quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A SÍNDROME DAS GUERRAS ESPACIAIS


Fala-se muito hoje em dia, nos campos da Psicologia e Parapsicologia, de expansão da consciência. Livros acadêmicos e periódicos populares nos dizem que existem muitos níveis do EU [Self]. Incitam o homem a fazer uma exploração nesses diferentes palcos de seu reino psíquico pessoal. Em contraste com essa expansão pessoal há a crescente consciência de que a esfera de existência do homem, seu ‘habitat’ como ser humano, está diminuindo. A Terra está perdendo sua eminência. A Era Espacial, com suas explorações, subtraiu muito da proeminência atribuída ao planeta Terra na Idade Média. A finitude do microcosmo em que o homem tem sua vida o está exaurindo.

As estupendas cifras das distâncias entre os astros de nossa galáxia, a Via Láctea, atordoam a imaginação. Os astrônomos estimam que haja pelo menos dois bilhões de sóis em nossa galáxia. Muitos desses sóis são milhares de vezes maiores que o nosso. Muitos bilhões deles possuem sistemas planetários, incluindo literalmente bilhões de satélites.

Nossa galáxia, com seus incontáveis planetas e estrelas, é apenas uma dentre um número infinito de galáxias. “O espaço é tão inacreditavelmente vasto que se reduzíssemos os sóis e planetas, nas proporções matemáticas corretas em relação às distancias existentes entre eles, cada sol não passaria de um grão de poeira, a quatro, cinco ou seis mil quilômetros de distancia de seu vizinho mais próximo. E existem bilhões dessas galáxias, cada qual espaçada de cerca de um milhão de anos-luz de distancia [um ano-luz corresponde a cerca de dez trilhões de quilômetros].

Torna-se cada vez mais evidente que só a ignorância poderia ter levado o homem a assumir a opinião egocêntrica de que ele e sua Terra foram especialmente escolhidos e favorecidos no Cosmos. A insignificância do tamanho da Terra fornece causa racional para acreditarmos que a vida não foi um capricho da natureza ou de que esteja a vida limitada à extrema pequenez cósmica da Terra.

Como disse Giordano Bruno [1568-1610]: “ Não é irrazoável acreditar que alguma parte do mundo seja destituída de uma vida anímica, sensação e estrutura orgânica. Deste Todo infinito, pleno de beleza e esplendor; dos imensos mundos que giram acima de nós, as poeiras reluzentes de estrelas além de nós, chegamos à conclusão de que existem infindáveis criaturas, uma imensa multidão, que, cada uma em seu grau, reflete a esplêndida sabedoria e excelência da beleza divina”.

O HOMEM NÃO ESTÁ SÓ_

Visto que essa sua afirmativa pressupunha que o homem não era o único ou o maior dos seres no Cosmos, Bruno foi queimado na fogueira! Atualmente, a probabilidade de que o homem não esteja só no vasto universo ganhou o apoio de pessoas inteligentes e racionais.

O professor Lloyd Motz, da Universidade de Columbia, disse: “ que a vida existe além do sistema solar é hoje tido como certo por muitos cientistas, mesmo que não tenhamos evidência direta disso”.

O cientista George Wald, ganhador do prêmio Nobel, afirmou: ”O universo é singularmente organizado para originar vida. O nosso universo está pleno de vida. É um universo que produz vida, inevitavelmente, em muitas partes, se tem tempo suficiente”.

Que conclusões, que suposições podem ser inferidas desses pronunciamentos?

As ciências biológicas revelam que a complexidade dos organismos vivos é resultado de um processo evolucionário. Foi necessário um transcurso ainda não determinado de tempo para que o homem alcançasse seu presente desenvolvimento mental. A ‘inteligência’ é considerada a característica mais elevada dos atributos da vida, e, no planeta Terra, tem-se que o homem representa esse status. Se existem miríades de outras estrelas com seus planetas e, como se pressupõe, se inúmeros são de idade mais remota que a Terra; e se o Cosmos é ”... singularmente organizado para originar vida”, então deve haver no espaço seres com intelecto ‘muito superior’ aos dos habitantes da Terra. Uma probabilidade [pelo menos em termos lógicos] apóia a outra.

A idéia de que existem outros seres inteligentes no espaço cativou a imaginação do homem. Acredita-se que as conquistas desses seres, resultado de um longo período de criatividade, excederiam em muito as dos habitantes da Terra. A imaginação conclui ainda, e não sem algum fundamento racional, que se ‘nós’ podemos explorar o espaço exterior, alcançar planetas distantes com veículos movidos a energia atômica, então seres vivendo num outro planeta distante, que existem há muito mais tempo que o homem, teriam meios de ultrapassar nossos esforços relativamente elementares.

Este tipo de raciocínio, ou especulação se o preferirem, deu ênfase à crença m veículos chamados de UFOs e suas visitas regulares e secretas ao nosso planeta. Devemos perguntar, porém, por que o súbito influxo de UFOs neste período de longo desenvolvimento humano? Se essas inteligências de outros mundos tornaram-se tão adiantadas há milhares de anos, não teriam deixado evidências indubitáveis, nos séculos passados, de suas visitas à Terra? Certamente, não seria louvor à inteligência desses seres do espaço exterior o fato de que só ‘agora’, apesar de longo período de sua existência, adquiriram eles os meios de alcançar este planeta!

A ampla publicação de obras de ficção que tratam de seres e de vida inteligente no espaço exterior enaltece sua capacidade tecnológica sumamente desenvolvida. Não obstante, num aspecto importante, parece que o tempo deixou esses superseres moralmente inertes. Em outras palavras, acredita-se que eles manifestem toda a violência e agressividade e cupidez dos homens. Procuram conquistar e destruir a vida da Terra, por fama e poder – características idênticas às dos humanos. A mesma ficção, verificada em filmes periódicos e na TV, mostra esses seres procurando invadir a Terra e comportando-se tão selvagemente quanto o homem. As virtudes morais desses seres do espaço, a despeito da antiguidade e dos milhares de anos de desenvolvimento mental, são retratadas como se não tivessem absolutamente avançado em autodisciplina ou nos padrões morais que o homem deseja atribuir a uma ‘civilização adiantada’ do futuro.

Recentemente, o líder de uma organização que apóia investigações de UFOs, criticou o governo dos Estados Unidos por não revelar qualquer informação que pudesse ter sido obtida em investigações oficiais.

Esse indivíduo disse: “Se os UFOs não existem, então o Tio Sam [E.U.A] nada tem a esconder. Agora, se eles existem, então nós [E.U.A] podemos estar em apuros e devíamos ser informados a respeito”.

Certamente esta não seria a atitude correta a ser adotada no caso da recepção de seres inteligentes que se acredita serem muitíssimo mais adiantados que o homem, emocional e intelectualmente. Acredita-se que eles sejam potencialmente ‘perigosos’, e, por outro lado, que sejam muito mais adiantados que o homem.

Cidadãos jogam durante horas em jogos eletrônicos, em que eles repelem, acertam tiros, e destroem ‘Invasores do Espaço’. Em outras palavras, o homem está atribuindo seus próprios vícios e beligerância às inteligências superiores de outros mundos. Que é que isto pressagia para o homem? Se o homem sobreviver por milhares de anos neste planeta, com a ajuda da tecnologia acelerada, não avançará moralmente e idealisticamente nenhum pouco a mais do que o nível que ele atribuiu aos seres inteligentes de outro lugar do Cosmos: Se esse é o futuro que o homem pretende para si mesmo, não é um futuro inspirador pelo qual devemos esperar ansiosamente!

Esta atitude, este estado mental, é uma falha comum do homem. Através de toda a história ele atribuiu suas próprias características e qualidades a um ser ou a seres transcendentes. Fez isto com seu Deus e O aviltou, pois atribuiu-Lhe qualidades e desejos semelhantes aos seus próprios. Agora faz ele o mesmo para com inteligências que ele acredita talvez habitem outros mundos. Simplesmente, parece que o homem pensa essencialmente em refinamento em termos de seu organismo físico, seu corpo e mente, e de seu ambiente; mas não do EU.

Como podemos aspirar à PAZ num futuro que concomitantemente povoamos com guerreiros do espaço exterior dedicados a destruir a humanidade, e contra os quais planejamos uma retaliação?
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[Texto de Ralph M.Lewis]

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

JANO_Entre o Passado e o Futuro


O mês de Janeiro recebeu esse nome em homenagem a Jano, divindade de duas faces que teria o poder de ver tanto o passado como o futuro. A simbologia do deus romano nos inspira a refletir sobre o que deixamos para trás e o que nos espera no porvir.

Foi o futuro quem chegou ou nós que o alcançamos?

Mero sofisma – afinal, somos seres efêmeros, presos a um presente interminável que nos acompanha por toda a vida.

Janeiro, cujo nome vem do deus Jano, foi acrescentado ao calendário por Numa Pompilio [715-672 a.C], sucessor de Rômulo, personagem histórico-mitico que, segundo Plutarco, teria fundado Roma em 21 de março de 753 a>c.

Figura das mais singulares, Jano é exceção no panteão romano, visto não haver seu correlato entre os gregos. Tampouco o encontramos nas mitologias indo-européias, e seu surgimento está envolto em incerteza. Uns dizem que nasceu na Citia [Ásia Menor], outros que seja proveniente de Perrébia, na Tessália [região da Grécia]. Algumas versões o fazem filho de Apolo e de Creusa, filha de Ereteu, um dos reis de Atenas.

Jovem maduro, Jano teria seguido pelo Mar Tirreno até a atual Itália, acompanhado por uma extensa frota. Aportando, seu exército fez várias conquistas e ele construiu sua cidade, Janícula. Daí passaria a reinar no Lácio [Latium vetus, região de Roma, de onde vem o Latim]. Saturno, destronado por Júpiter, foi obrigado a viver no exílio e buscou inicialmente abrigo no Lácio, sendo bem recebido por Jano. Profundamente agradecido, ao partir abençoou o anfitrião com o dom da mais alta prudência e o poder de ver o passado e o futuro ao mesmo tempo. Por esse motivo, os romanos cunhavam a efígie de Jano em sua mais antiga moeda, o asse, ora representando-o imberbe, ora barbudo, mas sempre com dois rostos numa mesma cabeça, voltados para direções opostas, de modo que suas faces nunca se olham. Uma delas pode ver somente o passado, enquanto a outra antecipa o porvir. Escavações arqueológicas encontraram moedas com Jano bifronte tendo em seu reverso a proa de um barco, em menção ao domínio que os romanos lhe atribuíam, já que o consideravam introdutor dos barcos e do comércio.

Cícero [106-43 a.C.] associa o termo ‘jano’ ao verbo ire [ir] e ressalva que os caminhos públicos romanos eram chamados de ‘jani’. Outras fontes associam-no à palavra ’janua’, ‘portas em forma de arco’, ou ‘aquilo que abre e fecha’, até porque a divindade era protetora de todas as entradas e saídas, guardando não só as portas das casas e cidades, como também os portais do céu – neste caso, em companhia das Horas. Em tal condição, Jano sustenta dois símbolos, a chave e o báculo, com os quais os porteiros fechavam e defendiam as entradas das cidades.

Jano preside tudo o que se abre, é deus tutelar de todos os começos; rege ainda tudo aquilo que regressa ou que se fecha, sendo patrono de todos os finais. Por sua dupla função, recebeu dos romanos dois epítetos principais: Jano Patulcius, ou ‘aquele que abre’, e Jano Clusius, ou ’aquele que cerra’. Nesse aspecto, estava relacionado às guerras, posto que anunciava seus começos e seus términos. Consta que seus templos permaneciam abertos durante os conflitos e fechados em tempos de paz, numa tradição que perdurou até o século 4.dC. O Templo de Jano, erguido em Roma na região do Fórum, teria permanecido fechado por longos anos durante o pacífico reinado de Pompílio; uma vez reaberto, só voltou a ser cerrado após a segunda guerra púnica, e por mais três vezes, com distintos intervalos, já no reinado de Augusto, no século 5.d.C.

Com a ninfa Camasene, Jano teve um flho, Tiber, de onde se originou o nome do rio Tibre, cujas águas banham Roma. Outra esposa foi Venília, de quem nasceu a filha Canente, do verbo ‘ canens’, a designar ‘aquele que canta’, cuja voz maravilhosa tinha o poder de atrair as pedras e acalmar os animais selvagens que a ouvissem.

A LIGAÇÃO DE JANO_ com as guerras parece ter se originado durante o episódio do rapto das sabinas. Havendo Rômulo recebido por bravura um território das mãos de seu avô Numitor, e tendo demarcado aquilo que seria sua cidade, viu-se envolto num problema: tinha um terreno enorme e despovoado, sem lavoura nem rebanhos. Consultando o oráculo num santuário que construíra no monte Capitólio, vislumbrou a solução: faria de sua cidade um grande asilo, transformaria todos os marginalizados dos arredores em cidadãos comuns, devolvendo-lhes seus direitos. Logo encontrou seu povo entre maltrapilhos, desgraçados, doentes, escravos fugitivos e criminosos, que rapidamente invadiram de forma pacifica seu território.

