as velas de suas naus, e podia viajar grandes distâncias, interior a dentro, antes só alcançáveis a pé ou no lombo de animais.

O homem, enquanto nômade, não podia ter muitos pertences. Ao deixar a vida errante, cria condições propícias ao armazenamento de informações.

Durante séculos a tradição foi transmitida via oral, e muitas são as deficiências desta forma de comunicação. Com a invenção da escrita alfabética, por volta de 1.300 a.C., o homem passa a poder ler e escrever. Foram os escribas os veículos de uma grande revolução – é agora possível transmitir, de geração a geração, de forma mais precisa, maior volume de conhecimentos.

Para nós,ocidentais, por volta de 1450, têm início outra grande modificação. Johann Gutemberg inventa a impressão sobre papel, com tipo móveis. A escrita pode agora ser impressa seriadamente, e a transmissão do conhecimento, conjunto de informações, às gerações futuras, se avoluma. Foi a imprensa que espalhou as idéias revolucionárias francesas, que derrubou reis e mudou sistemas políticos, sociais e econômicos. E a máquina a vapor, novo patamar do domínio tecnológico sobre o manuseio da energia, embasou esta nova sociedade, nomeada industrial.

As bibliotecas, depósitos organizados do conhecimento, ao surgirem, facilitaram a acumulação de informação e permitiram a consulta, de forma sistemática e organizada.

Em 1844, Samuel F.B. Morse enviou, de Baltimore a Washington, a seguinte mensagem:

“Que foi que Deus fez?” ,

... sem que alguém tivesse de transportá-la, mas usando um código composto de traços e pontos, e a eletricidade. Era o nascimento do telégrafo. Pela primeira vez se combinavam energias e informação num invento.

Em 1888, Heinrich Hertz aprende a maneira de produzir e captar ondas de rádio, e no ano de 1901, Guglielmo Marconi passou a fazer uso de tais ondas para enviar informações através do Oceano Atlântico.

As experiências realizadas por Oersted, Ampére, Faraday e muitos outros, elucidaram os princípios relacionados com os fenômenos eletromagnéticos. Estudos posteriores desvendaram as leis pertinentes à propagação das ondas eletromagnéticas, brilhante e concisamente expressas nas equações de Maxwell. Tudo isto combinado com o domínio das técnicas de modulação tornaram possível a gravação, com relativa facilidade, de uma informação num conteúdo energético, e sua transmissão através de qualquer meio.

No período de 1923 a 1928 nasce a televisão; transmite-se agora a imagem e o som, simultaneamente.

As imagens começam a falar!

No desenrolar da II Guerra Mundial desenvolvem-se o radar e as microondas; estes representam dois novos degraus na capacidade de manuseio, simultâneos, da energia e da informação. O radar permite a detecção de formas materiais a grandes distâncias, pela reflexão da energia sobre as mesmas. E as microondas aumentam a capacidade de transmissão de informação por unidade de energia empregada, e com maior velocidade.

O nível de conhecimento do homem sobre as leis que regem a energia e a informação, em meados do século XX, era grande, e dava a impressão de se quase completo. Não poderia ser maior o engano dos que assim pensavam.

II_ A ENERGIA
O que é energia?


Apesar de usá-la há milênios nós não sabemos responder precisamente esta pergunta.

A capacidade de um sistema produzir trabalho é energia.

Ou seja, não se define energia, ela apenas é!

Conhecemos os seus efeitos, algumas leis, umas empíricas, outras experimentais, e mais nada.

A principal lei é:

- a energia pode ser transformada de uma forma para outra, mas não pode ser criada ou destruída; e a energia total do universo é constante.

A primeira parte desta lei tem sua confirmação em quase tudo o que realizamos diariamente. Ao ligarmos o chuveiro elétrico, ocorre a transformação da energia elétrica em calorífica, e tomamos nosso banho quente. As máquinas são transformadores energéticos; por exemplo, o motor de um automóvel transforma a energia química da mistura gasolina-ar em energia mecânica.

Já a última parte – a energia total do Universo é constante – é um postulado, ou melhor, um dogma. E acredito que não teremos uma prova formal de que a energia total é constante. Mas, se assim não for, teremos enormes modificações nas postulações cientificas, bem mais profundas quer as resultantes da Teoria da Relatividade.

