segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Surfistas de Zuvuya














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"Zuvuya é o termo maia usado para indicar o grande circuito da memória; é o canal direito da memória. Ele nos liga tanto ao futuro como ao passado porque se trata de uma linha inter dimensional. Zuvuya é a força que impulsiona a sincronicidade e, consequentemente, a fonte de suprimento da magia." José Argüelles

Hoje nós vivemos em um momento de grande diversidade cultural, e também em uma era de unificação global. Nunca antes houve tanta informação disponível em nossas mãos. A "teia de informação" nos permitiu o acesso a todas as culturas, raças e lugares, refletida em uma visão geral de diferentes paradigmas culturais e sub-culturais.
A mistura e fusão destas diferentes culturas são o reflexo da combinação das viagens virtuais e físicas, emergindo uma nova cultura global no Ocidente, o qual se prende ao consumo desenfreado de produção em massa.

"Quando a terra ficar doente e os animais desaparecerem, surgirá uma nova tribo formada de todas as culturas e de todas as raças para curar a terra. Esta tribo será conhecida como Os Guerreiros do Arco-Íris"

Esta profecia dos índios norte-americanos foi orgulhosamente abraçada pela contra cultura dos hippies nos anos 60 e 70, dando início ao movimento ecológico. Enquanto a situação ecológica de nosso planeta se torna cada vez mais séria, maior é a consciência e defesa do meio ambiente, mas ainda é nas sub-culturas que as práticas mais alternativas para a ganância capitalista emergem.

José Arguelles, autor de "Surfistas do Zuvuya", fala do uso de redes de computadores globais e dos templos rádio-sônicos de som harmônico (o antigo ritual de dança transe, revivido através da música eletrônica). Arguelles respeita a cultura Maya pela incrível civilização avançada que eles foram, fazendo mapas de movimentos e de ciclos astronômicos do tempo, com uma precisão igual aquela fornecida por nossos instrumentos modernos. Esta civilização foi além do mero traçar dos mecanismos físicos do sistema solar, mostrando também como a informação viaja de Hunab Ku - o núcleo galáctico - até nós, através do nosso sol. Hunbatz afirma em seu livro "A Ciência/Religião Maya" que não existe diferenças entre ciência/tecnologia e magia/religião.

Mitos são matemática, cada número sendo um símbolo metafórico importante e não apenas meios de cálculo. Similarmente na tradição esotérica ocidental do Kabala, os números têm um significado além de sua capacidade como meros dispositivos de medição. Os valores simbólicos do Sephiroth são notavelmente similares à numerologia Maya de 1-13, como descritos no livro de Arguelles. É a divisão entre a ciência e a magia, começando com a 'idade da razão', quando a indústria e a razão começaram um movimento que foi o principal responsável pela crise planetária atual. Praticidade material sacrificou a mitologia em uma busca mundana por conforto, mas gradualmente esta dualidade está sendo transcendida. A ciência começa a reconhecer possibilidades conhecidas há tempos no mundo da magia.

Física quântica, a teoria do caos e similares, possibilitam a difusão de fatores aleatórios e mudanças de perspectiva, confinados por muito tempo nos reinos do misticismo. Similarmente, a magia está se tornando mais 'científica', refinando sua metodologia, abraçando o paradigma do caos/quantum e usando a tecnologia moderna como uma outra ferramenta mágica. Esta síntese avança o processo para 2012, momento em que deveremos transcender o dualismo da ciência/magia. De nosso estado atual de dualismo é difícil apreciar inteiramente este conceito. Talvez nossa tecnologia se tornará uma extensão onde nós possamos manipular a matéria imediatamente com nossas mentes-magicas.

" Toda tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia" - Arthur C. Clarke

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