Roma teve assim um começo febril; em suas terras ardia a vontade de fazer crescer e preservar o povoamento, mas quase não havia mulheres entre sua gente. Rômulo precisava de outra solução rápida e resolveu buscar sua fêmeas entre os sabinos, povo ordeiro e pacato, que vivia nas vizinhanças. Convidou-os então para os festejos de inicio de ano, as chamadas consuálias, ou festas da colheita, presididas por Jano Consivus [ outra alcunha a designar ‘aquele que semeia’ , o que faz de Jano também uma divindade agrícola, responsável pela geração, pelo movimento da vida em todas as suas fases]. As consuálias caracterizavam-se por jogos, especialmente corridas de cavalos, e os romanos ofereceram seus melhores animais aos visitantes para que pudessem competir. Impressionados com a bela cidade, os sabinos não desconfiaram da armadilha e deleitavam-se com suas famílias. A um gesto combinado de Rômulo, os romanos puxaram suas armas, raptaram todas as mulheres e expulsaram os visitantes para fora da cidade. Por dias e noites seviciaram as mulheres, engravidaram-nas e pregaram para que se acostumassem à nova morada e aceitassem suas novas famílias.

Ultrajados, os sabinos prepararam-se para invadir a cidade do Capitólio. Inúmeras empreitadas foram seguidamente rechaçadas por Rômulo. Coube à perspicácia de Tito Tácio conseguir entrar em Roma. Para tanto, o guerreiro valeu-se de um estratagema: conseguiu pouco a pouco atrair para si a paixão de Tarpéia, filha de Semprônio Tarpeio, um dos guardiões da entrada principal de Roma. A moça, a quem prometera esposar se ela lhe abrisse as portas da cidade, atendeu-lhe; e entregou Roma aos sabinos. Rômulo, vendo-se cercado, fez preces a Júpiter, mas foi Jano quem surgiu para fazer brotar do solo água fervente, que interrompeu a passagem dos invasores. Tempos mais tarde seriam as mulheres sabinas, que cansadas de assistirem à morte de seus ex-maridos e tementes pela vida de seus filhos com os romanos, dividas entre suas dores, exigiram o fim dos embates, quanto então os dois povos passaram a se respeitar.

Com a paz, Tito Tácio chegou a governar Roma ao lado de Rômulo por alguns anos. Desde então, os romanos entenderam que quando Jano se manifestava nas guerras, o fazia para anunciar a proximidade de seu fim. Também fundiam muitas vezes suas imagem à de Júpiter eo denominavam “Janus Pater”, atributo de deus Criador, pai de todas as coisas, ou mesmo ‘Jano Matutinus Pater’, ou ‘pai de todas as manhãs’. O poeta Ovídio [43ª.C.-18 d.C], eu sua obra ‘ Os Fastos” associa-o ao Caos, estado anterior à própria Criação, e diz que Jano tem duplo rosto porque ‘governa o céu, a terra e o mar; e sendo tão antigo quanto o mundo que criou, sabe observar ao mesmo tempo o oriente e o ocidente”.

TITO TÁCIO logo _
morreria em combate contra os laurentinos, outro povo da região, e Rômulo encontraria seu fim mítico mais tarde, aos 54 anos, após haver reinado por 38. Numa tormenta, ele desapareceu misteriosamente; diz a tradição que um raio o levou para morar no céu. Há um intervalo durante o qual os cem senadores administraram a cidade, e o sucessor escolhido foi ‘Numa Pompilio’, homem culto e piedoso.

O segundo rei de Roma sobretudo prestigiou Jano, construindo-lhe o já citado templo. Por volta de 700 a.C. alterou o calendário de Rômulo, de referencial lunar. O ano até então tinha apenas 304 dias divididos por dez meses; começava no equinócio primaveril, em Martius [março], e os meses seguintes eram: “Aprilis, Maius e Junius”; daí em diante vinham os numéricos: “Quintilis, 5ºmês, Sextilis, 6º mês, September, o 7º ... até December, o 10º mês.” Pompílio, observando as imprecisões dessa contagem, incluiu dois meses no ano, elevando para 355 seus dias; e batizou os novos meses de Januaris [em homenagem a Jano] e Februaris, em menção às festas com este nome.

Jano desde então teve crescente prestígio, at´que Júlio César, encomendando os trabalhos do sábio Sosígenes, astrônomo de Alexandria, em 46 a.C., resolveu corrigir novamente o calendário, passando a adotar o ano solar com período de 365 dias e ¼, sistema este mais precioso que o anterior, que só seria aprimorado em 1582 pela reforma gregoriana. César batizou o mês Quintilis com o nome de Julius, numa homenagem a si mesmo, transferiu o equinócio da primavera para 25 de março e determinou que o ano começasse em 1º de janeiro, fazendo jus à divindade bifronte, capaz de olhar concomitantemente o passado e o futuro.

O que estaria vendo Jano nesta passagem de ano? Qual futuro nos espera alémj desta marca especial do tempo do calendário cristão gregoriano?

Peço aos leitores que me acompanhem numa abstração de André Carneiro, escritor brasileiro de ficção cientifica, que, num ensaio sobre ciência e parapsicologia, avalia os hipotéticos 15 bilhões de anos de nosso universo como se estivessem condensados num só ano. É como se nos encontrássemos, hoje, no último dia do calendário desse ano, já à meia-noite de 31 de dezembro. Vamos resumir:

ð No primeiro instante deste ano virtual e durante toda a sua primeira hora teria ocorrido o Big-Bang, a explosão inicial que teria dado vida ao universo.
ð Só no mês de maio, aproximadamente, é que teria se formado a Via Láctea.
ð Todo o Sistema Solar, nosso endereço galáctico, teria sido criado por volta de setembro; e em meados desse mês a Terra teria se formado, esfriando-se em sua órbita.
ð Saltemos para 28 de dezembro;data em que foram extintos os dinossauros que dominaram o planeta nos últimos 270 a 65 bilhões de anos. Cabe lembrar que reduzindo tudo a um só ano, cada segundo que passa leva consigo pelo menos 500 anos de história.
ð Já estamos em 31 de dezembro, ultimo dia do ano. São precisamente 22h30min; falta hora e meia para a meia-noite; para nós é tudo o que nos resta para a passagem de ano. Pois bem, às 22h30min surgiu sobre o planeta o primeiro ‘homo sapiens’.
ð Avancemos um pouco nosso relógio: são 22h53min. Sete minutos nos separam do novo ano; podem colocar nesse interregno, resumidamente e pela ordem, a Guerra de Tróia, todo o inicio, ascensão e queda do Império Romano, o nascimento de Jesus por essa época, e tudo o mais que ocorreu nas Idades Antigas, Média, Moderna e Contemporânea.
ð 23h59min:estamos a um minuto do novo ano, tempo suficiente para que a Europa viva o seu Renascimento, descubra-se o Novo Mundo, a ciência moderna se institucionalize a partir de Galileu e Newton, ocorra a Revolução Industrial, a Francesa, etc., e mais recentemente soframos duas guerras mundiais...
ð A rigor, só mesmo numa insignificante parcela desse derradeiro minuto é que podemos colocar a máquina a vapor, a eletricidade, o telégrafo, a telefonia, o invento dos automóveis, o rádio, a televisão, os aviões, o domínio do Raio X, as experiências atômicas, a explosão em Hiroshima, os computadores, a corrida espacial e o bebê de proveta. Toda a história da humanidade está ocorrendo agora, nestes últimos e infinitésimos segundos de nosso ano imaginário. Somos platéia especialíssima, testemunha de um tempo insólito!

Recapitulemos: nossa galáxia dá uma volta completa sobre si mesma a cada 200 milhões de anos; a vida rudimentar protozoária começou há uns 3 bilhões de anos, e nós, seres humanos, só inventamos a agricultura há 12 mil anos, a roda há uns 6 mil e a palavra escrita há pouco menos do que isso. Surpreende lembrar que passamos os últimos 1.500 anos acreditando que a Terra fosse plana e centro do universo, de forma que além do horizonte cairíamos num abismo habitado por criaturas monstruosas.

Pensemos então: e se acrescentarmos um décimo de segundo a este ano resumido por André Carneiro? Poderemos então imaginar o ser humano prestes a interferir em sua própria mutação, fabricando ovelhas tipo Dolly e modificando cereais transgênicos com a mesma facilidade com que hoje as crianças operam seus computadores. As mães logo poderão escolher as qualidades genéticas de seus filhos e a sociedade poderá clonar tudo aquilo que julgar belo e necessário.

ð E o homem futuro, herdeiro de nossa geração, saberá ler pensamentos?
ð Moverá objetos sem tocá-los, valendo-se de suas faculdades psicocinéticas?
ð Nosso cérebro, o sabemos, faz uso apenas de algumas de suas capacidades; quais outras restam adormecidas?
ð Qual espécie sucederá o Homo Sapiens em seu desenvolvimento evolucionista?
ð Há espaço para o advento de um Homo Psíquicus?

BRINCO DE JANO_
a cada dia, e na incerteza do porvir me pergunto o que poderemos estar deixando às crianças, representantes do milênio que temos encarado às nossas portas. Angustia-me a sensação de que possa não existir planeta Terra habitável daqui a umas duas, no máximo três gerações, a ver pelo rumo inconseqüente desta humanidade. Observemos realisticamente o meio à nossa volta. A Terra tem sofrido a fúria imediatista do homem que, pensando ser dono do mundo, fabrica cada vez mais instrumentos e tecnologia capazes de operar radicais transformações. Se não prestarmos atenção entraremos logo, de modo irremediável, em fase terminal. Passemos a limpo alguns pontos:

ð Vivemos num mundo cuja população cresce vertiginosamente; haverá 800 milhões de pessoas a mais nos próximos dez anos
ð A água, riqueza escassa, vem sendo estrategicamente disputada pela maioria dos paises.
ð As espécies desaparecem hoje 5 mil vezes mais rapidamente que seus ritmos naturais de extinção.
ð As matas tropicais vêm sendo igualmente dizimadas numa velocidade estonteante: 11 milhões de hectares destruídos a cada ano.
ð 350 milhões de toneladas de dejetos potencialmente perigosos, incluindo o lixo radioativo, são expelidos anualmente.
ð O efeito estufa tem aumentado a cada década a temperatura média do planeta. E seguimos abusando do ambiente sem nos darmos conta de que é seu estado harmônico que nos garante a sobrevivência.

Também houve incremento da miséria pelo mundo afora:

ð Na Indonésia a pobreza cresceu 20% em 1998; são mais 20 milhões de miseráveis. Na Índia são mais de 340 milhões que passam fome.
ð Em vários países da África, bem como no leste europeu, houve crescimento da miséria, e no Oriente Médio há dados assustadores de mortalidade infantil.

Por outro lado, os contrastes sociais são tantos que a medicina prevê aumento na expectativa de vida para a próxima década [73 anos para os homens e 80 para as mulheres]. Isto, bem entendido, se a humanidade não pulverizar o planeta com uma guerra atômica e encontrar meios de garantir seu futuro ecológico.

O Projeto Genoma Humano tem pretensões de eliminar grande parte das doenças mediante a troca de genes falhos por saudáveis. Espera-se curar males congênitos antes mesmo do nascimento das crianças, e a ciência poderá fazer coisas próprias da alquimia...

Enfim, vivemos a oportuna época das transições, propícia à meditação e à reflexão quanto ao sentido de nossas vidas, quanto ao nosso papel neste planeta. É hora de desconfiarmos do futuro, para que ele, podendo ser bom, não nos surpreenda de forma tão amarga.

Em verdade, reside dentro de nós a possibilidade de um terceiro milênio equilibrado. Que tal nos aconselharmos com JANO e pedirmos a ele que nos oriente pelo caminho?


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[Texto de Paulo Urban, médico psiquiatra, psicoterapeuta e acumpunturista].

sábado, 26 de dezembro de 2009

ORIGEM DAS TRADIÇÕES DO NATAL


Em todos os períodos da historia os homens tem esperado uma era de ouro que elimine as deficiências que parecem existir em suas vidas. Essa era veria a realização dos sonhos e aspirações mais caros aos homens. Profetas, religiosos e sábios há muito previam o advento dessa era, mas não concordavam quanto à época e ao local em que surgiria.

Os videntes religiosos e os profetas das tribos afirmavam que a era de sapiência seria iniciada por um Messias. O próprio titulo “Messias” referia-se ao advento duma personalidade extraordinária. Ele viria a ser o libertador da humanidade, agraciado por Deus com poder de iniciar uma nova era. Nessa esperança há na verdade uma ânsia subconsciente, que revela que os homens desejam contar com um poder superior que os ajude a vencer suas reconhecidas fraquezas.