O principio da conservação da matéria, desde sua enunciação pelo poeta Lucrécio, contemporâneo de Júlio César, em sua obra “De Rerum Natura”, não foi modificado.

“As coisas não podem nascer do nada, quando geradas, não podem voltar ao nada”.

Ou seja, tudo sempre existiu e sempre existirá.

Este princípio foi a argamassa com a qual se construiu grande parte da Química e da Física.

Quando Einstein enunciou o principio da equivalência entre energia e matéria, ficou estabelecido que:”as coisas materiais vêm da energia e a ela retornam”.

A mais bela demonstração desta afirmação nos é dada pela aniquilação ou formação de partículas duais. O elétron e o pósitron ao se encontrarem aniquilam-se, e no lugar de ambos surge energia. O processo inverso, a materialização, ocorre quando há a formação de partículas duais de certa porção de energia.

III_ AS VIBRAÇÕES
Tudo que existe vibra, e cada ser tem seu nível vibratório que o identifica.

A energia luminosa é um bom exemplo.

As vibrações apresentam três características:

1] A freqüência vibratória nos identifica a cor: o violeta, por exemplo, tem maior freqüência vibratória que o vermelho;

2] A intensidade nos indica a quantidade de energia, ou seja, se a cor é mais ou menos viva;

3] A fase contém informação do instante de início da emissão de energia, ela é responsável pela idéia de forma das coisas.

As vibrações podem coexistir numa mesma região do espaço sem perderem a identidade. Exemplo típico é a decomposição da luz branca ao passar por um cristal prismático.

Podemos alterar o fluxo energético que atravessa o nosso corpo e mente em quantidade e qualidade; podemos, ainda emitir conteúdos energéticos ou simplesmente refleti-los por simples mudanças das nossas condições físicas, mentais ou psíquicas.

Isto tudo é algo amplamente usado pelos místicos há muito tempo, e pela ciência, no rádio, na televisão e demais dispositivos eletrônicos.

IV_ A INFORMAÇÃO
Em 1948, Claude Shannon estabelece a TEORIA MATEMÁTICA DE COMUNICAÇÃO.


Vejamos três exemplos, para mostrar, qualitativamente, o conteúdo de informação de cada um:

- amanhã o sol vai nascer – quase nenhuma informação;
- amanhã vai chover – pouca informação, se for época de chuva.
- amanhã às 10hs vai haver chover - bastante informação.

A TEORIA DA INFORMAÇÃO é um assunto matemático que tem por objeto:

- medir a informação;
- estabelecer a capacidade de um canal de comunicação de transferir informação;
- criar códigos que aumentem a capacidade de utilização do canal de comunicação.

Vejamos como podemos medir o conteúdo de informação:

..........A
C A S ? <
..........O


A ? O R
\/

Ç L M P T

A informação contida na letra omitida na segunda palavra é bem maior que a contida na primeira.

Codificar é dar maior conteúdo de informação a um símbolo. Por exemplo: A soma do quadrado dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa.

Em ambos os casos usei letras, mas o conteúdo de informação das letras difere. É evidente que a codificação economiza símbolos e, em conseqüência, conseguimos aumentar a capacidade de transmissão de informação de um canal.

Como a comunicação tem lógica, os símbolos que a compõem sofrem influencia recíproca. Por exemplo:

A cas _ ?

O cas _ ?

O ‘s’ e os artigos ‘a’ e ‘o’ determinam a última letra da palavra. Em ambos os exemplos a última letra não tem nenhum conteúdo de informação, ou seja, ela é redundante. Logo, as mensagens estruturadas de forma lógica possuem redundância, e esta é que torna possível a comunicação, pois se todos os símbolos tivessem a mesma quantidade de informação a perda de um ocasionaria a não compreensão da mensagem pelo receptor.

A natureza é redundante e seus símbolos não são igualmente prováveis, caso contrário o caos já teria se estabelecido, por perda da informação inicial.

V_ COMO GRAVAR UMA INFORMAÇÃO NUMA VIBRAÇÃO
Vimos anteriormente, que uma vibração possui uma freqüência, uma amplitude e uma fase.

Será que podemos fazer varias um destes parâmetros, segundo uma certa lei?

A resposta é SIM, e de mais de três modos distintos.

Esta prática toma o nome de MODULAÇÃO, e esta pode ser de amplitude, de freqüência ou de fase.

As estações de rádio usam a de amplitude ou a de freqüência.

