quarta-feira, 10 de março de 2010

Introdução à Parapsicologia _ Parte 12

Já cobrimos todos os fenômenos conhecidos como PSI-GAMMA ou PG. Vamos agora nos ocupar de outro tipo de fenômenos ainda mais fascinantes, pois podem ser observados com mais objetividade e sem deixar margem as qualquer duvida. Trata-se dos fenômenos denominados PSI-KAPPA ou PK.

Em termos gerais, o fenômeno PK se define como o ato de influir sobre um objeto físico, sobre um evento ou uma situação,sem o emprego direto dos músculos e nem de algum tipo de energia ou instrumento físico. Também se pôde comprovar que a mente do ser humano pode exercer uma influencia favorável sobre os organismos vivos. Na parapsicologia mais moderna, tudo isso é classificado como fenômenos PSI-BETA ou PB, dos quais falaremos mais adiante. Por enquanto trataremos da influencia da mente ou da energia humana sobre objetos inanimados como metais, etc.

Quando se estudam fenômenos PK, é preciso classificá-los em duas categorias: ‘telecinésia e psicocinésia’. Embora durante muito tempo esses termos tenham sido considerados sinônimos, sabe-se agora que entre ambos há diferenças fundamentais, como veremos nas explicações que se seguem.

Já falamos sobre o Dr. J. B. Rhine, pioneiro no estudo da telepatia. Ele estudou também os fenômenos PK, durante 25 anos, mas não publicou seus trabalhos, porque achou que na época era suficiente falar sobre telepatia. Durante todo esse tempo usou dados comuns de plástico, tentando fazer que caíssem de maneira que a soma fosse superior a sete. Com dois dados, há 36 combinações possíveis, das quais 15 somam mais que sente. Lançando-os 6.744 vezes, os pesquisadores esperavam acertar 2.810 vezes, com base na lei da probabilidade, mas houve 3.110 acertos. Isto significa que o ser humano tem a faculdade PK, e o Dr. Rhine cegou à conclusão de que “a mente tem um poder que pode afetar a matéria física”.

PROVAS DE TELECINÉSIA
Nisso se destaca a dotada soviética Nelya Mokhailova, conhecida também como NInel Kulagina por seu nome de solteira, a qual começou a desenvolver essa faculdade aos 14 anos, depois de ter sido ferida na guerra. Quando ela estava desgostosa ou entediada, as coisas começavam a se mover à sua volta e as luzes se apagavam e acendiam. Mas ela sabia que podia fazer isso à vontade.

Vários laboratórios de parapsicologia a estudaram seriamente. Edward Naumov, biólogo da Universidade Estatal de Moscou, espalhou uma caixa de fósforos sobre uma mesa do seu laboratório. Nelya fez um circulo sobre eles com as mãos,tremendo de tensão, e todos os fósforos se moveram como um tronco rodopiante até a borda da mesa e foram caindo um a um. Depois Naumov colocou cinco cigarros numa vasilha e Nelya se concentrou somente num deles, fazendo-o mover-se. O escritor Lev Kolodny a entrevistou e ficou surpreso ao ver que sua caneta era perseguida por um vaso ao longo da mesa. Outra pessoa que jantou com ela viu-a concentrar-se num pedaço de pão e, dentro de uns dois minutos, o pão começou a se mover aos saltos

O Dr. Sergeyev, neurofisiologista do Instituto Utouskii de Leningrado, fez estudos com ela no laboratório de fisiologia. Ela foi ligada a um eletroencefalógrafo e a um cardiógrafo e foram feitas leituras iniciais de sua fisiologia em repouso. Descobriu-se que seu corpo estava rodeado por um campo magnético apenas dez vezes menor do que o da Terra. Além disso, observou-se um tipo incomum de ondas cerebrais, cuja voltagem era 50 vezes maior na parte de trás da cabeça do que na frente.

O teste começou com uma das demonstrações mais difíceis e impressionantes que foram feitas em telecinésia. Um ovo cru foi quebrado e vertido numa solução salina num aquário a dois metros de Nelya. Câmaras faziam fotos a cada segundo, enquanto ela s esforçava para separar a clara da gema.