A palavra “Messias” vem do hebraico. Traduzida literalmente, significa”o ungido”. Essa unção denotava que a pessoa fora consagrada a um poder divino, que lhe conferia o poder de realizar alguma missão. No Velho Testamento, todo rei judeu é mencionado como “Senhor ungido”. Entre os essênios, seu líder espiritual de Retidão, sendo considerado um Messias.

No Velho Testamento, o Messias quase sempre está ligado à descendência de Davi:Pensava-se que a Casa de Davi originaria um Messias, que libertaria o gênero humano dos sofrimentos do mundo. A palavra Cristo na “Septuaginta [*] grega equivale à palavra Messias do Velho Testamento.

Uma vez que essa palavra está ligada aos ensinamentos dos Essênios, é bom que teçamos breve consideração sobre esta seita. Os Essênios eram uma seita secreta que teve destaque pela primeira vez nas praias do Mar Morto. Afirma-se que tiveram origem no Egito. Posteriormente, a colônia ao longo do Mar Morto foi dispersa a outras áreas pelas legiões romanas.

Os essênios esperavam a vinda dum grande salvador. Acreditavam que ele nasceria no seio de sua própria organização, e que seria a reencarnação de um dos grandes líderes do passado. Freqüentemente os Essênios eram tratados por Gentios. Gentio era alguém que não fosse judeu ortodoxo, como não eram os Essênios. Aliás, qualquer individuo que não pertença a uma determinada religião pode ser chamado de ‘gentio’.

NASCIMENTOS IMACULADOS_
Acreditava-se que muitos Messias do passado [que fossem Avatares]tivessem nascido de virgens. Como mostrado em alguns escritos, a Índia teve vários mensageiros divinos que, segundo a tradição, teriam nascido por concepção divina. Um deles recebeu o nome de Krisna, ou Chrishma, o Salvador. Sua mãe teria sido uma virgem chamada ‘Devaki’ que, devido à sua pureza, teria sido escolhida para ser a mãe de Deus.

Existem relatos de que também o Gautama Buda teria nascido duma virgem chamada ‘Maya’. Na Tailândia, havia um Deus-Salvador chamado ‘Codom’, que teria nascido duma virgem, alguns relatos afirmam que ‘Hórus’ nascera da virgem ‘Isis’. Do mesmo modo, Zoroastro, da Pérsia, nascera duma virgem que fora impregnada por uma luz divina que a ela descera.

A noção do nascimento imaculado não é nova, sendo evidenciada por muitos exemplos. Ciro, rei da Pérsia, teria tido origem divina. Ele era chamado de Cristo, o filho ungido de Deus. Lembremo-nos de que ‘Cristo’ é um título, não um nome.

Muitas pessoas acreditavam que Platão, do Quinto Século a.C., era um excelso filho de Deus. Sua mãe teria sido uma virgem chamada ‘Perictione’. Apolônio, que viveu durante a primeira parte da vida de Jesus, teria nascido duma virgem. Conta-se que sua mãe fora informada em sonho que daria à luz um mensageiro de Deus. No mundo ocidental, os Maias de Yucatan tinham um Deus nascido duma virgem. Esse Deus correspondia a Quetzalcoatl, um deus principal, chamado Zamna. Esse nome significa ‘filho unigênito dum deus supremo’.

O MESSIAS CRISTÃO_
Para os cristãos, Jesus, o Cristo, é reconhecido como Messias. Existem várias versões quanto ao local em que Jesus nasceu. O evangelho sinóptico de Mateus diz que Jesus nasceu numa ‘casa’, não numa manjedoura:”E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe...” [Mateus 2:11]. Salientamos que Eusébio, primeiro historiador eclesiástico célebre, diz que Jesus nasceu numa caverna. Assim também diz Jerônimo escritor cristão do Quarto Século. A tradição e os registros essênios afirmam que o menino nasceu à Maria numa gruta essênia perto de Belém. A referência a essa gruta, naturalmente, poderia corresponder ao relato histórico da caverna.

As opiniões de várias autoridades exegéticas divergem quanto à época em que Jesus nasceu. Por exemplo, o Livro de Mateus nos informa que Jesus nasceu no reinado de Herodes. O autor do Livro de Lucas nos informa que Jesus nasceu quando Cirênio era governador da Síria, ou mais tarde. As autoridades exegéticas ou bíblicas afirmam que Cirênio foi governador da Síria duas vezes – de 4 a 1 a.C., e de 5 d.C. – e que durante a sua administração foi realizado um censo para fins de impostos.

Quanto à confusão de datas, não nos esqueçamos de que o próprio Novo Testamento, que nos fornece o relato do nascimento de Jesus, não ficou estabelecido senão após o Quarto Século - ou seja uns quatrocentos anos após o nascimento de Jesus. Nesse ínterim houve muita chance para a confusão de datas.

OS MAGOS_
No relato do nascimento de Jesus estão misturados fato, fantasia e mito. Em geral pouco se conta a respeito de quem era os Magos que levaram presentes a Jesus. Na verdade, o termo ‘Magos’ aparece pela primeira vez nas inscrições cuneiformes, isto é, antiga escrita em forma de cunha encontrada nos rochedos de Behistun. Essas inscrições foram feitas no reinado de Dario, rei da Pérsia, que viveu cinco séculos antes de Cristo.

Os Magos eram uma casta de medas, umas das tribos persas. Eram porém sacerdotes, isto é, uma casta sacerdotal da tribo, considerados como sábios e profetas. Podemos dizer que eram comparáveis aos brâmanes da Índia, uma classe religiosa intelectual. Os Magos remontam à antiga Judéia, mais de seiscentos anos antes de Cristo.

Na verdade, a palavra ‘magia’ se origina de ‘Magos’ que eram conhecidos por suas capacidades divinatórias e de interpretação de sonhos. Famosos pelo conhecimento de Astronomia e astrologia, previam acontecimentos observando os astros. Parte dos ensinamentos dos Magos proclamava a ressurreição futura do homem a uma vida sagrada após a presente. Tudo isto, naturalmente, diz respeito a séculos antes do nascimento de Jesus.

Todos nós conhecemos o relato bíblico da estrela do oriente e o significado que lhe foi atribuído. Astronomicamente, essa estrela é conhecida como ‘estrela de nascer helíaco‘ – que se eleva no horizonte pouco antes do nascer do Sol, sendo invisível à noite. Esse fenômeno já era conhecido séculos antes do nascimento de Jesus. Trata-se dum fenômeno natural, não sobrenatural.

Os antigos egípcios observavam o nascer helíaco de Sírius, conforme constatamos em seus relatos. Sírius é a mais brilhante das estrelas fixas. O nascer de Sírius ocorre a cada 365 dias e 6 horas. O fenômeno duma estrela helíaca se deve ao seu nascer no meridiano solar. A luz dos raios solares a torna invisível à medida que a manhã avança. Os antigos egípcios teriam orientado uma série de seus templos conforme a posição dessa estrela helíaca.

Muitos astrônomos acreditam que era essa estrela que os pastores nômades viram. Em todo o caso, essa estrela os impressionou profundamente, como fizera com os Magos. Aliás, muito antes da época de Jesus era costume que os Magos predissessem que nasceria um avatar sempre aparecesse um grande cometa. Antigos registros mitraístas falam de pastores aclamando o nascimento duma criança de origem divina em função de algum fenômeno celeste.

Nem todos os povos tratavam Jesus pelo mesmo titulo. A palavra ‘Messias é Christos’ em grego. Os gregos, porém, não lhe atribuíam o mesmo significado que os judeus. Para os gregos, Messias ou Cristo não passava dum titulo: Jesus, o Cristo. Os discípulos e Jesus referiam-se a Ele em aramaico como ‘Maran’, que significa Mestre. Os gregos, por sua vez,referiam-se a Jesus como “Kyrios”, que significa Senhor. Entretanto, o titulo “Senhor” referia-se anteriormente a muitas divindades do Egito, Síria e Ásia Menor.

JESUS É EDUCADO NO EGITO_
É interessante conhecermos a respeito da educação de Jesus. Ele aprendeu a ler os livros sagrados em hebraico quando ainda jovem. Seu idioma natal era o aramaico, falado pelos habitantes da Galiléia. A primeira influencia religiosa na vida de Jesus se deu em parte pelo judaísmo, que consistia nas leis dos profetas e na interpretação das escrituras. Naquela época, os fariseus eram uma seita intelectual do judaísmo;eram eles considerados instrutores. Era com os fariseus que Jesus entrava em longas discussões polêmicas.

Autoridades judaicas, bem como outras fontes, afirmam que Jesus estudou no Egito. O ‘Talmude’ judaico diz que Jesus esteve no Egito em sua juventude. Sem duvida nenhuma Jesus também foi instruído pelos Essênios. Como os estudiosos sabem, muitas das doutrinas de Jesus possuem correspondência com pensamentos e pregações anteriores, isto é, não são totalmente originais. Após a prisão de João pelos Romanos, Jesus retornou à Galiléia. Declarou então que chegara a época de cumprir sua missão. Passou a falar às multidões nas praias e nas montanhas. Jesus era chamado pelas massas de ‘Rabi’, que é um titulo adequado para alguém que é sábio e que é venerado pelas pessoas.

O Natal, naturalmente, é a Festa da Natividade. Essa festa ocorre atualmente em 25 de dezembro. De que modo ou por que essa data foi estabelecida? Os primeiros cristãos acreditavam que a criação do mundo tivera início no equinócio vernal. Por isso, a natividade de Jesus, ocorreria nove meses depois, ou em dezembro. É interessante observar que alguns dos antigos pensadores acreditavam que o nascimento de Osíris e de Adônis, o deus grego, teria ocorrido em 25 de dezembro.

O DIA DO NATAL_
As primeiras comemorações do Natal, porém, eram realizadas em 6 de janeiro. Em Roma, no Quarto Século, este costume foi deslocado pelo Papa Libério, que aprovava o dia 25 de dezembro. O dia 6 de janeiro, porém, foi mantido como Festa da Epifania, ou a Festa do Batismo. Até algum tempo depois, o Natal era comemorado no dia 6 de janeiro em Constantinopla, no Oriente, e em 25 de dezembro no Ocidente.

Existe ainda outra importante razão de o Natal ter sido estabelecido em 25 de dezembro. A Igreja Cristã desejava afastar a atenção dos cristãos do chamado festival pagão “Sol Invictus”. Isso significa “Sol Invisível”, sendo época de antiga celebração mitraísta, levada a efeito por volta de 25 de dezembro. Havia também a grande celebração ‘romana’, a ‘Saturnália’, a Festa de Saturno, que culminava por volta de 24 de dezembro. Sendo realizado na mesma época que as outras festividades, os cristãos desejavam que o Natal com elas competisse. Finalmente, no Quinto Século, um dos famosos concílios cristãos escolheu definitivamente a meia-noite de 24 de dezembro como começo do Natal.

COSTUMES NATALINOS_
Muitas das tradições que hoje associamos ao Natal não tiveram origem cristã. O berço do menino, tão difundido nas celebrações natalinas da Europa e da América Latina, foi tomado emprestado ao culto de Adônis. Adônis teria nascido numa caverna, e o berço de Adônis desempenhou importante papel nos ritos antigos.

O festival romano de Saturnália proveu o modelo para a maioria de nossos costumes natalinos. A Saturnália era comemorada entre 17 e 24 de dezembro. Essa era uma ocasião de alegria e contentamento gerais. Enquanto a festividade durava, as escolas ficavam fechadas e não havia punições a criminosos. Toda a distinção de níveis sociais e financeiros era posta de lado, e os escravos podiam sentar-se à mesa com seus amos. Todas as classes trocavam presentes. Presentes comuns eram velas de cera e bonecas de argila para as crianças. As pessoas usavam chapéus cônicos, acendiam velas e comiam doces.

O NATAL_
Outros aspectos do Natal originaram-se em países setentrionais. Os países teutônicos celebravam o Natal, fato que se tornou conhecido pelas sagas irlandesas. As festividades germânicas e escandinavas, mais ao sul, eram realizadas no solstício de inverno, por volta de 21 de dezembro. Por causa das trevas, esse período era considerado o final do ano, e acreditava-se que monstros e espíritos erravam à noite. Mais tarde, porém, essas figuras imaginárias foram transformadas em figuras cômicas visando à festividade.

Na Inglaterra primitiva, os costumes seguiam os da Satunália romana. As pessoas acendiam enormes velas em suas casas e atiravam à lareira um pedaço de lenha, que chamavam de ‘acha de natal’. Após as orações, havia musica, distribuição de maças e nozes, e brincadeiras como o jogo de cabra-cega. As casas e as igrejas eram adornadas com sempre-verdes, especialmente viscos, vestígios da religião céltica.