A fotografia armazena informação através da variação da amplitude e da freqüência. Por só usar dois parâmetros, a imagem é plana e necessita de suporte material.

Na holografia, fotografia feita com laser, a imagem é tridimensional e não precisa de suporte material, pois contém a informação completa – a amplitude, a freqüência e a fase.

Nós, de uma certa forma, poderíamos ser o resultado da incidência de luz sobre um holograma.

Somos o reflexo do SER, ou melhor, criados à sua imagem e semelhança!

A informação pode ser manipulada, alterando-se o seu conteúdo; pode ser armazenada para uso posterior; e pode ser transmitida num conteúdo energético.


Os livros, os discos, as fitas magnéticas e as memórias de computador permitem a manipulação, o armazenamento e a transmissão da informação.

A natureza nos proporciona novamente um belo exemplo.

O ADN, ácido desoxiribonucléico, encontrado na parte central das células, suporta as instruções codificadas responsáveis pela transferência, de geração a geração, da informação denominada ‘hereditariedade’. O ‘código genético’ atua durante toda a vida celular e é ele o responsável pela transformação da energia transportada pelos alimentos em produtos úteis a vida humana.

Que mente imprimiu esta precisa mensagem genética, pela primeira vez?

Posso gravar mensagens, ou melhor vivências, em conteúdos energéticos, e a cada nova encarnação alterar as gravações existentes. Podemos dar o nome que quisermos a este conteúdo, por exemplo, alma.

VI_ UMA VISÃO DA GÊNESE
Novo Testamento segundo São João:

“No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.

Verbo é a palavra, é a informação contida na divindade.

Qualquer que tenha sido o curso da gênese, uma coisa parece certa: ‘um Ser, por ato de vontade, imprime sobre suas próprias energias a mensagem, e, ato seguinte, a libera’.

Deus, ao emitir a palavra, liberou energia, e o Universo tornou-se manifesto. A energia fluiu da fonte, e palavra, informação impressa, deu rumo à criação.

Cada espécie recebe um programa impresso, um conjunto de instruções, que estabelece a ordenação básica.

A harmonia da criação resulta da inter-relação de todas as espécies, porque a matriz geradora de todos os programas é única. A Mente Cósmica gera os programas das espécies segundo um sistema.

Sistema é a inter-relação que implica na existência de unidade de vontade na geração das coisas manifestas.

Gira a roda da vida em SISTEMA e ORDEM.

Se existem mutações numa espécie é porque o meio ambiente atua no conteúdo da informação original, alterando os registros. Se o homem exerce o livre-arbítrio, sua vontade alterando o curso dos acontecimentos, este imprime alterações no conteúdo energético. Por conseguinte, os programas, conjunto de informações e instruções dos homens, são abertos, ou seja, são alterados de forma dinâmica. Isto não deixa de ser uma forma de evolução.

Mas tudo isto ocorre em si mesmo, e o Todo energético vive o seu Eterno Agora.


VII_ A NOVA ERA A SOCIEDADE INFORMATIZADA
Em dezembro de 1976, Giscard D’Estaing, então Presidente da França, confiou a seu Inspetor-Geral de Finanças, Simon Nora, a ‘missão de exploração que consistirá em fazer progredir as reflexões sobre os mio de conduzir a informação da sociedade’. Em janeiro de 1978, encerrada a missão, estava elaborando o relatório “A Informatização da Sociedade”, que ficou conhecido como “Relatório Nora”. Em dado trecho deste importante documentos lemos:

“A revolução informático, no entanto, terá conseqüências maiores. Embora não seja a única inovação técnica destes últimos anos, constitui o fator comum que permite e que acelera todas as demais. E, mais que isso, na medida em que transforme o tratamento e a conservação da informação, modificará o sistema nervoso das organizações e da sociedade inteira”.

Será que só os franceses tem esta visão da questão? A resposta é NÃO. Yoneji Masuda, Presidente do Instituto para a Sociedade da Informação, do Japão, num dos trechos do seu artigo “Sociedade Informatizada” , diz:

“O homem está ingressando no período de transformação da Sociedade Industrial par a Sociedade da Informação. A Sociedade da Informação é simplesmente uma visão vaga do futuro. Ela está realmente no horizonte. Muitos exemplos de ações que têm sido tomadas por governos, em várias partes do mundo, estão indicando que o movimento na direção da concretização da Sociedade da Informação está ocorrendo”.