Embora esse teste tenha sido muito interessante, não foi repetido porque pôs em perigo a vida da dotada. Seu eletroencefalograma acusou uma excitação emocional muito intensa. No cérebro houve sinal de grande atividade nos níveis mais profundos da formação reticular, que é a que coordena e filtra a informação e que é também responsável pela emissão das ondas cerebrais zeta. O cardiograma evidenciou um funcionamento irregular do coração e o pulso subiu a 240 por minuto. Foram ainda registradas porcentagens elevadas de açúcar no sangue e transtornos nas glândulas endócrinas. O teste durou 30 minutos e Nelya perdeu mais de um quilo de peso. No fim do dia estava fraca e ficou temporariamente cega; seu paladar não funcionava bem e ela sentiu dores nos braços e nas pernas; ficou enjoada e não conseguiu conciliar o sono por vários dias.

UM NOVO INSTRUMENTO
Posteriormente, Segeyev introduziu um novo instrumento, chamado detectos Sergeyev. Seus componentes básicos são capacitadores e um pré-amplificador ligado a um cardiógrafo. O aparelho é sintonizado para responder às mudanças no campo de vida. Este campo está relacionado com a aura humana, tema que trataremos em artigos posteriores.

Durante o teste, nos momentos em que se moviam os objetos, registraram-se grandes mudanças nas medidas eletrostáticas e magnéticas do campo de vida de Nelya, o qual começava a pulsar com uma flutuação regular de quatro ciclos por segundo, em associação com uma forte atividade de ondas cerebrais zeta da mesma freqüência. Segundo Sergeyev, as vibrações do campo de vida atuam como ondas magnéticas, de modo que, no instante em que se produziam, faziam com que o objeto em que ela se concentrava se comportasse como se estivesse magnetizado, mesmo que não fosse magnético, atraindo esse objeto para ela ou repelindo-o.

Esses experimentos de Sergeyev são muito interessantes, pois começam a explicar as possíveis causas do fenômeno, embora a parapsicologia continue a estudá-lo. Uma das situações de maior interesse seria poder controlar esse poder, para usá-lo a vontade de maneira construtiva.

Além de mover objetos, Nelya pode aumentar à vontade, consideravelmente, a temperatura de sua mão direita ou esquerda. Na Rússia, os fenômenos de PEG e PK são denominados ‘bioenergéticos’.

URI GELLER
Consideraremos agora outro dotado famoso e de interesse no campo dos fenômenos bioenergéticos. Trata-se de Uri Geller, que nasceu em Tel-Aviv, em 1946. Desde menino ele podia ler os pensamentos dos outros, dobrar e quebrar objetos metálicos, etc., e começou a efetuar demonstrações publicas em 1969. Um dos primeiros cientistas a estudá-lo foi o Dr. Andija Puharich, pesquisador do Centro Médico da Universidade de Nova Iorque, em se mudou para Israel em 1971. Ele pôde observar que Uri Geller, usando o poder de sua energia mental, partia colheres de metal, dobrava facas e garfos, partia anéis e correntes, afetava relógios fazendo-os parar, atrasar ou adiantar, etc. Em 1972 ele foi levado aos Estados Unidos e fez uma demonstração de seus poderes na televisão.

Também foram feitos testes de telepatia com ele no Instituto Stanford de Menlo Park, Califórnia, uma organização independente da Universidade de Stanford. Esses testes foram efetuados pelos doutores em Física, Harold Puthoff e Rossel Targ. Uri Geller conseguiu acertar oito vezes consecutivas os pontos de um dado agitado dentro de uma caixa de metal fechada. Além disso, reproduziu dúzias de desenhos lineares que lhe foram transmitidos. Disse ele que recebe as impressões numa espécie de tela mental.

Como nota curiosa, após as apresentações publicas de Uri Geller apareceram mais d 100 pessoas com faculdades semelhantes. O professor John Taylor, do ‘King’s College da Universidade de Londres’, estudou 38 dessas pessoas [1 homem, 3 mulheres, 14 meninos e 20 meninas]. A maioria das crianças passou com êxito nos testes e melhorou com a experiência. Foi também comprovado que os jovens menores de 17 anos eram mais bem-dotados que os adultos. Alguns dobravam objetos atritando-os e, outros, olhando-os firmemente.

Depois das demonstrações de Uri Geller, apresentaram-se dezenas de outros casos semelhantes, não somente na Inglaterra, nos Estados Unidos e no Japão, mas também em muitos outros países.