Não encontraram-se vestígios do pinheirinho de natal antes do Século Dezessete. Entre os povos escandinavos e teutônicos, porém, havia um culto à arvore: acreditavam que as árvores possuíssem um espírito, e que algumas sempre-verdes eram sagradas. Essas árvores eram decoradas, estando isso talvez ligado aos nossos pinheirinhos de natal. Os germânicos também comemoravam sua grande festa de natal, celebrando o ígneo disco solar. Esse era um período de doze noites, entre 25 de dezembro e 6 de janeiro.

O nosso ‘papai noel’ teve origem num santo popular da igreja romana: São Nicolau, que teria sido Bispo de Mira no Quarto Século A.D. São Nicolau tomou parte no Concílio de Nicéia. Sua popularidade repousava nos muitos milagres que lhe são tradicionalmente atribuídos. As pinturas sempre retratam o santo em trajes episcopais e carregando três bolas para presentes. Foi a proximidade da celebração da Festa de São Nicolau com o Natal que acabou resultando na combinação de ambos.

O USO DO AZEVINHO_
O uso do azevinho e de outras plantas para decoração natalina é remanescente das festividades teutônicas e da Saturnália. Os teutônicos eram um povo silvestre. Penduravam sempre-verdes dentro de suas casas, acreditando que elas os protegeriam dos espíritos da floresta. Na velha Inglaterra o azevinho espinhoso era considerado ‘masculino’ e o sem espinho ’feminino’.

Na antiga Boêmia, era costume comum no mês de dezembro assar-se pão e cortarem-se e distribuírem-se maçãs. Árvores frutíferas eram embrulhadas em pano branco para garantir um ano de sorte, isto é, uma boa colheita. O costume de acender-se velas na noite de Natal, advém dos costumes do Dia de Todos os Santos. Pensava-se que na noite desse dia os mortos visitavam a casa de seus parentes. Velas ficavam acesas em sua memória enquanto as pessoas iam à Igreja.
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[Texto Imperator]

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Ressonância Mórfica de _ Rupert Sheldrake


Introdução
Na década de 20, animados por um espírito holístico, vários biólogos, trabalhando independentemente, propuseram uma nova maneira de pensar a respeito da morfogênese biológica: o conceito de campos morfogenéticos, embrionários ou de desenvolvimento.

Esses campos seriam semelhantes aos campos conhecidos pela física, no sentido de que corresponderiam a regiões invisíveis de influência, dotadas de propriedades inerentemente holísticas, mas constituiriam um novo tipo de campo desconhecido pela física.

Estariam dentro dos organismos, e em torno deles, e conteriam dentro de si mesmos uma hierarquia aninhada de campos dentro de campos - campos de órgãos, campos de tecidos, campos de células.

Como no caso da ciência do magnetismo e da eletricidade, na qual as almas foram substituídas por campos eletromagnéticos, no caso da biologia, graças a um passo comparável, as enteléquias foram substituídas por campos biológicos.

Os campos magnéticos constituíram, na verdade, uma das principais
analogias utilizadas pelos proponentes dos campos morfogenéticos.

Assim como quando se corta ímãs dividindo-os em pedaços obtém-se ímãs pequenos, mas completos, cada um deles com seu próprio campo
magnético, da mesma forma ao se seccionar organismos como os platelmintos obtém-se, no seu caso, pedaços dotados de campos "platelmínticos" completos, capacitando-os a regenerar-se como platelmintos completos.À semelhança das enteléquias, os campos morfogenéticos atraem os sistemas em desenvolvimento em direção aos seus fins, metas ou representações contidos dentro deles próprios.

Matematicamente, os campos morfogenéticos podem ser modelados em termos de atratores encerrados dentro de bacias de atração (Waddington, 1966). O matemático René Thom expressou essa idéia da seguinte maneira:"Toda a criação ou destruição de formas, ou morfogênese, pode ser descrita pelo desaparecimento dos atratores que representam as formas iniciais, e por sua substituição, por captura, pelos atratores que representam as formas finais" (Thom, 1975).

A idéia de campos morfogenéticos foi amplamente adotada na biologia do desenvolvimento. Mas a natureza desses campos permaneceu obscura. Para alguns biólogos, "campo morfogenético" é apenas um modo útil de expressão, mas, na realidade, essa expressão nada mais encerra que "complexos padrões espaço-temporais de interações físico- químicas ainda não perfeitamente entendidas".

Outros imaginam esses campos supondo-os governados por equações de campo morfogenético existentes num domínio platônico de formas matemáticas eternas.

Desse modo, as equações de campo morfogenético para os dinossauros, por exemplo, sempre existiram, até mesmo antes do Big Bang. Essas equações não foram afetadas pela evolução dos dinossauros ou pela sua extinção.

As equações de campo morfogenético para todas as espécies passadas, presentes e futuras, e, na verdade, para todas as espécies possíveis (muitas das quais podem realmente nunca ter existido) habitam eternamente, de alguma maneira, num domínio matemático transcendente. São verdades matemáticas que estão além do tempo; não podem evoluir e não são afetadas por qualquer coisa que realmente acontece no mundo físico.

São como planejamentos ideais para todos os organismos possíveis que existem na mente de um Deus matemático.Há uma terceira maneira de conceber esses campos. De acordo com a hipótese da causação formativa, eles constituem um novo tipo de campo, até agora desconhecido da física, e dotado de uma natureza intrinsecamente evolutiva. Os campos de uma determinada espécie, tal como o da girafa, têm evoluído; são herdados pelas girafas atuais, que os receberam de girafas anteriores. Contêm uma espécie de memória coletiva, à qual recorre cada membro da espécie e para a qual cada um deles, por sua vez, contribui.

A atividade formativa dos campos não é determinada por leis matemáticas intemporais - embora tais campos possam, até certo ponto, ser modelados matematicamente - mas pelas formas efetivas assumidas por membros anteriores da espécie.

Quanto maior for a freqüência com que um padrão de desenvolvimento
é repetido, tanto maior será a probabilidade de que ele venha a ser novamente adotado. Os campos constituem os meios pelos quais os hábitos de cada espécie são formados, mantidos e herdados.

Ressonância Mórfica
A hipótese da causação formativa, proposta pela primeira vez no livro A New Science Life (Sheldrake,1981), e posteriormente desenvolvida em The Presence of the Past (Sheldrake,1988), sugere que os sistemas auto-organizadores, em todos os níveis de complexidade - incluindo moléculas, cristais, células, tecidos, organismos e sociedades de organismos – são organizados por "campos mórficos".

Os campos morfogenéticos são apenas um tipo de campo mórfico, aquele que diz respeito ao desenvolvimento e à manutenção dos corpos dos organismos.

Os campos morfogenéticos também organizam a morfogênese das moléculas; por exemplo, moldando a maneira pela qual as cadeias de aminoácidos codificados pelos genes são distribuídas nas complexas estruturas tridimensionais das proteínas.

De modo semelhante, o desenvolvimento dos cristais é modelado por campos morfogenéticos dotados de uma memória inerente de cristais prévios do mesmo tipo.

Sob esse ponto de vista, substâncias tais como a penicilina cristalizam-se da maneira como o fazem não porque são governados por leis matemáticas intemporais mas sim porque, antes, já tinham se cristalizado dessa maneira; estão seguindo hábitos estabelecidos através da repetição.

A maneira pela qual indivíduos do passado, tais como moléculas de hemoglobina, cristais de penicilina ou girafas, influencia os campos mórficos dos indivíduos atuais que lhes correspondem, depende de um processo chamado ressonância mórfíca, a influência do semelhante sobre o semelhante através do espaço e do tempo. A ressonância mórfica não diminui com a distância. Não envolve transferência de energia, mas de informação.

Com efeito, essa hipótese permite entender que as regularidades da natureza são governadas por hábitos herdados por ressonância mórfica, e não por leis eternas, não-materiais e não-energéticas.

Essa hipótese é inevitavelmente controvertida, mas pode ser testada por experiências, e já existem consideráveis evidências circunstanciais a seu favor.

Por exemplo, quando uma substância química orgânica recém-sintetizada (digamos, uma nova droga) cristaliza-se pela primeira vez, não ocorrerá nenhuma ressonância mórfica proveniente de cristais prévios do seu tipo.

Um novo campo mórfico tem de passar a existir; dentre as muitas maneiras energeticamente possíveis pelas quais a substância poderia se cristalizar, uma realmente acontece. Mas a próxima vez que a substância for cristalizada em qualquer parte do mundo, a ressonância mórfica proveniente dos primeiros cristais tornará mais provável a ocorrência do mesmo padrão de cristalização, e assim por diante.

Uma memória cumulativa irá sendo construída na medida em que o padrão for se tornando cada vez mais habitual. Como conseqüência, os cristais tenderão a se formar mais prontamente em todo o mundo.
Essa tendência é, de fato, bem conhecida; novos compostos são geralmente difíceis de cristalizar, levando, às vezes, semanas ou até mesmo meses para formar cristais a partir de soluções supersaturadas.

Porém, à medida que o tempo passa elas tendem a aparecer com mais facilidade em todo o mundo. Entre os químicos, a explicação mais popular para esse fenômeno é a de que fragmentos de cristais seriam transferidos de laboratório para laboratório nas barbas ou nas vestimentas de químicos emigrantes (Danckwerts, 1982).

Passariam, então, a servir como núcleos para novos cristais do mesmo tipo. Supõe-se também que essas sementes de cristais poderiam ser transportadas pelo vento para o mundo inteiro sob a forma de microscópicas partículas de poeira na atmosfera.

A hipótese da causação formativa prediz que essas cristalizações também devam ocorrer mais prontamente sob condições padronizadas à medida que o tempo passa, mesmo que osquímicos emigrantes sejam rigorosamente excluídos do laboratório e que as partículas de poeira sejam filtradas da atmosfera.

No domínio da morfogênese biológica, a hipótese prediz que quando
organismos seguem um caminho inusitado de desenvolvimento - por exemplo, quando surgem adultos anormais como resultado da exposição de embriões a um ambiente inusitado - quanto maior for a freqüência com que isso aconteça, maior será a probabilidade de que volte a acontecer novamente.

Já existem evidências obtidas em experimentos com moscas-das-frutas indicando que, de fato, elas são mais propensas a se desenvolver anormalmente depois que outras sofreram desenvolvimento anormal (Sheldrake, 1988).

De acordo com esse ponto de vista, os organismos vivos herdam não somente genes, mas também campos mórficos. Os genes são transferidos materialmente de seus ancestrais e lhes permitem fabricar determinados tipos de moléculas de proteínas; os campos mórficos são herdados não-materialmente, por ressonância mórfica, não apenas de ancestrais diretos, mas também de outros membros da espécie.

O organismo em desenvolvimento sintoniza os campos mórficos de sua espécie e, desse modo, tem à sua disposição uma memória coletiva ou de grupo onde colhe informações para esse desenvolvimento.

Mutações genéticas podem afetar esse processo de sintonização e a capacidade do organismo para se desenvolver sob a influência dos campos, assim como alterações nos condensadores ou em outros componentes de um aparelho de TV podem afetar a sintonização de determinados canais ou a recepção de programas; os sons ou as imagens podem ficar distorcidos.

Mas o simples fato de os componentes mutantes poderem afetar as imagens e os sons produzidos pelo receptor de TV não prova que os programas são programados pelos próprios componentes do aparelho e gerados dentro dele.

De maneira semelhante, o fato de que mudanças genéticas podem afetar a forma e o comportamento dos organismos não prova que sua forma e seu comportamento são programados nos genes.

O Mistério do Instinto
O comportamento instintivo apresenta as mesmas características holísticas e propositadas da morfogênese. Uma vespa-caçadora fêmea, por exemplo, constrói um ninho subterrâneo, reveste-o com lama, e depois constrói um grande tubo e um funil sobre o orifício da entrada.

A função da estrutura parece ser a de impedir o ingresso de vespas parasitas, que, desse modo, não conseguem agarrar-se à superfície lisa do interior do funil.

Põe então um ovo no fundo do ninho, o qual a seguir ela estoca com lagartas paralisadas, fechando-as em compartimentos separados.

Finalmente, tampa com lama o buraco ao nível do solo, destrói o funil cuidadosamente construído e espalha os fragmentos. Faz tudo isso instintivamente, sem que precise aprendê-lo com outras vespas.

Essa seqüência de comportamentos, como o comportamento instintivo, em geral, consiste numa série de "padrões de ação fixados" (Tinbergen, 1951).

O ponto final de uma essas ações serve como ponto de partida para a seguinte. E como na morfogênese, os mesmos pontos finais poderão ser alcançados por diferentes caminhos se a rota normal for perturbada.

Por exemplo, se um funil quase completo for danificado, a vespa-caçadora o reconstrói; ele é regenerado.

De um ponto de vista vitalista, tal comportamento instintivo propositado depende da atividade organizadora da alma, ou enteléquia, que organiza a atividade dos sentidos, o sistema nervoso e os órgãos motores dirigindo-os para a realização de suas finalidades.