De fato, existem vários exemplos concretos em diferentes países.

Em 1973, o Instituto Japonês de Desenvolvimento do Uso do Computador, organização não-lucrativa, apresentou ao Governo japonês um plano, de longo prazo, para o desenvolvimento de uma sociedade informatizada. O objetivo é estabelecer uma consciência da sociedade computadorizada. Deste plano, destacamos:

- Computópolis, na qual um sistema de informações bidirecional fornece, nas residências, noticias, lazer, consulta médica, educação; possui sistema de transporte controlado por computador e supermercados automatizados.

- Hospital Computadorizado para uma população de 100 mil habitantes, onde são realizados diagnósticos, tratamento médico, estudo clínico e onde há um sistema de vigilância médica para áreas remotas.

- Educação Orientada por computador, numa escola distrital experimental.

Podemos citar outros projetos, como “A Cidade Interconectada”, no Canadá, o TERESE, na Suécia, e experimentos menores nos Estados Unidos e Inglaterra.

O que se tem procurado avaliar nestas experiências são as modificações comportamentais do homem e de suas estruturas sociais em face da presença do computador em bancos, correios, hospitais, supermercados, industrias, escolas, lares, demais setores, obrigando o homem a ter que travar diálogos com os mesmos.

Em 1980, um grupo de peritos, em trabalho apresentado à Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE[1] estudou o impacto da microeletrônica no emprego. Nesta análise são abordados os aspectos relacionados com as mudanças nas rotinas de trabalho em face da transformação estrutural das industrias e dos negócios, bem como em virtude do surgimento do consumidor de produtos e serviços de informação. Será necessário,segundo seus autores, uma continua atividade de retreinamento, ocasionada pela migração do trabalho entre profissões, empresas e setores econômicos. Concluem que caso não sejam administrados os atritos que ocorram entre a industria, o governo e os trabalhadores no período de transição, poderão ocorrer rupturas sociais; contudo, não consideram o impacto da tecnologia microeletrônica como negativo.

Já começa a ser citado um quarto setor industrial, intitulado industria da informação, compreendendo a industria de processamento da informação, a de serviço da informação e a de programas de computação.[realidade].

Nesta nova sociedade os microprocessadores, os computadores, os terminais de computadores e os robôs estarão presentes em todos os setores, interferindo no saber e no fazer humanos.

Voltemos agora nossas atenções para a energia.:

A guerra do “Yom Kippur” foi o lance final na obtenção do controle dos negócios do petróleo. A decretação do embargo da venda do petróleo significou o controle do fluxo de energia dos países industrializados e, por conseqüência, de seu crescimento econômico, por uns tantos potentados árabes.

No curso dos anos, todos foram substituindo, gradativamente, por equipamentos consumidores de energia barata os equipamentos dependentes da mão-de-obra, cada dia mais cara. Desta maneira, metade da produção cumulativa mundial de petróleo ocorreu durante um período de cerca de doze anos, a partir de 1956 [3]. A sociedade de consumo apóia-se nesta particularidade, e o automóvel é o símbolo máximo do desperdício e baixo custo da energia proveniente do petróleo. E esta é a razão pela qual a indústria automobilística é a primeira vitima da crise da mudança.

Após a estupefação geral dos primeiros momentos do embargo, os países tornam-se conscientes de suas fragilidades e irresponsabilidades no uso e conservação da energia.

Foram necessárias as altas desmesuradas no preço do petróleo e o embargo decretado pelos árabes, para que a humanidade tomasse consciência de que muitas das fontes energéticas disponíveis não são renováveis e que, em conseqüência deve-se fazer uso parcimonioso da energia. Sob este enfoque, os árabes, com sua política, beneficiaram a humanidade.

Será que se o barril de petróleo custasse, hoje US$ 2,00, existiriam tantos programas de pesquisa de fontes alternativas e de conservação de energia?

A resposta é NÃO. Alguns poucos estariam discutindo se o petróleo acabaria no ano tal, em alguns congressos científicos, e a maioria dos mortais estaria achando a discussão semelhante à que pretenderia definir qual seria o sexo dos anjos.

Os recursos das sociedades humanas são energia e informação, com as quais manipulam a natureza para produzir bens e serviços de seu interesse.