PERCEPÇÃO PARANORMAL NAS CRIANÇAS
Já tínhamos mencionado que há TEORIAS segundo as quais a percepção paranormal aparece espontaneamente em muitas crianças e mais tarde desaparece devido à influencia do raciocínio e das condições sociais. No Departamento de Psicologia da Universidade de Surrey, em Guidfor, Ernesto Spinelli, pesquisou a capacidade telepática em 66 crianças de dois e meio a quatro anos, obtendo os melhores resultados com as crianças menores. Além disso,chegou à interessante conclusão de que as crianças tranqüilas e introvertidas são os melhores ‘transmissores’, ao passo que as extrovertidas são os melhores ‘receptores’.

No Japão foram feitas descobertas interessantes de crianças com faculdades semelhantes às de Uri Geller e mesmo de algumas com resultados superiores. Uri Geller visitou Tóquio para demonstrar suas habilidades e logo apareceram milhares de crianças japonesas, entre cinco e quinze anos, que podiam dobrar metais e produzir os mesmos fenômenos que ele provocava.

Em 1974, o professor de Psicologia, Shigemi Sasaki,da Universidade Denki Tsushn de Tóquio, apresentou um projeto de pesquisa muito interessante, para tentar compreender o fenômeno PK. Para isso, usou a ‘medição do movimento vertical’ e o ‘indicador de tensão’. Neste ultimo experimento, mede-se a força de tensão de um pedaço de metal.

Trabalhando com o sistema de medição do movimento vertical, as crianças dobraram um pedaço de arame fechado num recipiente de vidro. Com o segundo sistema, conseguiram torcer tiras finas de aço, que por sua vez acionavam um indicador. Também foi comprovado que algumas crianças de 12 anos dobravam três colheres ao mesmo tempo até parti-las e, com elas foram pesadas antes e depois do teste, constatou-se uma perda de peso de cerca de 0,03 gramas. Uma das crianças podia recarregar a bateria de um rádio. Uma menina de 8 anos dobrava e partia objetos de metal colocando-os sobre seu ombro, e um menino de 5 anos movia objetos pesados a distancia, apenas citando seus nomes. Além disso, também foram descobertas, nas mãos dessas crianças, certas propriedades curativas.

OUTROS DOTADOS
Atualmente, um dos melhores dotados em PK é Ingo Swan, que foi estudado pela Dra. Schmeidler da City University de New York e por Targ e Puthoff do Instituto Stanford já mencionado. Ingo tem as faculdades de modificar a distancia a temperatura de um termômetro e afetar um magnetômetro. Outro pesquisador, o Dr. Honorton, do Hospital Maimônides de Nova Iorque, comprovou que Ingo também pode alterar o som de um gerador, provocado ao se fazer oscilar um dispositivo eletrônico. De todos os dotados estudados, inclusive Uri Geller, Ingo Swan foi o que mais convenceu os cientistas.

Outro dotado dessas faculdades de psicocinésia é o francês Jean Pierre, que consegue torcer varinhas de alumínio contidas num tubo de vidro, a diferentes distâncias.

Mas o melhor dotado de todos os tempos foi Daniel Douglas Hume, estudado em 1869 pela Sociedade Dialética de Londres. Os estudos feitos com ele por William Crokes, entre 1871 e 1874, foram também interessantes e foram comunicados à comunidade cientifica da época, que não estavam preparadas nem dispostas a aceitar esses fenômenos. Esse dotado podia provocar à vontade todos os tipos de fenômenos paranormais: produzia movimentos de objetos a distancia, ruídos, levitações, etc., sob qualquer condição de controle.

Outro caso curioso e notável foi o de uma dotada italiana chamada Eusapia Paladino, mas ela não era confiável, pois às vezes fazia truques ou fraudes com os fenômenos, somente para se divertir às custas dos pesquisadores. Mas sabe-se que provocou muitos fenômenos autênticos de telecinésia, levitação e de ectoplasma. No próximo artigo estudaremos o ectoplasma, que está incluído na telecinésia. Além disso, apresentaremos as ultimas teorias do professor John Taylor a respeito das causas dos fenômenos PK.
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[Texto de Pedro Raúl Morales]

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