Do ponto de vista criptovitalista, hoje convencional, essa organização direcionada para uma meta (goal-directed) pode ser atribuída ao programa genético. Mas a maneira como a síntese de determinadas proteínas resulta em comportamento complexo direcionado para uma meta, como ocorre no caso da vespa-caçadora, permanece completamente obscura.

De um ponto de vista holístico, tal comportamento propositado depende de princípios organizadores holísticos.

A natureza desses princípios, às vezes chamados de "propriedades sistêmicas emergentes", é em geral deixada na obscuridade.

Eu os imagino como campos mórficos, que, à semelhança de outros tipos de campos mórficos, são herdados por meio de ressonância mórfica.

Instintos são os hábitos de comportamento da espécie e dependem de uma memória coletiva inconsciente.

Graças aos campos mórficos, padrões de comportamento são atraídos em direção a fins ou metas fornecidos por seus atratores.

Se o comportamento é, de fato, governado por campos mórficos, quando alguns membros de uma espécie adquirem um novo padrão de comportamento e, conseqüentemente, um novo campo comportamental, por exemplo, aprendendo uma nova habilidade, então outros membros dessa espécie deveriam manifestar tendência para aprender a mesma coisa mais rapidamente, mesmo na ausência de quaisquer meios conhecidos de conexão ou de comunicação.

Quanto maior for o número de membros dessa espécie que aprenderem essa nova habilidade, maior deveria ser esse efeito no mundo inteiro.

Assim, por exemplo, se ratos de laboratório aprendem um novo truque na América do Norte, ratos de laboratório em qualquer outra parte do mundo deveriam apresentar uma tendência para aprendê-Io mais depressa. Há evidências experimentais indicando que esse efeito realmente ocorre (Shekdrake, 1981, 1988).

O Mistério da Memória
Até mesmo animais muito simples possuem a capacidade de aprender a
partir da experiência. E até mesmo os padrões de ação fixados do comportamento instintivo envolvem aprendizagem individual: as vespas-caçadoras, por exemplo, aprendem a reconhecer várias características do meio ambiente em torno do ninho que estão construindo; de outro modo, seriam incapazes de encontrar seu caminho de volta ao ninho quando saem à procura de lama ou para caçar lagartas.

Além disso, aprendizagem implica memória. Como elas se lembram?
Teorias mecanicistas da memória supõem, inevitavelmente, que a memória depende de "traços de memória" materiais, que se acham, de algum modo, armazenados dentro do sistema nervoso. Esses traços hipotéticos são, com freqüência, assimilados a conexões numa central telefônica, ou a gravações em fita, ou a videotapes, ou a locais de armazenamento de memória no computador.

A idéia mais popular é a de que os traços de memória dependem, de alguma maneira, de modificações que ocorrem nas junções entre as células nervosas, as sinapses.

Os neurocientistas vêm tentando, há décadas, localizar traços de memória nos cérebros de animais usados em experimentos.

O procedimento usual consiste em treinar esses animais para fazer alguma coisa e depois cortar partes de seus cérebros para descobrir onde as memórias são armazenadas.

Mas até mesmo depois que grandes pedaços de seus cérebros foram removidos - em alguns experimentos, mais de 60% - os infelizes animais podem freqüentemente lembrar-se do que eles foram treinados para fazer antes da operação (Lashley,1950).

Um pesquisador resumiu o malogro em encontrar traços de memória localizada observando que "a memória parece estar, ao mesmo tempo, localizada em toda a parte e em nenhuma em particular" (Boycott,1965).

Alguns cientistas propuseram que as memórias podem estar armazenadas de uma maneira distribuída, vagamente análoga ao armazenamento de informações em hologramas, sobre grandes regiões do cérebro (Pribram,1971).

Outros postularam a existência de sistemas de armazenamento "sobressalente" (backup) não-identificados como responsáveis pela sobrevivência de hábitos aprendidos, depois que vários supostos locais de armazenamento de memória foram removidos por cirurgia. Mas pode haver uma razão ridiculamente simples para esses malogros recorrentes em encontrar traços de memória nos cérebros: eles podem não existir. Se você procurar, no interior do seu aparelho de TV, traços dos programas que você assistiu na semana passada, sua busca estará condenada ao fracasso pela mesma razão: o aparelho sintoniza transmissões de TV, mas não as armazena.

A hipótese da causação formativa sugere que a memória depende da ressonância mórfica e não de localizações materiais para armazenamento de memória.

A ressonância mórfica depende da similaridade. Envolve um efeito de semelhante sobre semelhante. Quanto mais semelhante um organismo é em relação a um organismo no passado, tanto mais específica e efetiva será a ressonância mórfica.

Em geral, qualquer determinado organismo é o que há de mais semelhante a si próprio no passado e, por essa razão, ele está sujeito a uma ressonância mórfica altamente específica oriunda do seu próprio passado.

Por exemplo, você é mais semelhante ao que você era um ano atrás do que semelhante ao que eu era. Essa auto-ressonância ajuda a manter a forma de um organismo, a despeito das contínuas modificações dos seus materiais constitutivos.

De maneira semelhante, no domínio do comportamento, ela sintoniza um organismo especificamente com os padrões de atividade do seu próprio passado.

Nem seus hábitos de comportamento, de fala e de pensamento nem suas lembranças de determinados fatos e de eventos passados precisam estar armazenados sob a forma de traços materiais em seu cérebro.

Mas o que dizer do fato de que se pode perder lembranças em conseqüência de lesões no cérebro?

Alguns tipos de lesões em áreas específicas do cérebro podem resultar em tipos específicos de dano: por exemplo, a perda da capacidade para reconhecer rostos após uma lesão do córtex visual secundário do hemisfério direito.

Uma vítima desse tipo de lesão pode ser incapaz de reconhecer até mesmo os rostos de sua esposa e de seus filhos, embora ainda consiga reconhecê-Ios pelas suas vozes e de outras maneiras (Sacks,1985).

Isso não provaria que as memórias relevantes estavam armazenadas dentro dos tecidos danificados?

De modo algum.

Pense novamente na analogia com a TV.

Danos produzidos em certas partes do circuito podem levar à perda ou à distorção da imagem; em outras partes do circuito, os danos podem levar o aparelho a perder a capacidade de produzir som; danos no circuito de sintonização podem provocar a perda da capacidade para receber um ou mais canais.

Mas isso não prova que as imagens, os sons e programas inteiros estejam armazenados no interior dos componentes danificados.

Essa idéia permite que o funcionamento da memória individual e a herança de instintos e de capacidades comportamentais sejam encarados como diferentes aspectos do mesmo fenômeno. Ambos dependem da ressonância mórfica, mas o primeiro é mais específico do que a segunda.

A memória individual e as capacidades de aprendizagem têm lugar contra o background de uma memória coletiva herdada por ressonância mórfica de membros anteriores da espécie.

No domínio humano, tal conceito já existe na teoria de Jung do inconsciente coletivo, como uma memória coletiva herdada (Jung,1959).

A hipótese da ressonância mórfica permite que o inconsciente coletivo seja visto não apenas como um fenômeno humano, mas como um aspecto de um processo muito mais abrangente, por intermédio do qual os hábitos são herdados por toda a parte na natureza.

O Mistério da Organização Social
Sociedades de cupins, de formigas, de vespas e de abelhas podem conter milhares ou até mesmo milhões de insetos individuais. Podem construir ninhos grandes e elaborados, exibir uma complexa divisão de trabalho e se reproduzir.

Essas sociedades têm sido freqüentemente comparadas a organismos dotados de um nível mais alto de organização, ou superorganismos.

Inevitavelmente tem havido, desde há longa data, discussões no sentido de se estabelecer se tais sociedades realmente representam um nível superior de organização viva, dotada de propriedades holísticas, irredutíveis e específicas, ou se elas devem ser consideradas como agregados explicáveis em termos de suas partes e das interações mecanicistas entre os insetos individuais.

De um ponto de vista vitalista, a colônia, como um todo, possui uma alma que coordena os insetos individuais dentro dela (Marais,1973). Os mecanicistas, ao contrário, têm de tentar entender tudo isso em termos do comportamento das partes isoladamente estudadas.

Por uma questão de princípio, nenhuma alma misteriosa ou nenhum misterioso fator holístico de organização podem estar envolvidos (Wilson,1971).A partir da perspectiva holística, tais colônias são realmente organismos de um nível superior ao dos insetos individuais que vivem dentro delas.

Seus princípios organizadores são usualmente concebidos lançando-se mão de termos vagos, tais como propriedades sistêmicas ou padrões auto-organizadores de informações. Sheldrake propõe que tais princípios devam ser considerados como campos mórficos.

Tais campos abrangem e incluem os indivíduos dentro deles, assim como campos magnéticos abrangem e incluem as limalhas de ferro que eles organizam segundo padrões característicos. Os insetos individuais estão dentro do campo mórfico social assim como as partículas de ferro estão dentro do campo magnético.

Com base nesse ponto de vista, tentar compreender o campo mórfico social a partir do comportamento de insetos isolados seria tão absurdo quanto tentar entender o campo magnético apenas retirando algumas dessas partículas de ferro individuais para fora do âmbito de ação desse campo e estudando suas propriedades mecânicas isoladas.

A organização de colônias de insetos envolve várias características misteriosas que se manifestam totalmente à parte da prodigiosa complexidade de sua própria organização social. Por exemplo, em seus estudos sobre os cupins sul-africanos, o naturalista Eugène Marais descobriu que eles podiam reparar bem depressa danos provocados nos montículos dos cupinzeiros, reconstruindo túneis e abóbadas, trabalhando a partir de ambos os lados da fenda que Marais havia feito e encontrando-se perfeitamente no meio, mesmo que os insetos individuais fossem cegos. Realizou então um experimento simples, mas fascinante.

Enterrou uma grande placa de aço vários cm mais larga que o cupinzeiro e mais alta que sua profundidade atravessando-o bem pelo centro da fenda, de maneira a dividir o montículo e todo o cupinzeiro em duas partes separadas:"Os construtores que trabalham num dos lados da fenda nada sabem sobre aqueles que se acham do outro lado.

Não obstante, os cupins constroem uma abóbada ou torre semelhante em ambos os lados da placa. Quando, eventualmente, você retira a placa, as duas metades se ajustam perfeitamente depois que o corte divisório é reparado.

Não podemos escapar da conclusão extrema de que em algum lugar há um plano preconcebido que os cupins meramente executam" (Marais, 1973).

Com base neste ponto de vista, tal plano existiria dentro do campo mórfico da colônia como um todo.

Por ressonância mórfica, esta abrangeria uma memória coletiva de todas as colônias de cupins do passado, a ela semelhantes, bem como uma memória do próprio passado da colônia, por auto-ressonância.

De maneira semelhante, o comportamento de cardumes de peixes e de bandos de pássaros exibe uma coordenação que, até agora, desafiou as explicações.

Por exemplo, bandos enormes de narcejas setentrionais podem voar descrevendo curvas ou inclinando-se lateralmente como se fosse um único superorganismo, e a velocidade com a qual as "ondas de manobra" passam através do bando é rápida demais para admitir qualquer explicação mecanicista simples.

A idéia de que sua coordenação ocorre por intermédio do campo mórfico do bando, o qual se estende à volta de cada pássaro individual e os abraça a todos parece fazer mais sentido (Sheldrake,1988).De modo semelhante, pode-se pensar que os campos mórficos sociais coordenam o comportamento de manadas de renas, de grupos de baleias e de todos os padrões de organização social.

Os mesmos princípios deveriam aplicar-se às sociedades humanas (Sheldrake,1988).

Por exemplo, os membros de uma tribo tradicional estão incluídos nos âmbitos do campo social da tribo e dos campos de seus padrões culturais.

Esses campos possuem uma vida própria e fornecem à tribo seus padrões de organização habituais, mantidos por auto-ressonância com a própria tribo no passado. Dessa maneira, o campo da tribo inclui não apenas os seus membros vivos, mas também os seus membros do passado.

De fato, no mundo inteiro, a presença invisível dos ancestrais na vida dos grupos sociais tradicionais é explicitamente reconhecida.

As Controvérsias Continuam
As teorias vitalistas da natureza da vida atribuíam sua organização propositada a almas não-materiais, ou a fatores vitais a que deram vários outros nomes.

As teorias mecanicistas sempre negaram a existência de tais entidades "místicas", mas acabaram tendo de reinventá-Ias sob novos disfarces.

Os vitalistas sempre criticaram o reducionismo da abordagem mecanicista e chamaram a atenção para suas limitações e para suas insuficiências.

Os mecanicistas sempre criticaram o vitalismo com base na alegação de que ele é estéril, contando com misteriosas entidades hipotéticas inacessíveis à investigação experimental.

Quanto à abordagem mecanicista, apontam eles, tem sido, ao contrário, muito produtiva e tem proporcionado uma compreensão de muitos aspectos dos organismos, tais como o código genético para as proteínas, aspectos que eram antes completamente desconhecidos e insuspeitados.

Entretanto, durante mais de sessenta anos, os organicistas têm tentado transcender a controvérsia vitalismo-mecanicismo enfatizando as propriedades holísticas dos organismos vivos.