A cada instante alcançamos maior capacidade de processar grande volume de informações com menor consumo de energia. A crise energética fornece o catalizador que está acelerando o processo de mudança estrutural da humanidade.

A melhor forma de compreendermos e identificarmos as características da Sociedade Informatizada é compará-la com as anteriores.

O primeiro aspecto a ser enfocado é a estrutura do poder de produção. Na Sociedade Agrícola o poder vinha da terra, na Industrial da máquina, e na Informatizada vem do computador. Nas anteriores, o produto do trabalho eram bens materiais, e na que está se instalando, o produto é o conhecimento.

No estágio agrícola buscava-se o aumento da produção vegetal; no seguinte, substitui-se e ampliou-se a capacidade física do homem pelo uso da máquina, poupando-lhe energia, que foi dirigida para a execução de maior atividade intelectual. Os computadores realizam o trabalho monótono e repetitivo das operações mentais. Desta forma o homem poderá dirigir a maior parte de sua energia para o trabalho criativo.

As vilas isoladas, a permanência e o tradicionalismo eram as características principais da Sociedade Agrícola. A indústria, ao mobilizar quantidades cada vez maiores de mão-de-obra, gerou as grandes concentrações urbanas, onde existe grande dinamismo e alta competitividade. O homem, habituado a usufruir das vantagens oferecidas pelas grandes cidades, mas sentindo cada vez mais saudade da paz desfrutada nos vilarejos, vai passar a viver em núcleos de pequeno tamanho, interligados por redes telemáticas, que lhe proporcionarão inúmeros serviços e oportunidades de emprego, sem que se desloque. A nova sociedade otimizará os gastos energéticos por causa dos preços, escassez das fontes e poluição ambiental.

As maiores mutações dar-se-ão nos valores. Inicialmente, o relevante era manter a vida; o avanço do conhecimento médico e da tecnologia, ao assegurar melhores condições de vida, despertou os desejos e, então, o bem supremo passou a ser a satisfação dos desejos sensuais e emocionais. No inicio, o domínio do corpo físico; a seguir, o conhecimento dos sentimentos; e na nova era irão empreender o conhecimento da mente, e portanto, buscarão a satisfação de múltiplos desejos, ou seja, o homem imerso no todo e não mais o individuo isolado.

O sentimento religioso, que era intenso e dominava inclusive a política, nos primeiros tempos foi substituído pela ciência, democracia, capitalismo e comunismo, oriundos das revoluções Industrial, Francesa e Bolchevista.

O advento da comunicação áudio-visual fez surgir a aldeia global, e estará presente na mente dos homens a sua condição de co-participe de um todo indivisível – é o despertar da consciência da humanidade. Quais serão as novas formas políticas e econômicas?

Não poderíamos deixar de comparar os padrões éticos.

A lei, a moral e o poder emanavam de Deus, assim concebiam os nossos antepassados. Hoje nos preocupamos com a defesa dos direitos humanos básicos e com o de propriedade: é a defesa do indivíduo em face do grupo. Isto é conseqüência da sociedade materialista.

A sociedade que está no horizonte já mostra quais serão os novos valores. A tomada de consciência, por parte de todos os homens, da necessidade de preservar a natureza a fim de que ele sobreviva trará, como conseqüência, a busca de maior harmonia com a natureza. É o triunfo do pensamento ecológico.

O conceito de humanidade e a produção de serviços trazem, como efeito, mudanças nas relações de trabalho, e o servir será a nova forma de trabalho.

Assim, a humanidade ocupará o centro do pensamento e das preocupações. Buscar-se-á os valores espirituais, pois, libertos dos trabalhos físicos e cerebrais, poderá o homem dirigir suas energias à expansão das suas faculdades psíquicas até então adormecidas.

Aos místicos, afeitos há milênios ao uso de seus poderes psíquicos, cabe ajudar na transição, minimizando as dores dos que não suportarão as mudanças; esclarecendo os confusos por não saberem perder os seus valores materiais; difundindo o conhecimento para que cresça o numero daqueles que preparam o nascer e a implantação da nova era.

Estas são nossas idéias e as entrego à meditação de todos.
-
[Texto de Jorge M. Fernandes]

Um cuidadoso exame de toas as nossas experiências passadas, por nos revelar o fato surpreendente de que tudo o que nos aconteceu foi para o nosso bem _ Henry Ford.

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