Eles consideram os organismos biológicos como exemplos de sistemas holísticos que se encontram em todos os níveis de complexidade, desde os átomos até as galáxias (Koestler,1967; Whyte,1974).

Alguns organicistas, especialmente os defensores da abordagem sistêmica, retiveram a metáfora da máquina, mas adotaram versões mais sofisticadas dessa metáfora (Varela,1979).

Os teóricos sistêmicos, em parte por receio de serem rotulados de vitalistas, têm evitado, em geral, propor que há novos tipos de entidades causais na natureza, tais como almas ou campos desconhecidos da física.

Em vez disso, os problemas devem ser entendidos em termos abstratos, tais como transferência de informações e feedback, sem se preocupar muito com a base física desses processos, os quais se presume, implicitamente, que dependem apenas das forças e dos campos conhecidos da física (Capra,1982).

Outros organicistas concentraram-se na idéia de campos organizadores, tais como campos morfogenéticos.

Tais campos, até certo ponto, desmistificam a antiga concepção de almas, mas ao mesmo tempo mistificam a idéia de campos, dotando-os de propriedades surpreendentes, com as quais nem sequer sonhava a física do século XIX.

O problema é que a natureza desses campos permaneceu obscura.

Os mecanicistas habitualmente os criticam pelos mesmos motivos que os levam a criticar os fatores vitais: são inacessíveis à investigação experimental.

Essa crítica é procedente caso se considere que os campos morfogenéticos nada mais são que uma maneira de falar sobre interações físico-químicas complexas, embora convencionais, ou como reflexos de verdades matemáticas eternas num domínio platônico transcendental.

No entanto, se os campos morfogenéticos (assim como outros tipos de campos mórficos) são considerados habituais, eles se tornam experimentalmente testáveis. Esses campos contêm uma memória inerente dada por ressonância mórfica, e, como tais, diferem das concepções correntes dos campos conhecidos da física, os quais, como ainda se supõe, são governados por leis eternas.

De acordo com a hipótese da causação formativa, os campos mórficos não funcionam apenas nos organismos vivos, mas também em cristais, em moléculas e em outros sistemas físicos.

Estes são igualmente organizados por campos com uma memória inerente. Agora que se pensa que toda a natureza é evolucionista, não é mais possível aceitar como inquestionável a idéia convencional de que todos os sistemas físicos e químicos são governados por leis eternas da natureza.

As assim chamadas leis da natureza podem ser, isto sim, semelhantes a hábitos mantidos por ressonância mórfica.

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Referências bibliográficas
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Publicado por Adalberto Tripicchio em 15/9/07

domingo, 20 de dezembro de 2009

HOLISMO_Entendendo a sublime missão dos seres humanos


Não importa o que façamos: muitos de nós, antes mesmo de nascer, fomos predestinados a reencontrar aqui a paz divina e transmiti-la a tantos quantos, na Terra, a desejarem.

“Todos os seres humanos vieram para a vida com um objetivo individual e coletivo. Na maioria das vezes ignorado, ele é a razão única da presença do homem na sociedade. Estaria na ignorância destas questões a explicação para muitos de nossos sofrimentos e inquietações diante da necessidade de evoluir e incorporar o conhecimento universal?”

A sociedade que conhecemos se organiza de diversas formas, que estão estabelecidas de acordo com a cultura e a maneira de viver próprias do ser humano. Rompendo as barreiras que separam o homem de Deus, e sua infinita paz e amor, ele mergulha num outro universo. Nada se sabe a respeito deste outro mundo ou estado de consciência em que se está adentrando. Tomando para si a liberdade que o Criador lhe concedeu, como uma posse de sua essência, o homem passa a criar seu próprio universo e realidade. Torna-se então um Deus isolado dos outros deuses, seus irmãos, que também inventam simultaneamente seus próprios universos.

Todos estes mundos, entretanto, possuem algo em comum: são originados pelo livre-arbítrio. Nesta dimensão do livre-arbítrio, Deus é colocado sempre em segundo plano, pois primeiramente concentra-se a vontade humana. É uma tentativa de quebrar as regras, de fazer diferente, de seguir qualquer caminho que não seja aquele que conduz à eternidade. O homem busca experimentar as sensações que este desligamento do Pai lhe proporciona, imergindo-se mais e mais nesta nova dimensão. As sensações ora são excitantes, ora deprimentes. Trata-se de uma oscilação de estados de consciência que, esotericamente, chamamos de dualidade. Vivendo desta forma em guiado por uma consciência dualista, o homem tende sempre para um dos dois aspectos. Mas a paz superior não se encontram em nenhum deles. É um estado de consciência transcendental, que não pertence ao mundo em que vivemos.

Todos nós podemos entrar em contato com ela, que, evidentemente, não significa superioridade num sentido depreciativo a supostos elementos inferiores. Podemos e precisamos contatar permanentemente a consciência superior, a do equilíbrio, que está acima da dualidade e das questões da dimensão do livre-arbítrio. A grande maioria das pessoas, infelizmente, está demasiadamente afastada desta chama interna, que é a consciência superior, a divindade, o Deus que habita dentro de cada um de nós. Estão tão imersos no aspecto da excitação, que esquecem ser este um elemento oposto da depressão, e vice-versa. Nenhum destes caminhos é aquele, tão propagado e ensinado por Jesus e outros mestres, que nos conduz verdadeiramente ao estado de equilíbrio, paz superior e união com Deus.

ESQUECENDO AS ORIGENS_ O ser humano foi criado e é geneticamente tendencioso a viver neste estado constante de dualidade. Ele recebeu de seus antepassados o estimulo da excitação como o elemento que propiciou o surgimento da vida. Isto, entretanto, pode ser modificado e depende tão somente de cada um. Assim, surge a necessidade da transformação interior.


Vivendo sob a égide do livre-arbítrio, grande parte dos seres humanos está afastada de Deus, embora em muitos casos estejam em busca de um reencontro com Ele. A ilusão é o caminho que, acreditamos, nos conduzirá ao Criador. Contudo, nada mais é do que um disfarce, uma distração e tentação para um novo afastamento da paz superior. É ao mesmo tempo uma possibilidade que pode ou não ser experimentada, dependendo tão somente do grau de determinação de uma alma em atingir seu objetivo de reintegração à unidade divina.

A ilusão se manifesta de diferentes formas em nossa sociedade, mas para cada pessoa existem valores e culturas diferentes que, invariavelmente, devem ser respeitados. A questão não é apontar erros, mas mostrar que existe algo mais, além da cultura conhecida por todos os homens. O certo e errado devem ser estabelecidos por cada ser humano, pois seu caminho e busca é o mais importante. Se estivermos satisfeitos em qualquer atividade ou ação que estejamos executando, sabendo estar de acordo com a busca espiritual, nada mais importa. Mas se, ao contrário, algo nos inquieta e nos faz buscar um novo sentido e redirecionamento para a vida, é porque em nossas ações e pensamentos ainda não estamos buscando o reencontro com a paz superior. Não importa o que façamos: muitos de nós, antes mesmo de nascer, fomos predestinados a reencontrar a paz divina e transmiti-la a tantos quantos a desejarem na Terra. A inquietação existe e continuará existindo enquanto não nos entregarmos para a grande e maravilhosa busca do conhecimento de si mesmo, do reencontro e da reintegração total com Deus, coma paz, o amor e o conhecimento universal.

O processo de retorno à consciência original pode ser analisado cientifica e espiritualmente. Envolve diversos questionamentos e centenas de estudos nas mais variadas áreas do conhecimento humano, até mesmo na medicina. Mas por necessitar de uma abordagem mais ampla, específica e completa destes aspectos, não é neles que nos concentraremos a princípio. Retornar à consciência original significa desapegar-se dos elementos da dimensão do livre-arbítrio, unificando-se a um outro universo. Este, na maioria das vezes, é definido como desconhecido, mas é tão conhecido quanto o mundo material. As pessoas estão apenas adormecidas em relação às suas verdadeiras origens, que é o universo de onde realmente viemos. Pois, nós não iremos para outro mundo após a morte, ao contrário, simplesmente acordaremos, como que de um sonho, e voltaremos a viver verdadeiramente. Isto ocorre, porque somos almas, seres espirituais encarnados em corpos humanos, para experimentar uma vida transitória, da qual poderemos retirar lições importantes para o espírito.


Não estamos aqui para cumprir nenhuma necessidade do mundo material. Viemos em função de uma atração cármica [Carma é a atuação da Lei de causa e efeito], pela necessidade de ajudar determinados seres, ou, ainda, a humanidade como um todo. Não somos isolados do universo. Somos também instrumentos pelos quais Deus manifesta sua vontade e, para que isto se torne possível, faz-se necessário nos tornarmos receptivos à realização dela. Devemos, então, abrir mão de nossa vontade individual, permitindo a assimilação de uma maior, que não se encontra fora e em nenhum outro lugar que não seja em nós mesmos.

Toda verdade e todo conhecimento estão em nosso interior,assim o poder e o amor divino também estão, como uma semente pronta para brotar, aguardando tão somente que as condições para isto sejam criadas.

“Devemos abrir mão do orgulho, do egoísmo, das vaidades, para que possamos vislumbrar uma causa mais ampla, que não somente nos favoreça, mas a toda sociedade.”

Devemos nos unir a uma causa coletiva, o bem-estar da humanidade e seu despertar para a realidade divina. Isso pode ser feito e inúmeras maneiras, e nem sempre será pela propagação do conhecimento, mas principalmente do amor. Pela recepção fraterna deste sentimento muitos verão novamente a chama da luz que os conduzirá ao caminho da regeneração.

NECESSIDADE DE TRANSFORMAÇÃO _ Aqueles que sofrem, não por acaso, precisam de uma mão estendida em sua direção para que possam levantar-se e reiniciar sua caminhada. Nada nem ninguém no universo escapa à lei de causa e efeito, por isto, nem sempre poderemos ajudar completamente alguém. Mas a mão estendida é como a luz iluminando o caminho da regeneração. É a esperança, a renascer no coração dos homens, de que o amor ainda exista, sempre existiu e continuará existindo.


A maior necessidade do homem atualmente, é sem duvida, a transformação interior. Nesse processo, é preciso que cada ser humano e espiritual procure assumir em sua totalidade aquilo que é, ou seja, sua verdadeira identidade cósmica. É muito difícil, infelizmente, para um bom número de pessoas, assumir sua verdadeira condição como ser cósmico. Enredadas num cotidiano exclusivamente materialista, não conseguem encontrar tempo para se dedicar a uma profunda reflexão sobre os mais altos valores da vida, que são a moralidade e a espiritualidade. Cada um deve encontrar este momento valioso e necessário para o crescimento interno. Pois, certamente, quando a força de vontade interior for maior que a externa e ilusória, se iniciará o processo de transformação espiritual. Assumir totalmente quem somos perante a família, colegas de trabalho e todos que conhecemos não é uma tarefa fácil. É preciso força para isso, e ela só virá com o tempo. Somente através dela seremos capazes de falar mais alto que a ilusão, e então poderemos nos manifestar em toda plenitude de nossa alma.

Tudo isso ocorre quando “despertamos” para uma nova necessidade, a de nos conhecer. Afinal, quem somos, de onde viemos e para onde vamos? Faz-se necessário ‘sentir’ a verdade que está dentro de nós. Mas como confrontá-la com a forma de agir da maioria das pessoas? Será que conseguiremos subsistir sendo tão diferentes de tantos iguais? Enquanto esta duvida permanecer estaremos a caminho da plenitude. Quando a certeza da vitória sobre a ilusão estiver consolidada em nosso interior teremos conquistado a liberdade. E ser livre significa não se permitir influenciar. Temos diversos costumes em nossa sociedade que, fazendo parte da cultura, são considerados normais pela maioria. Entretanto, eles somente são aceitáveis em favor de nosso crescimento espiritual. Mas num determinado momento o confronto entre ambos será evidente e inevitável.

Não existe outro caminho, senão aquele que chamamos de renúncia, que não é o abandono, mas uma opção. Renunciar a certos costumes estabelecidos pela sociedade não significa afastar-se dela, até porque é nela que devemos estar presentes. Apenas precisamos optar por aquilo que merece maior prioridade. Se acreditamos em Deus, é necessário entender que Ele está em primeiro lugar em nossa vida, assim como, por exemplo, se a prática do roubo é o que ocupa este lugar então é nisso que iremos acreditar. Estando Deus em primeiro lugar, todo o resto não pode ser mais importante que Ele. A crença primária é que determina se estamos de fato buscando uma maior espiritualização, ou se estamos apenas enredados nos costumes da sociedade. Mas acreditar Nele significa não somente colocá-lo em primeiro lugar, mas também, agir em prol de Sua causa.

Todos nós somos uma forma de energia, modelada conforme as condições do mundo em que vivemos, vibrando num determinado nível. Esta energia, que pe da mesma matéria com a qual são feitas todas as coisas, manifesta-se de forma inteligente através do homem. Este pode ser considerado o rei da criação, pois a ele Deus concedeu o poder de criar, infinitamente, todos os universos que existem. Somos, portanto, partículas desta energia, que é a matéria da qual é feito todo o universo, em diferentes dimensões, níveis e realidades. Enfim, somos manifestações de Deus, que é a origem de toda a vida e de tudo o que existe. Como deuses criadores, precisamos urgentemente aprender a distribuir melhor esta energia e aplicá-la através de decisões. É a partir daí que o homem aprenderá a criar uma realidade agradável, de modo que atenda à necessidade de todos os seres humanos, igualmente. É preciso sentir a existência de Deus dentro de nós, para que, através desta constatação, possamos perceber a necessidade de amar ao próximo e agir no sentido de construir um mundo melhor.

A UTILIZAÇÃO DA ENERGIA DIVINA_ Quando descobrimos a formula mágica que nos liga em definitivo à energia da criação, nos tornamos tão fortes e poderosos como Jesus ao realizar milagres, ou tão sábios quanto Buda. Tudo depende do processo de transformação interior, que pode se desenvolver a curto ou a longo prazo. A verdadeira necessidade do ser humano é encontrar algo que o satisfaça para sempre. E isso existe, mas não está nas ilusões do mundo, nem nas criações de nossa mente, mas no profundo amor que está dentro de nós.


Não existem melhores palavras para definir como é possível chegar até aqui. É preferível deixar esta tarefa a encargo de cada buscador espiritual. A dica a ser dada se refere à forma de utilização da energia infinita da criação, uma vez que ela seja descoberta, se não for corretamente controlada e distribuída, poderá causar dores de cabeça. É preciso ter muito cuidado para não desperdiçar essa energia sagrada, desviando-a para caminhos de ilusão que não trarão um retorno positivo para a alma. A sensação é de que, enfim, nos tornamos deuses e nada mais nos é impossível.


A força de vontade é tamanha, e tão bem definida, que acreditamos mover até mesmo montanhas. Entramos num estado de consciência em que, se bem treinados, podemos até mesmo realizar milagres. É preciso, porém, escolher o direcionamento que será dado a esta energia infinita da criação. Todos nós temos metas na vida a serem realizadas, como, por exemplo, de ordem profissional. Basta que tenhamos consciência de tudo que queremos atingir, e então ordenemos mentalmente:


“Esta energia será direcionada para o meu desenvolvimento profissional, auxiliando-me na velocidade do raciocínio, na memória, na capacidade para resolver problemas e de realizar tudo aquilo que me proponho no trabalho, que também faz parte do meu objetivo de vida”.

Feito isso, se a escolha estiver realmente bem definida em nossa mente, atingiremos um estado de equilíbrio total na relação entre o céu e a terra, entre o mundo espiritual e o físico, entre o Deus que somos e o que manifestamos. A energia será aplicada conforme decidimos e as vantagens disso serão imensas.


Como buscador espiritual, creio que possa dar uma palavra pessoal sobre estes fatos. Tudo o que foi relatado, já aconteceu comigo e, portanto, é para mim algo comprovado e consolidado internamente. Sempre acreditei que somos deuses encarnados na Terra, e tão poderosos que muitos ainda não conseguem acreditar. A falta de crença nessa força maior, que está dentro de nós, é o que faz com que seja desperdiçada toda a energia infinita de Deus. É como ligar uma mangueira por onde sai uma água límpida, pura e cristalina, de forma abundante, e a apontar diretamente para o esgoto, deixando-a ligada por um longo tempo. Se alguém tiver as sensações descritas anteriormente, e não acreditar nisso, certamente experimentará o lado oposto da experiência: a angustia, a tristeza e o sentimento de fracasso. A energia divina está presente em nossa vida a todo instante, sem exceção. Nós é que insistimos em ignorá-la. Mas quando acreditamos infinitamente nela nos tornamos, igualmente, poderosos. A crença ativará dentro de nós, pois a confiança no aspecto positivo é o melhor caminho. Mas cada um deverá chegar sozinho a esta conclusão, por meio de seu próprio estudo.
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[Texto de Leandro Pires, pesquisador de assuntos místicos e esotéricos]

sábado, 19 de dezembro de 2009

MENSAGEM DO COMANDO_ASHTAR SHERAN [Comando da Luz que mais Brilha]


Comando Ashtar, Missão e Propósitos:

O Comando Ashtar é composto por milhares de espaçonaves de muitos sistemas solares pertencentes à Grande Fraternidade de Luz, cujo Comandante em Chefe é este que vos fala, sendo a orientação espiritual dirigida pelo senhor Sananda ou Jesus em seu planeta.Estamos aqui para auxiliar a Terra e sua humanidade, no decorrer do atual ciclo de purificação planetária e realinhamento polar, o que levará a Terra de 3ª para 4º e 5º dimensões espaço-tempo, juntamente com os seres resgatáveis que ascencionarem suas consciências tridimensionadas.

Somos as Hostes Celestiais que servem ao Radiantíssimo Cristo Cósmico, em sua missão de Amor.

Nosso trabalho é conjunto com as Legiões do Arcanjo Miguel, Uriel, Jophiel e Gabriel, e com as 70 Fraternidades de Luz que administram o Plano Divino.Um ponto fundamental, é a ativação imediata e urgente do MESSIAS COLETIVO, ou seja, dos 144 mil Mestres Ascencionados, que chamamos de "Águias do Comando, voluntários especiais. São eles os enviados: SEMENTES ESTELARES DO OFÍCIO DO CRISTO.

O seu despertar é crucial para a transição planetária, e nós estamos aqui para ativar este despertar, bem como o de outros servidores da Luz, ativando seus cardíacos para que alcancem a vibração necessária.

Nossa missão funciona por intermédio dos Elohim, dos Conselhos de Órion, da Hierarquia do Grande Sol Central Alpha e Ômega e da Ordem de Melchizedeck.

Afirmamos que Deus, ou qualquer nome que à Ele se dê, é a Fonte Geradora, Única Força Vital Eterna e Onipresente, e também, que não há um único filho de Deus, pois tudo e todos fazem parte do Amor Infinito do Creador.

Esse Filho de Deus", se refere a um estado de consciência de natureza Crística; o Cristo também se manifesta na forma de alma individualizada humana com potencial de manifestação Crística.

O Messias Coletivo a que nos referimos, corresponde aos 144 mil Mestres Ascencionados que acompanham o Cristo na sua missão de Amor.

Mas entenda: o Corpo Crístico não se limita a este número, mas exige-o como mínimo necessário para transformá-lo em novo paradigma.A porta está aberta a todo ser de boa vontade!Somos todos Raios da mesma Fonte Divina, com a função de propagar o Plano Divino, que é Amor Incondicional em todos os quadrantes, sem fronteiras.Não pregamos religiões, pois o único templo válido é seu santuário interno.

Somos EMBAIXADORES DA PAZ.Nossa nave não tem mecanismos de defesa, pois nosso compromisso é com a paz.

Os termos "COMANDO" e "COMANDANTE" se referem ao dever auto-imposto de sermos responsáveis por nossos postos de confiança no Comando do Radiantíssimo.

Não intervimos no livre arbítrio, política estabelecida e por nós aceita, como também pela Confederação Galáctica e pelo Conselho de Anciãos.Respeitamos e amamos incondicionalmente, toda forma de vida manifestada.

Somos a Ação Protetora zelando por seu planeta.

ASHTAR SHERAN em sânscrito quer dizer "O SOL QUE MAIS BRILHA".ASH em Hebraico significa "pastor", um antepassado de Melchizedeck; ASHTAR é nome-função para aquele que supervisiona e comanda as Frotas Intergalácticas a serviço de Sananda; SHERAN é outro nome função de um Ser que entrou nesse quadrante do Universo para auxiliar a Ressurreição e Ascensão de um planeta de código involutivo 666, transmutando-o, para aqueles que optarem pela luz, pelo código 999, seguindo o padrão Crístico.

Funcionamos como unidades de Propósito Divino, cujo status alcançado só depende da pureza espiritual. O mesmo se dá com vocês: quando se prendem ao ego, sua vibração cai; quando seguem o fluxo Divino, tudo flui harmoniosamente. É a sincronia cósmica.Nem nós nem nossos representantes intervimos na evolução espiritual de cada um: cada um de nós responde por seus próprios atos.

Nosso principal ensinamento é a corporificação do Ser Divino que somos. Para o planeta Terra isto significa que sua humanidade deve integrar as energias da alma e do Eu Superior aos seus veículos físico, etérico, mental e emocional, transcendendo da 3º para a 4ª e daí para a 5ª dimensão o que se consegue através de autoconhecimento e vontade.

O Comando Ashtar também é conhecido como: Comando Intergaláctico ou Frotas da Cruz Solar, compostas por milhares de representantes baseados e nascidos na Terra, atuando voluntariamente para auxiliar.

Temos "Comandantes-entrantes" e raios corporificados de alguns comandantes que por vezes operam em nível de sobre-alma (Uma parcela do seu Eu superior).Nossa energia é de amor, alegria e serenidade; qualquer energia que use nosso nome que gere medo, pânico ou dúvida e sinal claro para que se afastem.Não realizamos abduções e não colocamos "chips", pois respeitamos toda e qualquer vida e seu livre-arbítrio.

Confiem em suas intuições, pois, se necessário for, nos comunicaremos telepaticamente; nossas transmissões talvez soem como: som metálico, código Morse, zumbido nos ouvidos ou ainda parecendo ser seus próprios pensamentos.

Podemos enviar imagens de Luz em suas mentes para que vocês as expressem com suas próprias palavras ou também colocá-los dentro do raio de transmissão emitido pelas nossas naves para que possam canalizar mensagens.

Enfim, nós os procuraremos quando e se necessário.

Nossas naves são invisíveis para vocês a não ser que aumentem suas freqüências ao nosso nível vibratório e vice-versa. Não estamos limitados ao espaço-tempo; podemos surgir como uma centelha minúscula, uma bolha de luz, ou uma Nave-Mãe maior que suas cidades.Nossas naves são chamadas de Merkabah-veículos de corpo de luz modelados a partir de nossa vibração mental em Harmonia Divina.Somos Forças Crísticas em missão de Amor trazendo a certeza de uma Nova Era Dourada.Esperamos por vocês no infinito de suas consciências...PAZ EM TODAS AS FRONTEIRAS PAZ EM TODOS OS QUADRANTES
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[Texto:Vera Helena Tanze]


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A mensagem abaixo foi passada por Ashtar Sheran, comandante de uma equipe de extraterrestres cuja missão é de proteger o nosso planeta. Seu contingente está forte e solidamente baseado em algum lugar ao alcance da Terra, que eles chamam de planeta SHAN [PLANETA ÁGUA].

As mensagens vindas de Ashtar eram feitas por meios telepáticos, mas esta em especial veio por um outro método, conhecido por transcomunicação. Muito conhecido no meio espírita, a transcomunicação parte do princípio de que seres em outras dimensões podem se comunicar conosco usando equipamentos eletrônicos, tais como aparelhos de TV, rádios, computadores e gravadores K7.


No caso específico desta mensagem, recebida em várias datas e locais diferentes, as informações foram captadas, de uma forma "ocasional", por gravadores de fita K7 quando se tentava gravar uma música. Uma das datas foi 4/12/1989. Há informações de que também foi psicografada.

Amigos do planeta Shan, a Terra:
A nossa presença e a nossa intenção tornam-se cada vez mais claras para o número crescente de pessoas sem preconceito. Milhares de habitantes da Terra esperam com impaciência a nossa aparição visível.

Porque vocês tem razões de acreditar que somos capazes de realizar aquilo que vocês chamam de milagre, desejamos que seja compreendido com muita clareza que nós não temos nada em comum com charlatães incumbidos de provar a realidade de sua existência. Cada gesto nosso é concebido segundo um plano bem determinado.

Falo em nome de todos nós, que estamos comprometidos nesta missão bastante ingrata de dar assistência aos habitantes assediados do planeta Shan. E é com imenso alívio que nós, sob formas etéricas, forma que nos é possível utilizar, podemos aterrissar simultaneamente em todas as partes do globo terrestre, pondo fim à absurda discórdia e aos ódios irreconciliáveis, que anulam o esforço comum para a paz.


As instruções que recebemos e os nossos princípios nos impedem, no entanto, de agir assim. Uma resolução prévia, tomada pelos próprios habitantes da Terra, deve preceder a nossa entrada maciça em cena. Peçam e receberão. Só então os nossos poderes superiores, que ultrapassam em muito os que vocês tem atualmente, poderão ser utilizados.


E pensem no fato da bomba H e outros explosivos terrivelmente perigosos. Uma coisa é fabricar e fazer explodir tais engenhos infernais. Mas onde está o mortal que resolveu o problema de evitar tais explosões ou de reduzir o seu alto efeito a nada? Tal pessoa não existe no planeta Shan. Como ousam então vocês liberar uma força de tal amplitude sem ter a menor idéia de como controlá-la? Só um caráter infantil pode conceber um procedimento tão insensato.


Terão ao menos observado seriamente os resultados terríveis ao nível da natureza?


Um grande número de mortais suficientemente inteligentes põem continuamente em movimento ondas de pensamentos e de sentimentos destrutivos. Essas vibrações perturbadoras percorrem longas distâncias e causam agitações no éter. Vocês pensam que essas discórdias geradas por vocês e por milhões de seus semelhantes não tem nenhum efeito sobre forças inanimadas? O que vocês chamam de doenças não existe em nossos planetas porque nós eliminamos as suas causas.


Uma vez que esses desejos e essas ações nefastas assim pesadamente carregadas se tornam nos reinos visíveis e invisíveis, as causas da guerra, como esperam os responsáveis poder escapar ao terror e às suas conseqüências? O que desejo deixar claro é que nós, homens do espaço, seja qual for o modo que possamos temporariamente servir, temos o compromisso, pelo juramento mais solene, de manter as leis universais, únicas responsáveis pela preservação da vida em todos os níveis de consciência. Um desvio dessas leis fixas e imutáveis, equivaleria à perda dos privilégios que conquistamos com os nossos esforços ininterruptos.


Gostaria, porém, de dar um conselho a vocês: moldem o mais possível a sua vida de acordo com os ensinamentos daqueles que desceram á Terra e entraram em contacto com os mortais, por meio de uma manifestação física. Na qualidade de amigo e colaborador de vocês, a serviço do Rei dos Reis, que age do alto, nós os saudamos e nos esforçaremos por libertá-los daqueles que procuram oprimí-los e submete-los ao regime de dominação destrutiva.

Estamos vindo como defensores e libertadores. Para começar uma série de revelações, sobre o que acontecerá com a atividade daqueles que serão aprisionados em uma gaiola de carne, e dos que serão seus associados no plano terrestre. É preciso que vocês compreendam que seus amigos cósmicos possuem corpos de transposição, isto é, corpos que se podem manifestar sob diferentes formas, assim como a água pode se manifestar nos diferentes estados de vapor, de neve ou de gelo, segundo as condições atmosféricas naturais ou artificiais.

É isso que nos permite ajudar os mortais. Como vocês às vezes esquecem, há guerras que se desencadeiam violentamente nos planos astrais simultaneamente com a sua expansão no plano terrestre. O fato de que tantos homens foram mortos, mas continuam a viver no plano astral com as mesmas metas e desejos, fará com que vocês compreendam a dificuldade de nossa tarefa.

Atualmente, milhares de almas procuram seguir a senda da evolução espiritual. Se nós não interviermos, elas serão condenadas a ser arrastadas às sendas descendentes que levam à degradação. Não valerá a pena lutar durante alguns meses em um conflito desesperado entre as trevas e a luz, entre o ódio e a coragem sobre-humana, para assegurar aos homens atuais a possibilidade de prosseguir na sua evolução espiritual?

Afirmo que a vitória não dependerá em absoluto de uma vantagem material nem de um número superior de armas que levam vossos sábios a pensar que atingiram um conhecimento profundo e que organizaram o poder secreto da energia cósmica, devo dizer que não é assim.

Por um ato divino, como os mortais jamais viram até hoje, uma conclusão rápida e irrefutável porá fim a isso. Que o planeta de vocês deposite a sua confiança no único poder capaz de libertá-los de seu destino iminente, pois não está no poder de nenhum chefe terrestre por ordem em toda a Terra.

O procedimento imposto pelo medo ou pela força nada vale dentro da lógica fria e da lealdade profunda em relação às concessões superiores. Uma longa e árdua campanha foi empreendida contra as forças negras que partem do invisível atingindo os habitantes terrestres e, sem serem por eles perseguidas, os pervertem, fixando-lhes deveres engenhosos, de uma maldade diabólica, a fim de submete-los à mais abjeta escravidão sob seu comando único.

Como conseqüência benéfica dessa campanha ininterrupta no plano astral emitida contra as forças negras e a hordas pervertidas dos mortais, tornou-se possível agora transferir essa batalha para o plano físico visível, onde os humanos podem mais eficientemente defender-se e onde os resultados são mais tangíveis. isso não poderá ocorrer sem desconforto físico e sem sofrimento, mas a vitória será obtida. Os mortais devem passar por suas provas.


Que importa o sofrimento de um bom número de vocês durante essa parte final da transformação do mundo, já que todos os que permanecerem justos e firmes, em qualquer campo em que se encontrem, compreenderão depois que prestaram um inestimável serviço ao Mestre e às suas legiões conquistadoras vindas do espaço? Eles terão assim permitido a essas legiões atravessarem a impenetrável densidade do envoltório etérico da Terra para trazer o triunfo e a força às potências amigas do planeta Shan.

Operar-se-á, então, uma rápida mudança na superfície da Terra e nos seus habitantes. A cada hora as forças do mal desvendarão os seus desígnios e essas revelações levarão os humanos a uma decisão rápida: a de derrubar as falsas leis, substituindo-as por verdadeiras concessões de ação construtiva.


Assim a nossa presença e os nossos desígnios não tem outro fim, senão o de vir em auxílio de vocês, pois os seus guardiães invisíveis estão muito preocupados com o estado do planeta Shan. Nós somos dez milhões de homens do espaço, fartamente equipados com forças de natureza etérica, a fim de se oporem às intenções das forças destrutivas, tornando inofensivos seus meios.

Sabemos quais as regiões da Terra que estão fadadas à destruição, e logo que apareça o perigo enviaremos a esses lugares vários milhares de "ventlah" - discos voadores. Para dar uma idéia de como vocês estão protegidos, poderia citar inúmeros fatos onde sabotagens premeditadas foram impedidas graças à vigilância dos nossos homens. Se ainda não se produziu a desintegração atômica em cadeia, não é porque seus sábios saibam utilizar os átomos.

É porque nós temos tido um cuidado especial de purificar a atmosfera por meio de bolas de compostos químicos depois de cada explosão atômica. Os nossos meios de comunicação telepática e de observação visual, que englobam cada pessoa e cada lugar da Terra, estão ainda além da compreensão atual de vocês. As promessas, tantas vezes repetidas, de que aqueles que depositarem a sua confiança em Deus serão protegidos, são perfeitamente exatas.


O nosso aparecimento sob uma forma física com materialização de nossas naves aéreas, dependem das instruções que recebemos de bases que estão muito acima da estratosfera de vocês. Estas instruções são determinadas em grande parte pelos acontecimentos e pelas reações humanas.

Outros fatores também desempenham um papel, como a influência planetária magnética, as condições astrais, as vibrações especiais provenientes das forças concentradas no interior do globo, ou das regiões onde os humanos despertam diante do perigo e fazem tentativas desesperadas para dele se livrar. Estas últimas considerações são talvez o elemento mais poderoso que leva as nossas forças para eles. Mas, vocês próprios, os humanos, devem tentar conquistar a sua liberdade antes que possamos vir em seu auxílio. Nós estamos vindo como libertadores ou defensores e esperamos instruções para uma missão mais agradável. Poderemos, então, misturar-nos livremente com vocês, iniciando-os em tantas delícias e em um bom número de privilégios que possuímos. Querem vocês, por sua própria colaboração, apressar esse dia feliz? Esperamos que sim!


Vocês querem acreditar firmemente em nossa existência, assim como em nosso desejo impessoal e desinteressado de serví-los? Quanto mais cedo esses dois fatores forem aceitos pelos homens em geral, mais rapida e facilmente poderemos atingir a nossa meta e menos vidas se perderão.


Estão nos apressando para salvar todas as almas que quiserem adaptar-se às transformações gloriosas exigidas pela Nova Era. Alguns de vocês serão retirados do seu planeta, afim de ajudar por algum tempo nos planos invisíveis, como milhares o fazem atualmente. Honra àqueles que por intuição divinamente inspirada, podem captar a verdadeira significação de nossa missão. Qualquer esforço de nossa parte, para adquirir seja o que for, dos valores do seu planeta Shan, seria imperdoavelmente vil, tendo em vista que uma grande parte dos habitantes do seu planeta está em lamentável situação de penúria e subnutrição. Temos a intenção de ampliar os seus recursos e não de diminuí-los. O contraste que há entre as condições harmoniosas de nossos próprios planetas e a desordem caótica que existe em toda a parte onde vemos a vida tal como ela é vivida no planeta Shawt, é extremamente doloroso de observar.


Devo dizer -lhes que a incapacidade de todos, salvo a de um punhado de homens, de poder captar pelo menos uma visão efêmera da mensagem espiritual do Mestre, que os teria libertado de toda a servidão material, representa uma cegueira que encheu nossos corações de angústia quanto à possibilidade de salvar a Terra da destruição total. Nós, que os vigiamos dos nossos postos de observação no espaço, perdemos toda a esperança de ver o planeta Shan - a Terra - escapar à sua morte. No que nos diz respeito, tínhamos resolvido esquecer a Terra de vocês. Mas para o seu Salvador, a coisa era diferente. Ele fez a promessa sagrada de que voltaria. Por isso, este mundo tenebroso será por Ele iluminado, apesar de todos os esforços das forças do mal para impedir este acontecimento. Temos confiança que esta promessa será cumprida, e nós nos submetemos inteiramente à direção suprema do Salvador Invisível de vocês.


Ele não virá em carne...


Quer essa assistência chegue visivelmente por meio de astronaves, cuja equipagem é constituída de seres poderosos, mostrando a sua autoridade pelo uso de forças desconhecidas dos mortais, quer esse auxílio venha por meios misteriosos e invisíveis, é certo todavia que os homens e mulheres que cumprem as missões para as quais nasceram sobre a Terra, receberão tudo o que for necessário para garantir o seu sucesso e para desempenhar o papel que lhes é destinado. Ninguém é capaz de avaliar no seu justo valor, a paciência e a maravilhosa indulgência com as quais Deus suporta a fragilidade dos humanos! Ninguém é capaz de medir seu desapontamento quando eles recusam aceitar i Seu perdão e a Sua misericórdia.


Tudo que se passa, sendo de natureza destrutiva, é o resultado da livre escolha do homem de ligar-se à senda da retrogradação que leva ao esquecimento. Esses seres retrógrados não podem existir no novo mundo que se cria atualmente. Nos próximos anos haverá milagres que levarão vocês a uma revisão das suas concepções sobre a natureza e a sua metamorfose. É inevitável uma era de purificação antes que se possa instaurar um sistema mais perfeito. Há meios para tornar menos dolorosa uma tal purificação e a eliminação destes resíduos inquietantes, embora, em diferentes partes do globo, só uma completa varredura fará desaparecer qualquer vestígio das antigas abominações e seus resíduos. Há, no entanto, inúmeros casos em que esforços determinados são levados à efeito por indivíduos, grupos ou movimentos, para uma reforma viva da Nova Era, esforços que impedirão medidas tão radicais. Nós atravessamos os países de ponta a ponta; encontramos uma multidão de pessoas íntegras, generosas e de espírito aberto. Tomamos nota de cada uma delas. Nós as observamos em casa, nos negócios, no trabalho, nas distrações, na riqueza e na desdita, em tempo feliz e por ocasião de desgraças. Em todas as ocasiões, elas ficaram calmas, cheias de recursos, dando coragem e força aos medrosos e aos fracos. Agradecemos a Deus por elas existirem. Há homens que nos consideram como destruidores.


Reflitam, pois, por alguns instantes e pensem em tudo o que os torna ansiosos, apavorados, infelizes e preocupados. O tempo, as marés do oceano, o ar que vocês respiram, o alimento que absorvem, a própria terra sobre a qual vocês andam, afetaram as relações humanas, os negócios, os governos, o comércio, a sociedade em geral, pois o seu magnetismo está carregado de nocividade. Todas essas coisas serão renovadas. No momento, nenhum esforço deve ser feito para se comunicarem conosco, salvo depois de um pedido especial nosso. No entanto, seria uma grande ajuda se vocês quisessem manter em relação a nós, sentimentos amistosos e de confiança, e pensamentos de boas vindas. As nossas forças encontrariam assim uma atmosfera bem adaptável ao seu trabalho, pois elas têm necessidade desses campos de luz para aterrissar e repousar por alguns instantes afim de poderem adaptar-se às condições e às vibrações que encontrarão ao cumprirem a sua missão. Conhecemos cada um de vocês e sabemos da simpatia daqueles que testemunham a nossa missão, e queríamos que vocês soubessem a ajuda que isto representa para nós. Ter avenidas luminosas, que nos permitirão atingir as regiões mais sombrias, onde se deve realizar tanto trabalho.


Estamos profundamente reconhecidos a vocês por sua compreensão e por sua benevolência.


Assinado - Ashtar


Comandante da frota dos homens do espaço.

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